Saque e Voleio

Arquivo : lesão

Sobre Guga, Del Potro e uma triste e insistente semelhança
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

DelPotro_Miami16_get_blog

Agonia é a sensação predominante para quem acompanha na beira da quadra. O carismático campeão de Slam, em idade para estar no auge de seu potencial, está em quadra brigando contra um problema físico grave. Mesmo depois de três cirurgias, tenta achar um meio, qualquer que seja, de encarar a situação e ser competitivo. Ainda assim, não consegue esconder a dor. Leva a mão ao local das cirurgias, pede atendimento médico, volta para a quadra e tenta outra vez, mesmo sabendo que o fim está próximo.

Gustavo Kuerten, o cidadão do parágrafo acima, não encontrou solução. Foi forçado a se aposentar aos 31, seis anos depois da primeira cirurgia no quadril direito, em 2002. Ainda conseguiu brilhar depois daquela intervenção, mas após a segunda, em 2005, sempre esteve longe de seu melhor. A última operação, em 2006, pouco adiantou.

Nesta sexta-feira, em Miami, quem viveu situação parecida foi Juan Martín del Potro. O argentino, campeão do US Open em 2009, voltou a jogar depois da terceira cirurgia no punho esquerdo no mês passado, em Delray Beach. Apoiado em um ótimo saque e um forehand gigante, conseguiu algumas vitórias, mesmo usando o slice como golpe predominante de backhand. Havia uma fragilidade clara, que ficou ainda mais nítida contra Tomas Berdych em Indian Wells.

No torneio da Flórida, não havia mais como esconder. Del Potro sentiu dores, pediu atendimento médico e tentou seguir em quadra, mas acabou derrotado pelo compatriota Horacio Zeballos (6/4 e 6/4). A imagem da dor e a expressão de frustração na cara de Del Potro eram perturbadoras.

Depois da partida, o ex-top 10 disse que não era nada de novo e que precisava estar preparado para isso. Afirmou ainda que é preciso ter muita paciência e que nem todos aguentariam. Por fim, declarou que conhece suas limitações e, da maneira que estava nesta sexta, optou por entrar em quadra.

Del Potro disse neste vídeo, de junho do ano passado, que as dores começaram em 2012. Inicialmente, o problema foi diagnosticado como tendinite. Mais tarde, foi constatado um dano em um tendão. Quando gravou a mensagem, o argentino estava sem jogar desde o Masters de Miami (sim, um ano atrás) e ainda passaria pela terceira cirurgia, buscando o que esperava ser a solução definitiva.

A essa altura, só Del Potro sabe exatamente a dimensão de suas dores. Clinicamente, é um caso bem diferente do de Guga (lesão no quadril), mas os relatos e as impressões são semelhantes. Assim como fazia o brasileiro, o argentino não dá muitos detalhes sobre suas sensações e se apega a um punhado de vitórias para manter a esperança. São dois exemplos de atletas espetaculares que venceram jogos longe de seu melhor, mas que não voltaram a alcançar o nível que um dia jogaram (“ainda não” no caso de Del Potro).

Sem saber os pormenores da lesão, impossível fazer um prognóstico para o futuro do argentino. O histórico do tênis, contudo, não é dos mais animadores. Não me lembro de um tenista que tenha tratado uma lesão por quatro anos e voltado a competir em altíssimo nível. Hoje, nem o foguete de direita é suficiente para compensar o backhand vulnerável. O carismático argentino, infelizmente, parece rumar para o mesmo destino de Guga – e com uma carreira ainda mais curta.

Coisas que eu acho que acho:

– Uma pergunta recorrente entre fãs de tênis hoje: “é tarde demais para Del Potro desenvolver o backhand com apenas uma das mãos como Federer e Wawrinka?” Fizeram a questão a Paul Annacone, ex-técnico de Pete Sampras e Roger Federer. A resposta do americano foi curta e grossa.

