Saque e Voleio

Categoria : História

Preservando e celebrando a história
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Alexandre Cossenza

RicardoMello_ItauMastersTour_JoaoPires_blog

Um dos eventos mais legais e mais subestimados do tênis brasileiro é o Itaú Masters Tour. O circuito, que reúne um bocado de gente relevante para a modalidade no passado e no presente, já existe desde 2003 (levava o nome de Citibank Masters Tour até 2011), colocando em quadra campeões brasileiros, finalistas de ATPs e representantes do país em Olimpíadas, Pan-Americanos, Copas Davis e Fed Cups.

O evento nunca atraiu atenção maciça da imprensa, a não ser quando teve um ou outro convidado internacional, como o espanhol Emilio Sánchez ou o equatoriano Andres Gomez. Os jogos, todos de duplas, nem sempre são espetaculares para o grande público ou boa parte dos jornalistas. No entanto, quem conhece e gosta de tênis sabe o quanto é bonito ver gente como Thomaz Koch, com mais de 60 anos, e Marcelo Saliola, um dos fenômenos juvenis do passado, batendo na bola.

Vieira_Tella_Itau_JoaoPires_blog

Não é só isso. Tanto nas etapas “normais” (Curitiba, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo) quanto na final, disputada em Angra dos Reis, o evento é sempre muito mais do que um torneio. Qualquer um que vá ao clube pode bater papo com qualquer um dos veteranos. Só neste ano, o Masters Tour teve nomes como Ricardo Mello, o campeão (vide foto acima), Julio Silva, Márcio Carlsson, Marcelo Saliola, Givaldo Barbosa, Alexandre Simoni, Julio Góes, Ricardo Acioly e Jaime Oncins. Cada um deles tem um monte de história boa para contar.

E se você tiver a sorte de ser um dos convidados para o Pro-Am, pode bater uma bola ao lado de Thomaz Koch, Marcos Daniel, Mauro Menezes ou qualquer outro tenista do elenco de nomes famosos que fazem parte do circuito.

Mais importante do que tudo que já escrevi, talvez, seja a chama que segue acesa no circuito. Cada uma das etapas do Itaú Masters Tour é, no fundo, uma celebração e uma homenagem a tanta gente que fez e continua fazendo um bocado de coisas bacanas pelo tênis brasileiro – e isto inclui o circuito feminino, que tem Andréa Vieira, Patrícia Medrado, Carla Tiene, e Luciana Tella, entre outras.

Em um país que lembra tão pouco de seus tão poucos ídolos, é bacana saber – e lembrar disto a cada etapa do Masters Tour – que há quem preserve e propague a história da modalidade.

Coisas que eu acho que acho:

– Estive em Angra dos Reis para a etapa final e volto de lá com duas histórias legais. Uma entrevista pós-aposentadoria com Júlio Silva e um papo com Pablo Albano, que, aos 46 anos, conquistou um título de Challenger e, depois de mais de dez anos, voltou a figurar no ranking mundial. Ao longo da semana, os textos aparecerão aqui no Saque e Voleio.

– Continuo juntando perguntas boas para a primeira edição do P&R (Perguntas & Respostas) aqui no UOL. Quem tiver uma polêmica a levantar, um debate a iniciar ou uma dúvida para tirar, basta escrever para o meu e-mail. O link está na barra da direita do blog, na aba “sobre o autor”.

Volandri_CHFinals_WilliamLucasInovafoto_blog

Sem ir na toalha (para ler em até 25 segundos):

– Ricardo Mello foi o campeão do Itaú Masters Tour 2013. Na final da etapa de Angra, ele e Márcio Carlsson derrotaram Adriano Ferreira e Roberto Jábali por 6/3 e 6/2. No circuito feminino, o troféu ficou com Luciana Tella, que também venceu a última etapa. Ela e Andréa Vieira superaram Carla Tiene e Sumara Passos por 6/3 e 6/4 na manhã de sábado.

– No Challenger Finals, em São Paulo, o italiano Filippo Volandri foi campeão ao vencer a final contra o colombiano Alejandro González por 4/6, 6/4 e 6/2. Guilherme Clezar, convidado do torneio e tenista empresariado pela promotora, terminou sua participação com uma vitória e duas derrotas, sem conseguir uma vaga para as semifinais. O gaúcho de 20 anos, número 156 do mundo, ganhou três posições na última semana e agora ocupa o melhor ranking da carreira.

– No Challenger de Lima, com premiação de US$ 50 mil, Ricardo Hocevar foi o melhor brasileiro e alcançou a semifinal de simples. Marcelo Demoliner, André Ghem e Fernando Romboli caíram na estreia. Thales Turini parou na segunda rodada, depois de superar Jorge Aguilar.

– Na chave de duplas do torneio peruano, Fernando Romboli foi campeão ao lado do argentino Andres Molteni. Na final, eles aplicaram 6/4 e 6/4 em cima de Marcelo Demoliner e do peruano Sergio Galdos.

– No Challenger de Toyota, no Japão, Tiago Fernandes voltou a perder em um qualifying. Desta vez, o alagoano precisou jogar rodada dupla e foi eliminado na segunda fase. Tiago, atual número 544 do mundo, volta da Ásia com duas vitórias e quatro reveses – e sem furar nenhum quali.


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