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Quadra 18: S03E03
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Alexandre Cossenza

Rio Open, Brasil Open e o começo de Indian Wells. O podcast Quadra 18 demorou, mas finalmente está de volta, falando sobre um pouco de tudo que aconteceu nas últimas três semanas de tênis. Sheila Vieira, Aliny Calejon e eu discutimos assuntos “quentes” como os problemas físicos de Thomaz Bellucci, os wild cards para Maria Sharapova, a opção de Bruno Soares e Marcelo Melo por Acapulco em vez de São Paulo, o momento de Novak Djokovic, o futuro do Rio Open e até por onde anda o comentarista do SporTV Dácio Campos.

Para ouvir, basta clicar no player abaixo. Se preferia baixar para ouvir em casa, clique neste link com o botão direito do mouse e selecione “salvar como”.

Os temas

0’00” – Rock Funk Beast (longzijum)
0’15” – Sheila Vieira apresenta os temas
2’02” – A estreia de Bellucci contra Nishikori, e a dura adaptação do japonês
4’45” – Os problemas físicos de Bellucci contra Thiago Monteiro
5’48” – O quanto foi ruim enfrentar Monteiro logo após derrotar Nishikori
6’18” – O “surgimento” de Casper Ruud
7’50” – A história de Christian Ruud, pai de Casper, que enfrentou Guga e Meligeni
8’25” – O título sem ameaças de Dominic Thiem
10’53” – Por que Carreño Busta e Ramos Viñolas são pouco reconhecidos?
12’20” – A chave de duplas e o carisma de Jamie Murray
14’23” – Marcelo Melo e suas declarações sobre a parceria com Lukasz Kubot
19’00” – O primeiro Rio Open sem WTA foi melhor ou pior?
23’27” – Pablo Cuevas, o título do Brasil Open e a chuva interminável
25’53” – Os problemas físicos e a falta de motivação de Thomaz Bellucci
27’08” – Por que tenista são “julgados” quando entram em quadra mal fisicamente?
28’45” – A boa chave do Brasil Open apesar da péssima data no calendário da ATP
30’17” – O título de Rogerinho e André Sá, e a ascensão de Demoliner nas duplas
32’47” – André Sá voltará a jogar com Leander Paes?
33’50” – A opção de Bruno e Marcelo por jogam em Acapulco em vez de São Paulo
37’08” – O bairrismo Rio-São Paulo
38’00” – Comparando Guga no Sauípe e Bruno/Marcelo em Acapulco
39’38” – Under the Bridge (Red Hot Chilli Pepers)
40’10” – Indian Wells e o quadrante com Djokovic, Delpo, Nadal, Federer, Kyrgios e Zverev no mesmo quadrante
42’40” – O mantra “o que está acontecendo com Djokovic?”
44’50” – Nadal em Acapulco, Murray e Federer em Dubai
46’21” – “Eu espero dignidade de Marin Cilic”
47’37” – Quem ganha o Masters de Indian Wells? Hora dos palpites!
48’43” – É justo Sharapova receber convites após a suspensão por doping?
55’18” – Serena Williams, mais uma lesão e como a chave mudou sem ela
57’37” – Palpites: quem é a favorita para o WTA de Indian Wells?
59’10” – A chave de Djokovic pode fazer ele atuar como Serena no AO 2017?
59’38” – A falta de público no Rio Open é culpa da organização ou da falta de tradição brasileira no tênis?
61’20” – O Brasil Open soluciona problemas melhor do que o Rio Open?
61’44” – Por onde anda Dácio Campos? Ele vai comentar Indian Wells?
62’37” – Kerber voltará dignamente ao #1? Veremos evolução no jogo dela?
63’45” – Há alguma chance de Melo não completar a temporada com Kubot?
63’57” – O Rio Open pode virar Masters 1000? Qual a chance de virar piso duro?
66’45” – Os valores de ingressos em Rio e SP valeram pelos atletas que vieram e pelo tênis jogado?

Importante:

– Tivemos problemas de som no meu áudio durante a gravação. Por isso, algumas das minhas falas estão incompletas. Pedimos desculpas, mas os cortes no meu áudio só foram percebidos durante a edição.


Investigado pela Justiça revela que deu declaração falsa a pedido da CBT
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Alexandre Cossenza

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A essa altura, todo mundo já sabe que a Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público e vai investigar Jorge Lacerda, presidente da CBT; Dacio Campos, ex-tenista e comentarista do SporTV; e Ricardo Marzola, proprietário da Brascourt, que faz quadras de tênis e teve escritório instalado na sede da CBT. Se não sabe, leia aqui.

Tentei falar com os três envolvidos e, de tudo que ouvi, o que mais mexeu comigo foi uma declaração de Ricardo Marzola. O proprietário da Brascourt disse que assinou, a pedido de Lacerda, uma declaração falsa, supostamente atestando ter realizado serviços que nunca foram prestados.

“A Carolina [Maria Carolina Freire, advogada da CBT], foi na porta do meu escritório e me levou uma carta, dizendo ‘O Jorge mandou você assinar isso’. A carta falava que eu tinha prestado algum tipo de serviço no Harmonia. O meu erro foi esse. Eu não li direito e assinei porque, naquela época, minha parceria com ele [Lacerda] era tão grande que mesmo se eu tivesse lido e visto o conteúdo dela mesmo, eu teria assinado, entendeu?”, disse Marzola. “Eu não fiz nada no Harmonia. Mandei um gerente meu e alguns funcionários, e o Harmonia falou que não precisava.”

