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Rio Open anuncia seu primeiro nome de peso para 2020: Dominic Thiem

Alexandre Cossenza

25/10/2019 11h21

A pouco mais de três meses para o início de sua sétima edição, o Rio Open anunciou hoje seu primeiro nome de peso para o torneio de 2020, que será realizado de 15 a 23 de fevereiro, novamente nas quadras de saibro do Jockey Club Brasileiro. A principal atração será um nome bem conhecido dos cariocas: Dominic Thiem, atual número 5 do mundo, vice-campeão de Roland Garros em 2018 e 2019 e campeão do Rio Open em 2017.

Será a quinta vez de Thiem na Cidade Maravilhosa. Além da conquista de 2017, o austríaco foi semifinalista em 2016 (perdeu pra Guido Pella) e quadrifinalista em 2018 (Fernando Verdasco). Neste ano, tombou logo na estreia, superado pelo sérvio Laslo Djere, que surpreendeu e saiu como campeão do torneio.

Thiem é um ótimo nome para um torneio no saibro. Especialmente um ATP 500 que teve uma chave não tão empolgante em 2019 e que vem encontra dificuldades para atrair nomes de peso. Para a edição de 2020, o Rio já está atrás, por exemplo, do ATP 250 de Marselha, disputado na mesma semana e que oferece premiação e pontuação menores. No dia 16 de outubro, o torneio francês anunciou as presenças de Daniil Medvedev, Karen Khachanov, David Goffin, Félix Auger-Aliassime, Benoit Paire, Denis Shapovalov e Jo-Wilfried Tsonga. Três dias depois, Marselha confirmou também o grego Stefanos Tsitsipas.

Outro tenista de nome que preferiu jogar em um torneio menor na mesma semana é o argentino Juan Martín del Potro. Ele já tem compromisso com o ATP 250 de Delray Beach, nos EUA. o torneio é jogado em quadras duras.

Em janeiro, quando confirmou uma lista de jogadores quase idêntica à do ATP 250 de Buenos Aires, jogado na semana anterior, o diretor do Rio Open, Lui Carvalho, voltou a argumentar que o saibro é um elemento dificultador para trazer mais nomes relevantes (trocar de piso requer uma aprovação nada simples junto à ATP): "Esbarramos como todos anos na questão do piso e pela predominância de jogadores europeus. É um desafio que tínhamos conseguido driblar até esse ano. Infelizmente esse ano tivemos mais dificuldades, apesar de termos conversado com mais de 20 jogadores. Eu acredito que caso o Rio Open fosse em quadra rápida teríamos mais facilidade para atrair os atletas. É só ver o que acontece com Acapulco. O torneio segue na mesma data, no mesmo local, e hoje atrai em média 5 Top 10 por ano."

Também pesa, como Carvalho apontou, o cenário atual, com predominância de tenistas europeus. Dos 20 primeiros do ranking, 15 nasceram e moram no Velho Continente. Para eles, não é tão simples fazer uma viagem longa até a América do Sul e competir no saibro e no calor, com muita umidade – casos de Buenos Aires e Rio. É mais cômodo ficar na Europa e disputar dois torneios indoor, ambos em quadra dura e em sequência. Primeiro, o ATP 500 de Roterdã. Em seguida, o evento marselhês.

Uma perda significativa do Rio Open para 2020, porém, foi o canadense Félix Auger-Aliassime, que virou queridinho dos cariocas em 2019, mas que já optou por atuar na quadra dura, em Marselha, no ano que vem. A lista completa de tenistas do Rio Open 2020 será revelada em janeiro, após o término das inscrições na ATP. Ainda não há data para o começo da venda de ingressos.

"É sempre muito legal poder garantir um top 5 no nosso torneio, principalmente alguém que é uma referência no saibro como o Thiem. Os brasileiros têm acompanhado de perto a evolução dele e 2020 promete ser uma temporada ainda mais vitoriosa para ele", disse Carvalho, em comunicado enviado pela assessoria de imprensa do Rio Open.

Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.

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