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AO, dia 2: grande virada de Rogerinho, 75 aces de Ivo e Serena leva noivo
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Alexandre Cossenza

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Foi um segundo dia cheio de emoções em Melbourne – ainda que nenhum dos principais candidatos ao título tenha sido ameaçado. A começar pela enorme virada de Rogerinho, que começou perdendo por 2 sets a 0, mas saiu de quadra como o único brasileiro a passar para a segunda rodada.

A terça-feira do Australiana Open também teve os 75 aces de Ivo Karlovic, que colocou mais uma vez seu nome na lista de mais saques indefensáveis em uma só partida, e os nove match points salvos por Lucie Safarova. A tcheca, aliás, vai enfrentar Serena Williams, que anunciou recentemente seu noivado e tem o sortudo na torcida em Melbourne.

Este resumaço do dia ainda lembra do susto de Zverev, das vitórias confortáveis de Djokovic e Nadal e do perfeito Gran Willy de Radwanska contra Pironkova.

O brasileiro

Rogerinho, o brasileiro que mais deu sorte na chave, foi também quem mais ficou em quadra e saiu recompensado com uma grande vitória sobre Jared Donaldson, 20 anos e #101 do mundo, por 3/6, 0/6, 6/1, 6/4 e 6/4. E nem parecia que seria o caso quando o Donaldson venceu rapidinho os dois primeiros sets. O paulista não desistiu. Cresceu no jogo, passou a encaixar seu primeiro saque com mais frequência e levou a decisão para o quinto set.

Abriu com uma quebra de saque, lutou quando jogou mal e manteve o serviço a duras penas (e com um pouco de sorte, como no break point em que seu backhand tocou na fita e morreu do outro lado), mas manteve a cabeça, continuou com o plano de jogo que vinha funcionando e conquistou uma bela vitória. A comemoração foi um longo abraço em Larri Passos, que viu a partida e deu alguns toques durante a semana.

Para que não fique dúvida: Rogerinho treina com o argentino Andrés Schneiter, e Larri Passos está em Melbourne acompanhando uma tenista francesa.

O triunfo desta terça foi o sexto da carreira de Rogerinho (32 anos) em quadras duras em torneios de nível ATP. Antes, o paulista tinha vitórias no US Open em 2011 (Sorensen), 2012 (Gabashvili) e 2013 (Pospisil), nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Fabbiano) e em Chennai/2017 (Lajovic). O próximo passo é um duelo com o francês Gilles Simon. Os dois se enfrentaram em Roland Garros, no ano passado, e Simon confirmou o favoritismo em três sets: 7/6(5), 6/4 e 6/2.

Os favoritos

Serena Williams fez uma bela apresentação. Consciente do perigo representado por Belinda Bencic, a americana fez uma estreia muito melhor do que a média de suas apresentações iniciais em Slams. Mais do que isso, a #2 do mundo foi excelente no único momento delicado da partida: o 4/4 do primeiro set. Depois dali, Serena venceu sete games seguidos ates que Bencic ensaiasse uma frustrada reação no fim da segunda parcial. No fim, 6/4 e 6/3 para Serena.

A atuação da ex-número 1 veio diante dos olhos do noivo, Alex Ohanian, um dos fundadores do Reddit. Serena revelou o noivado há pouco tempo, em um texto no próprio Reddit, e pegou o mundo de surpresa. A história de amor era desconhecida do grande público até então. O Australian Open é o primeiro torneio com presença de Ohanian desde o anúncio.

Abrindo a sessão noturna a Rod Laver Arena, Novak Djokovic encontrou de novo Fernando Verdasco, o mesmo contra quem precisou salvar quatro match points na semifinal do ATP de Doha, há pouco mais de uma semana. Outro jogo tão parelho era improvável. E não foi, a não ser pelo segundo set, quando o espanhol esteve duas vezes com quebra de vantagem – em ambas, perdeu o serviço imediatamente em seguida – e sucumbiu no tie-break. Djokovic fez 6/1, 7/6(4) e 6/2, sem drama.

Os 75 aces de Ivo Karlovic

Quando Horacio Zeballos (#68) abriu 2 sets a 0 sobre Ivo Karlovic (#21) em 1h20min de jogo, o argentino parecia ter bem encaminhada sua passagem para a segunda rodada. Só que não foi tão fácil assim. Karlovic, o homem que mais disparou aces na história do tênis, voltou a fazer bem o que faz de melhor: confirmar serviços. Logo, a partida estava no quinto set. E que quinto set, tenso e demorado. Karlovic e Zeballos deram pouquíssimas chances em seus games de serviço, e a partida foi se alongando.

A parcial decisiva, sem tie-break, durou mais que todos os quatro sets anteriores. O croata não parava de disparar aces. No 42º game, Karlovic finalmente conseguiu dois match points. Perdeu o primeiro num rali, mas ganhou o segundo ao acertar um preciso lob de slice. Zeballos correu como um louco, mas não conseguiu colocar a bolinha na quadra. Game, set, match: 6/7(6), 3/6, 7/5, 6/2, 22/20.

Os números oficiais registraram 5h14min de jogo e 75 aces de Karlovic (33 de Zeballos). Os 75 saques indefensáveis colocam o croata na quarta posição na lista de mais aces em uma partida. Ele também ocupa o terceiro (78), o quinto (61), o sétimo (55), o oitavo (53) e o décimo (51) lugares na lista.

O recorde é de John Isner, que executou 133 aces contra Nicolas Mahut na primeira rodada de Wimbledon em 2010. Aquele jogo durou 11h05min, se alongou por três dias e é o mais longo da história do tênis. O americano bateu o francês por 6/4, 3/6, 6/7(7), 7/6(3) e 70/68. Mahut fez 103 aces naquele dia.

Outros candidatos

Alexander Zverev, o “prodígio”, fez um set decente, outros dois pavorosos e esteve a poucos games de uma eliminação desastrosa. Robin Haase, #57, assumiu a dianteira no placar e teve até uma quebra de vantagem no quarto set. Bastava confirmar seu saque, o mas o holandês jogou um pavoroso sexto game, deu quatro pontos de graça a Zverev e colocou o adolescente de volta na partida.

O alemão de 19 anos nem fez lá dois sets irretocáveis, mas fez seu básico enquanto Haase continuava a cometer duplas faltas e dar pontos de graça. O placar final mostrou 6/2, 3/6, 5/7, 6/3 e 6/2, e se Zverev tem motivo para comemorar sua sobrevivência no torneio, também precisa se preocupar com a consistência. É preciso mais para que ele consiga o salto que todos acreditam que ele pode dar para brigar por títulos e pelas primeiras posições do ranking.

O lado bom para o fã de tênis é que ainda existe a possibilidade da badalada partida de terceira rodada entre Zverev e Rafael Nadal. O espanhol, aliás, também estreou com vitória: fez 6/3, 6/4 e 6/4 sobre o alemão Florian Mayer. Nadal não perdeu nenhum game de serviço – o que é mais importante hoje em dia do que já foi no passado – quebrou Mayer uma vez em cada set e faz lances bonitos como sempre – inclusive a paralela do tweet abaixo.

Também desse lado da chave, Milos Raonic fez 6/3, 6/4 e 6/2 sobre Dustin Brown. O canadense é favorito para pelo menos alcançar as quartas de final, quando enfrentará o vencedor da seção que tem Monfils, Kohlschreiber, Nadal e Zverev.

Na chave feminina, considerando seu histórico de fiascos em rodadas iniciais de Slam, Karolina Pliskova fez uma bela estreia. No primeiro jogo do dia na Rod Laver Arena, a vice-campeã do US Open despachou rápido a espanhola Sara Sorribes Tormo (#106) em poco mais de uma hora: 6/2 e 6/0. Melhor ainda para Pliskova é a derrota da perigosa Monica Niculescu (#32), superada pela qualifier russa Anna Blinkova (#189) por 6/2, 4/6 e 6/4.

Johanna Konta, por sua vez, passou por um obstáculo nada simples e eliminou a belga Kirsten Flipkens (#70) por 7/5 e 6/2. A top 10 britânica, que vem de título em Sydney, avança para outro duelo perigoso. Vai encarar a japonesa Naomi Osaka (#48), que venceu um jogo duríssimo contra Luksika Kumkhum (#183) por 6/7(2), 6/4 e 7/5. Caroline Wozniacki e Dominika Cibulkova, outras que que correm por fora em Melbourne, também venceram nesta terça.

O Gran Willy

Por fim, no último jogo da Rod Laver Arena, Agnieszka Radwanska precisou de três sets, mas eliminou Tsvetana Pironkova por 6/1, 4/6 e 6/1. Foi uma boa atuação da polonesa, que só não venceu com mais facilidade porque a búlgara conseguiu – pelo menos no segundo set – agredir com eficiência o serviço frágil de Aga. Na parcial decisiva, contudo, Radwanska conseguiu alongar ralis e impor suas variações com curtinhas, slices e um pouco de tudo. E, entre tantos pontos bonitos, o Gran Willy do vídeo acima foi o ponto alto.