Recapitulando, o evento estava marcado para acontecer no WTC, em São Paulo. Por isso, Marzola já havia encomendado a fabricação do piso emborrachado. Por isso, o empresário recebeu os R$ 40 mil que estavam previstos no projeto de captação de verba. O problema todo começou quando o evento teve de mudar de local. Marzola, que não teria o que fazer com o piso, relatou:

“O Dacio disse ‘Marzola, depois a gente vê o que faz. O Jorge já autorizou mudar para o Harmonia. Vamos ver se você presta algum serviço lá, compra uma lona, alguma coisa, e a gente debita desse dinheiro. Aí quando você vender a lona, você devolve esse dinheiro para nós.’”

“Eu vendi esse piso de borracha, tirei os impostos e devolvi o dinheiro para o Dacio Campos. Coloquei na conta particular dele, no Banco Itaú. Esse dinheiro não ficou para mim. Não roubei. Não sabia que não poderia mudar o local. Isso quem teria que saber era o Jorge.”

Marzola, vale explicar, era parceiro da CBT em várias empreitadas e foi responsável por construção e manutenção de quadras de confrontos de Copa Davis. A Brascourt tinha escritório na sede da Confederação Brasileira de Tênis, e Marzola, inclusive, chegou a se sentar no banco da equipe como um integrante do time de Copa Davis (na foto abaixo, ele aparece de agasalho cinza, com os dois braços levantados, comemorando um ponto brasileiro).

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A explicação de Marzola, de certo modo, não é muito diferente da justificativa dada por Dacio Campos, com quem também conversei por um bom tempo nesta sexta-feira. Quando a denúncia diz que ele não teria motivo idôneo para receber sua quantia (R$ 400 mil) porque Lacerda “sabia muito bem que não poderia contar com a ‘intermediação’ de DACIO” (aspas retiradas do texto original da denúncia), o comentarista argumenta que não tinha obrigação da saber da lei. Ele, afinal, teria sido contratado para fazer um serviço e não precisava saber, juridicamente falando, sobre as exigências envolvendo o dinheiro que lhe estava sendo oferecido.

Segundo Dacio Campos, se o torneio não tivesse mudado de local, a CBT faria seus pagamentos diretamente ao WTC. Como houve a alteração da sede, foi preciso montar a estrutura no clube Harmonia, e esse trabalho teria sido ressarcido com os tais R$ 400 mil questionados pelo MP.

Ele enfatizou: “Eu sou produtor, não sou promotor do evento. E eu só mudei o evento de local porque a ATP me mandou mudar. No Harmonia, eles me cederam uma quadra, e não uma arena como constava no projeto. Então tudo que compõe uma arena eu tive que montar. Eu tive que montar banheiros, fazer restaurante, área VIP. No WTC, eu não precisaria porque estaria tudo pronto.”

A ênfase no “produtor e não promotor” é importante porque se Dacio for considerado pela Justiça Federal como promotor, isso coloca a CBT como intermediária na captação de verba federal, o que não é permitido. Se a Justiça entender que Dacio é um produtor, ele seria apenas um contratado da CBT para fazer o serviço. Mesmo assim, neste último caso, seu serviço pode ser considerado o de um intermediário, o que também, segundo a denúncia, é proibido – a CBT deveria contratar diretamente seus fornecedores.

A posição da CBT

A CBT divulgou, via assessoria de imprensa, uma nota oficial sobre o denúncia aceita pela Justiça Federal. Ela segue na íntegra:

“Mediante as informações que saíram na imprensa, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Jorge Lacerda, declara que conversou com os advogados do caso e que os mesmos irão requerer oficialmente os documentos para se interarem dos andamentos, visto que não houve intimação até o presente momento. Pelas informações não oficiais que foram publicadas na imprensa, Jorge afirma que já explicou cada um dos pontos, tanto que a prestação de contas do projeto junto ao Ministério do Esporte foi aprovada, com comprovação de que não houve dano ao erário. Jorge complementa que agora, finalmente, terá a oportunidade de se defender na Justiça.”

Especificamente sobre a declaração de Marzola e o documento assinado sobre seu trabalho no clube Harmonia, a CBT respondeu, também via assessoria de imprensa, apenas que “o presidente da CBT, Jorge Lacerda, afirma que nunca pediu a quem quer que seja para assinar nada ilegal ou indevido.”


Quadra 18: S01E19
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Alexandre Cossenza

Novak Djokovic completou uma temporada espetacular com mais um título e mais uma vitória sobre Roger Federer. No embalo do ATP Finals, o podcast Quadra 18 está de volta com mais um episódio cheio de informações. Sheila Vieira, Aliny Calejon e eu comentamos os oito melhores simplistas, o Finals de duplas e as notícias mais quentes como a ameaça terrorista na Bélgica, onde será disputada a final da Copa Davis, e a exclusão dos pontos do torneio olímpico de tênis.

Para ouvir, basta clicar no player acima. Se preferir fazer o download do episódio, clique neste link com o botão direito do mouse e, depois, em “salvar como”.

Ah, sim: também falamos sobre a final da Fed Cup, os planos da ATP de realizar uma espécie de ATP Finals Sub-21 e a volta de Carlos Bernardes às partidas de Rafael Nadal em 2016.

