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Rio Open, dia 6: Thiem com folga, drama para Ruud e colombianos destronados
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Alexandre Cossenza

Sem brasileiros, o Rio Open viu as semifinais de simples e a decisão de duplas neste sábado. Apenas Dominic Thiem venceu sem sustos. Houve drama na segunda semi e na excelente decisão de duplas, vencida por Pablo Cuevas e Pablo Carreño Busta, que destronaram os colombianos Cabal e Farah.

A queda colombiana

Campeões do Rio Open em 2014 e 2016, Juan Sebastian Cabal e Robert Farah estiveram a dois pontos de um terceiro título, mas foram derrotados em um jogo de altíssimo nível pela dupla formada por Pablo Cuevas e Pablo Carreño Busta: 6/4, 5/7 e 10/8. Foi um torneio enorme de uruguaio e espanhol, especialmente em momentos delicados. Na sexta-feira, Cuevas e Carreño Busta salvaram um match point na semifinal contra Bruno Soares e Jamie Murray. Neste sábado, estiveram perdendo o match tie-break por 4/1, mas conseguiram a virada.

Uruguaio e espanhol disputaram no Rio apenas seu segundo torneio juntos e ainda não perderam. Em Buenos Aires, na semana passada, abandonaram antes da semifinal. A parceria vai continuar em São Paulo, mas não parece ter futuro – pelo menos por enquanto. Carreño Busta foi vice-campeão do US Open e quadrifinalista do Australian Open ao lado de Guillermo García López e disse, após o título, que voltará em breve a atuar com o compatriota.

Para Cuevas, que foi eliminado nas simples logo na primeira rodada, a vitória nas duplas foi um belo troféu de consolação – além de manter viva uma curiosa série no Brasil. Em três torneios ATP, o uruguaio foi campeão em três. Ano passado, venceu nas simples no Rio Open e no Brasil Open, em São Paulo.

Thiem: o passeio do favorito

Não foi lá o mais emocionante dos jogos. O primeiro set, com a quadra central pelo menos metade desocupada, deu até sono enquanto Dominic Thiem abria 4/0 sobre Albert Ramos Viñolas. O austríaco também começou a segunda parcial com uma quebra, e só houve emoção mesmo quando Thiem deu uma bobeada e perdeu o serviço sacando em 4/3. Só que a graça do jogo durou pouco. O cabeça 2 quebrou de novo logo na sequência e fechou em 6/1 e 6/4.

Mesmo vindo de Roterdã, onde jogou em quadras duras indoor, Thiem tira o melhor de seu tênis no saibro carioca. O saibro lhe dá o tempo necessário para preparar os golpes – inclusive a longa esquerda – e gerar potência e efeito. É claro que a chave que se abriu para Thiem no Rio ajudou. Ele chega à final de um ATP 500 após bater Tipsarevic (#96), Lajovic (#97), Schwartzman (#51) e Ramos Viñolas (#25). Em comparação com seu único título de ATP 500 até hoje, Thiem enfrentou Dzumhur (#95), Tursunov (#1045), Dimitrov (#7), Querrey (#43) e Tomic (#21) quando foi campeão em Acapulco, no ano passado.

Carreño Busta: maturidade e match point salvo

Antes de vencer a final de duplas, Pablo Carreño Busta já havia triunfado em outra partida tensa. Por um set e meio durante a segunda semifinal de simples, o domínio foi de Casper Ruud, o norueguês de 18 anos que chegou como convidado e surpreendeu meio mundo no Rio de Janeiro. E faltou só um pontinho para Ruud estar na final. Depois de vencer o set inicial, Ruud abriu 3/1 na segunda parcial, mas foi no quinto game que a coisa começou a desandar. O norueguês perdeu o serviço com uma dupla falta e, de repente, a partida ficou parelha. Quebra para cá, quebra para lá, e Ruud teve um match point no serviço de Carreño Busta no décimo game. O espanhol se salvou, quebrou na sequência e fez 7/5.

Foi aí que, pela primeira vez no torneio, a idade e a falta de experiência de Ruud se manifestaram. Depois do match point perdido, o adolescente não conseguiu fazer mais nada. Carreño Busta, 25 anos e #24 do mundo, aproveitou. Manteve-se sólido, tomou a dianteira e não olhou mais para trás: 2/6, 7/5 e 6/0.

