Saque e Voleio

Rio Open, dia 6: Thiem com folga, drama para Ruud e colombianos destronados

Alexandre Cossenza

26/02/2017 01h48

Sem brasileiros, o Rio Open viu as semifinais de simples e a decisão de duplas neste sábado. Apenas Dominic Thiem venceu sem sustos. Houve drama na segunda semi e na excelente decisão de duplas, vencida por Pablo Cuevas e Pablo Carreño Busta, que destronaram os colombianos Cabal e Farah.

A queda colombiana

Campeões do Rio Open em 2014 e 2016, Juan Sebastian Cabal e Robert Farah estiveram a dois pontos de um terceiro título, mas foram derrotados em um jogo de altíssimo nível pela dupla formada por Pablo Cuevas e Pablo Carreño Busta: 6/4, 5/7 e 10/8. Foi um torneio enorme de uruguaio e espanhol, especialmente em momentos delicados. Na sexta-feira, Cuevas e Carreño Busta salvaram um match point na semifinal contra Bruno Soares e Jamie Murray. Neste sábado, estiveram perdendo o match tie-break por 4/1, mas conseguiram a virada.

Uruguaio e espanhol disputaram no Rio apenas seu segundo torneio juntos e ainda não perderam. Em Buenos Aires, na semana passada, abandonaram antes da semifinal. A parceria vai continuar em São Paulo, mas não parece ter futuro – pelo menos por enquanto. Carreño Busta foi vice-campeão do US Open e quadrifinalista do Australian Open ao lado de Guillermo García López e disse, após o título, que voltará em breve a atuar com o compatriota.

Para Cuevas, que foi eliminado nas simples logo na primeira rodada, a vitória nas duplas foi um belo troféu de consolação – além de manter viva uma curiosa série no Brasil. Em três torneios ATP, o uruguaio foi campeão em três. Ano passado, venceu nas simples no Rio Open e no Brasil Open, em São Paulo.

Thiem: o passeio do favorito

Não foi lá o mais emocionante dos jogos. O primeiro set, com a quadra central pelo menos metade desocupada, deu até sono enquanto Dominic Thiem abria 4/0 sobre Albert Ramos Viñolas. O austríaco também começou a segunda parcial com uma quebra, e só houve emoção mesmo quando Thiem deu uma bobeada e perdeu o serviço sacando em 4/3. Só que a graça do jogo durou pouco. O cabeça 2 quebrou de novo logo na sequência e fechou em 6/1 e 6/4.

Mesmo vindo de Roterdã, onde jogou em quadras duras indoor, Thiem tira o melhor de seu tênis no saibro carioca. O saibro lhe dá o tempo necessário para preparar os golpes – inclusive a longa esquerda – e gerar potência e efeito. É claro que a chave que se abriu para Thiem no Rio ajudou. Ele chega à final de um ATP 500 após bater Tipsarevic (#96), Lajovic (#97), Schwartzman (#51) e Ramos Viñolas (#25). Em comparação com seu único título de ATP 500 até hoje, Thiem enfrentou Dzumhur (#95), Tursunov (#1045), Dimitrov (#7), Querrey (#43) e Tomic (#21) quando foi campeão em Acapulco, no ano passado.

Carreño Busta: maturidade e match point salvo

Antes de vencer a final de duplas, Pablo Carreño Busta já havia triunfado em outra partida tensa. Por um set e meio durante a segunda semifinal de simples, o domínio foi de Casper Ruud, o norueguês de 18 anos que chegou como convidado e surpreendeu meio mundo no Rio de Janeiro. E faltou só um pontinho para Ruud estar na final. Depois de vencer o set inicial, Ruud abriu 3/1 na segunda parcial, mas foi no quinto game que a coisa começou a desandar. O norueguês perdeu o serviço com uma dupla falta e, de repente, a partida ficou parelha. Quebra para cá, quebra para lá, e Ruud teve um match point no serviço de Carreño Busta no décimo game. O espanhol se salvou, quebrou na sequência e fez 7/5.

Foi aí que, pela primeira vez no torneio, a idade e a falta de experiência de Ruud se manifestaram. Depois do match point perdido, o adolescente não conseguiu fazer mais nada. Carreño Busta, 25 anos e #24 do mundo, aproveitou. Manteve-se sólido, tomou a dianteira e não olhou mais para trás: 2/6, 7/5 e 6/0.

A final no domingo

Thiem e Carreño Busta se enfrentam às 17h. Será o quinto duelo entre eles, e o austríaco vem em uma sequência de três vitórias. Ao todo, são cinco confrontos, com apenas um triunfo do espanhol, que aconteceu em 2013, na final do Challenger de Como. Thiem venceu o primeiro confronto em um Future em Marrocos, em 2012. Depois, triunfou em Como/2013, Gstaad/2015, Buenos Aires/2016 e US Open/2016.

Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.

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