Os temas

0’00 – Higher (Sigma feat. Labrinth)
0’41’’ – SURPRESA! Djokovic venceu o Finals.
1’44’’ – “Não pode ter feito 15 finais seguidas. Alguém errou a conta”
2’25’’ – Os jogos contra Federer: o que mudou de um para o outro
5’50’’ – Frases distorcidas em coletivas
6’48’’ – O efeito Djokovic: forehands, riscos e o jogo tático em Djokovic x Federer
11’02’’ – O 2015 de Federer foi melhor que o seu 2014?
12’49’’ – Murray travando contra os tops
15’00’’ – Murray ou Wawrinka?
16’52’’ – “O Stan é muito humano, né?”
20’30’’ – Os “outros” do ATP Finals
21’50’’ – Pergunta: “O que é preciso para bater Djokovic?” Respostas: “bigorna do Coyote”, “seja Wawrinka em Paris” e “macumba”.
22’50’’ – Pergunta: “Qual a diferença do domínio de Serena na WTA e o de Djokovic na ATP?”
23’23’’ – Pergunta: “Neste ritmo, em que degrau da história do tênis Djokovic pode chegar?”
25’28’’ – Pergunta: “Federer ano que vem continua como principal adversário de Djokovic?”
25’44’’ – Pergunta: “Qual será a prioridade de Djokovic em 2016: Roland Garros ou Olimpíadas?”
27’37’’ – Pergunta: “Vocês também acham que o melhor do Finals foi o extraquadra? Murray cortando o cabelo e deixando o box vazio, a ex do Stan…”
31’41’’ – Barbagate + comentário: “Federer é meio Tony Ramos, né?”
33’59’’ – Duuuuuuuuuuu-plaaaaaaaaas
34’24’’ – Aliny esperava número 1 título de Rojer/Tecau?
36’18’’ – Parênteses sobre a namorada “peituda” de Robert Lindstedt
37’30’’ – “Falando de beijos e romances…”
37’45’’ – A campanha de Marcelo Melo e Ivan Dodig
39’18’’ – Desabafos contra John Peers
40’34’’ – Bopanna e Mergea surpreenderam?
41’23’’ – Aliny analisa o momento dos Bryans e como isso reflete no circuito
43’02’’ – Críticas sobre a não-transmissão da semifinal
48’40’’ – 22 Acacia Avenue (Iron Maiden)
49’19’’ – Preocupação com a segurança na final da Copa Davis
53’05’’ – Comentários sobre a falta de pontos nos Jogos Rio 2016
58’08’’ – A ideia do ATP Finals sub-21
61’10’’ – Rafa Nadal e Carlos Bernardes, o retorno em 2016
63’00’’ – República Tcheca vence a Fed Cup novamente
63’45’’ – Inédito: Cossenza elogia Sharapova
65’25’’ – England (Edguy)

Créditos musicais

Por causa do ATP Finals em Londres, a trilha sonora tem tema inglês. A faixa de abertura é Higher (Sigma feat. Labrinth). As outras duas faixas são 22 Acacia Avenue (Iron Maiden) e England (Edguy).


O número 1 que ninguém vê
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Alexandre Cossenza

O diálogo abaixo aconteceu na manhã deste sábado, quando fiz uma visita à minha mãe, no Rio de Janeiro. Foi mais ou menos assim.

– Você viu que o Marcelo vai ser número 1 do mundo?
– Vi. Mas como isso?!
– Ele tem ponto pra c… , mãe!
– Mas eu não vejo ele jogar.
– Ninguém vê, mãe. Ninguém vê.

Não, o assunto nem é novo, mas vem à tona sempre que um brasileiro se destaca. Por isso, aproveito o número 1 de Marcelo Melo (o mineiro assumirá o posto no dia 2 de novembro) para repassar alguns dos motivos pelos quais o melhor duplista brasileiro de 2015 não teve mais do que um punhado de jogos televisionados na melhor temporada de sua carreira.

Culpado #1: a ATP

Sim, há outros elementos a considerar, mas a ATP é a principal responsável se o público não conhece o circuito de duplas. Na maioria dos torneios, quase não há transmissão de jogos da modalidade. Nem uma assinatura do TennisTV, que custa mais de R$ 400 por ano (com esse câmbio, né?), garante que você vai conseguir acompanhar a modalidade decentemente.

Se nos ATPs 250, as transmissões são poucas, nos ATPs 500 elas são mais raras ainda. Quem aí lembra que a final de Marcelo Melo no Rio Open de 2014 não foi mostrada pelo SporTV? E nos Masters 1.000, então, o cenário escancara o quanto a entidade pouco se importa para a coisa toda. Em muitos casos, mesmo quando os torneios escalam jogos de duplas para as quadras centrais, onde há todo o aparato de transmissão, as câmeras são desligadas e os operadores ganham folga assim que um duplista sai do vestiário em direção à arena de jogo. É sério.

Os canais brasileiros

As finais, sim, são transmitidas sempre pelo TennisTV durante os Masters. Só que aí entra outro problema. É preciso que o canal dono dos direitos de transmissão mostre interesse nos jogos, que são adquiridos separadamente – ou seja, não fazem parte daquele pacote comprado e válido para toda a temporada. No Brasil, os direitos dos Masters 1.000 são do SporTV. E a final de Xangai, exibida pelo TennisTV, não foi mostrada no brasil pelo canal da Globosat. Já inclusive comentei o assunto neste post e no último episódio do podcast Quadra 18.

