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AO, dia 6: a vez do Nadal ‘vintage’
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Alexandre Cossenza

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A edição 2017 do Australian Open está definitivamente sendo saborosa para os apreciadores dos maiores vencedores de Slams em atividade. Menos de 24 horas depois de uma atuação clássica de Roger Federer, foi a vez de Rafael Nadal conquistar uma vitória enorme de um jeito que ninguém fez melhor nos últimos tempos. Com luta, em cinco sets, em 4h06min de jogo e terminando com um adversário esgotado e com cãibras do outro lado da rede.

Lembrou o melhor Nadal, aquele das vitórias sobre Verdasco e Federer no mesmo Australian Open em 2009, do triunfo sobre Djokovic em Roland Garros 2013 (ou Madri/2009), de tantas e tantas vitórias que exigiram tanto da tática e da técnica quanto de algo extra: a força mental, altíssima ao longo de todo jogo, e a preparação física. Alexander Zverev, 19 anos e dono de um tênis (quase) completo (falta ir à rede), foi um adversário notável, mas que não conseguiu se equiparar durante o tempo necessário e acabou como vítima de um majestoso triunfo por 4/6, 6/3, 6/7(5), 6/3 e 6/2.

Resumir o Nadal de hoje – ou o melhor Nadal ou qualquer Nadal – à figura de um gladiador, ainda que tentador, é burrice. O próprio Rafa cedeu momentaneamente quando entrevistado por Jim Courier após o jogo. Ao explicar ao ex-tenista como venceu o jogo, começou com uma resposta curta: “Lutando.” Ganhou aplausos e sorrisos, mas continuou a resposta fazendo uma enorme análise tática. Sim, Nadal nem havia saído da quadra e tinha o jogo inteiro na cabeça. Se você leitor, acha que é fácil, sugiro prestar mais atenção nas tantas respostas rasas das entrevistas pós-jogo de outros aletas.

Talvez não exista ilustração melhor sobre este Nadal inteligente do que a partida deste sábado na Rod Laver Arena (RLA). Porque o Nadal de hoje é agressivo, gosta de e precisa jogar mais no ataque, mas os saques e golpes de fundo de Zverev assustam. No primeiro set, bastou uma quebra – no primeiro game – para que o alemão saísse na frente. A potência fazia diferença.

Rafa, o cabeça 9, fez ajustes. Passou a usar slices, variou o peso de bola e usou todo tipo de saque em seu arsenal. Mexeu com a cabeça de Zverev, conseguiu uma quebra e equilibrou as ações. O espanhol ainda levava vantagem tática na terceira parcial, mas o adolescente tinha o saque para igualar o duelo. No tie-break, agrediu mais e levou.

Nesse momento, tudo jogava contra. Os 30 anos de idade, o histórico recente de três derrotas seguidas em jogos com cinco sets e até as duas vitórias de Zverev em seus últimos jogos de cinco sets. Nadal passou a devolver o saque lá do fundão e teve resultado. Enquanto o alemão ainda vibrava com o tie-break vencido, Nadal abria 3/0 na parcial. Nesse momento, chegando perto das 3h de jogo, o espanhol parecia mais inteiro, mais senhor do jogo.

O golpe final ainda estava por vir. Nadal quebrou primeiro no quinto set, mas perdeu o serviço pouco depois. Veio, então, o decisivo quinto game. Sim, o quinto. Zverev teve 40/15 e uma bola fácil em sua direita para matar o ponto e fechar o game. Jogou na rede. Com o game em iguais, os tenistas disputaram um espetacular rali de 37 golpes. O alemão ganhou o ponto. O espanhol ganhou o jogo. Ali, ao término do ponto interminável, o adolescente sentiu cãibras.

Nadal castigou. Colocou para correr, deu curtinhas, lobs, ganhou mais ralis. Zverev até que lutou contra o corpo. Foi bravo até o último ponto, tentando o que lhe restava. Nada adiantou. Não ganhou mais um game. O ex-número 1 comemorou e disse que, até pelas derrotas recentes em três sets, foi um dia muito especial. Para ele e para todos. Um clássico. Vintage Rafa.

O adversário

Nas oitavas de final, Nadal vai enfrentar Gael Monfils (#6), que precisou só de três sets para despachar Philipp Kohlschreiber: 6/3, 7/6(1) e 6/4. O último jogo entre eles teve dois sets de altíssimo nível. Foi na final do Masters 1.000 de Monte Carlo de 2016, quando Rafa fez 7/5, 5/7 e 6/0. No total, o retrospecto de confrontos diretos é amplamente favorável ao #9: são 12 vitórias dele contra duas de Monfils.

A favorita

Depois de duas rodadas complicadas contra Bencic e Safarova, Serena Williams encarou uma adversária de menos nome e aproveitou. A compatriota Nicole Gibbs, #92, conseguiu fazer apenas quatro games. A número 2 do mundo completou a vitória por 6/1 e 6/3 em apenas 1h03min, mesmo com números nada estelares: quatro aces, quatro duplas falas, 17 winners e 26 erros não forçados.