Nove match points

Não é todo dia que alguém perde tantas chances assim de fechar um jogo. A ex-top 20 Yanina Wickmayer teme nove match points contra a tcheca Lucie Safarova no segundo set e não conseguiu converter. Safarova se defendeu de cinco match points no 12º game, com seu serviço, e de mais quatro pontos no tie-break. Quando conseguiu forçar o terceiro set, avançou cheia de moral, enquanto Wickmayer sucumbiu: 3/6, 7/6(7) e 6/1.

O prêmio por tanto esforço? Um duelo com Serena Williams na segunda rodada. Sim, tcheca e americana, que fizeram a final de Roland Garros em 2015, agora vão se encontrar na segunda rodada de um Slam. O favoritismo, claro, é de Serena que tem um histórico de 9 a 0 em confrontos diretos contra a tcheca.


Semana 24: o ‘Efeito Lendl’, o novo tropeço suíço e outra volta de Hewitt
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Alexandre Cossenza

Andy Murray foi campeão em Queen’s mais uma vez, enquanto em Halle Roger Federer voltou a conquistar – opa, a história mudou este ano. O suíço, voltando de lesões e ainda sem o ritmo ideal, perdeu no torneio que dominou nos últimos anos. A semana ainda teve André Sá em uma final de ATP 500 e a notícia de mais um retorno às quadras de Lleyton Hewitt. Nem parece que o australiano se aposentou há tão pouco tempo…

O resumaço da semana ainda tem as campeãs dos WTAs de Birmingham e Mallorca, as campanhas dos outros brasileiros, a atualização de status de Rafael Nadal, o recurso de Maria Sharapova (pra manter a esperança de jogar na Rio 2016), um tweet hilário, uma história bizarra e uma aparição imperdível de Federer.

<> at Queens Club on June 19, 2016 in London, England.

Os campeões

No ATP 500 de Queen’s, o assunto (e piada recorrente) foi a volta de Ivan Lendl ao time de Andy Murray, que defendia o título. Coincidência e brincadeiras à parte, o escocês foi campeão do torneio londrino pela quinta vez, derrotando de virada Milos Raonic na decisão: 6/7(5), 6/4 e 6/3.

Vale notar que Raonic não tinha sido quebrado a semana inteira e teve 3/0 de frente no segundo set. Murray, então, conseguiu quatro quebras em oito games, jogando um tênis-de-grama de altíssimo nível, e se tornou o primeiro tenista na história a vencer Queen’s cinco vezes.

De modo geral, foi um belo torneio do britânico que, se não atropelou ninguém, passou por rivais perigosíssimos na grama, como Mahut (na estreia), Cilic (semi) e Raonic, agora treinado por John McEnroe, que estava na beira da quadra. É justo dizer, como sempre, que Murray se coloca como candidatíssimo ao título de Wimbledon, que começa daqui a uma semana.

Vale registrar também um dos momentos mais engraçados da cerimônia de premiação, quando Murray disse que foi legal da parte de Lendl esperar pela cerimônia de premiação. No mesmo momento, as câmeras da transmissão mostraram a cadeira de Lendl vazia. Sim, ele já tinha ido embora.

No ATP 500 de Halle, a final dos azarões foi vencida por Florian Mayer, que bateu Alexander Zverev por 6/2, 5/7 e 6/3. Atual número 192 do ranking, o alemão entrou no torneio graças ao ranking protegido e passou por um caminho cheio de espinhos. Bateu Baker, Seppi, Thiem e Zverev, contando ainda com uma vitória por W.O. sobre Nishikori.

Foi o segundo título na carreira de Mayer, que tinha sido campeão quase cinco anos atrás, em Bucareste. Com o resultado, ele voltará ao top 100, o que é algo muito bacana para um veterano de 32 anos que vem sofrendo com lesões, mas não desiste de brigar por seu lugar em torneios grandes.

O cabeça 1 do torneio era Roger Federer, que caiu diante de Zverev nas semifinais (mais sobre isso abaixo), e o o segundo cabeça era Nishikori, que desistiu por causa de dores em uma costela.

As campeãs

No WTA Premier de Birmingham, Madison Keys conseguiu dois feitos importantes na semana. Primeiro, garantiu sua entrada no top 10. Ela será a primeira americana a entrar no grupo de elite desde 1999, quando Serena Williams fez sua estreia entre as dez melhores. Depois, Keys conquistou o título do evento britânico ao derrotar Barbora Strycova por 6/3 e 6/4 na decisão.

Não só pelo título, mas a americana de 21 anos se coloca como nome forte em Wimbledon por seu jogo de potência, algo que a compatriota Coco Vandeweghe também mostrou em Birmingham. Coco, aliás, também foi campeã em ’s-Hertogenbosch e chegou a somar oito triunfos seguidos na grama antes de levar a virada de Strycova na semifinal.

A lembrar sobre Birmingham: a cabeça 1, Agnieszka Radwanska, foi eliminada por Vandeweghe na estreia; Angelique Kerber, cabeça 2, foi batida por Carla Suárez Navarro nas quartas; e Petra Kvitova, bicampeã de Wimbledon, caiu diante de Jelena Ostapenko na segunda rodada. Keys era cabeça 7 e, na campanha até o título, passou por Babos, Paszek, Ostapenko, Suárez Navarro e Strycova.

No WTA International de Mallorca, Caroline Garcia venceu pela segunda vez em 2016 um dos chamados torneios “de aquecimento”. A francesa, campeã também em Estrasburgo, conquistou o modesto evento espanhol ao bater na decisão Anastasija Sevastova por 6/3 e 6/4.

Cabeça de chave 6, Garcia passou por Witthoeft, Friedsam, Ivanovic (cabeça 3), Flipkens e Sevastova no caminho até o título. A cabeça 1, Garbiñe Muguruza, tombou logo na estreia, diante de Flipkens, enquanto a cabeça 2, Jelena Jankovic, foi eliminada por Sevastova.

O suíço

Roger Federer não chegará a Wimbledon como favorito. Longe de descartar uma conquista do suíço em Londres, mas não é o que suas atuações em Stuttgart e Halle indicaram. O ex-número 1 esteve errático, mais impaciente do que o normal e sofreu derrotas para Dominic Thiem (teve dois match points em Stuttgart) e Alexander Zverev, jovens talentosos da #NextGen, a hashtag preferida da ATP.

Como escrevi na semana passada, era de certa forma esperada essa inconstância do suíço, que ficou tanto tempo sem competir e voltou logo na temporada de grama, quando os pontos são mais curtos e é difícil adquirir ritmo. Ainda assim, é estranho ver Federer tendo problemas em um piso no qual seu jogo flui com mais facilidade e seu serviço é muito eficiente.

De qualquer forma, ele ainda tem mais uma semana para calibrar golpes aqui e ali antes de Wimbledon. Também espera-se que a primeira semana do Slam da grama sirva de “aquecimento” para os jogos realmente duros. É nesse momento que Federer precisará de seu melhor tênis.

O imortal

Conhecido por nunca desistir de uma partida, Lleyton Hewitt nunca fez mais justiça ao rótulo de imortal. Aposentado em janeiro e desaposentado logo depois para disputar a Copa Davis, o ex-número 1 do mundo igualará em Wimbledon a marca de Michael Jordan, com dois retornos à profissão. Sim, Hewitt recebeu um wild card para disputar a chave de duplas ao lado do compatriota Jordan Thompson.

Resta saber se é um convite “isolado” ou se teria alguma relação com a possibilidade de Hewitt receber mais um wild card para disputar os Jogos Olímpicos ao lado de Thompson. Será?

Os brasileiros

O grande nome do país na semana foi André Sá, que jogou em Queen’s com o australiano Chris Guccione. Os dois eliminaram Bruno Soares e Jamie Murray nas quartas de final e foram vice-campeões do torneio, só perdendo para Nicolas Mahut e Pierre-Hugues Herbert por 6/3 e 7/6(5). Marcelo Melo também jogou o ATP 500 londrino. Ele e Juan Martín del Potro derrotaram Feliciano e Marc López na estreia, mas foram superados por Herbert e Mahut nas quartas.

No circuito Challenger, em Blois, França (42.500 euros), Thiago Monteiro abandonou o torneio após vencer a primeira rodada por causa de dores nas costas. O cearense explicou que o incômodo começou na semana anterior, em Bordeaux, e que achou melhor tratar o local e se preparar para o qualifying de Wimbledon. Também em Blois, Guilherme Clezar eliminou o cabeça de chave 1, Albert Montañés, mas perdeu na segunda rodada para o holandês Antal Van Der Duim.

Em Perugia, Itália (42.500 euros), Rogerinho foi eliminado nas quartas de final pelo esloveno Blaz Rola: 7/6(4) e 6/2; e Marcelo Zormann, que entrou como lucky loser, perdeu na estreia para o italiano Marco Cecchinato. Em Poprad-Tatry, Eslováquia (42.500 euros), André Ghem também perdeu nas oitavas, sendo superado pelo espanhol Rubén Ramírez Hidalgo.