Restam, então, os Slams. Para a sorte do público interessado, Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open disponibilizam transmissões de quase todas as quadras. Só que os canais brasileiros nem sempre vão atrás das duplas. Juntando tudo, Marcelo Melo e Ivan Dodig estiveram nas TVs brasileiras menos uma dúzia de vezes. E antes que você diga “mas 12 vezes é muita coisa”, pare e pense em qual seria o número mais justo de transmissões de TV para um top 10 (não precisa nem ser número 1!). E, a não ser que algum mude radicalmente em breve – e nada indica até agora que isso vá ocorrer – Marcelo Melo será um número 1 que ninguém vê.

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Coisas que eu acho que acho:

– Sobre o diálogo no alto do post, peço desculpas por quase reproduzir o palavrão. A questão é que “pra c…” transmite intensidade como nenhuma outra expressão da língua portuguesa.

– Enquanto escrevo este post, Melo venceu mais um jogo (sem transmissão, claro) no ATP 500 de Viena. Ele e o polonês Lukasz Kubot aplicaram 6/3 e 6/4 em cima de David Marrero e Andreas Seppi. Na final, Melo e Kubot vão enfrentar Jamie Murray e John Peers.

– Com o número 1 garantido, a briga de Melo parece agora ser para fechar a temporada no topo. A briga promete ser duríssima contra os irmãos Bryan.

– As fotos deste post são de Getty Images.


O número 1 ao alcance de Marcelo Melo
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Alexandre Cossenza

Já são 18 torneios, cinco parceiros diferentes e quatro títulos conquistados. Em 2015, Marcelo Melo jogou com Max Mirnyi, Julian Knowle e Bruno Soares. Com Ivan Dodid, seu parceiro habitual, venceu Acapulco e Roland Garros, Com o sul-africano Raven Klaasen, companheiro das últimas duas semanas, varreu Japão e Xangai. E agora, depois de dois títulos consecutivos, Marcelo Melo se aproxima enormemente do posto de duplista número 1 do mundo. Sim, é verdade.

Foi na quinta-feira que a Aliny Calejon, colega do podcast Quadra 18, alertou para a nada desprezível chance de o mineiro encostar e, talvez, ultrapassar os irmãos Bryan. Segundo as contas dela, Marcelo pode sair de Viena, seu próximo ATP, apenas 190 pontos atrás de Bob e Mike. Os gêmeos americanos, vale lembrar, têm 2.300 pontos a defender no Masters 1.000 de Paris e no ATP Finals, já que venceram ambos no ano passado. Enquanto isso, Marcelo somou “apenas” 800 no torneio londrino em 2014, depois de zerar na França. Ou seja, a chance existe e não é nada, nada pequena.

Em Viena, Melo joga ao lado do polonês Lukasz Kubot em uma chave pequena, mas nada fácil. A estreia será contra os colombianos Juan Sebastián Cabal e Robert Farah. A curiosidade da semana, contudo, fica por conta de Mike Bryan, que jogará sem o irmão pela primeira vez desde 2002. Seu parceiro no torneio será o também americano Steve Johnson.

O resultado disso é que os dois irmãos podem se separar no ranking. E como todo “pode” deveria vir sempre acompanhado de “ou não”, vale apontar que Mike e Steve Johnson estrearão em Viena contra Jamie Murray e John Peers, vice-campeões de Wimbledon e do US Open. Se escocês e australiano vencerem, manterão os gêmeos juntos no ranking e darão uma forcinha a Marcelo Melo.

Público existe ou se faz?

A nota triste sobre isso é que o SporTV novamente não mostrou uma final de Masters 1.000 envolvendo Marcelo Melo. Já havia acontecido dois anos atrás, quando ele venceu o mesmo torneio, junto com Ivan Dodig. Conversei na época com uma pessoa do canal sobre isso. Ela me respondeu o seguinte: “É dupla e de madrugada. Não tem público.”

Esse raciocínio tem lá sua lógica. Por que gastar e movimentar uma equipe de transmissão na madrugada se a audiência não é tanta assim? Há quem diga, no entanto, que “público se faz.” Quando o canal faz uma cobertura boa e valoriza o produto que tem, a audiência cresce. Um bom exemplo seria o público de NFL, que cresceu bastante no Brasil desde que a ESPN adquiriu os direitos exclusivos e mostra vários jogos por rodada. Parece ser um debate interessante.

A temporada espetacular

Desde o US Open, última vez que postei sobre o circuito masculino, pouca coisa mudou – a não ser pela espantosa derrota de Roger Federer para Albert Ramos-Viñolas na primeira rodada em Xangai. No topo do ranking, Novak Djokovic continua imbatível. Venceu Pequim (500) e Xangai (1.000) de forma absoluta. Foram dez vitórias sem perder sets e apenas dois rivais conseguiram vencer pelo menos quatro games em um set: Tomic e Tsonga, ambos em Xangai.

A sequência, não esqueçamos, incluiu partidas contra David Ferrer, John Isner, David Ferrer, Rafael Nadal e Andy Murray. É assustadora a superioridade do sérvio neste momento. Sua vantagem sobre o escocês, atual número 2 do ranking, já é de mais de oito mil pontos (o equivalente a quatro títulos de Grand Slam). Seus resultados são comparáveis aos da fantástica temporada de 2011. Melhores, talvez? É outro debate interessante.