A próxima oponente da #2 será a perigosa Barbora Strycova, cabeça 16. A tcheca passou por Kulichkova, Petkovic e Garcia sem perder um set sequer e será um desafio interessante para Serena. Strycova tem golpes para mudar a velocidade do jogo e exigir um pouco mais de movimentação da americana, mas será o bastante para anular a potência da ex-número 1?

Outros candidatos

Na Margaret Court Arena (MCA), Johanna Konta, cabeça de chave número 9, ampliou sua série de vitórias com um massacre sobre Caroline Wozniacki: 6/3 e 6/1. A britânica impôs sua potência desde o início do jogo, dando as cartas e fazendo a dinamarquesa correr de um lado para o outro da quadra. Sem golpes de fundo para mudar a partida e sem tentar grandes variações, a ex-número 1 chegou a perder nove games seguidos antes de “furar o pneu” no fim do segundo set.

Konta agora soma oito vitórias seguidas, emendando com o título do WTA de Sydney. Nas oitavas em Melbourne, ela vai enfrentar a russa Ekaterina Makarova, que jogou muito, jogou nada e jogou muito de novo para derrotar Dominika Cibulkova por 6/2, 6/7(3) e 6/3. O placar puro e simples omite que a russa teve 6/2 e 4/0 de vantagem, perdeu cinco games seguidos, salvou três set points e perdeu a segunda parcial.

Makarova também abriu o terceiro set com uma quebra, mas só para perder o serviço logo em seguida. Na hora de decidir, contudo, aproveitou melhor as chances. Salvou três break points no sétimo game, quebrou Cibulkova no oitavo e fechou no nono. Uma atuação que foi suficiente para vencer neste sábado, mas que possivelmente não resolverá contra a mais consistente Konta.

A eslovaca, por sua vez, saiu lamentando as chances perdidas no terceiro set, quando parecia que o jogo ia mudar de mãos definitivamente.

Dominic Thiem e David Goffin também avançaram. O austríaco bateu Benoit Paire em um jogo com altos e baixos por 6/1, 4/6, 6/4 e 6/4, enquanto o belga dominou Ivo Karlovic e fez 6/3, 6/2 e 6/4. Goffin, aliás, já vinha de um triunfo sobre um sacador. Na primeira rodada, superou Riley Opelka (2,11m) em cinco sets. Agora, Thiem e Goffin duelam por um lugar nas quartas de final.

Cabeça de chave número 3 e mais bem ranqueado na metade de baixo da chave – depois da eliminação de Djokovic – Milos Raonic voltou a avançar. Desta vez, em um jogo mais complicado do que o placar sugere. Gilles Simon resistiu bravamente, mas a derrota no tie-break do parelho segundo set colocou o francês num buraco fundo demais para sair. Simon ainda saiude uma quebra atrás para vencer a terceira parcial, mas a margem para erro era pequena demais, e o canadense acabou fechando em seguida: 6/2, 7/6(5), 3/6 e 6/3. Ele agora encara Roberto Bautista Agut (#14), que venceu o duelo espanhol com David Ferrer (#23): 7/5, 6/7(6), 7/6(3) e 6/4.

Os brasileiros

A rodada começou com uma vitória bastante grande para Marcelo Demoliner. Ele e o neozelandês Marcus Daniell eliminaram os cabeças de chave número 6, Rajeev Ram e Raven Klaasen, por 6/1 e 7/6(4).

O resultado coloca o time nas oitavas de final contra Sam Groth e Chris Guccione, que passarem por Treat Huey e Max Mirnyi: 7/6(10) e 7/6(5). Por enquanto, a campanha já iguala o melhor resultado de Demoliner em Slams. Ele também alcançou as oitavas em Wimbledon/2015 (também com Daniell) e no US Open/2016 (Bellucci). O gaúcho, por enquanto, vai subindo nove posições no ranking e alcançando o 55º posto – o melhor da carreira.

Mais tarde, Marcelo Melo e Lukazs Kubot, cabeças de chave 7, superaram Nicholas Monroe e Artem Sitak e tambem passaram para as oitavas: 6/4 e 7/6(3). O próximo jogo é aquele do climão, já que o mineiro vai encarar seu ex-parceiro, Ivan Dodig, que atualmente joga com Marcel Granollers. Embora ninguém tenha dito nada hostil publicamente, a separação não foi no melhor dos termos e incluiu um péssimo clima no ATP Finals e unfollows em redes sociais.

Na chave de duplas mistas, Bruno Soares, em parceria com Katerina Siniakova, passou pela estreia. A dupla de brasileiro e tcheca, que são os cabeças de chave número 6, derrotou Pablo Cuevas e María José Martínez Sánchez por 6/4 e 6/3.

A boyband de Roger Federer

O suíço não entrou em quadra neste sábado, mas foi assunto nas redes quando postou o vídeo abaixo. Ele, Grigor Dimitrov e Tommy Haas cantam Hard To Say I’m Sorry (Chicago) com David Foster (ex-Chicago) no piano. Vejam, riam e julguem!

