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Parque Olímpico, bolas e etc.: 5 últimas perguntas sobre o Rio Open
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Alexandre Cossenza

Antes de começar a falar do Brasil Open e seus resultados, deixo aqui, como prometido, o post com declarações do diretor do Rio Open, Lui Carvalho, após o ATP 500 carioca. São frases selecionadas da coletiva concedida após a final e de um papo com alguns jornalistas após a entrevista. Nem todas perguntas são minhas, mas são os cinco temas que considerei mais importantes entre os que foram abordados no último dia do evento.

1. Melhorias

Na cerimônia de premiação de duplas, o Carreño Busta disse que o torneio melhorou muito. O que os jogadores acharam deste ano, que foi o primeiro sem o evento feminino?

Na reunião geral com a ATP, eles apresentam o relatório, e foi muito positivo. Disseram que foi o melhor Rio Open em termos de organização para os atletas. A questão de não dividir espaço com as mulheres foi fundamental por várias razões. O serviço de transporte era um serviço exclusivo deles. Eles desciam e, no lobby, tinha um carro esperando para levar aonde eles quiserem 24 horas por dia. Na alimentação, a gente fez algumas alterações, e isso funcionou. Sem o feminino, a gente agregou o vestiário das mulheres. A gente juntou as saunas e fez um lounge a mais. Era um espaço que ninguém acessava. Tinha mobiliário, sofás, eles gostaram bastante. As quadras de treino, obviamente [não é preciso dividir quadras com as mulheres]. E o schedule também ajudou. Eles falaram muito bem do fato de começar 16h30min porque tira um pouco da pressão de acordar cedo, sair correndo para aquecer. Deixou o schedule um pouco mais leve. E elogiaram muito o público [vendo os treinos]. Eles gostaram do ambiente. Como o schedule comprimiu, ficou mais gostoso para eles.

2. Assentos vazios na quadra central

Sobre a questão da ocupação da quadra central, a gente já conversou sobre isso e não é um problema de venda de ingressos, mas de ter gente na quadra no horário dos jogos. Até que ponto a ATP vê isso com maus olhos?

A ATP tem uma regra de um mínimo de público que você tem que ter durante a semana. A gente ultrapassa de longe esse mínimo. É uma questão delicada. Você acha que são sete razões. Para mim, são cinco. E a mais nova dessas cinco foi a gente ter criado uma área muito legal no Leblon Boulevard, com muitas ações, o bar da Stella [Artois] com o telão passando jogo… As pessoas estão passando tempo fora do estádio. Isso é legal. Não posso ver como negativo. Se eu quisesse, não faria mais o Leblon Boulevard, e todo mundo só teria um lugar para ficar: a quadra central. Mas não é o que a gente está pensando para o futuro do evento. Faz parte. É difícil achar um modelo que funcione porque obviamente você tem uma entrega de ingresso por parte de patrocinadores. Eles fazem o torneio possível. Isso faz parte. E eu não tenho como controlar como essa entrega dos patrocinadores é feita. A gente sempre conversa, sempre pede da melhor maneira possível, para não ter esses espaços vazios, mas infelizmente acontece.

3. Bolas da Head

O Bruno [Soares] é um cara que repete muito isso. Nadal, quando esteve aqui, não se sentiu tão confortável com as bolas usadas no torneio. Nishikori também disse que não sentiu tão bem a bola. Há alguma possibilidade de mudança? Dá para fazer alguma coisa ou vai continuar a Head?

A Head é nosso parceiro. São ótimos parceiros e patrocinadores. Eles têm trabalhado desde o primeiro ano na questão da bola. Mas depois que alguém me falou que o Thiem reclamou da bola, eu corri para a ATP e perguntei se alguém reclamou da bola. Ninguém reclamou para a ATP. Reclamou na imprensa. Acho que é uma questão de gosto. Dá para ver que os caras que jogam com um pouco mais de top spin não gostam muito da bola, mas o pessoal que joga mais reto, como o Carreño Busta, ama a bola. É a característica dessa bola da Head. Não posso mudar o patrocinador porque… ‘Ah, vou fazer o torneio para o Nadal, então vou botar uma bola mais macia para ele poder dar o top spin’. Não é o meu estilo de fazer as coisas. No fim do dia, o Thiem reclamou e ganhou. E é o que a gente falou. Os jogadores que chegam um pouco tarde no torneio sentem um pouco mais. O Thomaz [Bellucci] treinou a semana inteira aqui. Chegou no dia do jogo, ele estava voando. Não errava uma. Quem chegou tarde não sentia a bola. Tough luck. Chega mais cedo da próxima vez…

4. Mudança para quadra dura

Vocês vão tentar de novo, junto à ATP, a mudança para a quadra dura. Quando vai ser feita essa nova proposta e como funciona essa votação?

A gente pode tentar até Londres, em Wimbledon. É o tempo que a gente precisa para se programar. O que gente precisa agora é ver qual o timing ideal para fazer esse movimento. Se a gente fizer isso sabendo que não tem um ou dois, é perigoso. Se você é negado e vai muito rápido de novo, você acaba negado de novo. Precisa fazer a politicagem, leva um pouco de tempo.

E vocês não têm os votos dos jogadores, é isso?

A gente acredita que não.

Quantos votos são?

Três e três. São três regiões: Américas, Europa e Resto do Mundo. Jogadores e torneios têm voto de cada região. O sétimo voto é do Chris Kermode, o presidente da ATP. Os torneios da América provavelmente a gente tem [ o voto] porque é a nossa região. Na Europa, deve haver um ponto de resistência por causa de Roterdã, mas não sei dizer.

Tecnicamente, mudar Rio e Buenos Aires para a quadra dura pode acontecer sem que São Paulo e Quito mudem também?

É mais difícil, mas pode. A gente até fala que nosso evento era na quadra dura. Memphis era na quadra dura. Eles é que forçaram a gente a ir para o saibro. A ATP que forçou.

5. Parque Olímpico

E se vocês não conseguirem a aprovação para quadra dura, existe possibilidade de fazer no saibro no Parque Olímpico, mesmo com todos problemas logísticos, de fazer sem drenagem, precisando de uma operação de lona rápida e tudo mais?

Você já está descrevendo alguns problemas.

Mas hipoteticamente vocês consideram isso?

Depende do timing da decisão da ATP. Tem muita coisa que a gente não sabe ainda. A gente ainda não sabe se o Ministério deixa colocar saibro lá. Quem vai administrar aquilo? Quadra dura você deixa lá e vai pintar três anos depois. Saibro tem uma manutenção muito mais cara. Você precisa de tratador, saibro, água… Eu vou ter que fazer toda uma estrutura de irrigação. Isso não existe. Eu teria que construir isso. É um investimento enorme. Não é “joga saibro em cima e acabou.” Por isso que a gente está estudando com calma.


Em 7 motivos, por que a quadra central do Rio Open não enche
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Alexandre Cossenza

Não importa o que aconteça. Nem para o badalado Bellucci x Nishikori, a quadra Guga Kuerten, principal arena do Rio Open, ficou totalmente cheia. O público até foi bom na terça-feira, mas ainda havia vários assentos vazios. Na quinta, em outro jogo aguardado – Bellucci x Monteiro – foi pior. No melhor dos momentos, a ocupação deve ter ficado por volta dos 70%.

Mas por quê? Os ingressos estão caros? O calor é insuportável? Há atrações melhores fora da quadra? Os motivos são muitos, como já escrevi em um post anterior, e acho que agora vale a pena ir um pouco mais a fundo no assunto. Até porque não há um problema de venda de bilhetes. O torneio vendeu todos ingressos na terça e na quinta. A segunda-feira, que teve 60% das entradas compradas, foi a melhor da história do Rio Open. Na quarta, 75%.

Logo, não é um problema de público. É um problema de assentos ocupados. Mas por que esse povo todo não entra (e fica!) na quadra central?