– Não há relatos de tenistas do nível de Del Potro (já campeão de Slam, número 4 do mundo, medalhista olímpico) que tenham feito uma mudança de golpe semelhante e tenham alcançado sucesso equivalente ao de antes. Conversei com Sylvio Bastos, técnico e comentarista do Fox Sports, e a opinião dele foi semelhante. “Muito difícil (ter sucesso equivalente após uma mudança), para não dizer impossível. Acho que ele para (de jogar) sem tentar.”

– Sampras e Wawrinka começaram a jogar com backhand de duas mãos e mudaram, mas o americano tinha 14 anos na época. O suíço, 11.

– Meligeni fez a mudança mais tarde, já top 100 e com 25 anos, em dezembro de 1996. Os melhores resultados de sua carreira aconteceram mais de dois anos depois, em 1999, quando alcançou a semifinal de Roland Garros e chegou ao 25º posto no ranking.


O dia em que Bia Haddad quase ficou para sempre em uma cadeira de rodas
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

BiaHaddad_Rio_1r_agif_blog

Eu estava num hotel, numa cama, nos Estados Unidos. Eram 3h42min da manhã e eu, putz, senti que a minha perna estava formigando. Minha perna direita. Ali, eu levantei, vi que estava pesada a perna. Sabe quando você dorme em cima do braço e sente ele meio bobão assim? Minha perna estava meio bobona e meu dedinho do pé não estava me obedecendo. Falei “putz, que estranho dormir em cima da perna, nunca aconteceu isso”. Aí fui na banheira e coloquei água quente para … sei lá! Me veio na cabeça (risos). Entrei na banheira de água quente e não mudou nada a situação. Continuava formigando. E minhas costas doíam. Aí eu, putz, “água gelada, segunda opção”. Fui lá, liguei a torneira da água gelada e não mudou nada. Falei “putz, que que eu tenho?” Comecei a chorar, fiquei desesperada, bati na porta do Larri e falei “tá doendo muito, minha perna não está indo, não consigo ficar na ponta do pé, não vou jogar”. Ele falou “vamos para o Brasil, a gente vai ver o que fazer”.

Cheguei em São Paulo no dia seguinte, 4h da tarde e liguei para o meu médico. Ele falou “olha, estou indo para a Disney, não vou poder te atender. Vou te passar para um outro médico”. Pensei “uhu, legal”. Tipo… Meu avô é ortopedista, minha avó é pediatra, tenho tia que é neuro, tenho tia que trabalha com acupuntura… Minha família ficou “como assim, né?” Você faz trabalho de coluna e, quando precisa, ele te passa? Ele me passou para um cara que, sem palavras, só tenho a agradecer, que é o doutor Guilherme Meyer. Ele foi um herói. Naquele mesmo dia que cheguei dos Estados Unidos, fui internada. Às 10h da manhã do dia seguinte, que foi 12 de outubro de 2013, ele acabou me operando. No dia anterior, eu fiz um milhão de perguntas para ele. Perguntei como era o nome, a idade dele, perguntei acho que até quando ele pesava. Perguntei se ele já tinha feito essa operação, se eu ia voltar a jogar tênis, passava muita coisa na minha cabeça.

No dia seguinte, levantei da cama, já sentia minha perna e não sentia mais dor. É uma cirurgia de milímetros que ele raspa ali, que ele tirou o meu disco e, puta, desde 12 de outubro de 2013 eu não sinto mais dor.

O emocionado e emocionante relato acima é cortesia de Bia Haddad, 18 anos, recém-saída de uma vitória maiúscula no Rio Open. Após derrotar a argentina Maria Irigoyen por 6/1 e 6/1 e conquistar seu segundo triunfo da carreira em torneios de nível WTA, a jovem paulista contou como foi a traumática sequência de eventos que quase abreviou sua carreira. Na verdade, a lesão na coluna poderia até ter deixado Bia para sempre em uma cadeira de rodas.

Tudo aconteceu no ITF de Macon, um torneio com premiação de US$ 25 mil em outubro de 2013. A brasileira acabava de se recuperar de uma lesão no ombro direito, fruto de um tombo em um torneio em Campinas. Por ter ficado três meses sem poder se movimentar, Bia também teve de ficar sem tratar as três hérnias de disco que tem na coluna. Uma delas tornou-se uma extrusa, provocando a dormência na perna direita. Era grave.