No ITF de Sumter, EUA (US$ 25 mil), Gabriela Cé foi eliminada na estreia pela australiana Olivia Rogowska: 6/3 e 6/3. Luisa Stefani, que venceu três jogos no quali, foi mais longe e caiu nas oitavas de final diante da mexicana Renata Zarazua por 7/6(3) e 6/4. Em Minsk, outro ITF de US$ 25 mil, Laura Pigossi estreou derrubando a russa Polina Leykina, cabeça de chave 2, por 6/0 e 6/3, mas caiu nas oitavas de final, superada pela grega Valentini Grammatikopoulou: 6/0 e 6/1.

A apelação de Sharapova

Na terça-feira, a Corte de Arbitragem do Esporte (CAS) anunciou que Maria Sharapova havia apelado de sua suspensão de dois anos por doping. A tenista pede que o período de suspensão seja eliminado ou, pelo menos, reduzido. Segundo a CAS, o recurso será julgado rapidamente, com uma decisão a ser divulgada até o dia 18 de julho. Sim, daria tempo de Sharapova participar dos Jogos Olímpicos, mas apenas se o período da suspensão for reduzido para seis meses. A ver como a CAS analisa a questão.

Rumo ao Rio

Para quem estava preocupado com a participação de Rafael Nadal nos Jogos Olímpicos Rio 2016, uma boa notícia. Seu tio afirma que Rafa estará recuperado a tempo de brigar por medalhas. O plano é voltar às quadras no Masters de Toronto e, depois, rumar para o Brasil.

Vale lembrar que, se tudo correr conforme os planos, Nadal disputará três medalhas no Rio: simples, duplas (com Marc López) e duplas mistas (ao lado de Garbiñe Muguruza).

O melhor tweet

Em Londres e presenciando toda especulação em torno do rendimento de Andy Murray pós-retorno de Ivan Lendl, Bruno Soares soltou o melhor tweet da semana.

Em tradução livre, o mineiro disse estar sentindo seu tênis melhor porque Lendl voltou com Andy, que é irmão de Jamie, que é seu parceiro.

O relato bizarro

A chilena Andrea Koch Benvenuto foi suspensa por três meses após uma série de violações do código de conduta da ITF durante um torneio em São José dos Campos (SP). A tenista foi condenada a pagar US$ 500 de multa, além de US$ 199 equivalentes ao valor do telefone celular do supervisor do torneio que ela quebrou quando foi questionar sua desclassificação. Taí algo que não se vê todo dia…

Leitura obrigatória

Indicação da Diana Gabanyi, a entrevista de Simon Briggs com Andy Murray não é tão reveladora assim, mas traz números e declarações interessantes do atual número 2 do mundo – inclusive a frase sobre Ivan Lendl, inserida no título. Murray diz que precisava de alguém que lhe dissesse que era ok perder em vez de classificar derrotas em finais de Slam como um desastre. Leiam!

Fanfarronice da semana

Não tem nada de publicitário na foto, mas vale o registro porque foi “apenas” Roger Federer trollando a foto de Sergiy Stakhovsky como o ucraniano trollou com seu Wimbledon em 2013.


Feijão e a motivação para 2016: “Eu olho meu ranking e digo: ‘Que bosta!'”
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Alexandre Cossenza

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João Souza começou o ano com os melhores resultados de sua vida. Primeiro, fez uma inédita semifinal no Brasil Open. Em seguida, chegou às quartas no Rio de Janeiro, um ATP 500. O bom momento foi recompensado com a correção de uma injustiça: deixado de lado nos playoffs da Copa Davis em 2014, Feijão foi convocado para a primeira rodada do Grupo Mundial, em Buenos Aires.

O fim de semana começou espetacular, com uma vitória sobre Carlos Berlocq em 4h57min de jogo, mas transformou sua temporada em um longo pesadelo que começou nas 6h42min da derrota diante de Leo Mayer e se arrastou até o segundo semestre, incluindo duas longas sequências de nove derrotas cada – uma de fevereiro a junho, a outra de julho a setembro.

Número 69 do mundo em abril, Feijão ocupa hoje o 142º posto. Conversamos durante o evento-teste no Centro Olímpico de Tênis, e o papo não teve declarações bombásticas, mas foi ótimo pela maneira direta com que o paulista de 27 anos abordou os temas. Falou com detalhes sobre tudo que envolveu a doída derrota na Davis, lembrou da política que pode ter pesado em sua ausência no time em 2014 e disse que a motivação vem de olhar seu ranking e dizer “que bosta!”

Ah, sim: como aparentemente tornou-se assunto obrigatório em entrevistas esportivas neste país, também falamos sobre Olimpíadas. E sim, Feijão acredita que suas chances de classificar são boas. A íntegra da conversa segue abaixo e vale a ressalva: em nome da autenticidade (e da intensidade) do diálogo, não cortei os palavrões (nem são tantos assim). Se isso não lhe incomoda, leia!

Incomoda entrar no site da ATP e ver que sua página abre no ranking de dupla em vez de no ranking de simples?

Tá brincando?! Sério?

Você é 113 de duplas e 142 em simples, aí a sua página abre direto com os resultados de duplas.

Ah, é? Não sabia, não. Não entro por esse site. Entro no “player zone”, que só os jogadores têm.

Mas falando de ranking, se alguém que não te acompanhou em 2015 e abre o site da ATP, essa pessoa vê que você começou o ano como #117 e terminou como #142. Ranking nem é sempre o melhor parâmetro para dizer o que aconteceu com a pessoa no ano, mas você achou que depois de tudo que aconteceu, foi um ano positivo?

Não, velho (risos).

Eu pergunto porque teve a experiência da Copa Davis, teve um começo de ano muito legal e, de repente, no seu balanço, isso seria positivo…

Ah, cara, não. Positivo, não foi, mas experiências novas, sim. Mas positivo? Não. Com certeza, não. E óbvio que o ranking é o que conta, né? Ah, foi um ano em que eu aprendi muito, cara. É corrigir para 2016 não cometer os mesmos erros, né?

Quais foram os erros? Todo mundo diz “aprender com os erros”, mas raramente alguém admite esses erros.

Ah, tem o negócio de não ficar expondo, né? Acho que são coisas que…

(interrompendo) O que não te incomoda falar sobre isso?

Não, você sabe que eu falo as coisas, eu não tenho muito problema com isso.

Por isso que eu gosto de te entrevistar (risos).

Acho que… (pausa para pensar) … Não sei, foram coisas… Acho me expus um pouco mais do que devia, perdi um pouco do…

(interrompendo) Depois da Davis?

Depois da Davis. Mas o principal mesmo, o principal-principal… Esse jogo da Davis me derrubou muito. Ninguém imagina, né? Todo mundo diz “ah, perdeu” e vem falar “você foi guerreiro, você foi legal, lutou até o último ponto”, mas e aí? Eu perdi. Só quem perdeu fui eu. Não interessa, quem estava lá era eu. Então isso me matou, né, cara? Nesse fim de semana da Davis eu tive dois extremos. Depois que ganhei do Berlocq, no sábado, eu estava me sentindo um monstro, jogando pra caralho e ganhando de um cara que… Não sei nem se ele já tinha perdido na Davis lá (em Buenos Aires). E no dia seguinte, porra, depois de sete horas, perder aquele jogo, eu estava me sentindo também o pior cara do mundo. Isso me abalou demais, cara! Não foi fácil administrar essa derrota. Foi o Brasil que perdeu. Eu adoro jogar a Davis, adoro torneio em equipe… Porra, depois foi uma depressão fodida com todo mundo no hotel, sabe? E aí, cara, me derrubou! Minha confiança foi do céu para o inferno, total. E aí eu não consegui administrar. Rolou uma indisposição, acabei me desfocando um pouquinho do tênis em si, né? Enfim… Foi basicamente isso. Acabei perdendo um pouco do foco depois disso.

E com isso, a confiança…

Minha confiança, então, foi no chão. Óbvio! Eu estava inscrito nos maiores torneios – eu também não hesitei em arriscar no calendário, né? Joguei, sei lá, três meses só de ATP e Grand Slam, ATP e Grand Slam.

Mas você estava jogando bem, né? Você fez quartas no Rio, um 500…

E semi de um 250 (São Paulo). Eu nunca hesitei! Da outra vez que me meti (no top 100), em 2011, também. Nunca deixei de jogar os maiores torneios, mas fazer o quê? Faz parte. Não me arrependo de nada que eu faço na minha vida. Já foi? Já foi. No fim do ano, estava bem cansado e deixei de jogar Buenos Aires… Não estava mais aguentando, para ser bem sincero. Este ano, tirei até uma semana a mais de férias. Eu precisava bastante relaxar. Agora já estou na terceira semana de pré-temporada, estou me sentindo um cara muito mais forte, muito mais focado eu comigo mesmo, sabe? Parece que eu limpei, sabe? Passei a borracha.

Você está mais magro, não?

Estou, estou fazendo uma dieta que você não tem noção! Dieta que nunca fiz antes. Quero chegar a 88 quilos, estou com 92. Preciso perder quatro quilos.

Mas qual é o seu peso normal de jogo?

No começo do ano, eu estava pesando 90, 89, que é muito bom já, quase 100%, mas quero bater 88 para provar para mim mesmo que eu tenho capacidade, né? Mas estou super bem, super motivado para 2016. Não tem como não estar, principalmente com a Olimpíada do lado da minha casa, é meu foco total. A cada ano que passa… A gente vai ficando mais velho também, vai aprendendo muito mais, né, cara? Vai absorvendo muito melhor os erros que gente comete, né? Acho que as coisas têm tudo para andarem bem em 2016.