1. Patrocinadores

O Rio Open dá muitos ingressos para patrocinadores. São eles que pagam a conta, afinal. E eles têm bastante culpa nesse não preenchimento de espaços. Conversei com dois amigos que receberam ingressos de patrocinadores diferentes. Uma empresa simplesmente distribui mal. Várias entradas ficam encalhadas. A outra tinha ingressos sobrando e procurava quem aceitasse. Em outros casos, os ingressos são dados a gente que não se importa com tênis. Dou um exemplo que aconteceu ao lado da área de imprensa, durante a partida entre Thiago Monteiro e Gastão Elias.

Um grupo de torcedoras usando viseiras da loja de móveis Breton entrou e ocupou cerca de 20 lugares. Junto delas, um fotógrafo. Ele fez imagens das mulheres, que passaram boa parte do tempo mexendo nos celulares e usando paus de selfie. cerca de meia hora depois, o grupo deixou a quadra e não voltou mais.

2. Corcovado Club

Também tem a ver com os patrocinadores, mas não só com eles. O Corcovado Club é a área VIP do Rio Open. É para convidados e tem capacidade para mil pessoas. Tem ar-condicionado, um bar da Stella Artois, monitores de TV, decoração da Breton e foi idealizado pelo cenógrafo Abel Gomes, da P&G Cenografia. É uma estrutura digna de área VIP. Muitos dos que vêm ao torneio optam por ficar lá em vez de encarar o calor (até de noite) da área externa.

E nem é só isso. O Corcovado Club é um daqueles espaços aonde as pessoas vão para verem e serem vistas. Faz parte. E também é precisou incluir aqui empresários e todo tipo de pessoa que vem ao evento para fazer contatos, dar asas a projetos, fechar negócios e coisas do gênero. Se faz bem ao tênis e à parte esportiva do torneio, é uma discussão diferente. O Rio Open parece satisfeito com o resultado.

3. Quadra 1

A quadra tem central tem capacidade para 6.200 pessoas. Na Quadra 1, cabem mil espectadores. Com os duplistas escalados sempre na quadra menor (isso foi acordado entre organização e atletas), é preciso levar isso em conta na matemática do público. Com Bruno Soares ou Marcelo Melo jogando, a central sempre perde boa parte desses espectadores – ainda que seja possível entrar na Quadra 1 o dia inteiro com qualquer ingresso (seja para a sessão diurna ou para a noturna).

Ainda assim, é bom ressaltar: nem durante Nishikori x Bellucci nem durante os momentos mais importantes de Bellucci x Monteiro, havia um brasileiro jogando na Quadra 1. Não dá para colocar as duplas na conta desses dois dias específicos.

4. Leblon Boulevard

O chamado “Leblon Boulevard” é a área de convivência do torneio. Tem restaurantes, lojas, bares e estandes com atrações diferentes. Dá para pilotar um simulador de Fórmula 1 em Interlagos na Pirelli, fazer a barba na Granado, encontrar Fernando Meligeni na loja da Fila, adquirir uma bolinha personalizada na Peugeot, jogar tênis virtual no Itaú e carregar o smartphone na Claro, entre outras coisas possibilidade. As opções são interessantes.

E tem, claro, fila. Quem sai da central no intervalo entre sets (a grande maioria), vai ter que ficar um tempinho lá para ir ao banheiro, comer ou tomar um sorvete. E, depois disso, há quem prefira ficar acompanhando os jogos sentado na praça de alimentação, que é coberta e protege do sol.

5. Falta de nomes grandes

A ausência de Rafael Nadal, que esteve nas três edições anteriores do Rio Open, pode não ter afetado significativamente a venda de ingressos, mas parece vir mostrando seu peso na quantidade de gente em quadra. Com um nome gigante, todo mundo quer estar na quadra central quando ele joga.

Ainda que estejam no top 10, Nishikori e Thiem não têm o peso de um Nadal (ou um Djokovic ou um Federer). Nesta sexta-feira, quando Thiem entrou na quadra às 16h45min para as quartas de final contra Diego Schwartzman, havia, se tanto, 500 pessoas na arena.

6. Quadras externas

Também tem isso. Há quem prefira ver treinos. Se Nishikori está em uma quadra externa batendo bola, há quem prefira ficar ali na grade, à espera de uma foto ou um autógrafo, a entrar na quadra central para ver, digamos, Ruud x Carballés Baena. Embora a quantidade de gente nas beiras das quadras este ano seja muito menor do que nas três edições anteriores e isso não sirva como parâmetro para analisar o público dos jogos noturnos, ainda é preciso levar em conta esse fator. O tênis, no fim das contas, compete contra ele mesmo.

7. Calor

Sem o torneio feminino, o Rio Open pôde começar as rodadas mais tarde, às 16h30min, quando o calor não é tanto e já há sombras na quadra central. Ainda assim, o Rio de Janeiro é quente e úmido até nos dias “amenos” em fevereiro. A loja da Fila empresta guarda-chuvas que o povo usa para se proteger do sol, mas nem todos sabem disso. E nem todo mundo aguenta passar tanto tempo no calor.

Coisas que eu acho que acho:

– Como eu escrevi em um post anterior, cada item acima tem peso maior e menor dependendo de uma porção de fatores. O que é inegável é que todos tiveram alguma influência durante a semana.

– Há quem acredite que o Carnaval tem grande parte da culpa. É muito bloco na cidade, a hospedagem é mais cara, as passagens aéreas também. É um argumento bastante questionável porque, como já foi dito lá no alto do post, não é um problema de ingressos vendidos ou de comparecimento de pessoas. O povo comprou entradas e esteve no Jockey. Só não ficou na quadra central.

– Talvez a grande pergunta a se fazer é se o Rio Open deveria repensar sua política de distribuição de ingressos – especialmente a patrocinadores. Só que os vazios na quadra central são recorrentes. Eles estão lá todo ano. É claro que a IMM já observou e discutiu isso. E se continua assim, é porque a organização não parece tão preocupada assim com os buracos na arquibancada.


Monte-Carlo: o destino mais charmoso do tênis
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Alexandre Cossenza

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Publieditorial

Poucos eventos no circuito proporcionam ao fã de tênis o glamour e a emoção do Monte-Carlo Rolex Masters. O famoso torneio do Principado de Mônaco, disputado no charmoso e exclusivo Monte-Carlo Country Club, abre a temporada europeia de competições no saibro e costuma ser o melhor indício para apontar o campeão de Roland Garros.

O que não falta é atrativo para fãs de tênis migrarem para Mônaco durante o torneio, que este ano será realizado de 15 a 23 de abril. E não só pela importância dentro do calendário do tênis. Ir ao Monte-Carlo Rolex Masters significa ver de perto os maiores nomes do esporte na quadra central mais bonita do circuito, com vista para o Mediterrâneo e para as montanhas.

Quer ir ao Masters de Monte Carlo? Clique aqui e saiba como!

Além disso, o fã pode ver muito de perto – da beira da quadra! – os treinos de nomes como Novak Djokovic e Rafael Nadal sem precisar se espremer na disputa por espaço como acontece no US Open e em Roland Garros. E não é só isso. No Monte-Carlo Country Club, atletas e torcedores dividem várias áreas comuns, onde é possível caminhar lado a lado com seus ídolos.

A chave de 56 jogadores é outro diferencial. Como o torneio é disputado em uma semana e os jogos são disputados apenas em sessão diurna, comprar um ingresso para a quadra central praticamente garante que você vai ver seu tenista preferido. Já imaginou ver Rafael Nadal, Novak Djokovic, Roger Federer e Andy Murray no mesmo dia? No Masters 1000 de Monte-Carlo, isso é possível.

É preciso dizer também que os atrativos do Principado de Mônaco não se limitam ao tênis. É possível passear pelas ruas que formam o tradicional circuito da Fórmula 1, visitar o famoso Casino de Monte-Carlo e passear na costa do Mediterrâneo.