A final no domingo

Thiem e Carreño Busta se enfrentam às 17h. Será o quinto duelo entre eles, e o austríaco vem em uma sequência de três vitórias. Ao todo, são cinco confrontos, com apenas um triunfo do espanhol, que aconteceu em 2013, na final do Challenger de Como. Thiem venceu o primeiro confronto em um Future em Marrocos, em 2012. Depois, triunfou em Como/2013, Gstaad/2015, Buenos Aires/2016 e US Open/2016.


Murray, Robredo e o jogo do ano
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Alexandre Cossenza

Novak Djokovic e Rafael Nadal, exaustos, agachados ao fim de quase seis horas de jogo. Serena Williams ameaçando uma juíza de linha. As lágrimas de Roger Federer ao perder uma final na Rod Laver. O discurso de aposentadoria de Andre Agassi no Arthur Ashe. O coração desenhado por Guga no saibro da Philippe Chatrier. Os dedos médios de Tommy Robredo em Valência. Simples assim.

Foi “só” uma final de ATP 500, mas talvez tenha sido “a” final masculina de 2014 – um ano atípico, sem decisões espetaculares nos Grand Slams e nos Masters 1.000. E foi um jogaço. Pelo pelo roteiro, que teve suas primeiras linhas escritas em Shenzhen, um mês atrás, pelo nível do tênis e pelo drama do cansaço e dos match points salvos pelos dois tenistas. Tudo isso, claro, multiplicou-se com as demonstrações de respeito e admiração ao fim do encontro.

Só assisti à partida mais tarde, no fim do domingo, quando já sabia do resultado. Mesmo assim, não consegui ver aquilo tudo sem me envolver com a partida. Imagino, então, as reações de quem viu a história se desenvolvendo ao longo do jogo. Desde o set inicial, quando Murray já parecia esgotado, até os últimos games da terceira parcial, com Robredo salvando um match point antes do tie-break, passando pelas cãibras e até pela bolinha caindo do bolso de espanhol.

E, depois disso tudo, ainda houve um tie-break memorável, com três match points salvos por Andy Murray. Até aquele ponto que está no vídeo, lá no alto do post. Não, senhores, 2014 não viu um jogo melhor que este. Ainda não. E a cena com Robredo, apoiado na rede e dirigindo os dois dedos médios ao britânico, no que provou ser uma das mais sinceras e simpáticas demonstrações de fair play, será lembrada para sempre.

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Irregular, e daí? Djokovic fatura Indian Wells
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Alexandre Cossenza

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Novak Djokovic não fez uma partida fantástica neste domingo, quando derrotou Roger Federer por 3/6, 6/3 e 7/6(3) e conquistou o título do Masters 1.000 de Indian Wells. Nem um pouco. Durante um set e meio, o sérvio errou muito mais do que o normal e permitiu que Federer agredisse um bocado do fundo de quadra, atacando bolas que chegavam até ele sem o peso costumeiro.

Foi só na metade do segundo set que o sérvio se encontrou. Aos poucos, reduziu seu número de erros, aprofundando seus golpes, adquirindo confiança. Quando tudo começou a funcionar, o atual número 2 do mundo teve o domínio da partida. Quebrou Federer na primeira chance que teve, ainda no fim da segunda parcial, e teve mais break points no primeiro e no terceiro games do set decisivo.

Nole quebrou uma vez, e parecia o suficiente, até que Federer ofereceu resistência, devolveu a quebra quando Djokovic sacava para o título (5/4) e adiou a decisão para o tie-break. No game de desempate, contudo, o suíço não foi páreo para a consistência do adversário. Djokovic, firma no saque, sólido nas devoluções e sem dar pontos de graça nos ralis (deu unzinho, jogando uma direita fácil para fora, quando sacava em 6/2) triunfou.

O título completa uma semana que nem de longe foi parecida com os melhores momentos do sérvio. Djokovic foi instável o tempo quase todo. Perdeu um set para Alejandro González quando parecia ter o jogo na mão. Depois, levou 6/1 de Marin Cilic no set inicial. Na semi, sacou duas vezes para o jogo, mas foi quebrado e perdeu um tie-break para John Isner. Federer parecia favorito na final. Nole, contudo, encontrou-se a tempo mais uma vez.

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Sobre o suíço, é animador vê-lo jogando bem – o que vem acontecendo desde o começo da temporada. E Indian Wells nem foi seu melhor momento. O caminho até final foi facilitado por derrotas precoces de seus principais obstáculos na chave (Nadal, Wawrinka e Murray estavam na mesma seção), e Federer chegou ao duelo com Djokovic sem ter sido testado de verdade. Ainda assim, é bom constatar que as pavorosas derrotas de 2013 parecem um passado distante.

