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CBT mostra como gastou R$ 2 milhões em atletas

Alexandre Cossenza

13/03/2018 08h53

Quem passou pelo blog nas últimas semanas viu que fiz uma longa entrevista com o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Rafael Westrupp. Na segunda parte da conversa, ele prometeu abrir os números de investimentos da CBT (leiam também o que achei da conversa). Pois são alguns desses números que trago no post de hoje, cedidos pelo gerente esportivo e de eventos da CBT, Eduardo Frick.

Segundo a entidade, foram investidos em 2017 exatos R$ 2,019 milhões em atletas. Isso incluiu passagens aéreas para profissionais, equipes juvenis, programa de transição e encontro nacional, entre outros itens. Cito abaixo os valores discriminados:

Profissionais: R$ 326 mil
Copa Davis: R$ 560 mil
Fed Cup: R$ 135.441
Programa de alto rendimento: R$ 320 mil
Equipes sul-americanas: R$ 108.246
Mundiais 14 e 16 anos: R$ 95 mil
Programa e Transição: R$ 180 mil
Encontro Nacional: R$ 125 mil
Bolsa CBT/ITF para Bia Haddad: R$ 170 mil
Total: R$ 2.019.687,00

Vale ressaltar que, segundo os números repassados pela CBT, os gastos com Copa Davis, Fed Cup, equipes de sul-americanos e mundiais e programa de transição incluem passagens aéreas, alimentação, hospedagem e honorários técnicos. No caso da Davis, ainda há os honorários dos jogadores. No Encontro Nacional, o valor de R$ 125 equivale a passagens, alimentação, hospedagem e estrutura do evento.

A entidade lista ainda 29 nomes – jogadores e técnicos – que receberam auxílio direto ou indireto no programa de alto rendimento Veja a lista abaixo:

Jogadores
Matheus Alves
João Ferreira
Matheus Puccinelli
João Reis
Igor Gimenez
Thiago Wild
Gilbert Klier
Felipe Meligeni
Orlando Luz
Rafael Matos
Marcelo Zormann
Igor Marcondes
Carolina Meligeni Alves
Nathalia Gasparin
Luiza Fullana
Ana Luiza Cruz
Nalanda da Silva

Técnicos
Thiago Alves
Roland Santos
Luiz Peniza
Ricardo Siggia
Arthur Rabelo
Zé Luiz
Hugo Daybert
Fernanda Ferreira
Roberto Carvalho
Mario Mendonça
Eduardo Gordilho
Joao Pedro Duarte

Coisas que eu acho que acho:

– Quando se fala em números e nomes, é importante que a CBT mostre quem está envolvido, recebendo ajuda, e quanto está sendo investido. Os números deste post podem não ser tão detalhados assim, mas já é mais do que a Confederação mostrou em seu balanço anual nos últimos anos. É um começo. Que Westrupp e Frick deixem sempre tudo às claras.

– Quanto mais transparente, fica mais fácil para tenistas, pais e técnicos reclamarem e questionarem. Isso acontece no mundo inteiro. Confederações são “vidraças''. Critérios sempre serão colocados em dúvida (todo mundo quer uma fatia do bolo). O mais importante, contudo, é que a CBT seja transparente quanto a valores e critérios.

– Aliás, falando em critérios, o documento enviado por Frick cita que a entidade usa os seguintes elementos para escolher quem ajudar: resultados, idade, rendimento, comprometimento, disciplina, aceite a convocações oficiais CBT/COB, foco na carreira profissional ATP/WTA e critério técnico avaliado pelos treinadores envolvidos.

Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.