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As oitavas de final

[1] Andy Murray x Mischa Zverev
[17] Roger Federer x Kei Nishikori [5]
[4] Stan Wawrinka x Andreas Seppi
[12] Jo-Wilfried Tsonga x Daniel Evans
[6] Gael Monfils x Rafael Nadal [9]
[13] Roberto Bautista Agut x Milos Raonic [3]
[8] Dominic Thiem x David Goffin [11]
[15] Grigor Dimitrov x Denis Istomin

[1] Angelique Kerber x Coco Vandeweghe
Sorana Cirstea x Garbiñe Muguruza [7]
Mona Barthel x Venus Williams [13]
[24] Anastasia Pavlyuchenkova x Svetlana Kuznetsova [8]
[5] Karolina Pliskova x Daria Gavrilova [22]
[Q] Jennifer Brady x Mirjana Lucic-Baroni
[30] Ekaterina Makarova x Johanna Konta [9]
[16] Barbora Strycova x Serena Williams [2]

Infelizmente, por questões pessoais, não houve tempo de incluir uma breve análise das vitórias de Karolina Pliskova (que foi um jogão, com drama de sobra) e Grigor Dimitrov. Agradeço a compreensão.


Semana 17: um argentino exemplar e um búlgaro pateta (e Almagro voltou!)
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Alexandre Cossenza

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Cinco torneios pequenos e, mesmo sem os maiores nomes do tênis presentes, muito assunto. Desde o ridículo “abandono” de Grigor Dimitrov em Istambul até o “retorno” de Nicolás Almagro em Estoril, passando por um raro gesto de esportividade protagonizado por Rogerinho. Houve também um forehand voador de Nick Kyrgios, uma bolada de Federico Delbonis em um gato e um processo por injúria. É hora do resumaço da semana, então role a página e fique por dentro.

Os campeões e o idiota

Não dá para ressaltar a conquista de Diego Schwartzman no ATP 250 de Istambul sem, antes, comentar o gesto desprezível de Grigor Dimitrov. O búlgaro, #29, veceu o primeiro set e teve 5/2 no segundo. Sacou para o título no nono game, mas foi quebrado e perdeu a parcial. O argentino, buscando o primeiro título da carreira, disparou no placar. Abriu 5/0 no terceiro set e… Dimitrov enlouqueceu.

Depois de sacar em 40/15 e perder dois game points, o búlgaro, que já tinha sido advertido com um point penalty, foi até o árbitro de cadeira, indicou o que faria e destruiu a raquete. Depois, logo cumprimento o juizão, sabendo que levaria um game penalty e perderia o jogo. Um gesto de frustração, sim, mas de uma deselegância gigante, impedindo que o adversário tivesse o gosto de festejar o match point em seu primeiro título. O vídeo abaixo mostra:

Schwartzman, 23 anos e #87, acabou com o título por 6/7(5), 7/6(4) e 6/0. Seu primeiro troféu em nível ATP o lançou para o 62º posto no ranking mundial e, mais do que isso, deu um recado ao resto do circuito. Se o diminuto argentino, com cerca de 1,60m de altura (a ATP diz 1,70m, mas quem já esteve ao lado do argentino sabe que ele mede bem menos) e nenhum golpe espetacular consegue um título de ATP, muita gente também poderia conseguir.

Era um torneio, digamos, acessível, e Schwartzman aproveitou as chances que o destino lhe jogou. Em vez de reclamar de azar por enfrentar o principal pré-classificado na segunda rodada, colocou na cabeça que Tomic era vulnerável no saibro e entrou em quadra disposto a vencer. Depois disso, bateu Dzumhur, Delbonis e Dimitrov. E tem todos os méritos de qualquer outro campeão.

O ATP 250 de Munique começou com neve (em abril!) e terminou com um campeão caseiro. Philipp Kohlschreiber levantou o troféu depois de superar o austríaco Dominic Thiem (22 anos, #15) por 7/6(7), 4/6 e 7/6(4). Um placar quase redentor para o alemão, que perdeu a decisão do ano passado também em um tie-break de terceiro set – Andy Murray venceu aquele jogo.

Kohlschreiber agora tem sete títulos na carreira. Cinco deles vieram no saibro, e três foram em Munique. Foi lá, aliás, que o alemão – hoje com 32 anos e #25 do mundo após a vitória deste domingo – venceu um torneio pela primeira vez. Foi em 2007, com vitória de virada sobre Mikhail Youzhny na decisão.

Por fim, no ATP 250 de Estoril, Nicolás Almagro “voltou”. O espanhol, hoje com 30 anos, está recuperado de uma cirurgia no pé esquerdo que lhe afundou no ranking em 2014 e lhe fez jogar qualifyings de ATPs e até alguns Challengers. Ao aplicar 6/7(6), 7/6(5) e 6/3 no compatriota Pablo Carreño Busta, Almagro levantou seu primeiro troféu desde 2012.