Há até quem considere a possibilidade de ser a melhor temporada da Era Aberta, mas é um argumento difícil de se fazer. Além de todas as ressalvas costumeiras (momentos, adversários e tecnologias diferentes), é preciso considerar que Rod Laver, lá atrás, venceu os quatro Slams no mesmo ano. Seria, então, a melhor campanha da Era Aberta com três Slams no mesmo ano? Talvez, mas “três Slams no mesmo ano” já é um asterisco que, pelo menos para mim, faz a comparação perder o sentido. Nada disso, no entanto, altera o inegável: é um ano memorável para o sérvio.

O recorde que não foi

Outro tema interessante (desde o último post sobre ATP aqui no Saque e Voleio) foi o recorde de aces quebrado por Ivo Karlovic, que superou o compatriota Goran Ivanisevic durante o ATP de Pequim. Dr. Ivo agora tem 10.247 (considerando que ele não sacará mais nenhum até a publicação deste post) saques indefensáveis na carreira contra 10.237 de Ivanisevic.

Entretanto, a marca de Karlovic, muito divulgada pela ATP (que precisa de assunto nesse período pós-US Open e pré-Finals), também já vem sendo bastante contestada. Não pelos números que existem, que são incontestáveis, mas pelos que nunca foram (nem serão) registrados. Este texto do Tennis Abstract, por exemplo, lembra que são muitas as partidas não contabilizadas de Ivanisevic. Segundo uma estimativa do site, Goran teria algo perto de 12.550 aces – número que dificilmente seria alcançado pelo compatriota.


US Open: o guia
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Alexandre Cossenza

Um grande título para um Andy Murray em excelente forma, outro para o imortal Roger Federer. Dois vices para Novak Djokovic, duas campanhas nada animadoras para Rafael Nadal e uma grande polêmica para Stan Wawrinka. Não é exagero dizer que na última década o campeão do US Open, o último Slam da temporada, nunca esteve tão difícil de prever.

É com esse cenário, que inclui Thomaz Bellucci em ótimo momento e Feijão vivendo uma fase ruim que parece não acabar (até o sorteio das chaves foi cruel com o #2 do Brasil), que chega a hora de analisar o que pode acontecer de mais interessante nas próximas duas semanas.

Quem são os favoritos? Quem pode surpreender? Quais são os melhores jogos nas primeiras rodadas? Que canal terá a melhor transmissão? Este guiazão da chave masculina do US Open tenta oferecer respostas para tudo isso. Leia abaixo e não deixe de voltar amanhã (sábado) para ler sobre a chave feminina e ouvir o podcast Quadra 18!

Novak Djokovic escapou de um possível confronto nas semifinais contra Murray ou Federer. Em compensação, pode reencontrar nas semifinais o japonês Kei Nishikori, seu algoz em Nova York no ano passado. O japonês, aliás, foi o grande “vencedor” do sorteio, já que ficou no mesmo quadrante de David Ferrer, que não joga um torneio desde junho por causa de lesão.

O sérvio não passou perto de seu melhor tênis em Montreal e Cincinnati. Ainda assim, somou dois vices. O que isso quer dizer? Que Nole ainda é o tenista mais consistente do circuito e, num dia normal, é dificílimo vencê-lo. E com uma semana de folga e uma chave favorável na primeira semana, há tempo para adquirir o ritmo necessário e estar calibrado nas fases mais importantes.

A estreia é contra Feijão – sim, o brasileiro João Souza, que não vence há seis jogos – e os jogos seguintes serão contra Pospisil/Haider-Maurer, Seppi/Andújar/Gabashvili e Goffin/Bautista-Agut. Passando por isso, estará nas quartas e possivelmente pronto para jogar seu melhor tênis.

O número 1, é claro, também pode enfrentar Rafael Nadal nas quartas, mas hoje em dia seria ousado demais cravar que o espanhol chegará lá. O atual #8 estreia contra o perigoso Borna Coric e pode ter pelo caminho Fabio Fognini na terceira rodada e Feliciano López ou Milos Raonic nas oitavas. Italiano, Deliciano e canadense já computam vitórias sobre Nadal em 2015.

Talvez jogue a favor de Nadal o fato de serem partidas em melhor de cinco sets. Afinal, quem aí consegue imaginar “aquele Nadal” perdendo uma melhor de cinco para Fognini, Raonic ou Feliciano? Pois é. Ainda assim, parece improvável um triunfo sobre Djokovic – a não ser que Nadal mostre uma evolução incrível na primeira semana do torneio (a ressalva se faz necessária porque, afinal de contas, Nadal é Nadal e nunca se sabe o que o cidadão é capaz de fazer).

Para os otimistas – ou apenas torcedores mesmo -, alguns números talvez sirvam de alento: o espanhol não perde em Nova York desde 2011 e acumula 20 vitórias em suas últimas 21 partidas disputadas no US Open. Mas será que isso ajuda?

Para Roger Federer, o caminho não é dos mais fáceis, mas também não é lá tão complicado assim. Difícil imaginá-lo perdendo antes das quartas, quando pode ter Tomas Berdych (ou Tomic/Gasquet/García-López) pela frente. Ainda assim, o suíço vem dominando o tcheco recentemente. Em 2015, Berdych venceu apenas dez games em dois confrontos. Só então viria uma semi contra Murray ou Wawrinka.

