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Os 5 melhores jogos femininos de 2019

Alexandre Cossenza

11/12/2019 04h00

Fim de ano é tempo de retrospectivas, cartinhas para o Papai Noel (já, já publico a minha), listas e tudo mais. Quem me acompanha sabe que vou continuar me recusando a fazer um "top X da década", afinal o período atual só termina no fim do ano que vem. Deixo aqui, contudo, minha lista dos melhores jogos femininos de 2019 e os motivos pelos quais valorizo certos encontros mais do que outros. O top 5 masculino vem amanhã.

5. Osaka d. Andreescu 5/7, 6/3 e 6/4 – Pequim, Quartas

Um jogo que podia facilmente estar mais alto na lista, mas a situação – "apenas" quartas de final de um WTA – faz diferença. No entanto, por ser o primeiro encontro do que pode vir a ser uma grande e longa rivalidade entre duas campeãs de slam, a partida foi justamente badalada e não decepcionou.

4. Ka Pliskova d. S. Williams 6/4, 4/6 e 7/5 – Australian Open, Quartas

É um jogo fácil de esquecer porque aconteceu no começo do ano, mas memorável para qualquer fã de Karolina Pliskova, que perdia o terceiro set por 5/1 e 40/30 e teve de salvar quatro match points – e jogou muito bem em todos, sem ganhar nada de graça. E se é verdade que o nível de Serena caiu desde que ela pisou em falso, também é preciso destacar o nível de Pliskova na reta final da partida, suportando a pressão e fazendo a rival correr de um lado para o outro da quadra nos momentos mais importantes.

3. Townsend d. Halep 2/6, 6/3 e 7/6(4) – US Open, Segunda Rodada

É impossível não admirar o tênis de Taylor Townsend quando tudo está funcionando. Saques, saque-e-voleio, slices, subidas à rede dos dois lados, winners do fundo de quadra… Em Nova York, a americana brilhou ao mudar seu plano de jogo e ao executar uma blitz que tirou Halep de sua zona de conforto. A romena, ainda assim, fez uma bela partida e levou a decisão para o tie-break do set final. Vale rever.

2. Andreescu d. S. Williams 6/3 e 7/5 – US Open, Final

A consagração de Bianca Andreescu como campeã de slam, coroando uma temporada espetacular, com vitórias importantíssimas e uma lesão que ficou para trás, veio em uma partida que teve drama de sobra. O nível do jogo oscilou, tanto com Serena quanto com a canadense, mas o segundo set foi tensão pura com uma reação da veterana e a expectativa para saber como se comportaria a desafiante, que parecia mergulhar em um processo de aboborização. No fim, Andreescu, que abriu as portas para que a tenista da casa entrasse no jogo, controlou os nervos, lidou bem com o barulho da torcida americana, e levantou o troféu.

1. Osaka d. Kvitova 7/6(2), 5/7 e 6/4 – Australian Open, Final

Uma final de slam entre duas ótimas tenistas com histórias tão diferentes quanto interessantes. De um lado, uma jovem talentosíssima buscando seu segundo slam e, de certo modo, validação. Do outro, a "veterana" (28 anos) que quase precisou parar de jogar quando teve a mão dilacerada em um assalto. Em jogo, além do título do Australian Open, um belo bônus: quem vencesse deixaria Melbourne como número 1 do mundo.

O cenário era o melhor possível, e as duas tenistas fizeram ótimas apresentações. Com as oscilações normais para a situação, mas sempre com alguém mostrando um altíssimo nível de tênis. Kvitova esteve a um game da derrota no segundo set, mas iniciou uma reação furiosa, salvando três match points e levando o jogo para o set decisivo. No fim, Osaka foi melhor, jogando uma parcial final quase perfeita com seu serviço.

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Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.

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