A conquista não veio sem drama. Almagro sacou duas vezes para o primeiro set e não fechou. Depois, abriu 6/2 no tie-break e perdeu oito pontos consecutivos. Na segunda parcial, sacou em 5/3 e foi quebrado. Mesmo assim, venceu o tie-break, forçou a parcial decisiva e finalmente triunfou. Com os 250 pontos, Almagro ganhou 23 posições no ranking e voltou ao top 50 (é o #48).

As campeãs

No WTA International de Praga, Lucie Safarova encerrou um jejum em grande estilo. Depois de perder na estreia em todos cinco torneios que disputou em 2016, a tcheca se encontrou jogando em casa e levantou o título ao derrotar Sam Stosur por 3/6, 6/1 e 6/4 na final.

Atual vice-campeã de Roland Garros, Safarova (#16) bateu Duque-Mariño, Hradeck, Hsieh e Karolina Pliskova antes da final. E, logo depois, correu para o aeroporto rumo a Madri. O torneio espanhol começou no sábado, e tanto Safarova quanto Stosur tinham a estreia marcada para este domingo.

No WTA International de Rabat, no Marrocos, a suíça Timea Bacsinszky (#15) era a cabeça de chave número 1 e confirmou o favoritismo. Perdeu apenas um set durante toda a semana e levantou o troféu após derrotar a qualifier neozelandesa Marina Erakovic (#186) por 6/2 e 6/1 na final.

Semifinalista de Roland Garros no ano passado, Bacsinszky ainda não tinha um título no saibro na carreira. A conquista em Rabat foi sua quarta em um torneio deste nível.

Os brasileiros

Em Rabat, Teliana Pereira voltou a vencer e bateu a alemã Annika Beck (#41), cabeça de chave 6, na primeira rodada: 6/3 e 6/1. Foi apenas a segunda vitória da pernambucana em 2016 e a primeira contra uma não-brasileira. Nas oitavas, Teliana (#84), caiu diante de Johanna Larsson (#64): 6/4 e 6/4. Como tinha 48 pontos a defender na semana e somou apenas 30, a número 1 do Brasil cai um pouco mais no ranking, indo parar no 89º lugar.

Teliana, aliás, também já foi eliminada do WTA de Madri, que começou no último sábado. Sua algoz foi a americana Sloane Stephens, que fez 3/6, 6/3 e 6/2. A pernambucana agora acumula duas vitórias e 11 derrotas em 2016. No ranking da temporada, ela ocupa apenas o 196º lugar.

Em Munique, Thomaz Bellucci deu sorte na estreia e contou com o abandono de Mikhail Youzhny (#76), que perdia por 6/3 e 1/0 quando deixou a quadra. Nas oitavas, porém, o paulista fez uma partida ruim e perdeu para Ivan Dodig (#75) por 7/6(5) e 6/3. Foi a primeira vez desde abril de 2015 que o croata venceu dos jogos seguidos em uma chave principal de ATP.

Em Estoril, Rogerinho estreou com vitória sobre Benjamin Becker (#92, 6/4 e 6/1) e fez uma boa apresentação nas oitavas, diante de Borna Coric (#40), mas foi eliminado em três sets: 6/3, 4/6 e 6/1. O paulista, que começou a semana como #101 do mundo, ganhou cinco posições e foi parar em 96º.

Na chave de duplas de Munique, Marcelo Melo jogou ao lado do ex-antilhano-agora-holandês Jean-Julien Rojer, apesar de Ivan Dodig, seu parceiro habitual estar nas simples do evento. Fazia frio na estreia, e o mineiro jogou com um coletinho preto de gosto questionável (combinando com short e tênis). Teve até ponto disputado sob neve.

No fim, Melo e Rojer, cabeças de chave 1, foram superados por Oliver Marach e Fabrice Martin: 6/4 e 6/4.

Promessa cumprida

Rafael Nadal prometeu e cumpriu. Na última segunda-feira, entrou na Justiça francesa com um processo contra a ex-ministra do Esporte do país Roselyne Bachelot. No tuíte abaixo, a íntegra do comunicado distribuído a imprensa, que foi amplamente reproduzido no Twitter na segunda-feira. Atenção: está lá o telefone do chefe de imprensa de Rafael Nadal, Benito Pérez-Barbadillo. Quem quiser anotar e bater um papo sobre tênis…

O espanhol também enviou uma carta à ITF, pedindo que a entidade publicasse o resultado de todos testes antidoping a que foi submetido na carreira e toda informação existente em seu passaporte biológico. A entidade, que só divulga os testes em que alguém foi flagrado, resumiu-se a responder à agência Associated Press dizendo que recebeu a carta e que Nadal nunca testou positivo.

Lances bacanas

Em Estoril, Nick Kyrgios conseguiu executar um winner contra Borna Coric com este forehand voador:

Kyrgios venceu a partida por duplo 6/4, mas parou na fase seguinte – a semifinal – diante de Nicolás Almagro, que aplicou 6/3 e 7/5.