Juntando tudo acima, fica difícil dizer que existe um destino tenístico mais atraente que Monte-Carlo…


Tudo que você precisa saber sobre o Rio Open
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Alexandre Cossenza

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A organização do Rio Open promoveu, nesta quarta-feira, um encontro de jornalistas com o diretor do torneio, Lui Carvalho, para um bate-papo durante um café da manhã em um hotel na zona sul da cidade. Como já aconteceu no ano passado, a conversa é bastante interessante, com o diretor dando uma espécie de tour pelos bastidores das negociações com jogadores e falando sobre o que a organização espera para o futuro do ATP 500 carioca.

Entre os destaques do dia, Lui falou: das conversas com Del Potro, Murray, Djokovic, Nadal, Wawrinka, Berdych, Dimitrov, Monfils, Dustin Brown e outros; dos planos para transformar o Rio Open em um torneio de quadra dura; do desejo de fazer o evento no Parque Olímpico; da exclusão e da falta de interesse pelo torneio feminino; das vendas de ingressos; e de uma grande expectativa em relação a Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro. A declaração sobre Bellucci, em especial, é interessantíssima!

Selecionei os trechos que achei mais importantes e listei abaixo, com comentários meus e, em itálico, frases de Lui Carvalho. A lista com os tenistas inscritos está no fim do post.

Negociações com tenistas

Juan Martín Del Potro

“Um dos atletas que a gente esteve muito perto de conseguir foi o Del Potro. Ele fez a virada da carreira dele nos Jogos Olímpicos, no Rio, e a gente tinha toda a história montada para ele. Voltando de lesão, jogando no Rio, público apoiando, o único atleta argentino que não é vaiado no Brasil e ele tem essa conexão com o Brasil, mas infelizmente o fator piso pesou. Ele não quis jogar no saibro nessa época do ano, mesmo por valor nenhum. A gente estava pensando em fazer uma proposta conjunta Buenos Aires-Rio, mas infelizmente ele optou por jogar, se não me engano, Delray Beach e Acapulco. Não foi uma questão nem de dinheiro nem de vontade. Foi uma questão de preferência de piso.”

Gael Monfils

“É um namoro antigo nosso, até pela relação que a gente tinha com a nossa última fornecedora de material esportivo [Asics]. Monfils foi o primeiro atleta com quem a gente chegou a conversar, logo depois do Rio Open 2016. Já estava rolando bastante conversa, bastante troca de email para ver se a gente conseguia chegar num acordo, mas ele optou por um calendário diferente. Não tanto pelo piso, mas mais pelo calendário de não ter que voltar da Austrália para a América do Sul e ir direto para os Estados Unidos. Ele preferiu ficar em casa e jogar, se não me engano, Roterdã e Dubai.”

Janko Tipsarevic

“A gente estava esperando fechar a lista. É um ex-top 10, a gente acha um nome muito interessante para o torneio. É um cara divertidíssimo, ele é muito doido. E é um cara inteligentíssimo. Ele realmente pediu [um wild card], e a gente vai começar a ver os wild cards agora.”

Good first week…💪😈💪 @tipsarevictennisacademy #bangkok #keepgrinding #keeppushing #keepdigging

A photo posted by Janko Tipsarevic (@tipsarevicjanko) on

Grigor Dimitrov e Tomas Berdych

“A gente ficou meio nesse jogo de xadrez entre Nishikori e Thiem e Berdych e Dimitrov. Então a gente ficou meio jogando esse joguinho. Quem desses quatro a gente consegue trazer? É um tremendo jogo de xadrez.”

A forte concorrência de Dubai, Roterdã e Acapulco

“A gente disputa os atletas com Dubai, Roterdã e Acapulco, os ATPs 500 dessa época. Se o atleta joga Dubai, ele não joga Rio. Se ele joga Acapulco, é mais possível que ele jogue Rio. A gente fica muito na região. Nós e Acapulco coordenando aqui, Dubai e Roterdã de lá. Dubai está completando 25 anos, então o sheik está vindo com um A380 de dinheiro da Emirates. Acapulco, de um ano para o outro, decidiu investir um caminhão de dinheiro. A gente não sabe da onde está vindo tanto dinheiro também. E Roterdã está tentando consertar o que aconteceu em 2016. Não teve nenhum top 10. (…) Não pegou muito bem com público, patrocinador, ficou uma situação um pouco delicada.”

Outros nomes

“A gente falou com Zverev, Coric, Wawrinka, Murray, Djokovic… A gente chegou a conversar com todos top 10.”

Mudança de piso

“O que a gente está tentando mostrar [para a ATP] é que a competição agora é desleal. Nadal, que é um jogador de saibro, escolher Roterdã e fazer um calendário Roterdã-Acapulco… Os jogadores já não têm argumento para manter o [Rio Open] no saibro porque o carro-chefe deles já está botando a bandeirinha branca e dizendo ‘quero jogar na dura’. É uma politicagem de torneios tentando entrar num acordo do que faria sentido no calendário. (…) Hoje em dia, os jogadores querem mudar pouquíssimo de piso. O que a gente gostaria é de uma oportunidade para testar o Rio Open na [quadra] dura. E é isso que a gente está pedindo para a ATP.”

Calendário pós-2018

Até 2018, a ATP é obrigada a manter a estrutura atual de torneios, com Masters 1000, ATPs 5000 e ATPs 250. Juridicamente, a entidade pode mudar tudo a partir de 2019. Embora alterações radicais não sejam prováveis, é bem possível que o calendário sofra alterações e um aumento no número de datas. A intenção da ATP é decidir tudo isso até o fim deste ano.

“Existem milhares de discussões acontecendo. Por exemplo, a ATP e os diretores de torneio fizeram um trabalho conjunto para diminuir o calendário. O que aconteceu? Entrou a IPTL. Foi inteligente da nossa parte? Não. Foi a maior burrice que a gente fez. A gente deveria ter deixado o calendário com 52 semanas, assim não entra ninguém. Os jogadores fizeram um movimento ‘não quero jogar, quero ter offseason’. A gente ‘tá bom, então vamos diminuir o calendário’. Prejudicou um monte de torneio. E o que os jogadores fazem? Começam a jogar exibição na offseason. Sacanagem, né? Quem faz os jogadores são os torneios! Só existe o Federer, o Nadal porque existe um circuito que faz eles virarem estrelas. Aí eles viram estrelas e viram as coisas pra gente e vão jogar um circuito que não tem nada a ver com a gente? Realmente, é uma discussão que a gente tem em todas as reuniões.”

Desejo de jogar no Parque Olímpico

“A gente tem o desejo de jogar no Parque Olímpico um dia, mas isso não é uma decisão nossa. Depende de uma série de fatores. Depende de quem vai administrar o local, de como vai ser essa negociação, em que condições que a gente vai pra lá… A gente quer deixar isso bem explicado. Nosso evento é no saibro. A gente não conseguiu aprovação pra mudar de piso. A gente tentou e não conseguiu. Não teria tempo hábil pra mudar de dura pra saibro. Para 2018, a gente está tentando ver como pode fazer isso ser possível.”

Interesse no torneio feminino e valores dos ingressos

Com relação a esse assunto, argumentei com Lui Carvalho que não seria justo dizer que o torneio está cobrando o mesmo pelos ingressos de segunda a quinta, já que ano passado o Rio Open tinha um torneio feminino e, logo, o dobro do número de partida. Este ano, o preço é o mesmo, mas só para jogos masculinos. Ele respondeu argumentando que o interesse era mínimo para a chave feminina.