Qual foi o melhor momento do ano?

São Paulo e Rio, né?

Escolhe um.

São Paulo.

Algum jogo específico?

Ah, o jogo com o Mayer foi foda, eu acho. Com o Mayer e o com o Klizan foram jogos que… O Carreño Busta eu joguei muito bem, joguei para cacete, mas com o Mayer, ali, o cara era cabeça 4, acho. Foi o jogo do ano, acho. E aqui no Rio, com o Rola, foi muito bom. Foi legal aquela volta, foi muito mais mental (Feijão perdeu três match points e levou a virada no segundo set, esteve uma quebra atrás na parcial decisiva, mas se recuperou e venceu o esloveno Blaz Rola por 6/4, 6/7(9) e 6/4 em mais de 3h de jogo). Mas também tive três derrotas de matar. Três derrotas seguidas. Com o (Luca) Vanni, com break de vantagem no terceiro; depois aqui no Rio, com o Haider Maurer, com break no terceiro para fazer semi e jogar com o Ferrer; e na Davis nem se fala.

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Eu ia chegar nesse momento… Tirando a Davis, qual a derrota mais dura?

A do Luca Vanni.

Foi mesmo?

Ah, foi.

Você entrou “já ganhei” naquele jogo?

Não, você tá louco! O cara vinha do quali, mano.

Por isso mesmo. Era o cara que ninguém esperava, você passou por uma chave que não era tão fácil e chegou ali na semi conta um qualifier…

Mas você vê que o cara tava… Tanto é que ele teve match point contra o Cuevas, pô (Vanni derrotou Feijão na semifinal e perdeu a final do Brasil Open para o uruguaio Pablo Cuevas). Você tá louco! Jamais! Podia ser o… Podia ser você jogando lá a semi e eu ia falar “caralho, o cara tá na semi”, né, meu?

(risos de ambos)

Não, não… Ele é duro. Ele joga bem parecido comigo. Saca, gosta de dar na bola. Eu já conhecia ele.

Teve um pior momento do ano?

(interrompendo) Lógico!

Não digo um jogo, digo um dia. O pior dia.

O dia que eu perdi na Davis.

Não foi o dia seguinte, dois dias depois, ou mais tarde, nas séries de derrotas?

Não. Na hora, ali, foi o pior momento. Esse dia, com certeza, óbvio.

Que horas você foi dormir?

Ah, nem lembro, cara. Imagina uma pessoa destruída. Era eu.

Não passou a noite acordado nem nada?

Não, foi normal, mas dormi pouco. No dia seguinte, já estava com tudo dolorido pra caralho.

Quanto tempo leva para começar a doer de verdade?

No dia seguinte. Para mim, foi o dia seguinte. Passei três dias, até quarta-feira, destruído. Dolorido só, também, nada de mais. Na quinta-feira, eu estava bem já. Mas no dia foi… Imagina se eu ganho aquela porra, velho! Estive a dois pontos de ganhar, velho. Saquei 6/5, 15/15, ele devolveu, eu bati uma direita na paralela e saiu isso (mostrando um espaço pequeno com os dedos). Perdi um ponto, 15/40. Ganhei um ponto, 30/40, aí fiz dupla falta. Aí ele empatou 6/6 e virou aquela guerra.

Essa sequência você não esquece…

Não tem como, né, cara? No 15/15, eu dou uma direita paralela que eu não tinha errado nenhuma… Lógico que eu estava destruído já, né? Era winner, na verdade. Ele nem foi na bola, eu lembro até hoje. A bola saiu “isso”.

Feijao_Davis_BuenosAires_Andujar_blog

Não tem mais tática nenhuma nessa hora, né?

Não adianta. E eu olhava para o lado, o Mayer destruído. Bem antes do que eu. Bem antes! Ele estava sacando 7/6, 7/6, 4/1, eu quebrei no 4/2 e foi a hora que eu dei a volta no jogo. Eu olhei para o banco, ele estava destruído. Eu falei “fodeu, se eu ganhar este set, acabou.” Ganhei 7/5, 7/5, não sei como ele aguentou. Ele também se superou pra caralho!

Algo que ficou perdido no meio disso tudo é que antes daquele jogo de quase sete horas, você voltou ao time da Davis depois de um fim de ano tumultuado em 2014, com aquela não convocação para jogar com a Espanha. O João (Zwetsch) falou algumas coisas que você não gostou, você disse algumas coisas que ele não gostou… Como foi essa conversa com o João para você voltar ao time?

Cara, para ser bem sincero… (pausa para pensar) Na minha cabeça…

(interrompendo) Vocês brigaram ou foi uma conversa amistosa?

Não, no meu modo de ver, naquela época, eu tinha um jeito de ver e ele tinha o modo dele. Ele tinha as razões dele, e eu tinha as minhas. Acho até que a imprensa ficou do meu lado na época, né?

Eu fiquei.

Muita gente me defendeu e falou “porra, não é o momento do Rogerinho.” Meu ranking estava melhor, eu vinha ganhando mais jogos, só que na época ele falou que o Rogerinho, como tinha jogado muito bem contra o Equador, tinha levado o Brasil e ganhado os dois pontos dele e coisa tal… E aí começou. Também não sei, né? Se entra o lado político ou não.

O João não abriu isso para você?

Não, mas ah… Acho que quem está ali, sabe o que rola. Eu me dou muito bem com todo mundo, estou com o Pardal (Ricardo Acioly, seu treinador) há 11 anos, então acho que… Acho, não. Estou do lado dele em qualquer coisa. Até hoje, não só no tênis, mas em qualquer esporte, a gente tem um pouco o lado político. Então pode ser que tenha contado também, mas não sei, cara. Eu conversei com o João em Quito, eu lembro, e foi tudo bem, meu negócio com ele estava tudo certo. Ele falou “vou te chamar para jogar com a Argentina”, eu falei que “eu tô pronto” e meio que a gente passou uma borracha rápido. Eu – eu, Feijão! – nunca tive problema com ninguém. Jogador, treinador, nada. Nem Confederação nem ninguém. Por isso que eu acho que pode ter sido influência dessa parte, desse lado político.

A equipe te recebeu bem?

Claro. Marcelo, morei três anos com ele. Thomaz, pô, me dou super bem com ele, joguei juvenil com ele a vida inteira. O Bruno, nem se fala. Não, nada. Sou um cara aberto, né, cara? Acho que a galera gosta de mim. (risos de ambos)

O que te faz acreditar que 2016 vai ser melhor que 2015?

Ah, cara, acho que a minha idade está chegando e estou ficando como aquele vinho mais encorpado. Estou me sentido mais forte, tudo está parecendo mais natural. Na hora de treinar, comer um negócio, abdicar de uma coisa aqui, treinar de um jeito ali… Estou me sentido mais forte na parte de escolhas, eu acho. É o que eu te falei… Algumas escolhas acho que errei em 2015, que foi um ano de aprendizado. Então isso me fez mais forte. Acho que às vezes a gente tem que dar dois passos para trás para das três ou quatro para a frente. Acho que é isso. Estou num momento muito bom, até na minha vida pessoal também. Estou tranquilo, morando sozinho, fazendo as coisas que eu gosto, treinando com muito prazer, treinando bem, coisa que eu sempre fiz. O principal mesmo é o olhar meu ranking e ver 140… É uma motivação bem… Eu olho e digo “que bosta!”

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Eu já devo ter e perguntando isso lá atrás, em 2012, mas talvez valha perguntar de novo porque você é uma pessoa diferente hoje. Como foi este ano, depois daquele começo bom, de quartas de ATP 500, semi de ATP 250, e ter que voltar para o primeiro Challenger? Bate uma sensação de frustração?

Não, não porque eu não tinha jogado nenhum Challenger até Prostejov (em junho), que eu fiz semi ainda. Ganhei do Mathieu e do Granollers. Depois da Davis, foi o único torneio que joguei pra caralho. São dois caras que estão top 100. E perdi um jogo ganho contra o moleque que foi fazer a final (o sérvio Laslo Djere, do 20 anos, venceu por 6/7(3), 7/6(4) e 7/5). Não, a sensação foi normal, cara.

Mas não bate um desânimo começar um ano jogando Challenger em vez de…

(interrompendo e voltando a falar do segundo semestre) Ah, bate um pouquinho, mas não é nem “estou jogando Challenger.” É mais “preciso jogar bem, cara.” Porque eu sabia que tinha ponto para defender (no segundo semestre) e no momento eu não estava bem. Eu não estava confiante, não estava bem, mas estava fazendo as coisas que eu tinha que fazer. O que estava ao meu alcance, eu estava fazendo. E essa semana (Prostejov) foi a única semana que eu joguei muito bem depois das três primeiras semanas do ano. O pensamento foi “preciso ganhar, preciso somar porque senão a casa vai cair.” E caiu (risos). Tinha ponto para defender pra caralho, mas até que joguei legal no fim do ano. Joguei com o Rogerinho (em Santiago) e tive match point, ele ganhou o torneio. Depois com o Hernandez, em Lima, perdi 7/6, 7/6. O moleque perdeu na semi com match point para ir para a final. Em Bogotá, perdi para o Struvay, ele foi campeão ganhando do Zeballos e do Lorenzi. Enfim, eu estava jogando bem já. Os últimos três torneios do ano, eu estava bem já. Óbvio que não estava jogando um tênis galático, mas estava conseguindo competir bem, fazer as coisas bem. Ainda fiz uma semi em Pereira, virando três jogos perdidos… Essa gira sul-americana me fez… (interrompendo) Não chega nem a cem pontos o que fiz, mas foi legal, deu uma motivação a mais para eu sair desse buraco, ganhar alguns jogos.