A Aliny Calejon, dona do site Match Tie-break, registrou um dos pontos disputados enquanto caía neve na partida de Marcelo Melo em Munique. Olha aí!

Lances não tão bacanas

Em Istambul, um gato invadiu a quadra durante o jogo entre Federico Delbonis e Diego Schwartzman. A solução encontrada por Delbonis foi dar uma bolada no gatinho. Sei não, viu? Não pegou lá muito bem. Tanto que o árbitro de cadeira aplicou uma advertência por conduta antiesportiva.

Nomes na ponta da língua

A WTA resolveu perguntar a suas tenistas como pronunciar os nomes de algumas de suas rivais. O resultado foi esse divertido vídeo abaixo:

A ideia deve ter partido de alguma jornalista querendo vingança, não?

O porta-bandeira

Já era esperado, mas Rafael Nadal foi enfim oficializado como porta-bandeira da Espanha no desfile de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Nadal também foi escolhido para carregar as cores do país em Londres 2012, mas não foi aos jogos por causa de uma lesão no joelho. O jogador de basquete Pau Gasol, amigo de Nadal, foi quem substituiu o tenista na cerimônia.

A reforma

Na última terça-feira, Wimbledon divulgou um vídeo mostrando como ficará a Quadra 1 depois de uma grande reforma. A arena terá 900 assentos a mais, além de teto retrátil e iluminação. A obra começará em julho de 2016 e está prevista para terminar antes do torneio de 2019. Veja no vídeo abaixo.

O Slam britânico também anunciou a premiação em dinheiro. Ao todo, serão distribuídos 28,1 milhões de libras, o equivalente a US$ 40 milhões. Os campeões de simples embolsarão US$ 2,9 milhões cada. Nas duplas, o prêmio para quem conquistar os títulos será de US$ 507 mil por time. A lista completa está aqui.

Sob suspeita

Unidade de Integridade do Tênis publicou seu primeiro relatório quadrimestral, e o resultado assusta: o número de alertas em partidas suspeitas de manipulação aumento mais de 50% em relação ao mesmo período em 2015. Listei números e dados neste post publicado na terça-feira.

Acima de qualquer suspeita

Rogerinho sacava em 3/5, 15/30 contra Borna Coric nas oitavas de final de Estoril quando, no meio do ponto, o árbitro chamou “let”. O problema é que a chamada do árbitro ocorreu após o brasileiro bater na bola, que parou na rede. A sequência deixou Coric furioso, esbravejando contra o árbitro. Rogerinho, então, deu o ponto ao adversário, inclusive cedendo um set point. O croata agradeceu. Assistam!

Fica aqui ao agradecimento ao Gaspar Ribeiro Lança, do site Ténis Portugal, que acompanhou a partida e relatou o lance no Twitter.

Tênis por WhatsApp

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Todos sorriem em Wimbledon (menos Bellucci)
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Alexandre Cossenza

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Não dá para dizer que a chave de Wimbledon foi especialmente cruel com ninguém. Novak Djokovic não vai precisar enfrentar ninguém do Big Four até a final; Roger Federer tem um caminho livre de tenistas que ameaçam na grama até, pelo menos, as quartas de final; a história de Andy Murray não é tão diferente, e até Rafael Nadal pode dizer que teve sorte com o caminho que colocaram à sua frente. Thomaz Bellucci, adversário do espanhol na estreia, é que não tem tanto assim para comemorar. Vejamos, então, o que podemos esperar do Torneio de Wimbledon, que começa na próxima segunda-feira.

Número 1 do mundo e atual campeão do torneio, Djokovic escapou do Big Four, o que é sempre bom – principalmente para quem tem muitos pontos a defender. Por outro lado, o sérvio tem algumas cascas de banana nas primeiras rodadas. Ninguém gostaria de estrear contra Philipp Kohlschreiber nem de encarar Lleyton Hewitt na grama (ou Nieminen?) logo depois. Tomic pode ser o possível rival de terceira rodada. Não é lá a primeira semana dos sonhos de ninguém. E seu quarto de chave ainda tem L. Mayer/Kokkinakis/Anderson/Tipsarevic (oitavas) e Cilic/Isner/Nishikori (quartas).

A recompensa por tudo isso, se Djokovic chegar na semi, é não ter de enfrentar nem Murray nem Nadal antes da decisão. Na outra ponta da parte de cima da chave está Stan Wawrinka, que não tem um histórico tão honroso assim em Wimbledon (13v e 10d). O grande ponto de interrogação, contudo, é a forma em que o número 1 se encontra. Como não jogou nenhum torneio de grama antes de Wimbledon (Nole está jogando exibições no evento conhecido como The Boodles), ninguém sabe exatamente a quantas anda seu tênis.

Não é a primeira vez que Djokovic chega a Wimbledon sem participar de eventos no piso. Ano passado, fez o mesmo e saiu de Londres com o troféu. Este ano, porém, são três semanas entre Roland Garros e o Slam da grama. Além disso, as rodadas iniciais são traiçoeiras. Vale prestar bastante atenção na segunda-feira, quando o sérvio inaugurar a grama da Quadra Central contra Kohlschreiber. Está longe de ser uma daquelas estreias sonolentas de cabeças de chave.