Sem ir na toalha (para ler em até 25 segundos):

– Até Indian Wells, a vantagem de Rafael Nadal na liderança do ranking era de 3.825 pontos. Nesta segunda-feira, é de 2.230. A diferença cai razoavelmente com o título de Djokovic. Em Miami, que começa nesta semana, Nadal não tem nada a defender. O sérvio, só 90 pontos. O que acontecer nos próximos 14 dias pode fazer uma bela diferença na briga pela ponta.

– Federer sai de número 8 para o quinto posto, pertinho de Ferrer, que acumula apenas 105 pontos a mais. O top 10 da semana fecha com Nadal, Djokovic, Wawrinka, Ferrer, Federer, Murray, Berdych, Del Potro, Gasquet e Isner.

Coisas que eu acho que acho:

– Importante lembrar da campanha de Bruno Soares e Alexander Peya, que foram vice-campeões de duplas em Indian Wells. Brasileiro e austríaco derrotaram Federer e Wawrinka nas semifinais (6/4 e 6/1) e perderam a decisão para Bob e Mike Bryan (6/4 e 6/3). A diferença entre as duplas diminuirá no ranking, já que Soares e Peya defendiam semifinais, enquanto Bob e Mike repetiram a campanha de 2013, quando também foram campeões. No vídeo acima, o fim do jogo contra Federer e Wawrinka.

– Talvez estejamos vendo a temporada mais interessante dos últimos dez anos. Tivemos Wawrinka vencendo um Slam, Federer, Nadal e Berdych levantando troféus em ATPs 500 e, agora, Djokovic conquistando um Masters 1.000. Por enquanto, nenhum tenista joga em um nível claramente superior aos demais.

– Levando em consideração o parágrafo acima, se Djokovic venceu Federer e conquistou um Masters 1.000 com uma atuação tão irregular, o que acontecerá quando (e se!) o sérvio encontrar a sua consistência costumeira?

– Ainda sobre Djokovic, não gosto da associação do título de Indian Wells à presença de Marian Vajda em seu box. Já houve quem especulasse que Boris Becker estaria com os dias contados por causa de sua ausência em Indian Wells – apesar de a programação anunciada no início da parceria prever a ida de Vajda ao torneio californiano. Agora começa oficialmente a temporada de rumores e pessoas apontando “coincidências” e “curiosidades”. Vide o tuíte de Jonas Bjorkman.

 

– Ainda que a escolha de Becker como técnico tenha sido um tanto questionável (e eu mesmo escrevi isto na época do anúncio), parece um pouco precipitado julgar o trabalho de alguém baseado em dois eventos. Na Austrália, Djokovic perdeu para o campeão ao cometer dois erros bizarros. Em Dubai, Nole também perdeu para o campeão, apesar de abrir um set e uma quebra de vantagem. Seria mesmo justo culpar o alemão tão cedo? A não ser por um problema pessoal, de conflito de egos (e Djokovic-Becker não parece ser um caso do tipo Sharapova-Connors), não acredito que o ex-número 1 desistirá da nova parceria por agora.


Um final feliz e previsível
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Alexandre Cossenza

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Rafael Nadal, campeão no saibro. Rafael Nadal, campeão no Brasil. Até aí, novidade nenhuma. Já são 28 vitórias seguidas do espanhol na terra batida – sequência que começou em Barcelona, no ano passado, e passou por Madri, Roma e Roland Garros antes de chegar ao Rio de Janeiro. E agora são 14 triunfos consecutivos em solo brasileiro, somando os títulos conquistados na Costa do Sauípe, em 2005, em São Paulo, no ano passado, e o deste domingo.

Era o mais esperado dos resultados, mas não faltou emoção. Afinal, veio depois de uma dramática e espetacular semifinal, na qual Rafa precisou salvar dois match points diante de um bravo Pablo Andújar, que fazia uma das melhores apresentações de sua vida – palavras dele! Foi um fim de torneio que agradou ao público e a todo mundo que esteve envolvido no Rio Open, um evento que acertou mais do que errou em sua edição inaugural, o que é um tanto louvável.

Nadal termina o torneio aparentemente apagando dois problemas. As dores nas costas, que o incomodaram também aqui no Rio, e a bolha gigante na mão esquerda. No fim de semana passado, quando treinava para o evento carioca, o espanhol ainda olhava com frequência para sua mão durante os treinos, e houve um momento em que ainda precisou treinar com o local enfaixado. No fim das contas, porém, Nadal conseguiu jogar um belo tênis quando precisou mais.