Independentemente da chave, Federer chega a Nova York como seríssimo candidato ao título e com o favoritismo endossado pelo título de Cincinnati. Lá, mostrou ao mundo um novo recurso: a devolução de bate-pronto, que executa posicionado quase na linha de saque e, consequentemente, quase pronto para fechar a rede na sequência.

O golpe – considerado por muitos uma revolução – chamou muita atenção durante o torneio, mas que ninguém se engane: Federer devolveu saque assim menos de uma dúzia de vezes durante a competição inteira. Se foi campeão em Cincinnati, grande parte do mérito esteve na incrível competência que teve para confirmar seu serviço sem passar problemas.

A “nova” devolução vem como bônus, algo que o próprio Federer admitiu ainda estar estudando quando e como executar com o máximo de eficiência. E embora não seja recomendável superestimar o recurso e sua eficiência, parece óbvio que qualquer arma adicional pode fazer diferença – ainda mais quando o cidadão vem sacando de maneira excelente, o que pressiona ainda mais o saque adversário. Vale ficar de olho, esperando essa devolução naqueles games com o oponente sacando em 4/5, 5/6 e games assim.

Dos quatro principais cabeças, Andy Murray talvez tenha sido o “perdedor” do sorteio. Estreia contra Nick Kyrgios, pode enfrentar Bellucci na terceira rodada e Anderson/Thiem nas oitavas. Se passar, Wawrinka pode estar lhe esperando nas quartas. Só depois disso é que Federer apareceria no caminho – nas semifinais.

O bom para o britânico é que seu momento não poderia ser muito melhor. Campeão em Montreal, onde fez uma excelente final contra Djokovic, Murray conseguiu vitórias improváveis em Cincinnati (saiu de buracos contra Dimitrov e Gasquet) e só parou diante de um fantástico Federer.

O piso do US Open, que tradicionalmente não é tão rápido quanto o de Cincy, pode também jogar a seu favor. E, mesmo com uma rota cheia de cascas de banana, o escocês é um forte candidato ao título.

O que pode acontecer de mais legal

Não vai faltar jogo bom nas primeiras rodadas. A começar por Djokovic x Feijão, sempre um atrativo para brasileiros. Mas jogos quentes mesmo devem ser Murray x Kyrgios e Nadal x Coric, especialmente com o espanhol jogando esse tênis que desaparece em momentos. Quer mais? Que tal Gasquet x Kokkinakis? E, sendo otimista, é capaz até que Leo Mayer dê algum trabalho a Federer, hein?

Também vale ficar de olho na despedida de Mardy Fish, que estreia contra o italiano Marco Cecchinato e, se vencer, encara Feliciano López ou um qualifier. O mesmo grupinho da chave tem Verdasco x Haas na primeira rodada, com o vencedor avançando para duelar com Raonic ou Smyczek.

Ah, sim: em Nova York, Lleyton Hewitt disputa seu último US Open. Campeão do torneio em 2001, o australiano encara Aleksandr Nedovyesov na estreia e, se vencer, pode ter pela frente o compatriota Bernard Tomic. De qualquer modo, sua derrota terá emoção digna de ser registrada.

E isso é só nas duas primeiras rodadas. Na terceira, os cabeças começam a se enfrentar, e a tendência é o torneio só melhorar.

O tenista mais perigoso que ninguém está olhando

Talvez Grigor Dimitrov estivesse sendo visto como um nome mais perigoso se não tivesse perdido (duas vezes!) uma partida quase ganha contra Murray em Cincinnati. Só que o búlgaro, que fez uma primeira metade de ano nada animadora, mostrou um ótimo tênis em alguns momentos na última semana.

Além disso, caiu em uma chave que, se não é fácil, é interessante. Confirmando o favoritismo, Dimitrov enfrentará o atual campeão, Marin Cilic, na terceira rodada. O croata é outro que deixou a desejar em 2015. E quem avançar desse grupo vai às oitavas contra quem passar da seção que tem Ferrer (sem ritmo) e Chardy. Logo, não é nada difícil imaginar Dimitrov ou Cilic nas quartas.

Os brasileiros

Bellucci, que chegou a Nova York no top 30 e cabeça de chave, teve sorte. Estreia contra James Ward, #134 e, se avançar, enfrentará um qualifier. Na terceira rodada, aí, sim, pode encarar Andy Murray. Ainda que o britânico pareça um obstáculo difícil de superar, o #1 do Brasil tem uma chance enorme de finalmente passar da segunda rodada em Flushing Meadows.

Feijão, por sua vez… Que fase, hein? Vindo de seis derrotas consecutivas e em momento ruim desde a Copa Davis, o número 2 brasileiro estreia contra Novak Djokovic. Quando o momento é ruim…

Vale registrar a campanha de Guilherme Clezar no qualifying. Na quinta-feira, o #168 derrotou Nicolás Almagro em três sets e ficou a uma vitória da chave principal. Vale ficar de olho. Ao mesmo tempo, é de lamentar que apenas dois brasileiros disputaram o torneio qualificatório. O outro, André Ghem, #129, perdeu logo na primeira rodada.

Onde ver (ou não) na TV

É sempre melhor quando dois canais mostram um torneio. O US Open está nas grades do SporTV e da ESPN. Desta vez, a diferença entre as transmissões deve ser bem menor do que em Wimbledon, quando o canal da Disney deixou o rival para trás. Embora continue com um canal a mais, a ESPN tem a grade amarrada com La Vuelta e o Pré-Olímpico de Basquete. A vantagem da emissora paulista é que o Watch ESPN (pelo site do canal) tem direito a exibir os sinais de todas as quadras onde houver transmissão. Não deixa de ser uma excelente opção.