“Você tem a metade de partidas para ver, mas a gente foca no conteúdo, né? Não vou conseguir concordar com você. Se você fizer uma enquete com as pessoas, quantas compraram pra assistir a um jogo do feminino? Quando a gente toma a decisão de tirar o feminino, foi a primeira coisa que a gente falou: ‘a gente vai perder conteúdo?’ A gente fez uma enquete com várias pessoas. O nível do evento já começa muito diferente. Vamos imaginar que fosse um WTA International que tivesse uma Radwanska de cabeça 1 – eu sei que você adora a Radwanska. O nível já começa diferente. Com a data contra Doha e Dubai, o gap ficava ainda maior. A gente teve muita sorte de as brasileiras fazerem boas campanhas nos três anos. (…) Quantas pessoas compraram ingresso para ver a Schiavone? Não sei, mas você concorda comigo que as pessoas compraram ingresso para ver o Nadal, o Tsonga, o Isner? Até acho que quando a gente anunciou a Bouchard, a Madison, não mexe no ponteiro. Não mexe mesmo.”

Venda de ingressos

Até esta quarta, o Rio Open tinha vendido cerca de 60% dos ingressos e ainda havia bilhetes para todas sessões. Segundo Lui Carvalho, a final no domingo de Carnaval não atrapalha a venda. O torneio, aliás, vende pacotes de tênis+carnaval por meio da Faberg, agência parceira. Os ingressos estão à venda aqui.

Expectativa por uma boa campanha de Bellucci e Monteiro

Aqui, é interessante lembrar que Lui Carvalho não fala só como diretor do Rio Open, mas como manager da carreira de Thomaz Bellucci. A relação deles é de longa data e vem desde quando a carreira do tenista era gerida pela Koch Tavares. Lui, então funcionário da Koch, já era o responsável por administrar tudo relacionado a Bellucci.

“Acho que está na hora de o Bellucci e o Thiago fazerem alguma coisa especial no Rio Open. Tá na hora! Eles precisam, sabe? Bellucci precisa meter uma semi num ATP 500 no Brasil. Eles precisam disso. Isso vai ajudar o nosso esporte. Esses caras precisam botar o coração na quadra e dizer ‘eu vou fazer o que o Guga fez’. O Guga levou o tênis nas costas durante seis, sete, oito anos. Eles precisam fazer isso. A gente precisa disso. Estou apostando nisso.”

“Minha conversa com o Thomaz no fim de 2016 foi essa. ‘Você tem 30 anos de idade, entendeu? Ou você vai ou você vai. Não quero que você chegue no final da carreira Rubinho Barrichello. É a única coisa que não quero. Quero que você chegue Felipe Massa. Comoveu a galera. O Thomaz está numa fase que casou, está mais responsável, está numa fase boa pessoal. Ele precisa botar isso dentro de quadra.”

“Acho que os jogadores não entendem a responsabilidade deles dentro do esporte. Acho que eles olham muito a conta bancária deles e ‘ah, tá pingando’ e não entendem que o que eles fazem dentro de quadra move milhões de pessoas. Eles precisam ter mais essa consciência. É muito mais do que a vida deles, do que o patch da manga.”

Lista de participantes


Mais ingressos olímpicos à venda
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Alexandre Cossenza

Um novo lote de ingressos para o tênis nos Jogos Olímpicos Rio 2016 será colocado à venda nesta quinta-feira, a partir das 12h (de Brasília). Segundo o departamento de comunicação de ticketing do Comitê, haverá bilhetes para quase todas rodadas – não haverá venda de cinco sessões, todas para as quadras 3-9.

Deixando mais claro: sim, haverá entradas para as sessões mais cobiçadas, que serão nos dias 12, 13 e 14 de agosto, quando serão disputadas as fases decisivas do torneio olímpico de tênis.

As sessões são assim:

12 de agosto – Quadra 1 – 12h
Duplas masculinas – disputa pelo bronze
Duplas mistas – semifinais
R$ 140,00

12 de agosto – Quadra Central – 12h
Simples masculinas – semifinal
Duplas masculinas – final
R$ 220 a R$ 700

13 de agosto – Quadra 1 – 12h
Duplas femininas – disputa pelo bronze
Duplas mistas – disputa pelo brinze
R$ 140,00

13 de agosto – Quadra Central – 12h
Simples masculinas – disputa pelo bronze
Simples femininas – final e disputa pelo bronze
R$ 220 a R$ 700

14 de agosto – Quadra Central – 12h
Simples masculinas – final
Duplas femininas – final
Duplas mistas – final
R$ 220 a R$ 700

Para não haver dúvidas: há bilhetes para 28 sessões (não apenas as listas acima), ou seja, todas as rodadas do torneio olímpico.

O site para a compra é o www.rio2016.com/ingressos, e pode-se pagar com cartão de crédito Visa (em até 3x) ou com a Solução de Pagamento Virtual, disponível pelo mesmo site. Sugiro a quem puder que faça a compra pelo próprio cartão de crédito. Testei a solução virtual e tive problemas.

E vale lembrar que há meia-entrada para pessoas acima de 60 anos e cadeirantes em todas as categorias de preço. Estudantes, professores da rede municipal do Rio de Janeiro e pessoas com outras deficiências (PCD) terão direito à meia-entrada apenas na menor categoria de preço, mas em todas as sessões.

Boa sorte.


Rio Open: sobre ingressos, estrutura, bastidores e um pouco mais
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Alexandre Cossenza

Na manhã desta quinta-feira, o diretor do torneio, Luiz Procópio Carvalho, recebeu na sede da IMM alguns jornalistas que acompanham tênis para um café da manhã e um bate papo informal sobre os preparativos para o torneio. Lui, como o diretor é conhecido no circuito, deu muita informação: falou sobre a loucura que será fazer a programação com tantos nomes de peso, revelou detalhes da estrutura da edição 2016 do torneio e deu valiosas informações sobre como aconteceram as negociações com jogadores que o evento queria trazer ao Rio de Janeiro.

Separei abaixo os melhores trechos da conversa que durou cerca de 1h30min. Leiam até o fim porque há dicas importantes sobre o evento.

Quadra Central e valiosos ingressos sobrando

Como já foi anunciado em dezembro, o Rio Open terá apenas quatro jogos por dia na Quadra Central (em vez dos seis de 2014 e 2015). Parte da intenção é poupar os jogadores do calor. A outra parte é evitar que os jogos noturnos se estendam demais, como aconteceu de Nadal entrar em quadra à 1h e sair às 3h da madrugada no ano passado.

Com a chave masculina tão forte e outras atrações importantes (Nadal, Ferrer, Isner, Tsonga, Bellucci, Teliana, Bouchard, Soares e Melo), Lui já prevê que será complicado encaixar todos na arena principal do Rio Open, pelo menos nos primeiros dias do torneio.

O pepino para a organização é, ao mesmo tempo, uma recompensa aos fãs. É bastante provável que quem tiver ingresso para segunda e terça-feira vai ver ótimos nomes nas quadras externas. E vale lembrar que bilhetes da sessão diurna dão direito ao dia inteiro no complexo. O espectador pode chegar e ver o primeiro jogo da Quadra Central e ficar até a noite nas quadras menores.

Tudo depende do sorteio da chave, obviamente, mas é grande a chance de que nomes como Almagro, Fognini, Verdasco, Cuevas e Thiem joguem fora da Quadra Central. Ah, sim: há ingressos sobrando para as quatro sessões de segunda e terça (e nem são os mais caros), então, como dizem por aí, fica a dica.

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Programação

Sobre os jogos femininos, a intenção do torneio é abrir a programação da Quadra Central todos os dias com uma partida da WTA ou de duplas. De cara, a vontade é ter Teliana Pereira e Genie Bouchard nos primeiros dias (segunda e terça, logo no primeiro horário, às 14h15min). Tudo depende, claro, do sorteio da chave e de quando os jogadores chegarão ao Rio de Janeiro.

Sobre as duplas, o Rio Open pediu inclusive uma autorização especial para realizar a final de duplas no domingo, “no prime time”, após a final de simples (o regulamento não permite o jogo de duplas por último). Lui explica que fez o pedido porque possivelmente terá o duplista número 1 do mundo no torneio. Além disso, o diretor existe a possibilidade de Marcelo atuar ao lado de Bruno Soares.