Vale ressaltar que o número 1 do mundo forçou pouco seu saque – em uma das coletivas, admitiu usar um serviço “mais suave”, o que lhe poupava de dores mais fortes nas costas. A estratégia teve seu preço diante das devoluções agressivas de Andújar, mas Nadal compensou com bons saques angulados na maioria das vezes. É de se imaginar que a semana de descanso antes de Indian Wells deixará o espanhol pronto para encarar os dois Masters de quadra dura.

“Estou feliz pela vitória. Não cheguei com a melhor das preparações porque saía de um problema nas costas, fiz um tratamento e não pude treinar. Acredito que, na medida do possível, joguei melhor em uns dias, pior em outros, e hoje fiz uma partida sólida, melhor do que a de ontem (a semifinal contra Pablo Andújar), evidentemente. Todos títulos nos motivam, mas quando são em grandes cidades, como é o Rio de Janeiro, na primeira edição de um torneio grande como é este, e além disso, saindo de um problema nas costas, é uma sensação bonita. Evidentemente, é importante para mim voltar a competir e ganhar outra vez, depois do que aconteceu na final do Australian Open.”

Coisas que eu acho que acho:

– Volto a escrever em breve, fazendo um balanço do Rio Open e publicando como foi minha última conversa com Lui Carvalho, diretor do torneio.


Fracassa melhor
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Alexandre Cossenza

“Tenta. Fracassa. Não importa. Tenta outra vez.
Fracassa de novo. Fracassa melhor.”

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A frase, tatuada no braço esquerdo do tenista suíço diz mais do que todas linhas deste post. Siga adiante ciente disto, caro leitor. Porque há pouco mais a dizer sobre o mais novo campeão de Grand Slam. A coroação de Stanislas Wawrinka, neste domingo, é nada mais do que uma celebração de fé, luta, persistência, uma dúzia de adjetivos que, como escrevi linhas acima, não reproduzem a relação entre a frase de Samuel Beckett e o título do Australian Open.

Contra Novak Djokovic, eram 14 derrotas seguidas, incluindo um traumatizante quinto set lá mesmo, em Melbourne, pouco mais de um ano atrás. Contra Rafael Nadal eram 12 reveses. Nenhuma vitória, nenhum set vencido. Seis tie-breaks perdidos. “Tenta. Fracassa. Não importa. Tenta outra vez”. E Wawrinka tentou. E tentou. E tentou. E, enfim, conseguiu. E não foi em uma primeira rodada de ATP 500 nem em uma quase relevante final de aquecimento. Foi em Melbourne, na Rod Laver Arena, para conquistar um título de Grand Slam.

Não foi de um dia para o outro, claro. Talvez o Australian Open de 2013 tenha acordado o mundo para o potencial de Wawrinka. Sim, o suíço já havia sido top 10 lá em 2008, mas ninguém via, até então potencial para vencer um Slam. E talvez aquele torneio do ano passado tenha despertado o próprio Wawrinka, ainda que grandes resultados não tenham aparecido imediatamente depois. Mas o jogo estava lá esse tempo inteiro. O saque, o forehand angulado, os voleios… Tudo funcionava. Talvez não com a consistência necessária, mas estava tudo ali.

“Tenta. Fracassa. Não importa. Tenta outra vez.”

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E o backhand? Nunca esteve melhor, mais pesado, mais contundente. Obsceno, eu diria, só para discordar logo depois. Nu artístico descreveria melhor o que Wawrinka faz com o golpe. Nem Djokovic, nem Berdych, nem Nadal. Nenhum dos três encontrou uma solução para a esquerda de Stan.

A coroação, ironia do destino, veio com a manifestação de mais um dementador. Depois fazer de um primeiro set brilhante e de atropelar um Nadal abalado fisicamente na segunda parcial, Stan desandou a errar. Talvez pelos nervos do título que se aproximava, talvez pela incerteza sobre a lesão do oponente, Wawrinka perdeu o terceiro set por méritos próprios. E depois de quebrar o rival no quarto set, falhou espetacularmente. Errou três bolas fáceis e cedeu a quebra.

“Tenta. Fracassa. Não importa. Tenta outra vez.”

Nadal não tinha como jogar de igual para igual. O jogo estava na raquete do suíço, que fez o patronus, colocou a cabeça no lugar e quebrou o espanhol outra vez. O placar mostrava 5/3. Mais quatro pontos, e Stanislas Wawrinka tornou-se, aos 28 anos, campeão do Australian Open.

“Fracassa de novo. Fracassa melhor.”