Essa pré-temporada agora tem algo de diferente, além da dieta?

Estou tomando alguns cuidados a mais na parte física principalmente. A gente está segurando um pouco mais. Antigamente, como eu era mais nvo também, a gente focava muito mais em volume, volume, volume e se matar na quadra. Lógico, você é moleque, tem 20, 21, 22 anos, você aguenta três horas de manhã e três horas à tarde. Eu já estou com 27. então a gente está ficando mais esperto nessa parte de dosar. Mas só um pouquinho também. Com 27 não quer dizer que eu estou velho, né? Se eu estou velho, o André Sá está o quê, então, um ancião! (risos)

(risos) Li nas suas entrevistas depois da Davis que as Olimpíadas eram um sonho para você. Como está vendo suas chances hoje?

Ah, cara, eu vejo grandes, para ser bem sincero com você. Eu tenho 240 pontos (para defender) até o Rio Open. Vou jogar só Challengers até ali. Já tenho quatro Challengers para jogar. Jogo Quito (um ATP 250 em fevereiro), que é um torneio onde eu sei do meu potencial…

(interrompendo) Tem um Challenger aqui no Rio, né?

Dois na Argentina, um no Marapendi (clube carioca) e um em Bucaramanga. Em Bucaramanga, já ganhei um torneio. Aqui, vou estar jogando em casa… Enfim, são torneios que se ganha um, faz uma final, uma semi… Já defendi os pontos. Depois, também… Sabe? Foi como na primeira vez, que me meti (no top 100) jogando Challenger, com a confiança lá em cima. Acho que o importante no começo do ano é ganhar jogo, agarrar ritmo de jogo, um pouco de confiança e ir embora. Depois, jogando Rio (Open) e São Paulo (Brasil Open), que são dois torneios que eu amo jogar… E aí, cara… Não vou arriscar nada no calendário.

Esse ranking para as Olimpíadas fecha por volta de 80, né?

Eu acho que 80. Mas é isso, cara. Acho que (as chances) são altas. Estou super motivado, como te falei.


Feijão: uma vitória sem match point
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Alexandre Cossenza

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Foram 11h39min em quadra, 807 pontos disputados, dez sets jogados, dez match points salvos e um recorde quebrado. João Souza deixa Buenos Aires com uma vitória improvavelmente fantástica contra Carlos Berlocq, a honra de ter disputado a partida de simples mais longa da história da Copa Davis (6h42min na derrota para Leo Mayer), e um currículo com a adição de, somando sexta-feira e domingo, um fim de semana épico, histórico, titânico… Boyhoodiano!

No que foi possivelmente a maior atuação de um brasileiro na Copa Davis desde Guga em Lérida/1999, Feijão não conseguiu dar a vitória ao time brasileiro, mas deixou em quadra muito mais do que isso. Mostrou coragem em pontos importantes, foi persistente (nas muitas e muitas vezes) quando tudo parecia perdido e teve raça quando o corpo não respondia mais. Apagou as dúvidas que (supostamente) existiam sobre seu preparo físico e, muito mais do que isso, deu à torcida alguém por quem ela pode ter orgulho de torcer – na vitória ou na derrota. Mesmo sem match point para chamar de seu, Feijão foi um vencedor.

Mayer, que lutou bravamente quando também estava exausto, mereceu vencer e estender o confronto. E seria igualmente justo se tivesse fechado a partida antes. Abriu 7/6(4), 7/6(5) e 3/0 e parecia estar no controle das ações. Só não contava com uma furiosa reação do número 1 do Brasil. Onde muitos tenistas veriam areia movediça, João Souza enxergou uma escada. Virou um set quase perdido, ganhou mais um e forçou a quinta parcial. Então, lutando contra as limitações do corpo, salvou match point atrás de match point. Foram dez ao todo.

O único pecado, tão perdoável quanto soa injusto chamar de pecado qualquer falha nessas condições, foi não confirmar o serviço quando teve 6/5. Paciência. Se chegou à chance de fechar a partida foi porque, antes, anulou muitas e muitas chances do adversário. Àquela altura, tudo parecia lucro. O curioso – e elogiável – é que agora, pós-ponto derradeiro, a sensação não é muito diferente. Ninguém vai enfatizar o 12º game que escapou nem a direita que saiu quando Mayer sacava em 15/30 no 27º game. A imagem que fica é a do “lucro”. Da batalha, da raça, da fé, da esperança, do orgulho de torcer. Feijão foi hercúleo e é isso que importa.

#feijãomágico

Coisas que eu acho que acho:

– O quinto ponto foi suspenso quando Thomaz Bellucci perdeu o primeiro set para Federico Delbonis por 6/3. O número 2 do Brasil começou mal, viu o tenista da casa abrir 5/1 e, quando “entrou” no jogo, já era tarde. A partida recomeça às 11h desta segunda-feira, e o Brasil continua a três sets das quartas de final da Davis.

– Logo que a última partida começou, li muitas críticas a Bellucci nas redes sociais. Tidas acentuadas, claro, pelo contraste de estilos e pelo fim de semana espetacular de Feijão. Entendo até certo ponto, mas não acho justo usar o brilho de um para ofuscar o outro. Criticar a postura de Bellucci na Davis é esquecer de atuações memoráveis como a virada sobre Alejandro Falla, os dois triunfos sobre a Espanha e a vitória sobre John Isner nos Estados Unidos. Feijão foi monstruoso, sim, mas isso não faz de Bellucci nem mais nem menos.

– Uma derrota brasileira significaria uma repescagem dura, mas provavelmente em solo brasileiro. Entre os possíveis cabeças de chave da repescagem estão República Tcheca, Suíça, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Croácia e Japão/Canadá. E ainda existe a possibilidade de a Espanha alcançar os playoffs via Zonal da Europa. Não seria nada fácil para o Brasil.


Melo, Soares e o ponto de (des)equilíbrio
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Alexandre Cossenza

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Entra Copa Davis, sai Copa Davis, e o Brasil tem uma certeza: Marcelo Melo e Bruno Soares vão triunfar no sábado. É assim há oito confrontos, e até os irmãos Bob e Mike Bryan já foram vítima. Não foi diferente em Buenos Aires. Por 3 sets a 0, com parciais de 7/5, 6/3 e 6/4, os dois mineiros derrotaram Carlos Berlocq e Diego Schwartzman e colocaram o Brasil novamente à frente no confronto: 2 a 1. Agora, o time do capitão João Zwetsch está a um ponto de avançar no Grupo Mundial pela primeira vez desde 2001.

Tirando o primeiro game de saque do segundo set, que teve três duplas faltas de Bruno Soares e acabou com a primeira quebra a favor da Argentina, foi um jogo sem sustos. E nem foi uma atuação espetacular da parceria brasileira. O primeiro set foi um pouco instável, e a quebra só veio no 12º game, quando Schwartzman – serviço mais vulnerável da dupla da casa – foi quebrado com uma devolução vencedora de Soares.

O único tropeço veio no começo do segundo set, mas a liderança de Berlocq e Schwartzman não demorou muito. Três games depois, Schwartzman foi quebrado novamente. Mais dois games e, dessa vez, foi Berlocq quem perdeu o serviço. Soares ainda teve o saque ameaçado outra vez, mas o time brasileiro salvou um break point no nono game e fechou a parcial três pontos depois.

Até que o público tentou. Os argentinos se levantaram, pularam, gritaram e aplaudiram, mas o jogo já parecia em piloto automático para os brasileiros. Com Marcelo Melo mais uma vez jogando uma monstruosidade – não é o número 3 do mundo e 1 do país por acaso – foi questão de tempo para que ele e Soares fechassem a partida. E sem drama.

Assim, mais uma vez, a dupla mineira, o ponto de equilíbrio e segurança do time brasileiro, desequilibrou um confronto. Foi assim contra a Rússia em 2011, contra a Colômbia em 2012, e contra Equador e Espanha em 2014. Todos esses confrontos terminaram a sexta-feira empatados. Em todos eles, Marcelo Melo e Bruno Soares colocaram o Brasil na frente. Agora só falta um.

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Coisas que eu acho que acho:

– Em tese, o primeiro jogo deste domingo, às 11h (de Brasília), será entre Feijão e Leonardo Mayer. Mas será que Orsanic teria a ousadia de substituir o número 1 do país? No saibro, com Feijão sacando aberto e alto, o backhand de Mayer pode se mostrar um tanto vulnerável. Foi assim em São Paulo, quando o paulista levou a melhor. Por esse lado, talvez Schwartzman, mais consistente do fundo de quadra, fosse uma opção interessante para a Argentina, mas será que Orsanic, em sua estreia como capitão, ousaria tanto ao tirar o número 1 do país no domingo?