Lui também falou que vem se mantendo em constante contato com André Sá e Bruno Soares – “especialmente o Bruno, que é mais vocal” – para conseguir agradar a todos na montagem da programação de jogos. “Está falado com eles, a gente conversou, eles entendem. Diferentemente do primeiro ano (2014), que foi um erro meu, de comunicação, de não ter falado com eles como ia funcionar o schedule”, explicou Lui.

Negociações com tenistas

Lui conta que “em junho, a gente tinha mais segurança que Nadal e Ferrer voltariam, então a gente queria um nome novo e a gente começou a mapear alguém com perfil ‘brasileiro’. Alguém que seja showman e faça sentido estar aqui. A gente começou a ver Monfils, Tsonga, Berdych e Wawrinka. Aí depende de calendário. Com o Tsonga, a gente deu uma sorte tremenda – e competência, espero – porque ele queria se preparar melhor para Roland Garros e a Copa Davis eles já estavam em conversa para jogar na América Central.”

Com o confronto contra o Canadá marcado para Guadalupe, o Rio Open viu o caminho para fechar com o francês, que tem base em Miami. Monfils, por outro lado, queria ficar na Europa após o Australian Open. Lui também tentou trazer Nishikori, e a negociação caminhou bastante. O torneio até se comprometeu a ceder um jatinho para que o japonês deixasse o Rio rumo a onde quer que fosse (o Japão joga na Inglaterra pela Copa Davis), mas Nishikori acabou decidindo não vir, optando por jogar em Acapulco na semana seguinte – o torneio é em quadra dura.

Quanto a Isner, a negociação começou com uma conversa informal com Justin Gimelstob, técnico do americano. O treinador acredita que Isner deveria jogar mais no saibro, então as negociações caminharam até o anúncio de dezembro. O detalhe é que as conversas começaram com a participação de Buenos Aires e São Paulo, mas o Brasil Open acabou não conquistando ninguém. “Infelizmente, São Paulo não quis dançar com a gente”, disse Lui. A negociação em conjunto continuou com o torneio portenho, que também terá o americano.

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A estrutura

De modo geral, a organização ficou satisfeita com a estrutura de 2015, por isso não haverá grandes mudanças. Ainda assim, houve uma alteração no lado da entrada dos jogadores para evitar tumulto e encurtar o tempo entre as partidas.

O Leblon Boulevard, que Lui chama carinhosamente de “nossa minicidade cenográfica” será um pouco maior, já que há novos patrocinadores. O torneio manteve 85% dos patrocinadores e conquistou outros dez parceiros para 2016. Considerando o momento da economia do país, é um feito e tanto.

O Rio Open terá um novo bar da Stella Artois, construído nos moldes de bares de grandes eventos como o US Open e o Miami Open, que tem lounge e TVs. Será posicionado bem na frente do telão que fica na lateral da Quadra Central.

Na questão de alimentação, fazem parte das novidades o food truck Frites e o Popcorn Truck da rede Cinemark, com pipoca gourmet.

Os banheiros, grande problema da edição da estreia que foi corrigido em 2015, terão a mesma (ótima) estrutura este ano. A novidade é a parceria com a Granado, o que garante a manutenção da qualidade (nenhuma marca patrocina banheiro sujo, então temos um fator tranquilizador a mais).

Nada muda no estacionamento. Ou seja, não há estacionamento do evento. A organização lembra, contudo, que há bolsões perto do Jockey Club Brasileiro: Parque dos Partins, Lagoon, Shopping Leblon, Cobal Leblon e Estapar na rua Jardim Botânico.

Transmissão de TV

Assim como no ano passado, não haverá transmissão dos jogos na Quadra 1 (em 2014, havia estrutura para transmissão de lá).

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Centro Olímpico

É uma questão recorrente, até porque ninguém sabe até agora quem administrará o Centro Olímpico de Tênis após os Jogos Rio 2016. A instalação, aliás, virou alvo de uma pendenga jurídica que só deus sabe como vai terminar. Mas eu divago. A questão é saber se o Rio Open, que continua crescendo apesar da economia brasileira, mudaria para a região do ex-autódromo de Jacarepaguá.

Lui inclusive concordou quando eu disse que a chave do Rio Open deste ano indica que o torneio está crescendo além da capacidade do Jockey Club. “A gente mensura o apetite pelo evento. A gente bota os ingressos à venda, e esgota sábado e domingo em três horas. Se tivesse uma quadra maior, iria vender mais ingresso, mas eu tenho a limitação de espaço do Jockey. A gente quer crescer o evento, mas organicamente. Não dá para fazer uma loucura. A pergunta é ‘o Rio Open dentro do Centro Olímpico tem uma quadra lotada?’ É difícil de responder. Botar dez mil pessoas constantemente… Porque é isso que a gente quer. A gente quer quadra lotada de segunda a domingo.”

Lui não dá uma resposta definitiva e lembra que existe a questão política que decidirá o que vai acontecer com o Centro após os Jogos, mas insiste em dizer quer “continuar crescendo o evento” e abraçar a oportunidade de se tornar um Masters 1.000 se ela se apresentar. “Acho que não é um sonho a América do Sul pleitear um Masters 1.000. Acho que agora a gente está num momento que faz sentido. A Europa tem, a Ásia tem, por que a América do Sul não tem? É um ponto questionável, e a gente gostaria de estar nessas conversas se isso for cogitado.”

Projetos sociais

O torneio ainda não anunciou oficialmente, mas haverá parcerias com três projetos sociais. Não só porque existe uma necessidade de boleiros, mas porque Lui lembra que “é uma coisa pessoal. Meu pai foi pegador de bola na infância, virou rebatedor, virou professor, tem uma academia de tênis e construiu o que ele tem graças ao tênis. O tênis não só forma profissionais como Julinho e Rogerinho, mas forma cidadãos. A história da minha família eu agarro com muito orgulho.”

O Rio Open cede bolas usadas para projetos sociais, mas dá material e alimentação para todos meninos e meninas. Além disso, cerca de 10-12 jovens com mais de 18 anos de projetos sociais que vão trabalhar no torneio nas áreas de tecnologia, entretenimento, ticketing e outras.

Também haverá um torneio entre cinco projetos sociais. As crianças serão misturadas (nada de um projeto jogando contra o outro) e formarão cinco equipes que se enfrentarão em partidas realizadas na Quadra 1 do Rio Open. A equipe campeã vai tirar uma foto com o tenista de der nome ao time. Se o Time Nadal for campeão, o grupo faz o clique com o eneacampeão de Roland Garros.

Na segunda-feira, primeiro dia da chave principal, o Rio Open distribuirá 400 ingressos para vários projetos sociais. A intenção é sempre “para incentivar a seguir no esporte mesmo. Eu acredito em formar melhor cidadãos.”

Coisas que eu acho que acho:

– Apenas por curiosidade (mesmo sem achar que teria uma resposta definitiva), perguntei se o cachê de Rafael Nadal havia diminuído depois de uma temporada abaixo das expectativas. Lui sorriu e respondeu: “Nadal é Nadal, amigo. Nadal é Nadal. Para mim, se Nadal chegar número 1 ou 25… É mais para a imprensa escrever porque é Nadal, cara. As pessoas continuam querendo ver.”

– Lembrete importante: as chaves do Australian Open foram sorteadas nesta sexta-feira (noite de quinta no Brasil). Até amanhã o blog terá os tradicionais posts sobre as chaves masculina e feminina. Até lá!


