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Saque e Voleio

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Djokovic se impõe sobre Pouille e confirma 53º duelo com Nadal para a final do Australian Open

Alexandre Cossenza

2025-01-20T19:08:08

25/01/2019 08h08

Se Rafael Nadal deu uma aula de tênis na quinta-feira, Novak Djokovic deu outra nesta sexta-feira, na segunda semifinal masculina do Australian Open. Com uma apresentação extremamente sólida e impondo ótimas devoluções de saque, o número 1 do mundo dominou o francês Lucas Pouille, #31 do mundo, e fez 6/0, 6/2 e 6/2. A partida durou apenas 1h23min, e Djokovic chegou ao final somando 24 winners e somente cinco erros não forçados, contra 18 e 27 de Pouille, respectivamente.

"Com certeza, foi uma das melhores partidas que fiz nesta quadra, com certeza. Tudo funcionou como eu tinha imaginado antes da partida. É duro para Lucas, mas ele fez um grande torneio e desejo o melhor para ele no resto da temporada", disse Djokovic na entrevista pós-jogo ainda em quadra.

Hexacampeão do torneio, Nole avança para sua sétima final em Melbourne, e o adversário na manhã de domingo será um velho conhecido: Rafael Nadal. Os dois já se enfrentaram 52 vezes, e o histórico é equilibrado, com 27 vitórias de Djokovic e 25 do espanhol. O último encontro aconteceu em Wimbledon/2018, nas semifinais, e foi uma partida de altíssimo nível vencida pelo sérvio em cinco sets.

Na Austrália, Djokovic e Nadal só duelaram uma vez, mas foi um encontro memorável que durou 5h53min e foi vencido por Nole com parciais de 5/7, 6/4, 6/2, 6/7(5) e 7/5. Desta vez, o sérvio lutará por seu sétimo título em Melbourne, enquanto Nadal, que já disputou quatro finais na cidade, ainda tenta sua segunda conquista no Australian Open.

Como aconteceu

O 6/0 do primeiro set durou apenas 22 minutos. Foi o tempo necessário para mostrar a diferença na solidez dos tenistas. Djokovic não arriscou demais e apostou nos ralis. Do fundo de quadra, Pouille arriscou mais e fez pouco. Acabou somando dez erros não forçados (1,6 por game), enquanto o #1 só deu um ponto de graça. Nole também foi extremamente eficiente nas devoluções de saque, anulando o serviço rival e tomando a dianteira dos pontos logo cedo. Por isso, venceu 54% dos pontos de devolução.

Pouille até começou o segundo set tentando variações, mas as devoluções de Djokovic pressionavam demais o serviço do francês. Sacando em 1/2 e 30/40, Pouille arriscou um segundo serviço mais potente e acabou cometendo uma dupla falta. Djokovic, rapidamente, abriu 4/1. O francês não conseguia encontrar uma saída. Quando tentava agredir, esbarrava em um rival que defendia tudo. Se apostava em uma postura conservadora nos ralis, acabava vítima de ataques impecáveis do número 1. A maior resistência de Pouille pouco fez diferença. Com 56 minutos de partida, Nole já vencia por 6/0 e 6/2.

Nada mudou no terceiro set. Djokovic continua impecável, e Pouille não tinha mais alternativas. Restou ao francês atacar e esperar por momentos de instabilidade do número 1 – que não vieram. Se serve de consolo, o sofrimento durou pouco. Nole não demorou para fechar o terceiro set e a partida.

Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.