Bia ainda tentou entrar em quadra naquele mesmo dia. Não deu certo. Teve de abandonar uma partida de duplas e voltar ao Brasil. A cirurgia era delicada, e havia risco de que a tenista perdesse o movimento da perna. Na coletiva desta terça-feira, Bia também contou como foi a volta a Macon, um ano depois.

Até joguei esse torneio agora, foi minha segunda gira viajando com o Bocão. Eu cheguei no hotel e falei “caraca”, comecei a sentir a dor que eu estava, de nervoso. E o hotel… O quarto era igualzinho ao que eu fiquei. O banheiro, a cama… E eu lembrei do aeroporto, que eles me ofereceram cadeira de roda, e eu falei “nem a pau que vou de cadeira de rodas” (risos). Furei o quali desse torneio, ganhei três jogos, ganhei a primeira rodada da Brady e perdi para a Grace Min. Então fui lá de novo, foi mais um desafio para mim. Foi muito bom ter voltado lá e visto que um ano depois um ano, eu estava bem.

Número 270 do mundo e em franca ascensão em julho de 2013, quando sofreu a lesão no ombro. Voltou a jogar um torneio só em fevereiro de 2014, justamente no mesmo Rio Open, um ano atrás. Despencou para além da 500ª posição. Foi aí que aprendeu a olhar para a vida, a carreira e a família de maneira diferente. Trocou de treinador, deixando Larri Passos (e defendeu o gaúcho com unhas e dentes na coletiva) e assumindo uma parceria com Marcus Vinicius Barbosa, o Bocão.

Eu aprendi muito. De lá para cá, muitas coisas aconteceram. Troquei de treinador, troquei de preparador, comecei um trabalho com a Carla di Pierro (psicóloga), que trabalha com o Bellucci, estou fazendo um trabalho de coluna e venho cuidando do meu corpo. Comecei a me tratar antes como ser humano. Mudei muito a minha cabeça com isso. Desde que eu operei, eu comecei a dar muito valor para as coisas pequenas. Tipo eu estar com a minha família e dar valor para minha irmã, minha mãe e saber que a vida tem muito mais coisa que o tênis. Comecei a ver que o tênis é uma coisa muito pequena da vida. Eu tenho que curtir a vida e levar o tênis como se fosse um hobby, fazendo como eu gosto e sabendo que tenho que levar a sério.


Dor para Djokovic, alívio para Nadal
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Djokovic_MC_sf_get2_blog

O domingo começou com uma notícia importante para o tênis masculino. Novak Djokovic está fora do Masters 1.000 de Madri. O motivo é o mesmo que atrapalhou seu desempenho em Monte Carlo: a lesão no braço direito. O número 2 do mundo, que saiu do torneio monegasco incerto da gravidade do problema, informou poucos dias depois que não se tratava de nada grave. Logo, estaria na capital espanhola. As dores, contudo, ressurgiram, e o sérvio optou por uma postura cautelosa.

“Fiz tudo possível para jogar em Madri, que e um dos maiores eventos do ano, mas infelizmente a lesão no meu braço direito se manifestou outra vez. Agora tomarei tempo para me recuperar, esperando estar pronto para Roma”, diz Djokovic, em declaração reproduzida no site da ATP. Atenção para o uso de “outra vez”, que sugere que as dores haviam reduzido, mas voltaram.

Além de derrubar a tese de Djokovic exagerou, fingiu ou “valorizou” as dores diante de Roger Federer, nas semifinais em Monte Carlo, a ausência do sérvio em Madri dá uma certa folga a Rafael Nadal. O número 1 do mundo, que perdeu pontos e viu o rival encostar nas últimas semanas, poderá jogar o torneio madrilenho com um pouco mais de calma. Um título o deixaria com quase dois mil pontos de frente no ranking – uma vantagem importante para quem ainda tem os títulos de Roma e Roland Garros para defender na temporada europeia de saibro.