Rio Open terá chave forte, mas será que vale o dobro da final olímpica?
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Alexandre Cossenza

Coincidência ou não, durante a apresentação de 1h30min com patrocinadores, organizadores e políticos, ninguém tocou no assunto. Coincidência ou não, a tabela de preços dos ingressos do Rio Open 2016 só foi entregue aos jornalistas ao fim do evento – na saída, para ninguém pegar e voltar para perguntar. Coincidência ou não, quando indagada sobre ingressos e valores, a COO da IMM (Chief Operating Officer – em outras palavras, quem manda no evento), Márcia Casz, lembrou-se dos valores dos ingressos mais baratos, mas sobre alguns outros valores, resumiu-se a responder coisas como “tem que ver a lista” e “não estou com a lista aqui.”

A grande verdade é que havia um enorme elefante na sala e ninguém do torneio teve a coragem de tocar no assunto (ao mesmo tempo, nas redes sociais, fãs já reclamavam da pré-venda de ingressos), mas vamos a ele: os ingressos mais relevantes do Rio Open estão, em média, 30% mais caros do que no ano passado. E não só isso: os bilhetes mais baratos para a final do Rio Open custam quase o triplo das entradas para a final do torneio olímpico de tênis.

Talvez tenha sido este o motivo de evitar o assunto. É difícil justificar como o bilhete mais nobre do tênis olímpico, que vale para final masculina, final de duplas mistas e final de duplas femininas, custa R$ 220 enquanto a decisão do Rio Open custa R$ 580. Sim, é verdade que as entradas mais caras para o domingo olímpico custarão R$ 700 (contra R$ 640 do Rio Open), mas também é inegável que serão três partidas valendo medalha de ouro. Além disso, a chave masculina nos Jogos Rio 2016 terá todos os grandes jogadores do circuito.

Não que o Rio Open seja um torneio fraco. Pelo contrário. A edição 2016 deve ser a mais forte das três edições, com Nadal, Ferrer, Tsonga e Isner. São três top 10 e o atual número 11 do ranking. Não é pouco. Ao mesmo tempo, talvez seja pouco do lado do torneio olímpico. E talvez seja pouquíssimo se colocarmos na balança o nível das chaves e os preços dos bilhetes mais baratos.

Atualizado à 0h do dia 03/12/2015 com os quatro parágrafos abaixo em itálico:

Recebi duas ligações nesta quarta-feira. Uma da chefe da assessoria de imprensa do Rio Open, Diana Gabanyi, e outra do diretor do torneio, Lui Carvalho. Os dois me garantiram que não houve intenção por parte de ninguém da organização em esconder os preços dos ingressos do torneio no evento de apresentação.

Segundo Diana, a tabela só foi entregue ao fim do evento porque estavam juntos da informação de que John Isner estaria no torneio. O anúncio do tenista americano seria feito durante a apresentação, por isso os valores dos ingressos acabaram sendo não informados durante o evento.

Lui fez o mesmo comentário e inclusive concordou com alguns dos pontos que levantei neste post. Segundo ele, foi uma pena a questão dos ingressos não ter sido levantada no evento porque seria melhor para o torneio ter a chance de explicar os valores.

Minha crítica original, no entanto, segue válida. Um evento de apresentação com duração de 1h30min não poderia ter deixado  de mencionar os preços de ingressos, e a COO não poderia ter respondido coisas como “não estou com a lista aqui”. Na melhor das hipóteses, faltou vontade de buscar a lista e dar a devida resposta à pergunta da jornalista.

O que mais?

A coletiva de apresentação, que talvez seja mais justo chamar de “evento” do que de coletiva, foi um grande desfile de organizadores, políticos, patrocinadores e convidados. A maior parte do tempo foi preenchida com discursos corporativos e pouco elucidativos. Durou 1h30min (!!!) com quase nada de informação relevante e teve até desfile com Felipe Andreoli e Fiorella Matheis.

Demorou tanto que o representante da Prefeitura do Rio deixou o pódio no meio do evento, acompanhado pelo representante do Governo do Rio, que nem teve a chance de explicar, por exemplo, por que o Estado dá incentivos fiscais de R$ 10 milhões ao Rio Open e ainda deve a Novak Djokovic pela exibição que fez com Guga três anos atrás. Ainda assim, há alguns pontos interessantes a ressaltar sobre que rolou.

O novo horário

Tenisticamente falando, a novidade mais relevante do Rio Open é o horário de início dos jogos. Em vez de começar a rodada às 11h (em fevereiro, no Rio de Janeiro, quente e úmido), o evento terá as primeira partidas às 14h15min. São três horas a menos em condições desumanas para atletas.

Ninguém da organização admitiu que foi uma falha insistir no horário em 2015. Em vez disso, o discurso oficial foi de que, além do calor, a intenção é criar um “ambiente de Grand Slam”, com mais jogos acontecendo simultaneamente em mais quadras – e até mais tarde.

De certo modo, é interessante imaginar o que vai acontecer e como o torneio distribuirá tantos jogos pelas quadras externas. Outra questão importante é ver se o espaço comportará o número adicional de pessoas à noite – juntando a sessão diurna, que esticará até mais tarde, com a sessão noturna, que tem início às 17h. E se você está imaginando, a resposta é “sim”: sim, é estranho que um torneio tenha duas sessões diferentes iniciando num intervalo de apenas 2h45min.

A chave feminina e a aposta nas brasileiras

O Rio Open continua com problemas para atrair nomes de peso para sua chave feminina. Com um evento de isolado na América do Sul em fevereiro (e no saibro!) e com premiação de US$ 250 mil, é difícil competir com o WTA de Dubai, disputado na mesma semana, em quadras duras e com prêmio de US$ 2 milhões. A semana seguinte ainda tem o WTA de Doha, que distribui US$ 2,8 milhões. Logo, as melhores tenistas preferem ir ao Oriente Médio para duas semanas de eventos fortes a viajar até a América do Sul para um evento modesto.

Diretor do torneio, Lui Carvalho, não aceita falar em chave “fraca” para o feminino. Diz que o Rio fica mais ou menos na média dos torneios de série International (todos que pagam US$ 250 mil) e que a vantagem disso será mais chances para brasileiras como Teliana Pereira. Não é muito diferente do que aconteceu em Florianópolis, que teve a chave mais fraca do mundo em 2015. Teliana foi lá, aproveitou o saibro e saiu com o título.

Pode acontecer o mesmo no Rio. A vantagem do torneio carioca é que é um evento combinado com uma chave masculina que é forte e vende ingressos.

A forte chave masculina

Como já escrevi acima, tudo indica que será o ano mais interessante do Rio Open. Além de um revigorado e recalibrado Rafael Nadal e do atual campeão, David Ferrer, o evento terá Jo-Wilfried Tsonga e John Isner. Os dois, além de ótimos tenistas, dão um ar mais interessante ao torneio. São tenistas com estilos de jogo diferentes e que devem fazer partidas interessantes com os especialistas em saibro, que aparecem por aqui todos os anos.

Nos dois casos – Tsonga e Isner -, o Rio Open contou com a ajuda do ATP de Buenos Aires, que também correu atrás dos atletas. Os eventos carioca e portenho, então, fizeram um “pacote” e bancaram os cachês de ambos. Buenos Aires, por ser um ATP 250 (o Rio Open é um ATP 500) pagou uma porcentagem maior.

Sobre os brasileiros, Bellucci e Feijão estavam no evento. Bati um bom papo com Bellucci, que publicarei em breve aqui no blog. Também tinha uma conversa marcada com Feijão, mas o número 3 do Brasil vinha de São Paulo e teve um atraso grande na ponte aérea. Deveria ter chegado às 9h30min, mas só apareceu no Jockey Club Brasileiro por volta do meio-dia, justamente quando começou a apresentação (marcada para começar às 10h30min).

Os preços dos ingressos

Os valores deste ano estão no quadro acima. A pré-venda para clientes de Claro, NET e Embratel começou nesta terça e vai até 10 de dezembro. Os clientes têm direito a 20% de desconto e, segundo o Rio Open, receberão código por SMS para fazer suas compras. Sim, sei que muitos clientes não receberam código algum – e muitos já declararam sua insatisfação em mais de uma rede social. Honestamente, não sei sue procedimento sugerir. Eu mesmo sou cliente da NET e não recebi nada. Mas sendo bem sincero, alguém aí acha que todos clientes dessas empresas receberiam código promocional?