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O mesmo pode se dizer da primeira rodada de Rafael Nadal. Embora Bellucci não tenha lá um retrospecto animador na grama, o brasileiro tem armas para incomodar o espanhol – especialmente esta versão 2015 inconstante do ex-número 1. Pode ser um duelo interessante se Bellucci estiver recuperado das dores nas costas que lhe fizeram abandonar a chave de duplas em Nottingham.

De modo geral, contudo, o sorteio foi bom para Nadal. Se passar pelo paulista, enfrentará Lu/Brown e depois pode reencontrar Troicki (ou Stepanek) na terceira rodada. Se chegar às oitavas, seu provável rival será Fognini ou Ferrer, o que, convenhamos, não é nada mal em Wimbledon. Ainda mais levando em conta que Nadal entra no evento como cabeça de chave 10 e poderia cair num confronto contra Nishikori, Berdych ou Raonic, que, em tese, ofereceriam mais dificuldades em um piso como a grama.

Ainda assim, parece ousado apostar em Rafa Nadal neste torneio. Em uma temporada cheia de altos e baixos, parece difícil acreditar que o espanhol encontrará regularidade para superar um caminho que ainda pode lhe colocar diante de Murray nas quartas, Federer na semi e Djokovic na decisão.

Andy Murray, sim, vem em grande momento. Fez um belo torneio em Roland Garros, foi campeão em Queen’s e chega a Wimbledon como candidato sério ao título. Em seu caminho estão Kukushkin (estreia), Haase/Falla, Seppi/Stakhovsky/Coric (terceira rodada) e Tsonga/Karlovic (oitavas) antes de precisar enfrentar quem avançar da seção de Nadal. Pesando tudo – inclusive o fato de Tsonga não ter jogado desde Paris – não é uma chave das mais duras.

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Do mesmo modo, Roger Federer pode comemorar o sorteio. O suíço estreia contra Dzumhur, então enfrenta Sijsling/Querrey e, depois, Sock/Groth/Jaziri/Duckworth. Nas oitavas, seu rival sai do grupo que tem Feliciano/Bautista/Paier/Youzhny. Só, então, nas quartas, Federer precisaria encarar alguém que possa lhe ameaçar na grama, como Tomas Berdych (ou, quem sabe, Ernests Gulbis, perdido no meio da seção já que não é mais cabeça de chave).

O suíço sempre foi, é e sempre será candidatíssimo ao título de Wimbledon enquanto colocar os pés no All England Club. Agora, nos últimos anos de sua carreira, o torneio londrino é, mais do que nunca, sua melhor chance de voltar a conquistar um Slam. E Federer sabe disso, o que lhe torna ainda mais perigoso. Com um caminho relativamente tranquilo até as semifinais (nem Berdych tem causado problemas ultimamente), o suíço pode trabalhar todos aspectos de seu jogo com calma e chegar lá na frente descansado e mais perigoso do que nunca – ou tão perigoso como sempre.

B4+1

Se criaram o P5+1 para negociar com o Irã, é possível incluir Stan Wawrinka no Big Four+1. Atual cabeça de chave número 4, o campeão de Roland Garros ficou na parte de cima da chave, junto com Djokovic. O jogo na grama tira um pouco do tempo que Stan tem para preparar seus longos golpes. Logo, o suíço tende a ser um pouco mais errático nesse tipo de piso. Ainda assim, uma chave com João Sousa na estreia, Estrella Burgos/Becker na segunda rodada e Thiem/Sela/Verdasco/Klizan em seguida não é das piores.

É de se esperar que Wawrinka alcance pelo menos as quartas de final. Aí, sim, encararia seu primeiro grande obstáculo contra Raonic/Kyrgios/Dimitrov. É justo dizer que Stanimal não estará em Wimbledon como favorito ao título, mas seria injusto descartá-lo totalmente. Se conseguir superar bem os primeiros adversários, pode chegar confiante lá na frente. E se seu primeiro saque estiver entrando “daquele” jeito, Wawrinka será bem difícil de superar.

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Os brasileiros

Bellucci não deu lá muita sorte. Tudo bem que o Nadal de hoje – ainda mais na grama – não intimida tanto quanto o de 2013 (ou 2012 ou 2011 ou 2010 ou 2009…), mas enfrentá-lo numa primeira rodada de Grand Slam não está na lista de ninguém para o Papai Noel. Sorte mesmo deu Feijão, que escapou dos cabeças de chave e dos especialistas na grava e vai estrear contra Santiago Giraldo. O colombiano é bom tenista, claro, mas tem um segundo saque muito vulnerável. A grande questão é que o próprio Giraldo deve estar pensando o mesmo: “me dei bem!”