A chave, aliás, não é nada ruim para quem vem de derrotas inesperadas para David Ferrer e Nicolás Almagro, dois belos tenistas, mas habituais fregueses. Nadal estreará contra Mónaco ou Melzer e, nas oitavas, duelará com quem avançar entre Nieminen/Haase/Sijsling/Haas. Nas quartas, Berdych e Dimitrov aparecem como adversários mais prováveis, enquanto Federer, Murray, Tsonga e Almagro estão no grupo que definirá um dos semifinalistas.

Na metade de baixo, a ausência de Djokovic facilitou a vida de David Ferrer, que pode chegar às semifinais sem enfrentar nenhum dos oito principais cabeças de chave. Stanislas Wawrinka, cabeça 3, tem Raonic como tenista de melhor ranking em seu caminho até as semis. Confira a chave completa aqui, já com os qualifiers e com o nome de Paul-Henri Mathieu no lugar do número 2 do mundo.

Djokovic_MC_sf_get3_blog

Sem ir na toalha (para ler em até 25 segundos):

– Na chave de duplas, Bruno Soares e Alexander Peya, cabeças de chave 2, estreiam contra Treat Huey e Dominic Inglot. Filipino e briiânico venceram sua primeira rodada contra Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselin por 6/2, 4/6 e 10/7. Marcelo Melo e Ivan Dodig, cabeças 3, também entram adiantados na chave e vão encarar Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. Os embalados colombianos bateram Marx Mirnyi e Mikhail Youzhny por 6/3 e 6/4.

Coisas que eu acho que acho:

– Thomaz Bellucci disputou o qualifying da chave de simples em Madri, mas foi derrotado na segunda (e última) rodada pelo holandês Igor Sijsling por 6/2, 3/6 e 6/3. A decisão por jogar na capital espanhola foi estranha, já que o número 1 do Brasil foi eliminado do ATP de Munique na sexta-feira, queixando-se de dores no abdômen, e, no sábado, já estava atuando em Madri. Agora, com a derrota na Espanha, Bellucci disputará o Challenger de Bordeaux, na França, em vez de tentar o qualifying em Roma.


A fama que dói
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Djokovic_frase1_blog

Já faz algum tempo que Novak Djokovic cuida bem de seu corpo. Desde 2011, quando elevou seu tênis a outro patamar e arrancou até alcançar o posto de número 1 do mundo, o sérvio teve relativamente poucos problemas físicos. Uma torção no tornozelo aqui, uma dorzinha ali, mas foram raras as vezes em que algo lhe forçou a desistir de uma partida. Só que nem sempre foi assim, o que explica Djokovic ter ficado em quadra mesmo sem condições de ameaçar Roger Federer neste sábado, nas semifinais do Masters de Monte Carlo. Nole começou a sentir mais as dores no punho direito depois de perder o primeiro set. Na metade da segunda parcial, a partida era uma formalidade. No fim, o suíço venceu por 7/5 e 6/2 e avançou à final.

Djokovic_MC_sf_get_blog

E quando escrevo que nem sempre foi assim, lembro que um punhado de abandonos de Djokovic lhe deixou com uma reputação nada agradável. Até o politicamente correto Roger Federer chegou a fazer comentários nada amistosos sobre o “hábito” do sérvio. Noel já tem no currículo desistências em três dos quatro Grand Slams, e houve um tempo em que fazia-se piada sobre um eventual “retirement slam” de Djokovic, ou seja, abandonos nos quatro principais torneios do circuito mundial. Vale lembrar dos casos mais famosos:

ATP de Umag, 2006, final

Djokovic fazia a final contra Stanislas Wawrinka e reclamava de problemas respiratórios. Quando perdia o tie-break do primeiro set por 3/1, Nole deitou-se no chão e não levantou. Seu pai e um médico entraram às pressas na quadra, e a partida terminou ali.

Roland Garros, 2006, quartas de final

Depois de perder o primeiro set para Rafael Nadal por 6/4, Djokovic pediu atendimento alegando dores nas costas. Ao perder também a segunda parcial por 6/4, abandonou a partida (vale recordar que Nole havia abandonado um jogo no saibro de Paris também no ano anterior, em 2005).