Para o público em geral, as vendas começam no dia 11, às 10h. E, para quem tiver a curiosidade de lembrar, vejam os preços de bilhetes do Rio Open em 2015. Atenção para as cadeiras laterais, que tiveram aumento de mais de 50% na sexta-feira e de quase 40% no sábado!

Coisas que eu acho que acho:

– Sim, Rio Open e Olimpíadas são dois eventos bem diferentes, disputados em arenas diferentes, com estruturas diferentes e chaves diferentes. Cada um tem seus objetivos próprios. Ainda assim, insisto: para o fã de tênis, é difícil justificar que um ingresso para três finais olímpicas custe R$ 220, enquanto a entrada para a decisão do Rio Open – um único jogo – custe R$ 580.


De novo, Rio Open promete e não cumpre
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Alexandre Cossenza

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Depois de um tumultuado primeiro dia de vendas online, o Rio Open voltou a tropeçar em suas próprias pernas nesta segunda-feira, quando um novo lote foi de bilhetes foi disponibilizado, mas só para quem pudesse ir à bilheteria do Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. Estive lá, acompanhando minha mãe, que queria adquirir suas entradas, e o relato a seguir descreve o quão difícil e demorado foi sair de lá com os tíquetes na mão.

A bilheteria abriria às 9h, mas como o torneio não informou quantos ingressos seriam colocados à venda nesta segunda, optamos por chegar lá cedinho, pouco depois das 7h. Ainda nem havia placas sinalizando onde seria a venda, mas já havia fila, o que facilitou. Umas 30 pessoas estavam à nossa frente. Parecia improvável que não conseguíssemos todas entradas que queríamos.

Pouco depois das 8h, foi aberta a fila para prioridades. Minha mãe, com 71 anos, entrou nela. Eu fui junto, mas só para acompanhar. Não comprei nada. Às 9h, pontualmente, as vendas começaram. Apesar dos mais de dez guichês (além de dois para a fila prioritária e mais dois só para retirada de ingressos e gratuidades), foi quando os problemas começaram.

A fila andava a passo de tartaruga. Por volta das 9h15min, minha mãe foi convidada a retirar sua gratuidade (ela ganhou um ingresso para quinta à noite). Depois de cinco minutos, a atendente disse que a gratuidade estava “travada no sistema”. Voltamos, então, a esperar por um guichê para compra. A fila não andava. Foi aí que descobrimos que os ingressos para sábado estavam bloqueados no sistema. Ninguém conseguia acessar, e algumas pessoas esperavam a normalização nos guichês. Enquanto isso, ninguém se mexia.

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A solução improvisada foi liberar os guichês para quem não queria ingressos para sábado. Lá fui eu acompanhar a minha mãe, que queria um bilhete para cada sessão. E aí vem a parte mais esquisita: para comprar seis sessões (segunda, terça, quarta, sexta, sábado e domingo) com cartão de crédito, era necessário aprovar o cartão seis vezes. O processo de compra, que já não era dos mais rápidos (todos podiam escolher assentos, mas não era possível visualizar todos setores ao mesmo tempo), era inteiramente repetido.

Esbarramos em mais um problema: os ingressos de segunda e terça tinham o mesmo preço. Logo, a operadora do cartão de crédito rejeitou a segunda compra (mesmo lugar e mesmo valor acionam os mecanismos de segurança das operadoras). Tivemos de usar um segundo cartão para fazer a aquisição.

Resumo da história? Levamos pouco mais de 20 (vinte!) minutos no guichê para comprar cinco tíquetes. E quando saímos dali, esperamos mais uns cinco minutos até que fomos informados que os bilhetes de sábado já estavam disponíveis. Voltamos e compramos. Já eram 9h45min, e a tal da gratuidade continuava travada. No fim, só às 10h05min, a funcionária liberou o ingresso para a minha mãe.

Ainda assim, o bilhete é um um lugar bem pior do que o prometido. Uma pena, especialmente porque um mês atrás, quando entrei em contato com o torneio perguntando se minha mãe só tinha direito a uma gratuidade, a resposta que recebi dizia que o torneio jamais havia prometido mais de um ingresso ou escolha de assentos (escrevi não porque prometeram, mas porque considero que um ingresso é muito pouco para um evento de 11 sessões, especialmente quando não se pode escolher o dia nem o assento).

Pois é. No fim das contas, apesar de todos funcionários se mostrarem atenciosos e genuinamente preocupados em ajudar, o Rio Open não conseguiu nem cumprir o (pouco) que prometeu. Mais uma vez.

SONY DSCO copo meio cheio

Após o episódio, fui levado pela assessora de imprensa do torneio, Diana Gabanyi, para conhecer a quadra central do Rio Open. As estruturas metálicas ainda estão sendo levantadas, mas a área de jogo já está em perfeito estado. O diretor do torneio, Lui Carvalho, lembrou que a quadra já vem sendo utilizada, o que ajuda a assentar o saibro, algo muito importante em quadras novas (evita que aconteça o desastre do Brasil Open do ano passado, quando o saibro do Ibirapuera ficou irregular e foi muito criticado).

A conversa com Lui me deixou animado. Até porque eu já vi de perto o resultado de sua competência. Quando tocou o Brasil Open em 2011 e 2012, o paulista fez belos eventos. E não é fácil fazer um torneio no Ibirapuera – vide os problemas do ano passado, quando Lui já havia deixado a promotora.

Bellucci, IMX e Koch Tavares

Thomaz Bellucci ainda não definiu totalmente seu calendário pós-Australian Open e não sabe se estará no Brasil Open, em São Paulo. Até agora só se sabe que o paulista jogará o Rio Open, um ATP 500 uma semana antes. Trata-se, afinal, de um torneio da IMX, que agencia sua carreira e lhe concederá um wild card.

Levei o assunto a Lui, que garantiu: a decisão de jogar (ou não) em São Paulo será tomada baseada unicamente em aspectos tenísticos (calendário, desgaste físico, etc.). O desgaste de Bellucci com a Koch Tavares (o tenista deixou a promotora em 2013 em termos nada amigáveis) não será um fator.


Querido Papai Noel…
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Alexandre Cossenza

Eu me comportei razoavelmente bem em 2013. Não fiz fofoca, não critiquei ninguém injustamente (o Brasil Open mereceu!) e não fui hipócrita a ponto de ficar julgando as farras de Gulbis e Tomic. Cada um na sua. Também acho que consegui publicar um bom número de histórias e entrevistas interessantes aqui no blog, apesar de nem sempre ser fácil conversar com tenistas brasileiros.

Por isso, deixo aqui minha cartinha para o senhor, Papai Noel. Sou bem sortudo, admito. Não tem muita coisa que eu queira de presente, a não ser uma TV nova. A minha está com um defeito no volume, que sobe e desce sozinho. Coisa louca, viu? Só o senhor vendo! Mas eu divago. Minha listinha de Natal é um pouco diferente este ano. Eu peço presentes para os outros. Será que o senhor aceita um pedido assim? Espero que sim. Aí vai!

– Uma dúzia de troféus para os meninos mineiros. Bruno Soares e Marcelo Melo são dois rapazes especiais, e 2013 mostrou que eles também são pessoas ótimas. Ganharam um bocado no circuito mundial e continuam os meninos simples de antes. Eles merecem mais dessas peças de metal que distribuem nos domingos.

– Ingressos para o povo que quer ver o Rio Open. É uma galera simpática, viu, Papai Noel? E todo mundo só quer ter o direito de estar lá e ver uns joguinhos de tênis. Se o senhor puder dar aquela força…

– Patrocinadores e tenistas para o Brasil Open. Só deus sabe o quanto aquele caos da última edição está atrapalhando o torneio de 2014, mas juntando tudo isso com o calendário ingrato do ano que vem… Até agora, o torneio paulista não anunciou nem um tenistazinho nem um patrocinador. E lembre-se de deixar lá também uns tubos de bolas de boa qualidade. Sim, eu sei que eles não se comportaram muito bem em 2013, mas será que o senhor consegue dar um crédito aos moços da organização? Vai que eles acertam em 2014, né?