– E quanto a Berlocq, que jogou 4h57min na sexta e voltou à quadra neste sábado? Será que Orsanic insiste com ele no caso de um quinto jogo? Ou Delbonis estaria sendo guardado para a ocasião?

– Não custa lembrar. A última vez que o Brasil passou da primeira rodada no Grupo Mundial foi em 2001, quando o time do capitão Ricardo Acioly derrotou Marrocos, no Rio de Janeiro, por 4 a 1. Aquela equipe tinha Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Jaime Oncins e Alexandre Simoni (os dois últimos fizeram o ponto das duplas e fecharam o confronto já no sábado).

– Não seria bacana se o Brasil fechasse o confronto em 3 a 2, com uma vitória de Bellucci? Um resultado assim seria, ao menos, simbólico de um time que, hoje em dia, pode vencer qualquer dos pontos, seja com Feijão, Bellucci ou a dupla. Equipes assim, com uma pitada de sorte na chave, podem ir bastante longe.

– A Sérvia, que já abriu 3 a 0 em cima da Croácia, vai enfrentar o vencedor de Brasil x Argentina. Djokovic e companhia jogarão em casa se o Brasil triunfar. Em caso de vitória argentina, os hermanos escolherão a sede.


Feijão: para apagar dúvidas e salvar o dia
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Alexandre Cossenza

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Em um breve instante, ficou muito claro. Feijão perdia o jogo por 2 sets a 1 e vivia seu pior momento, sacando em 1/3 e 15/40 na quarta parcial. O poço parecia fundo demais. Já se passavam 4h de duelo. Foram dois break points salvos e quatro igualdades, mas o número 1 do Brasil confirmou aquele saque. No último ponto, uma comemoração intensa. Olhos bem abertos, punho fechado. Não era alívio, era vontade de continuar ali. Ali, naquele segundinho, deu para ver. Feijão poderia perder a partida, mas não se entregaria mental nem fisicamente.

O atual número 1 do Brasil comportou-se como seu posto de líder exige. Ficou em quadra e brigou até que, depois de outras duas igualdades, devolveu o saque de Carlos Berlocq e empatou o set. Mas teve mais. Feijão ainda salvou um break point antes de abrir 4/3 e embalar para quebrar de zero o argentino. O que faltou de decisão no terceiro set (Feijão teve três set points – dois no saque – e não fechou) sobrou no quarto. Sacando em 5/3, o paulista ainda escapou de duas chances de quebra antes de fazer 6/3 e adiar a decisão para o quinto set.

Berlocq abriu a parcial decisiva vibrando e chamando a torcida. Uma tática inteligente contra um Feijão que disputava seu primeiro quinto set na vida. No fim das contas, mostrou-se uma estratégia desesperada. Além das 4h de jogo, o argentino não tinha mais físico para correr atrás dos forehands de Feijão como vinha fazendo até então. Tentou dar curtinhas e até teve sucesso moderado, mas ninguém vive disso. Tentou, então, agredir um pouco mais, só que também errou um pouco mais. Enquanto isso, Feijão, inteiro no fundo de quadra, seguia distribuindo pancadas. No fim, sem piscar, o brasileiro comemorou uma vitória maiúscula por 6/4, 3/6, 5/7, 6/3 e 6/2.

Mais do que um lindo resultado e mais até do que um importantíssimo ponto em Grupo Mundial de Copa Davis, Feijão deu ao país inteiro uma prova de sua maturidade como tenista. Em seu primeiro jogo fora de casa vestindo as cores do Brasil, jamais se deixou atrapalhar pela torcida, mostrou força mental para superar um momento duríssimo e deixou claro que tem condições físicas de encarar partidas longas, sob forte calor, chegando ao fim melhor do que o adversário. Uma atuação para apagar quaisquer dúvidas que o capitão João Zwetsch (ou qualquer outra pessoa na CBT) ainda tivesse sobre sua capacidade de defender o país.

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Um brilha, um oscila

O primeiro ponto, conquistado por Feijão, fez-se mais importante ainda na medida em que Thomaz Bellucci não fez um grande começo de jogo contra Leo Mayer. Enquanto o tenista argentino mostrava-se mais sólido e no controle da maioria dos ralis, o número 2 brasileiro pouco brilhava. Um lampejo no terceiro set, impulsionado por um momento instável de Mayer, deu sobrevida a Bellucci, que conseguiu forçar um quarto set.

Só que o paulista nunca teve o controle das ações. O tenista da casa, número 29 do mundo, voltou a mostrar um tênis mais sólido e aproveitou a porta que Bellucci lhe abriu depois de fazer 40/0 no oitavo game. No fim, o placar de 6/4, 6/3, 1/6 e 6/3 refletiu bem a superioridade de Mayer.

Coisas que eu acho que acho:

– Contra quem quer que seja, a dupla brasileira será favorita. Acredito que a escalação (ou não) de Berlocq neste sábado vai dizer um bocado sobre as intenções de Orsanic para o domingo. Caso Charly entre em quadra para as duplas, deve ser substituído no domingo. Se descansar, aumentam suas chances de estar em quadra no último dia do confronto.

– É aí que entra em jogo a força do conjunto argentino. Diego Schwartzman e, principalmente, Federico Delbonis são duas ótimas opções para as simples. Orsanic não tem um tenista que desequilibre um confronto, mas pode trocar nomes aqui e ali e não perder poder de fogo.


Copa Davis: Argentina, Brasil e quatro jogos imprevisíveis
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Alexandre Cossenza

Nesta sexta-feira, às 11h (de Brasília), começa um dos confrontos mais interessantes dos últimos tempos envolvendo o Brasil na Copa Davis. E não digo isso só pela óbvia importância de valer pelo Grupo Mundial. O rival, a Argentina, e o palco, Buenos Aires, dão um ar especial. A rivalidade existe. O ambiente para as partidas promete ser fantástico. E não é nada mau (a não ser para os times) que quatro das cinco partidas sejam equilibradíssimas no papel. Vejamos, então, o que pode fazer diferença nos próximos três dias.

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Jogo 1. Carlos Berlocq x João Souza

O sorteio ajudou a Argentina aqui. Berlocq, número 3 do país e 67 do mundo, foi escalado pelo capitão Daniel Orsanic por sua experiência. Em Copas Davis, já são 11 confrontos, sempre pelo Grupo Mundial. Feijão, por sua vez, fez duas partidas – e perdeu a única que realmente valia. Somemos isso à torcida e ao barulho, e Berlocq entra como favorito.

Feijão tem a seu favor a vitória no único jogo entre eles. O encontro foi no saibro, mesmo piso de Buenos Aires, mas no distante ano de 2011, em um Challenger. Não serve como parâmetro. O número 1 do Brasil também vive ótimo momento no circuito, o que sempre conta, mas o piso mais lento de Buenos Aires (comparado com as condições de São Paulo e Rio de Janeiro) deve ajudar Berlocq.

As variações

Ainda sobre este duelo, Berlocq talvez não fosse o nome ideal para Orsanic escalar contra Feijão. Talvez fosse mais interessante para a Argentina ter Berlocq enfrentando Bellucci e forçando uma partida longa (e no calor!) para, em seguida, Diego Schwartzman enfrentar Feijão – Schwartzman, lembremos, venceu os três jogos entre eles. Só que Dieguito está quatro posições acima de Berlocq no ranking, o que significa que se Orsanic escalasse os dois para o primeiro dia, Schwartzman teria de enfrentar Thomaz Bellucci, o número 2 brasileiro.

Aliás, a grande vantagem argentina no duelo é ter uma equipe relativamente homogênea, com quatro tenistas que podem atuar nas simples e ganhar. Não será surpresa alguma se Orsanic recorrer a Schwartzman no domingo para enfrentar Feijão, deixando Berlocq para encarar Bellucci em um eventual jogo decisivo.

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Jogo 2. Leonardo Mayer x Thomaz Bellucci

No ranking, Mayer, 29º do mundo, é o favorito. Trata-se, porém, de uma vantagem pouco ou nada palpável. Bellucci tem mais bola e, em um dia normal, leva vantagem sobre o rival em alguns aspectos importantes. O retrospecto de três vitórias em cinco jogos (um dos triunfos de Mayer foi no longínquo ano de 2007, em um Challenger) reflete essa superioridade do brasileiro.

No entanto, como em tudo que envolve Bellucci, há aspectos intangíveis que podem fazer diferença. O primeiro é o calor. Em um dia ensolarado e com muita umidade, o paulista costuma sofrer. Foi assim contra a Índia, na Copa Davis, e no Australian Open do ano passado. Os episódios que mais preocupam, entretanto, aconteceram justamente no ATP de Buenos Aires, nesta mesma época do ano.

Em 2014, Bellucci abandonou na primeira rodada do quali, ainda no segundo set, mesmo tendo vencido o primeiro. Seu adversário naquele dia era o desconhecido venezuelano David Souto, 222 do ranking. Este ano, o paulista estreou na chave principal contra o italiano Paolo Lorenzi. Já no fim do segundo set, estava esgotado, movimentando-se mal e dando pancadas suicidas. Ganhou a parcial no tie-break, mas só venceu um game no set seguinte. O que, então, esperar em um jogo melhor de cinco sets?