Nenhum dos canais, aliás, terá equipe de transmissão em Flushing Meadows. Qualquer que seja o motivo, tanto ESPN quanto SporTV contarão apenas com um jornalista in loco produzindo reportagens. É de se imaginar que a alta do dólar tenha relação com isso. Não sai barato manter narrador e comentarista (no mínimo) pagando US$ 300 de diária de hotel em Nova York…

Quem pode (ou não) surpreender

Entre os quatro primeiros cabeças, a aposta óbvia para derrota precoce deve ser em Kei Nishikori (apesar da estreia de Murray contra Kyrgios), que tem aqueles problemas físicos semana sim, semana não. Mas não só por isso. O japonês tem uma estreia traiçoeira contra Benoit Paire e um possível segundo jogo contra Radek Stepanek. São tenistas que lhe darão pouco ritmo – algo que será essencial na terceira fase, seja contra Tommy Robredo, Sam Groth ou Alexandr Dolgopolov. O atual vice-campeão pode fazer seu caminho ficar mais simples (e, ainda assim, parece a melhor chave entre os quatro cabeças), mas precisará estar calibrado desde os primeiros games.

Nas casas de apostas

Djokovic é favoritíssimo, como sempre. Na casa virtual bet365, um título do sérvio paga apenas 2,10 para cada “dinheiro” apostado. Murray (4,50) e Federer (5,00) estão quase colados, e o resto vem bem atrás. Nadal (21,00), por sua vez, não está nem entre os mais cotados, ficando atrás de Wawrinka (13,00) e Nishikori (17,00). O top 10 da casa de apostas ainda inclui Berdych (41,00), Cilic (51,00), Dimitrov (51,00) e Raonic (67,00). Um título de Bellucci paga 501,00, enquanto Feijão divide o último lugar. Uma conquista de João Souza pagaria 3001,00 a algum sortudo.

Na casa australiana Sportsbet, muda muito pouco. Djokovic paga 2,25, seguido de Murray (5,00), Federer (5,00), Wawrinka (13,00), Nishikori (19,00), Nadal (34,00), Dimitrov (41,00), Berdych (51,00), Cilic (51,00) e Tsonga (81,00). Curioso notar que na tarde desta quinta-feira, Almagro pagava 401,00, enquanto Bellucci e Feijão eram cotados em 501,00. A quem não percebeu a ironia: na noite de quinta, Almagro foi eliminado do qualifying pelo brasileiro Guilherme Clezar.


Quadra 18: Especial pós-Wimbledon
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Alexandre Cossenza

O segundo Serena Slam, o tri de Novak Djokovic, as duas semanas fantásticas de Roger Federer, a ascensão de Garbiñe Muguruza, a “limpa” de Martina Hingis nas duplas, a conquista de Tecau e Rojer… O podcast Quadra 18 chega nesta segunda recheado de assuntos interessantes em seu episódio pós-Wimbledon!

Sheila Vieira, Aliny Calejon e eu falamos sobre a segunda semana (a primeira foi debatida num Hangout ao vivo durante o Middle Sunday) do Grand Slam da grama, dando nossas opiniões e aproveitando um punhado de perguntas enviadas por ouvintes. Falamos até sobre o resultado do negócio entre ESPN e SporTV, que permitiu ao canal da Disney mostrar jogos de todas quadras de Wimbledon. Para ouvir é só clicar no botãozinho abaixo.

Quem preferir pode baixar o arquivo neste link ou assinar nosso feed e ouvir no iTunes. Nosso arquivo com todos os programas também está no Tumblr. E para enviar questões, críticas e sugestões, nosso canal preferido é o Twitter – incluam sempre a hashtag #Quadra18 – mas também aceitamos via e-mail e Facebook.

Os temas

Como nem todos nossos ouvintes querem ouvir o programa inteiro, então deixo abaixo, como de costume, em que momento falamos sobre cada tema. Assim, quem preferir pode avançar direto até o trecho que preferir.

2’10’’ – Comentários sobre o título de Novak Djokovic
7’58’’ – “Federer e Serena provam que 30 anos não é mais fim de carreira para tenistas brigando por títulos grandes?”
11’35’’ – “Quem da geração Sub-25 será o primeiro a ganhar um Slam?”
14’40’’ – “Cilic vai voltar a vencer um Slam ou o US Open foi um one-hit wonder?”
16’00’’ – “Djokovic ganhou oito Slams em cinco anos. Será que nos próximos ele consegue mais oito?”
18’17’’ – “Djokovic vai passar Federer em número de Slams?”
20’35’’ – “Não é impressionante que Djokovic seja tricampeão em Wimbledon, no piso que teoricamente é o pior para ele?”
23’13’’ – “O que Djokovic pode melhorar em seu jogo além de lobs e smashes?”
24’30’’ – Comentários sobre a participação de Andy Murray em Wimbledon
25’05’’ – E Stan Wawrinka?
27’40’’ – O segundo Serena Slam
30’45’’ – Comparações entre os dois Serena Slams
34’50’’ – “O domínio de Serena é bom para o circuito?”
40’30’’ – Surgimento e ascensão de Garbiñe Muguruza
45’13’’ – As participações de Sharapova, Radwanska e Azarenka
50’30’’ – Comentários sobre Tecau e Rojer, campeões de duplas
56’40’’ – As participações de Marcelo Melo e Bruno Soares
60’55’’ – Os títulos de Martina Hingis nas duplas e nas mistas
61’45’’ – “Hingis ainda poderia jogar simples hoje?”
64’20’’ – Comentários sobre as transmissões de SporTV e ESPN
78’00’’ – Stakhovsky e a polêmica de não querer que a filha jogue tênis “porque os vestiários da WTA têm lésbicas”

Créditos musicais

A faixa de abertura do podcast, chamada “Rock Funk Beast”, é de longzijun. As demais faixas deste episódio são chamadas “Hang For Days” e “Game Set Match”. As duas últimas fazem parte da audio library do YouTube.


