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Zverev deu show e abriu o caminho para Djokovic

Alexandre Cossenza

12/11/2019 04h00

O segundo dia do ATP Finals foi marcado pelas vitórias dos "fregueses". Na sessão diurna, Stefanos Tsitsipas derrotou Daniil Medvedev por 7/6(5) e 6/4. Foi o primeiro triunfo do grego em seis jogos contra o russo. E foi uma vitória que veio mais com execução – e execução nos pontos importantes – do que com um plano de jogo diferente.

Senti falta de variações – ou, pelo menos, tentativas por parte do russo de mudar a dinâmica do jogo. Em defesa de Medvedev, o duelo foi bem equilibrado a maior parte do tempo e, quem sabe, o rumo da partida teria sido outro com um par de pontos terminando de maneira diferente no tie-break.

O resultado de mais peso do dia, contudo, veio à noite. Alexander Zverev, que também tinha um histórico de cinco derrotas em cinco jogos, conseguiu sua primeira vitória em cima de Rafael Nadal: 6/2 e 6/4. Foi, de fato, uma atuação irretocável do alemão, que sacou estúpida e estupendamente bem, tanto em velocidade quando em colocação, tomou conta da linha de base e pouco permitiu que o espanhol controlasse os ralis.

Nadal, por sua vez, mostrou um forehand errático e, quando conseguiu jogar pontos mais longos, não teve a profundidade necessária para, pelo menos, frear o jogo agressivo de Zverev. Rafa também deixou a desejar no saque, não tanto na porcentagem, mas na variação. Usou em demasia saques fechados, o que facilitou a vida do oponente (coincidência ou não, o saque aberto é o que mais dói para quem sofre/sofreu lesão no reto abdominal, como Nadal).

Djokovic por conta própria

Na briga pela liderança do ranking, a vitória de Zverev deu uma mãozinha considerável para Novak Djokovic. O sérvio, que começou a semana 640 pontos atrás de Nadal, agora só depende de sua campanha para sair de Londres como número 1. Nole assume a ponta se vencer os outros dois jogos da fase de grupos e conquistar o título.

Não que sua tarefa seja exatamente fácil. Djokovic ainda terá Dominic Thiem e Roger Federer pela frente na fase de grupos e, nas semifinais, pode até encarar Nadal, o que seria quase um confronto direto pela liderança. De qualquer modo, é o tipo de torneio em que não existe jogo fácil (embora Berrettini, o estreante, pareça ser a exceção este ano).

Nadal não se queixa de lesão

Na coletiva pós-jogo, Nadal negou qualquer tipo de dor abdominal. Apenas admitiu que jogou mal, enquanto Sascha jogou muito bem. "Sabendo que eu não estaria em 100% em termos de sensação, movimentação e confiança ou batendo na bola, eu precisava do meu melhor espírito competitivo na noite de hoje e eu não atuei assim."

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Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.

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