Canal do tempo

Antes que você comece a torcer por um dia nublado e com pouca umidade, aqui vai a previsão para os próximos três dias: sol (alta de 27 graus) com 73% de umidade na sexta-feira, sol (alta de 28 graus) com 69% de umidade no sábado, e sol (28 graus) com 70% de umidade no domingo. Não parece o mais agradável dos ambientes para se jogar um bom tênis.

De consolo, vale lembrar que Mayer não é exatamente conhecido por longas trocas de bola. Seu jogo é baseado em um ótimo saque e pancadas do fundo de quadra. E , especialmente neste caso, quanto menos demorarem os pontos, melhor para Bellucci. Outro ponto para não esquecer: Leo Mayer abandonou sua primeira partida no ATP 500 do Rio de Janeiro (calor, umidade, vocês sabem…) por desidratação. Caso a previsão se confirme, Buenos Aires não estará tão quente quanto a Cidade Maravilhosa, mas vale prestar atenção.

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Dupla é do Brasil

Se um dos cinco jogos previstos para o fim de semana tem um favorito, é este aqui. Marcelo Melo e Bruno Soares, invictos há sete jogos na Copa Davis (sofreram apenas uma derrota na competição), são uma dupla bastante superior a quem quer que entre em quadra pela Argentina. Orsanic escalou provisoriamente Delbonis e Schwartzman para o sábado, mas o mais provável é que haja uma mudança até lá. Não quer dizer que seja um ponto fácil para o Brasil, mas é bobagem esconder o favoritismo de Bruno e Marcelo.

O curioso aqui é apontar o contraste entre os dois mineiros. Enquanto Melo desembarca em Buenos Aires como número 3 do mundo, vindo de um título em Acapulco, Soares é o 12º do ranking, sua pior posição em quase dois anos. Ele e seu parceiro habitual no circuito, Alexander Peya, perderam quatro dos últimos seis jogos que disputaram. Vale conferir se o momento de Soares, que já falou sobre a falta de confiança para vencer jogos, será uma dificuldade a mais na Argentina ou se a atuação ao lado de Melo será um trampolim para dias melhores no circuito.

E o favorito?

O favoritismo é, sim, da Argentina. O time de Daniel Orsanic é mais homogêneo e com mais opções para as partidas de simples. Se é verdade que os quatro jogos são equilibrados – e eu escrevi isto lá no alto do post -, também é fato que o time da casa está mais equipado para os intangíveis. Em caso de lesão ou desgaste de um simplista, a Argentina tem duas peças de reposição confiáveis. E, não esqueçamos, o clima e a torcida da casa jogarão a favor dos hermanos.

Feijão e Bellucci, claro, têm condições de vencer qualquer dos quatro confrontos de simples. Ainda assim, uma vitória brasileira será considerada surpresa. Assim está sendo nas casas de apostas. A bet365, por exemplo, paga 2:7 (dois dólares para cada sete apostados) em caso de vitória argentina. Se der Brasil, o apostador recebe 5:2. Na australiana Sportsbet, não é muito diferente. As cotações são de 1,31:1 para triunfo argentino e 3,21:1 para vitória brasileira.

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Coisas que eu acho que acho:

– Já expliquei brevemente no Facebook, mas acho que é o caso de deixar claro aqui também. Por causa de um problema de saúde na família (algo delicado, mas nada grave, felizmente), o blog andou parado por uns dias. Passei quatro das últimas seis noites em hospitais. Sem internet – a não ser a do celular – e com outras prioridades, tive pouco tempo para postar. Fiz meus poucos comentários tenísticos em um punhado de tuítes. Não sei se conseguirei ver todas as partidas nem se poderei postar todos os dias, mas tentarei o possível. Agradeço aos que compreenderem, assim como aos que já enviaram mensagens desde ontem.


Copa Davis: enfim, Feijão
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Alexandre Cossenza

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No último dia do prazo para o anúncio dos times que disputarão a primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis, a Confederação Brasileira de Tênis confirmou a (inevitável) escalação que todos sabiam há semanas (desde que José Nilton Dalcim divulgou): João Souza, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e Bruno Soares.

O complicado confronto em Buenos Aires, contra a Argentina, em uma quadra de saibro, possivelmente com muito calor e umidade, marca a volta de Feijão ao time brasileiro. O paulista de 26 anos é atualmente o número 77 do mundo e será o mais bem ranqueado simplista do país na semana do duelo. Só que mais do que rankings e números, a convocação vem para coroar oito meses de belo tênis. Desde as ótimas campanhas em Challengers no segundo semestre do ano passado até as vitórias em torneios de nível ATP em 2015.

O Feijão de hoje é um tenista mais qualificado e, principalmente, mais equilibrado. Não só na parte técnica, na qual seus pontos fracos (a movimentação e o backhand) já não são tão fracos, mas também na questão mental. João Souza, hoje, deixa se incomodar com muito menos facilidade do que anos atrás. E se às vezes ainda mostra instabilidade e perde chances (como no voleio fácil que errou quando teve match point contra Blaz Rola no Rio de Janeiro), também mostra capacidade de recuperação maior (vide a reação no terceiro set do mesmo jogo).

O Feijão de hoje, repito, é mais maduro do que aquele de 2011, que deixou já decidido o confronto contra o Uruguai, em Montevidéu, quando soube que não iria jogar. É também mais experiente do que o João Souza de 2012, que treinou brilhantemente, mas não rendeu o mesmo quando estreou na competição contra Santiago Giraldo, da Colômbia.

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A Argentina continua sendo um time mais forte. Ganhável, porém mais forte do que o Brasil. Com Daniel Orsanic (ex-técnico de Bellucci) no posto de capitão, os hermanos jogarão com Leonardo Mayer, Federico Delbonis, Diego Schwartzman e Carlos Berlocq. Nenhum cracaço, nenhum tenista imbatível, mas uma equipe homogênea que dá muitas opções ao capitão. Um exemplo? Mayer, 29 do mundo e mais bem ranqueado entre os argentinos, vem de derrota para Feijão em São Paulo. Schwartzaman, por sua vez, é o 64º na lista da ATP, mas derrotou João Souza nos dois últimos encontros.

Orsanic, que optou por deixar o mais experiente Juan Mónaco fora do time (segundo Orsanic, a dúvida era entre ele e Schwartzman), deve saber que jogará como azarão na partida de duplas (Berlocq e Mayer, que jogaram juntos no Australian Open, em São Paulo e no Rio são uma opção), mas sabe que tem chance de ganhar os outros quatro jogos de simples.

A favor da Argentina, obviamente, pesarão a barulhenta torcida e o calor. A combinação de altas temperaturas e umidade são cruéis para Bellucci, que teve problemas recentemente em Buenos Aires. Em 2014, esgotado, abandonou seu primeiro jogo no qualifying. Nesta semana, voltou a sofrer e dava sinais de exaustão já no fim do segundo set. Como talvez precise jogar até cinco na Copa Davis, sua condição física será sempre uma preocupação brasileira.

Coisas que eu acho que acho:

– A polêmica na Argentina fica por conta da ausência de Mónaco. Como relatei acima, Orsanic afirmou que estava na dúvida entre ele e Schwartzman. Contudo, um grande ponto de interrogação paira no ar. Juan Martín del Potro fez as pazes com a federação argentina e já se mostrou disposto a voltar ao time. Mónaco, por sua vez, não esconde de ninguém que nem fala com Delpo. E agora?

– Dada a insegurança com a durabilidade de Thomaz Bellucci, talvez fosse, no mundo ideal, o caso de Zwetsch convocar mais um simplista. O problema é que incluir Guilherme Clezar, André Ghem, Rogerinho, Fabiano de Paula ou quem quer que seja significaria abrir mão de um duplista e, consequentemente, colocar em risco o ponto mais provável do Brasil no confronto. Além disso, no mundo ideal o Brasil teria mais um simplista capaz de ganhar jogos neste nível. E ninguém além de Feijão e Bellucci vem mostrando tênis para isso.

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– Não sei qual o critério adotado pela CBT, mas o timing do anúncio, especialmente nesta convocação, acabou sendo o pior possível. Todos no meio do tênis sabiam que Feijão seria convocado (José Nilton Dalcim publicou a informação semanas atrás), e o tenista, proibido de revelar, teve de passar duas semanas dando respostas idiotas à imprensa. Nos últimos dias do Rio Open, o próprio Feijão ria das respostas toda vez que incluía um “se eu for chamado”.

– Para quem não sabia que Feijão seria convocado, o anúncio pós-Brasil Open e Rio Open pode passar a impressão de que João Zwetsch não queria o atleta, mas teve de engolir a boa fase de um jogador que foi equivocadamente preterido (vide o desempenho de Rogerinho) no confronto anterior. Não foi o que aconteceu (pelo menos na parte que diz respeito aos ATPs brasileiros), mas a CBT deveria trabalhar para não dar margem a esse tipo de pensamento.