O que ver (ou não) na TV

Desde que a ESPN anunciou ter sublicenciado os direitos de Wimbledon junto ao SporTV, os fãs têm motivo para comemorar. Em vez da tradicional transmissão engessada do “canal campeão” (raramente saía das quadras principais e mostrava, no máximo, quatro jogos por dia), quem gosta de tênis poderá acompanhar o torneio londrino em dois canais na ESPN. Embora a ESPN nem sempre acerte a mão na escolha do que mostrar, é sempre uma opção a mais vindo de uma equipe que mostra interesse de verdade em fazer a coisa bem feita – e isso vale muito!

A lista de jogos legais de primeira rodada já é animadora. A começar pelos já citados aqui Djokovic x Kohlschreiber, que abre o torneio, e Nadal x Bellucci. Também já deixei anotado aqui Almagro x Simon e o inflamável Gulbis x Rosol, em que pode acontecer de tudo.

O que pode (ou não) acontecer de mais legal

Confirmados os favoritismos, alguns dos confrontos de terceira rodada – em tese, quando os cabeças de chave vão começar a se enfrentar – serão interessantes. Kyrgios x Raonic é o meu preferido, mas Djokovic x Tomic pode ser um tanto divertido também – dependendo da consistência do sérvio.

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O tenista mais perigoso que ninguém está olhando

Atual número 9 do mundo, Marin Cilic não fez nada de especial nem em Stuttgart nem em Queen’s – perdeu para Troicki em ambos – e, por isso, anda meio fora do radar nas previsões para o Slam da grama.

Cilic, contudo, tem as armas para ir longe na grama e uma chave um tanto acessível. Se passar por Isner na terceira rodada, chega nas oitavas para enfrentar quem sair do grupo encabeçado por Nishikori e Cuevas. Não é nada impossível que o campeão do US Open chegue às quartas de final contra (possivelmente) Djokovic. E quem aí lembra que Cilic esteve vencendo o sérvio por 2 sets a 1 em Wimbledon no ano passado? Será?

Quem pode (ou não) surpreender

Um nome intrigante solto na chave é o de Nicolas Mahut – sim, aquele do jogo de 11h que deu o nome ao podcast Quadra 18. O francês de 33 anos estava fora do top 100 até algumas semanas atrás, mas furou o quali e acabou campeão do ATP de ’s-Hertogenbosch. Ganhou um wild card para Wimbledon, estreia contra Krajinovic e pode enfrentar Berdych na segunda rodada. Se passar pelo tcheco, deus sabe até onde o francês pode chegar.

Vale prestar atenção também em Alexander Zverev, ex-número 1 do mundo no ranking juvenil e atual #76 aos 18 anos. Em uma chave sem especialistas na grama, o alemão pode muito bem chegar a uma terceira rodada. Se acontecer, será azarão contra Nishikori, mas não convém descartar uma zebra nesse duelo.

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Além disso, pode até soar paradoxal, mas como Djokovic não competiu na grama (e este ano são três semanas de intervalo desde Roland Garros), todos adversários do sérvio na primeira semana são potenciais candidatos a uma zebraça. Kohlschreiber e Tomic, principalmente.

Nas casas de apostas

Na casa australiana sportsbet, Djokovic lidera as cotações. Um título do sérvio paga 2,37 para cada “dinheiro” apostado nele. A lista tem, em seguida, Murray (4,33), Federer (7,50), Wawrinka (13), Nadal (23), Raonic (34), Dimitrov (41), Berdych (41), Nishikori (51) e Tsonga (51).

A ordem dos mais cotados não é tão diferente para os britânicos da William Hill. A lista lá tem Djokovic (5/4, ou seja, cinco “dinheiros” para cada quatro apostados), Murray (5/2), Federer (6/1), Wawrinka (14/1), Nadal (16/1), Dimitrov (25/1), Tsonga (33/1), Nishikori (33/1), Raonic (33/1) e Cilic (40/1).

Bellucci e Feijão estão na lista dos maiores azarões. caso um dos brasileiros seja campeão, o apostador recebe 500/1 na William Hill e 501/1 na sportsbet.


Chave deixa Djokovic ainda mais favorito
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Alexandre Cossenza

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A chave de Roland Garros foi sorteada nesta quinta-feira, e os confrontos das oitavas de final podem ficar assim: Rafael Nadal x Nicolás Almagro, Novak Djokovic x Jo-Wilfried Tsonga, Andy Murray x Richard Gasquet, David Ferrer x Grigor Dimitrov, Stan Wawrinka x Fabio Fognini, Kei Nishikori x Milos Raonic, Roger Federer x Ernests Gulbis e Tomas Berdych x John Isner.

Seria fantástico se tudo isto acontecesse. São muitos os atrativos. Almagro vem de vitória sobre o número 1 do mundo; Nole e Jo já fizeram final de Slam têm um duelo histórico em Paris no currículo; Ferrer e Dimitrov fariam uma batalha de estilos bem distintos, quase como Nadal x Federer; Nishikori e Raonic são a nova geração, um duelo de saque-e-voleio contra o tênis da linha de base; e Wawrinka e Fognini são dois cidadãos talentosíssimos, o que também pode se dizer de Federer e Gulbis.