ESPN exibirá Wimbledon ao vivo já este ano
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Alexandre Cossenza

Meligeni_Nardini_blog

A ESPN vai exibir o Torneio de Wimbledon ao vivo para o Brasil pelo menos durante os próximos três anos (2015, 2016 e 2017). O martelo foi batido nesta sexta-feira, quando o SporTV concordou em sublicenciar os direitos ao canal concorrente.

Com o acordo, SporTV e ESPN mostrarão Wimbledon ao vivo. É de se esperar, no entanto, que a ESPN dê ao torneio o mesmo tratamento especial que reserva ao US Open e ao Australian Open, outros dois Slams exibidos pela emissora. A transmissão, por exemplo, será tanto na ESPN quanto na ESPN+ (o WatchESPN mostrará, na inernet, o mesmo que estiver no ar nos dois canais).

Wimbledon sempre foi o Grand Slam com menos jogos exibidos para o Brasil. O SporTV, dono dos direitos de transmissão, sempre optou por mostrar o torneio em apenas um canal (e raramente saindo das duas quadras principais), deixando os espectadores com uma oferta de quatro jogos por dia – se tanto! É pouquíssimo. Menos da metade do que o Bandsports mostra em Roland Garros, por exemplo.

Com os dois canais da ESPN em Wimbledon, quem mais ganha é o espectador. É uma opção de qualidade, disponibilizada por gente que gosta de tênis e mostra interesse em valorizar o “produto”. Quem sabe isso não força o SporTV a tratar o torneio mais importante do mundo com mais carinho?

Os fãs de tênis brasileiros agradecem.

(post atualizado às 17h45min com a confirmação de que a ESPN vai mesmo usar dois canais na transmissão)


Presidente da CBT cobra SporTV (de novo!)
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Alexandre Cossenza

Teliana_treino_Lacerda_Andujar_blog

Não é de hoje que Jorge Lacerda, presidente da Confederação Brasileira de Tênis, cobra transmissões da modalidade dos canais detentores de direitos. Às vezes, a reclamação é com a ESPN, como aconteceu recentemente durante o Australian Open, às vezes o alvo da queixa é o SporTV. A bola da vez, nesta semana, é o canal da Globosat, que possui os direitos de transmissão da Fed Cup.

Na madrugada desta quinta-feira, Lacerda usou o Twitter para manifestar seu descontentamento com o canal às vésperas do confronto entre Brasil e Suíça, em Catanduva, que vale vaga no Grupo Mundial II (a segunda divisão) da competição. Segundo o cartola, a CBT planejava iniciar as partidas às 10h, mas para que elas fossem encaixadas na grade do SporTV, a programação começará às 13h.

A queixa de Lacerda vem por causa de uma norma da Federação Internacional de Tênis (ITF) , que exige quadras com iluminação caso os jogos comecem a menos de seis horas do início da noite (o que evita partidas adiadas por falta de luz natural). Assim, a CBT terá de abrir a carteira e alugar um sistema de iluminação compatível com as exigências da ITF.

 

 

Lacerda ainda pediu a seus seguidores que monitorem o SporTV3 nos dias de jogos. “Quero ver se a grade realmente não tinha espaço” (veja toda sequência aqui). E vale lembrar que não é a primeira queixa que o dirigente fez ao canal. Em fevereiro, quando o Brasil disputava o Zonal das Américas da Fed Cup, o SporTV, detentor dos direitos, não exibiu nenhuma partida. Na ocasião, Lacerda pediu uma resposta até à conta do site Globoesporte.com no Twitter.

 

 

O site do canal não informa as programações de sábado e domingo no período da manhã – consequentemente, não informa se os jogos da Fed Cup serão exibidos.

Coisas que eu acho que acho:

– Lacerda está sempre a cobrar os canais, e sua conta no Twitter é seu meio preferido. Há quem diga que o cartola é chato, na melhor definição da palavra. É preciso lembrar, contudo, que a maioria dos tenistas brasileiros exibem, em suas camisas, a marca dos Correios, principal patrocinador da CBT. Assim, uma coisa leva à outra. O dirigente quer retorno para quem investe na modalidade. Embora a maneira seja contestável, a causa me parece bastante compreensível.

– Vale lembrar que não seria a primeira vez – nem a segunda, só em 2014 – que o SporTV deixaria de transmitir um evento importante de tênis com brasileiros em quadra. Durante o Rio Open, um ATP 500, o canal não exibiu a final de duplas, que tinha Marcelo Melo na briga. Naquele horário, o SporTV2 mostrava o Campeonato Carioca de showbol, enquanto o SporTV3 exibia o VT de uma partida de futebol. E, lembremos, Lacerda queixou-se naquele dia também.


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