– Por que alguém pensaria como o que sugeri no parágrafo acima? Por causa de toda polêmica do confronto contra a Espanha. Para quem não lembra, Zwetsch explicou mal a opção por Rogerinho (alegou questões físicas, depois falou em recompensa pela atuação contra o Equador); Feijão reclamou e inclusive afirmou que o capitão da Davis não deveria ser treinador de outros atletas; Ricardo Acioly, ex-capitão da Davis e técnico de Feijão, criticou duramente a postura de Zwetsch; e Zwetsch culpou “fantasmas” pela má atuação de Rogerinho.


Clássico Federer x Tsonga é destaque nas oitavas
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Alexandre Cossenza

A primeira semana do Australian Open começou com os favoritos sendo pouco exigidos, o que já é quase uma tradição do tênis atual, então o que será que podemos concluir até agora? O que esperar das oitavas de final masculinas? Com Nadal, Djokovic, Murray e Federer vivíssimos e jogando bem, é agora que o torneio vai começar a esquentar. Do número 1 do mundo ao lucky loser Stéphane Robert, de 33 anos, incluindo o clássico entre Federer e Tsonga, vejamos todos os confrontos da próxima fase em Melbourne.

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[1] Rafael Nadal x Kei Nishikori [16]
Se o número 1 do mundo está incomodado com as quadras mais rápidas deste ano em Melbourne, ninguém percebe depois que a primeira bola entra em jogo. A imagem que veio à cabeça neste sábado foi a do jovem Michael Jackson cantando “easy as one, two, three”, enquanto o número 1 do mundo fechava o duelo com Gael Monfils por 6/1, 6/2 e 6/3.

Pois nem se francês fizesse o moonwalk durante um ponto seria capaz de tirar a concentração de Rafael Nadal. E talvez Nishikori, que vem jogando bem, precise tirar da bagagem um descendente do Gyodai para não passar vexame nas oitavas. Sim, o número 1 do mundo está afiado nesse nível. Fora uma lesão, é difícil imaginar Nishikori incomodando o espanhol.

[22] Grigor Dimitrov x Roberto Bautista Agut
Uma oportunidade rara para ambos. Dimitrov, 22 anos, vem aos poucos se afirmando como tenista de ponta, capitalizando em cima do potencial que todos sabem que ele tem há alguns anos. Em Melbourne, depois de derrotar Raonic em uma partida muito bem jogada – por ambos -, o búlgaro já faz a melhor campanha de sua vida em um Grand Slam. E, de bônus, não vai precisar duelar com Juan Martín del Potro, que caiu de forma precoce.

Se o argentino tombou cedo, o mérito é de Bautista Agut, que deu uma machadada atrás da outra até que o favorito não resistiu. O agressivo espanhol de 25 anos, 62º do ranking, vem aproveitando as quadras rápidas de Melbourne para se impor. Depois das vitórias em cima de Benjamin Becker, Delpo e Benoit Paire, é de se imaginar que o cidadão entrará em quadra com a mesma postura contra Dimitrov. O búlgaro, afinal, é o cabeça de chave e tem a responsabilidade – sem falar no eterno apelido de “Baby Fed”, que já traz uma boa dose de pressão extra.

Vale lembrar: os dois já duelaram três vezes, e Bautista Agut levou a melhor em duas. Na última, em Pequim/2013, aplicou 6/4 e 6/2. Vem mais por aí?

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[4] Andy Murray x Stéphane Robert [LL]
Andy Murray chegou a Melbourne sem muita expectativa, declarando que havia treinado pouco (recuperou-se de uma cirurgia nas costas) e que não sabia como reagiria a uma partida longa. E ainda não sabe. Até agora, venceu seus jogos em sets diretos. Isso inclui uma partida perigosa com Feliciano López. A impressão que dá é que o escocês vem jogando solto justamente por não esperar muito deste Australian Open. Vem dando certo e deve funcionar também nas oitavas.

Se Murray não tinha expectativa, Robert, que perdeu no qualifying, tinha ainda menos. O francês, 33 anos e 199 do mundo, contudo, praticamente redefiniu o conceito de lucky loser. Herdou uma vaga que pertencia a um cabeça de chave e fez o melhor que podia. Passou por Bedene, Przysiezny e Klizan (outro lucky loser), chegando às oitavas. Sorte, no entanto, tem limite, e não parece lá muito provável que Robert volte a vencer em Melbourne este ano.

[10] Jo-Wilfried Tsonga x Roger Federer [6]
Um clássico. Um dos melhores matchups do tênis atual, com dois tenistas que jogam de forma agressiva, subindo à rede, voleando bem e usando curtinhas. Ano passado, em Melbourne, os dois se encontraram nas quartas de final e fizeram um dos melhores jogos da temporada. O suíço venceu por 6/3 no quinto set. Em Roland Garros, contudo, Tsonga deu o troco, triunfando em sets diretos.

Este ano, Tsonga já foi mais testado. Teve de passar por Volandri, Bellucci (ainda que o brasileiro só tenha resistido de fato por dois sets) e Simon. Seu tênis tem se mostrado consistente, e o piso favorece seu jogo agressivo. A superfície, entretanto, também ajuda Federer, que tem evitado longas trocas de bola.

Até agora, o suíço foi pouco exigido ao enfrentar Duckworth, Kavcic e Gabashvili. O grande ponto de interrogação no ar é o rendimento de Federer contra tenistas de ponta. Em 2013, o ex-número 1 do mundo sobrou contra tenistas inferiores, mas encontrou muitos problemas para superar a turma do top 10. Será assim também em 2014? Este mistério vai começar a ser desvendado agora.

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[7] Tomas Berdych x Kevin Anderson [19]
Típico caso de “até quando um tenista vai ser freguês?”, sabem? Em nove jogos, Berdych derrotou Anderson nove vezes. Em Melbourne, os dois duelaram em 2012 e 2013, na terceira rodada. A partida de 2012 teve cinco sets, mas a do ano passado acabou em três, com dois tie-breaks. São sempre encontros equilibrados, mas Berdych acaba levando a melhor.

Em 2014, o tcheco ainda não perdeu sets, passando por Nedovyesov, De Schepper e Dzumhur. Chave tranquilíssima, é bem verdade. O caminho de Anderson foi bem diferente. Cinco sets contra Vesely, três contra Thiem e mais cinco contra Roger-Vasselin, que chegou a abrir 2 a 0. A trajetória turbulenta talvez dê ao sul-africano a confiança necessária para finalmente derrubar Berdych. É preciso saber, porém, como Anderson estará fisicamente. Até lá, o tcheco é o favorito.

Florian Mayer x David Ferrer [3]
O alemão tem o mérito de derrotar Mikhail Youzhny em cinco sets e a sorte de encarar um Jerzy Janowicz lesionado, jogando no sacrifício. De um modo ou de outro, Florian Mayer chegou às oitavas de final e poderá jogar mais uma vez sem a pressão de ser favorito.

As quadras mais rápidas de Melbourne não se mostraram obstáculo para David Ferrer até agora. O cabeça 3 passou por Alejandro González, Adrian Mannarino e Jeremy Chardy, perdendo apenas um set no caminho. Apenas um dia bem ruim (ou uma jornada fantástica do alemão) impede que Ferrer alcance as quartas.

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[8] Stanislas Wawrinka x Tommy Robredo [17]
Dois belos backhands em ação disputam um lugar nas quartas. Difícil avaliar o suíço, que contou com a desistência de Golubev na primeira rodada, bateu Falla em quatro sets em seguida e passou por WO às oitavas após a desistência de Pospisil. Se não ganhou ritmo de jogo, teve tempo para treinar e deve estar fisicamente em 100% de condições.

Não é a primeira vez que Robredo avança da maneira mais difícil. Em Roland Garros/2013, o espanhol virou três jogos seguidos, sempre perdendo por 2 sets a 0. Não vem sendo tão dramático em Melbourne, mas o espanhol esteve perdendo por 2 a 1 diante de Rosol na estreia (venceu por 8/6 no quinto) e, depois, precisou de quatro sets para superar Benneteau e Gasquet.

Wawrinka em grande fase e descansado, Robredo vindo de partidas duras… Pode bater a tentação de dizer que o suíço é favoritíssimo, né? Mas olha só o histórico: em sete jogos, Robredo venceu seis. Além disso, será que o suíço não sentirá a falta de partidas de verdade nos últimos dias? É promessa de jogão aqui.

[15] Fabio Fognini x Novak Djokovic [2]
É digna de respeito a campanha de Fognini até agora no torneio. Passou por Bogomolov, Nieminen e Querrey, sem grandes sustos. Só que diante da forma atual de Novak Djokovic, campeão quatro vezes do Australian Open, pouco parece importar o quão bem vem jogando o italiano.

Além de atropelar seus três primeiros oponentes em Melbourne, Nole não perde há 27 jogos – desde a final do US Open do ano passado. Nada indica que Fognini terá mais sorte do que os outros. O italiano perdeu todos os seis jogos que fez contra o sérvio (venceu um jogo de qualifying em 2006, que não entra nas estatísticas de chaves principais), e os últimos encontros nem foram equilibrados. Vai ser preciso algo muito improvável acontecer para deixar este jogo interessante.


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