– Raquetes, bolinhas, roupas, passagens aéreas e hospedagens pra turma do Alexandre Borges, que mantém um projeto social fantástico aqui no Rio de Janeiro chamado Tênis na Lagoa. É uma das iniciativas mais bacanas que existem no tênis do Brasil, e todo mundo lá merece tudo de bom.

– Eu sei que o senhor não cuida de etéreos, mas se for possível entregar umas boas histórias para o pessoal do tênis… Tem o Giuliander, a Sheiloka (que me ajudou a escrever esta carta!) e um monte de gente boa que vai saber contar tudo como ninguém. Aproveite e mande um envelopinho com algumas cédulas dentro. Sabe como é, jornalista ganha mal nesse país. Ah! E se não der muito trabalho, será que o senhor entrega também um saquinho de vírgulas? Tem umas pessoas que até hoje não sabem usar isso, viu? Vai que, de repente, com o incentivo certo…

– Um kit com 3 mil exames antidoping e um guia de faça-seu-próprio-site para divulgar os resultados em “tempo real”. Pode entregar em Londres, na sede da ITF, tá? Por enquanto, tem tenista reclamando de pouco teste e de pouca transparência. Esse presentão, já mata os dois problemas. E se der, o senhor pode incluir no pacote um guia de regras padronizadas pro povo que julga doping no tênis. Tá uma bagunça aquilo ali. Tem exceção pra um, punição rígida pra outro…

– Um 4-pack de aces pro Wawrinka. O moço joga, joga, joga, e não consegue uma vitória realmente grande. E ele merece umazinha, né? Poucos rapazes se comportam tão bem no circuito. E quatro aces no último game resolvem essa história. Quebra essa para nós, Papai Noel?

– Um contrato milionário para o Redfoo fazer uma série de shows em Marte. Começando amanhã e terminando em 2018.

É isso, querido Papai Noel. Espero que minha lista não esteja além do seu alcance. Até por isso, evitei pedir o fim dos gritos no tênis feminino e dos gemidos do Granollers. Que sua noite de Natal seja tranquila, sem contratempos. Que o senhor viaje pelos ares com seu trenó tranquilamente, sem ser atingido por um balão de um tenista espanhol ou pelo ego de um certo suíço.

Um abraço,
Alexandre

Com este post, aproveito para desejar um Feliz Natal a todos que me acompanham aqui no blog, no Twitter ou no Facebook. Desde 2007, quando comecei a escrever o Saque e Voleio (lá na casa antiga), conheci pessoas incríveis, fiz amizades e passei ótimos momentos com gente que conheci “aqui” na internet. Que todos tenham um dia de Natal maravilhoso, com ou sem presentes, com ou sem uma ceia chique. O mais importante, no fim das contas, sempre é a companhia de pessoas especiais, como as que passam sempre por aqui.


A atrapalhada “estreia” do Rio Open
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Alexandre Cossenza

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Depois de um bom tempo usando as mídias sociais e uma coletiva cheia de pompa em um hotel da Zona Sul para anunciar a venda de ingressos, em ambos casos exaltando sempre a “chancela IMG Worldwide”, o “Rio Open apresentado pela Claro hdtv” começou de forma atrapalhada sua relação com o fã de tênis.

O primeiro contratempo veio na pré-venda, anunciada na coletiva do dia 3 de dezembro. A partir daquela data, clientes Itaucard e Claro hdtv poderiam comprar seus bilhetes. O problema é que ninguém sabia como fazê-lo, já que não havia indicação alguma no site do torneio. No dia seguinte, o Rio Open corrigiu a falha e divulgou links para que os tais clientes pudessem fazer suas compras.

As grandes dificuldades mesmo vieram no dia 13, quando a venda foi aberta ao público em geral. Primeiro, o site saiu do ar. Depois, as reclamações foram com o estranho método de compras e as desagradáveis taxas de conveniência e de entrega. O atendimento aos idosos também deixou a desejar.

Analisemos um por um. O método de aquisição dos bilhetes era nada prático. Pelo contrário. Em vez de deixar o usuário montar um carrinho de compras (como em qualquer site meia-boca), o Rio Open só permitia que fossem negociados ingressos para uma sessão por vez. Não entendeu? Nem eu. Mas trocando em miúdos, o cidadão que quisesse comprar ingressos para, por exemplo, as duas sessões de segunda-feira, teria que fechar a compra para as entradas de segunda de manhã, abrir o site de novo e realizar o processo inteiro novamente para, então, adquirir os tíquetes de segunda à noite.

Agora imaginem: o Rio Open tem 11 sessões de jogos. O fã disposto a ver o torneio inteiro teria que realizar todo processo de compra 11 vezes. E aí entra outro problema: quem opta por receber os bilhetes em casa tem de pagar a taxa de entrega 11 vezes! Fiz a simulação com meu endereço (moro no Rio, capital, pertinho do Jockey Club Brasileiro), e a taxa era de R$ 29 por compra. Ou seja, para 11 sessões, eu teria de desembolsar R$ 319 só de frete!

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Não foi só isso. A promessa do Rio Open era de que os assentos seriam numerados e que os compradores teriam direito a escolher os lugares. Durante a pré-venda, deu certo. No dia 13, contudo, a promessa foi quebrada. O site dava a seguinte explicação, em caixa alta: “devido a imensa procura, os locais dos assentos comprados agora serão escolhidos automaticamente para você. Quando a procura se normalizar e caso ainda existam ingressos disponíveis, será possível escolher os locais dos assentos no momento da compra”.

É curioso o uso da expressão “normalizar” sobre a procura de ingressos. Normal para quem? Mostra que o site estimou mal e não estava preparado para receber aquele volume de solicitações. Fiz um teste no sábado (dia 14) à noite e, de fato, já era possível escolher os assentos novamente. Ainda assim, foi uma falha grave e uma promessa não cumprida por um evento com “chancela IMG Worldwide” e “apresentado por Claro hdtv”.

O tratamento aos idosos, então, dá a impressão de que o torneio está fazendo caridade. Primeiro, o processo inteiro foi mal informado. O site do Rio Open dizia que os idosos com direito a gratuidade teriam de se cadastrar na bilheteria do Jockey Club Brasileiro “nos dias 5 e 6”. Não informava o mês. Considerando que o torneio será em fevereiro, é bem possível que algumas pessoas tenham imaginado que o cadastramento seria, afinal, em fevereiro.

Mas o mês era dezembro (e eu só descobri porque entrei em contato com a assessoria de imprensa). Ainda assim, quem fez o cadastramento não teve direito a escolher o dia de sua preferência nem teve a opção de ver mais de um dia de jogos. Todos idosos, no cadastramento, podiam escolher um dia de preferência, mas o torneio jamais garantiu que o pedido seria atendido. E eu sei bem porque minha mãe fez o cadastramento e só teve direito a um bilhete, em um dia que ela não escolheu, em um assento designado pelo torneio.

Coisas que eu acho que acho:

– Se a chamada “chancela IMG Worldwide” deveria garantir ao fã de tênis que o Rio Open seria organizado com a mesma competência que eventos como Wimbledon e Australian Open, não tenho certeza. O que podemos concluir, contudo, é que a credibilidade dos promotores sai arranhada deste episódio. Aguardemos o que ainda vem por aí.

– Mesmo com todos problemas, os ingressos para sexta, sábado e domingo se esgotaram rapidamente. Outro lote será colocado à venda no dia 13 de janeiro, mas só na bilheteria do Jockey Club Brasileiro. Estarei lá para acompanhar.


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