Wimbledon, 2007, semifinal

Djokovic_W2007_sf_get_blog

Nadal vencia por 3/6, 6/1 e 4/1 quando Djokovic deixou a quadra. “Não é só uma bolha, é uma grande infecção causada pela partida de ontem e não durmi a noite inteira porque sangrava muito. Eu mal conseguia andar esta manhã. Não foi só isso. Também minhas costas foram um problema nos últimos dias e, basicamente, meu corpo inteiro. Estou muito cansado e exausto”, foi a explicação do sérvio.

Neste caso aqui, em que o sérvio fala sobre cansaço, faz-se necessária uma ressalva: a edição 2007 de Wimbledon foi castigada por muitos dias de chuva. Nadal e Djokovic, por exemplo, só concluíram a terceira rodada na quarta-feira da segunda semana. O espanhol, vice-campeão naquele ano, precisou entrar em quadra todos os dias, de quarta a domingo.

Monte Carlo, 2008, semifinal

Perdendo por 6/3 e 3/2 para Roger Federer, Djokovic abandona citando tontura e garganta inflamada. Em janeiro do ano seguinte, após outra desistência (já, já, chegamos lá) o suíço daria uma declaração pesada: “Ele não é um cara que nunca desistiu antes. É decepcionante ver. Ele desistiu contra mim em Mônaco, no ano passado, por causa de uma garganta inflamada. Quero dizer, é o tipo de coisa que te deixa imaginando. Eu só abandonei uma vez na minha carreira”.

Australian Open, 2009, quartas de final

Andy Roddick vencia por 6/7, 6/4, 6/2 e 2/1 quando o sérvio desistiu da partida por causa do calor de Melbourne. Foi justamente após essa partida que Federer deu a declaração acima. Roddick, por sua vez, esperou até o US Open daquele ano para alfinetar Djokovic e citar, de forma irônica, seus muitos problemas físicos. Indagado sobre uma possível lesão em um dos tornozelos do adversário, o americano respondeu: “Não são os dois? E as costas? E o quadril? E cãibra, gripe aviária, antraz, tosse e resfriado?”. E completou: “Se tem algo, tem algo. Só que é muito. Ou ele chama o fisioterapeuta rápido demais ou é o cara mais corajoso de todos os tempos”. Veja no vídeo abaixo.

Ah, sim: Djokovic respondeu na quadra, eliminando Roddick do US Open e com uma postura irônica na entrevista pós-jogo, o que lhe rendeu vaias do público no Estádio Arthur Ashe.

Coisas que eu acho que acho:

– Quando saiu de quadra, após a derrota, Djokovic ainda não sabia que tipo de lesão era, o que é sempre preocupante. “Ouvi tantas coisas nos últimos 10 dias”, revelou. O número 2, contudo, tratou de acalmar os jornalistas: “O bom é que não preciso de uma cirurgia. Não sofri uma ruptura nem nada do tipo. Vou ver os médicos hoje à noite e, amanhã, passar por outra ressonância para ver se algo mudou nestes sete dias desde que passei pela primeira”, completou.

– Que a lesão não tenha se agravado por causa dos games que Djokovic não precisaria ter disputado caso tivesse abandonado. De qualquer modo, é compreensível a postura do sérvio em um momento delicado. Se abandona, é criticado por deixar a quadra enquanto estava perdendo. Se fica em quadra, corre o risco de comprometer o corpo e os próximos torneios. Não tem saída fácil.

– Roger Federer e Stanislas Wawrinka fazem a final de simples. Em jogo, o posto de número 3 do mundo. Federer, claro, tem a vantagem em confrontos diretos, com 13 vitórias em 14 jogos. O único triunfo de Wawrinka, contudo, foi justamente em Monte Carlo, em 2009.

– O Brasil terminou o primeiro dia perdendo da Suíça por 2 a 0 na Fed Cup, no confronto disputado em Catanduva, que vale vaga no Grupo Mundial II. Escreverei sobre o confronto após o fim, no domingo.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>