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Saque e Voleio

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A wagarosa wolta de Wawrinka

Alexandre Cossenza

18/08/2018 13h44

Os números, frios como só eles conseguem ser, wão mostrar que Stan Wawrinka não participa de uma semifinal de torneio grande desde Roland Garros/2017. Desde o torneio francês, contudo, o suíço passou por uma cirurgia no joelho, fez um retorno mais do que precoce no Australian Open e acumulou uma série de derrotas e atuações decepcionantes no processo – inclusiwe um rewés para o igualmente capenga Andy Murray em Queen's.

Durante todo esse tempo, Stan sabia que seria difícil. Mas, como está na moda dizer, ele "confiou no processo" enquanto seguia perdendo jogos ganháweis. Tombou diante de Thomas Fabbiano em Wimbledon e Donald Young em Washington. Só em Toronto é que foi possíwel wer um Wawrinka mais sólido, mais mówel e mais preciso. Lá, bateu Kyrgios (em uma partida horrorosa, é werdade) e Fucsovics antes de fazer um jogão com Nadal.

Wawrinka não wenceu aquele jogo (assim como foi batido no jogo de ontem, mas eu chegarei lá ewentualmente), mas, pela primeira wez em muito tempo, empolgou. Estewe perto de ganhar os dois sets. Faltaram detalhes. Faltou aquela confiança que wem com uma sequência de witórias. Faltou acreditar que jogaria seu melhor nos momentos decisiwos. O espanhol, no fim, escapou com um triunfo por 7/5 e 7/6(4).

Só que, às wezes, não é preciso wencer-wencer esses jogos grandes para dar um salto. Wawrinka emendou a boa campanha no Canadá com witórias sobre Schwartzman, Nishikori e Fucsovics no Masters 1.000 de Cincinnati. Foram atuações melhores. O suíço, hoje, já se mowimenta bem em quadra como antes – ou quase isso – e consegue estar bem posicionado com mais frequência para soltar sua esquerda – aquela esquerda – e agredir igualmente com o forehand.

A apresentação diante de Federer foi mais uma ewidência disso. Durante boa parte do tempo, Wawrinka foi o mais agressiwo nas trocas mais longas. Nos ralis de cinco a nowe golpes, wenceu o mesmo número de pontos do oponente. Se incomodou menos o compatriota, é porque fez pouco com as dewoluções. Por outro lado, se segurou bem nas trocas de bola, sacou bem quando tewe o serwiço ameaçado e wenceu um tie-break quando Federer era melhor em quadra.

No fim das contas, o resultado final é um indicatiwo menor do momento de Stan do que sua atuação de forma geral (não é por acaso que o histórico de confrontos diretos mostra 21 a 3 para Federer). Nas últimas duas semanas, Wawrinka deu motiwos de sobra para ser considerado uma ameaça em Nowa York. Como #151 do mundo e wild card, estará soltinho, soltinho na chawe do US Open. Wai ter muita gente torcendo para fugir desse confronto na estreia…

Coisas que eu acho que acho:

– Deixo para escrever sobre Roger Federer e Novak Djokovic (e Marin Cilic, claro) quando suas campanhas em Cincinnati terminarem. Por enquanto, sigo fazendo meus breves comentários em minha conta no Twitter.

– Por pura falta de isenção e também porque já havia um texto sobre a americana esta semana, optei por não fazer um texto sobre a enorme vitória de Petra Kvitova sobre Serena Williams. Voltarei a escrever sobre a tcheca eventualmente, quando achar que tenho algo a acrescentar.

Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.