Mas é um Grand Slam, e Grand Slam significa duas semanas, possibilidade de vento, chuva e atrasos, além de jogos em melhor de cinco sets. E, obviamente, é no saibro, o que traz condições de jogo bem diferentes, variando conforme umidade e temperatura. Até a ascensão de Rafael Nadal, Roland Garros sempre foi o mais difícil Slam de prever. Parece lógico que, em uma temporada abaixo da média do espanhol, o torneio produza um resultado inesperado.

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Só parece. O favoritismo é de Novak Djokovic, que tem uma ótima chance de completar seu “Career Slam” e vencer o torneio francês pela primeira vez. E sua chave em Paris nem é das mais complicadas. Tem Sousa na estreia, GimenoTraver/Chardy na segunda rodada e Cilic/Andujar/Qualifier/Kamke na terceira. Nas oitavas, Tsonga e Janowicz seriam os adversários mais prováveis, mas os dois vivem fases nada animadoras. Nas quartas, Nole deve enfrentar Raonic ou Nishikori, e nenhum dos dois mostrou, até agora, capacidade de vencer jogos deste nível em melhor de cinco sets. Na semifinal, Federer é favorito para ser o rival de Nole. Alguém aí ousaria apostar contra o sérvio? Pois é.

A chave de Nadal não é das mais difíceis também, mas o número 1 pode ter que reencontrar algozes do passado recente. Em seu caminho, além de Almagro, pode pintar David Ferrer (que o superou em Monte Carlo) nas quartas. Na semi, Wawrinka, que superou Nadal em Melbourne, seria um oponente igualmente perigoso. Nadal, depois de bons resultados em Madri e Roma, segue como favorito para avançar até a final, mas já não é favorito absoluto ao título como já foi – nem nas casas de apostas, que sempre foram generosas com o atual número 1.

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Jogos de primeira rodada que eu quero ver

– Wawrinka x García-López é um dos melhores confrontos. É o número 3 do mundo encarando o 39º do ranking em um piso bom para os dois. O suíço, claro, é favorito, mas não por aquela enorme margem que costumamos ver em uma primeira rodada de Grand Slam. Os dois já se enfrentaram cinco vezes no saibro, e o espanhol venceu em duas. Uma vitória de García-López não seria tão espantosa assim.

– Gasquet x Tomic. O imprevisível australiano joga contra um francês na França, diante de um público conhecido pela pequena (ou quase nenhuma!) tolerância com tenistas catimbeiros, e encrenqueiros. Pode ser tanto uma bela partida de tênis quanto um prato cheio para quem gosta de ver um belo barraco. De um jeito ou de outro, é um confronto imperdível!

– Hewitt x Berlocq. Primeiro porque eu gosto do australiano, que sempre mostra algo de especial nos Grand Slams. Vê-lo no saibro contra um tenista lutador como Berlocq – em melhor de cinco! – deve ser mais interessante ainda.

– Thomaz Bellucci x Benjamin Becker. Porque tem Bellucci, claro.

Jogos que vão dar sono, mas que o Bandsports deve mostrar assim mesmo

– Nadal x Ginepri. Passeio.
– Djokovic x Sousa. Passeio.

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Quem pode surpreender

O quadrante encabeçado por Stanislas Wawrinka e Andy Murray é interessante, já que o suíço tem uma estreia nada simples, enquanto Murray, bem, é Murray. É tão possível ver os dois avançando até as quartas quanto dá para imaginar Fognini e Gasquet chegando lá. Considerando a natureza instável do britânico, Philipp Kohlschreiber, cabeça 28, também seria um bom palpite de “surpresa” nas quartas.

Na metade de baixo da chave, Bautista-Agut, que não é mais um azarão desconhecido, tem uma chave interessante. Cabeça 27, ele encararia, em tese, Tomas Berdych na terceira rodada. No saibro, não é nada impossível que o espanhol vença. E, se avançar, pega nas oitavas quem passar de um setor encabeçado por Robredo e Isner. Alguém consegue imaginar Bautista-Agut contra Roger Federer nas quartas de final? Será?

Nas casas de apostas

Novak Djokovic é o favorito, mas por uma margem pequena. Na bet365, por exemplo, um título do sérvio paga 2,37 para cada dólar apostado, enquanto um triunfo de Rafael Nadal paga 2,50. A lista continua com Stan Wawrinka (10,00), Roger Federer (19,00), David Ferrer (19,00), Andy Murray (23,00), Kei Nishikori (29,00), Tomas Berdych (51,00) e Grigor Dimitrov (67,00)

Na casa australiana Sportsbet, não muda muito – a não ser o fato de Andy Murray pagar o mesmo que Roger Federer. A lista tem, por ordem de favoritismo, Djokovic (2,37), Nadal (2,63), Wawrinka (10,00), Murray (21,00), Federer (21,00), Ferrer (23,00), Nishikori (34,00), Berdych (67,00) e Dimitrov (76,00).


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