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Saque e Voleio

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Em jogo de altos e baixos, Nadal sofre contra Schwartzman, mas vai às semifinais do US Open

Alexandre Cossenza

05/09/2019 01h01

Sem os eliminados Novak Djokovic e Roger Federer, Rafael Nadal entrou no Estádio Arthur Ashe na noite desta quarta-feira como favorito absoluto ao título do US Open. Não foi a melhor de suas jornadas. O atual #2 do mundo teve altos e baixos, encontrou problemas diante de um corajoso e competente Diego Schwartzman, mas foi sempre melhor nos pontos importantes e avançou às semifinais do torneio americano por 6/4, 7/5 e 6/2.

Após a oitava vitória em oito jogos contra Schwartzman, Rafa vai dar sequência em sua busca pelo tetracampeonato do US Open em um duelo com o italiano Matteo Berrettini, de 23 anos, atual #25 do mundo. Também nesta quarta, o romano superou o francês Gael Monfils em um dramático jogo de cinco sets: 3/6, 6/3, 6/2, 3/6 e 7/6(5). Ele é o primeiro homem italiano nas semis de um slam desde 1978, com Corrado Barazzutti em Roland Garros. Ele e Nadal nunca se enfrentaram no circuito.

Montanha-russa desde o começo

Nadal abriu a partida mostrando um tênis arrasador, ganhando os seis primeiros pontos, vencendo a maioria dos ralis e disparando na frente, com duas quebras de vantagem e 4/0 no placar. Schwartzman, porém, não se entregou. Eventualmente, conseguiu ganhar a briga pela linha de fundo e passou a atacar mais. O jogo mudou, e Rafa já não mostrava a precisão do início. O argentino não só devolveu as duas quebras como igualou o placar em 4/4, com 15/40 no serviço de Nadal. Só que o veterano foi melhor no momento mais importante. Primeiro, salvou seu serviço. Depois, com Schwartzman sacando em 4/5 e 30/30, o argentino errou um voleio não tão complicado e, no ponto seguinte, mandou uma esquerda na rede: 6/4 Nadal.

O segundo set foi parecido, e Nadal mais uma vez parecia rumar para uma vitória fácil quando abriu 5/1 e sacava em 15/0. Schwartzman, contudo, venceu um rali defendendo um smash, virou o game e voltou a atuar em altíssimo nível. Mais uma vez, o argentino ganhou quatro games seguidos, o que deixou o placar igualado em 5/5. E a história se repetiu nos pontos importantes. Primeiro, Nadal votou a confirmar o saque e fez 6/5. Schwartzman, então, cometeu uma dupla falta e, com o placar em 5/6 e 30/40, errou uma direita não forçada, jogando a bola no meio da rede.

Taticamente, o argentino tirava Nadal de sua zona de conforto. Por causa da velocidade de Schwartzman, o espanhol se mostrava às vezes inseguro na hora de subir à rede ou agredindo além da conta, arriscando demais e, consequentemente, errando mais do que de costume. Mesmo assim, nunca deixou que o rival tomasse a dianteira do placar.

À medida em que a partida se alongava, Nadal dava alguns sinais de desgaste físico. Primeiro, alongou o antebraço esquerdo. Depois, pareceu sentir dores no antebraço direito. Felizmente para o espanhol, ele fez um belo game para quebrar Schwartzman no sexto game e abrir 4/2 no terceiro set. Depois, confirmou o saque de zero para fazer 5/2. Desta vez, o argentino não conseguiu reagir.

Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.