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Sem ir na toalha (para ler em até 20 segundos):

– No meio do segundo set, a ITF mandou um e-mail com a seguinte estatística: desde Sergi Bruguera em Roland Garros/1993, um tenista não vencia um Grand Slam após derrotar os números 1 e 2 do mundo. Bruguera bateu Sampras e Courier naquele ano. Na Era Aberta, é a nona vez que isso acontece.

– Com os resultados do Australian Open, Nadal passa a ter 14.330 pontos, contra 10.620 de Novak Djokovic. Stanislas Wawrinka, que subiu para o terceiro post, soma 5.710. Roger Federer, com 4.355, é agora o número 8. É seu pior ranking em mais de 11 anos. Andy Murray cai para o sexto posto.

– Com a vitória sobre Nadal, Wawrinka agora soma cinco triunfos nos últimos sete confrontos contra tenistas do top 10.

– A frase citada no primeiro parágrafo é a tradução oficial do trecho retirado da prosa “Worstward Ho”, do irlandês Samuel Beckett, publicada em 1983, seis anos antes da morte do escritor. A versão tatuada no braço de Wawrinka é a original, em inglês, que diz: “Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail Better.”

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Coisas que eu acho que acho:

– A comemoração de Wawrinka não foi nada escandalosa, o que seria compreensível em um primeiro título de Slam. Foi, sim, de muito respeito pela condição de Rafael Nadal, fisicamente incapaz de produzir seu melhor tênis na hora mais importante. Sem deixar de festejar, Wawrinka reconheceu o momento e foi, também, um cavalheiro. Campeão com “C” maiúsculo.

– Sobre a lesão de Nadal, dois pontos. O espanhol disse que sentia dores já no início da partida e que elas pioraram muito no início do segundo set – foi quando fez-se necessário o tempo médico. Registre-se, porém, que antes disso Wawrinka era muito superior em quadra. Que ninguém tire seus méritos por isso.

– Vaiado quando voltou do vestiário, onde recebeu atendimento, Nadal foi muito aplaudido pelo público australiano na cerimônia de premiação. A torcida viu, afinal, o esforço que o número 1 do mundo fez para continuar em quadra, mesmo sem chance alguma de sair vitorioso.

– Ao mesmo tempo em que o mundo festeja a conquista de Wawrinka, não há como não lamentar um pouco por Nadal. Chegar a uma final de Grand Slam e não conseguir jogar por causa de uma lesão deve ser uma das piores sensações da carreira de um tenista. As lágrimas são de partir o coração.

– “Nu artístico” é uma expressão registrada que emprestei do amigo e (ex?) blogueiro Marden Diller. Não pode ser usada sem prévia autorização escrita.


Campeã de simpatia
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Alexandre Cossenza

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O favoritismo foi confirmado, e Na Li conquistou, neste sábado, o título do Australian Open. Um triunfo que esteve perto de acontecer em 2011, quando Kim Clijsters derrubou a chinesa na final, e novamente no ano passado, mas uma torção no tornozelo facilitou o caminho para Victoria Azarenka. Desta vez, Na Li aproveitou a chance de jogar a decisão contra Dominika Cibulkova, estreante em finais de Grand Slam, e saiu vitoriosa: 7/6(3) e 6/0.

Não foi uma partida brilhante tecnicamente (no primeiro set, a própria Na Li teve 13% de aproveitamento de primeiro serviço após três games de saque), mas teve seus momentos, especialmente no fim do primeiro set. A segunda parcial, com a chinesa mais calma e uma Cibulkova tensa e errática, foi um passeio. E quem não gostou do jogo – meu caso – foi recompensado com a cerimônia premiação. Depois de uma sorridente Cibulkova subir ao palco, Na Li deu mais uma amostra de por que é uma das tenistas mais queridas do circuito.

A número 3 do mundo (será esta sua posição na próxima lista) já iniciou a falar agradecendo a seu empresário com a espetacularmente simples frase: “Max, agent, make me rich, thanks a lot”. Algo como “Max, empresário, me faz rico, muito obrigado”. Em seguida, falou de seu fisioterapeuta, do técnico Carlos Rodríguez (o mesmo de Justine Henin) e, claro, de seu marido, Jiang Shan, famoso desde 2011 por ser alvo de piadas da número 1 chinesa.

“Claro, meu marido, famoso na China. Obrigado por largar tudo e viajar comigo. Ele é rebatedor, encordoador, conserta raquetes, tem muitos empregos. Então, muito obrigado, você é um cara legal”. E depois de arrancar gargalhadas do público com a última frase, ainda emendou: “Você é muito sortudo por me ter”. Mais risadas vieram na sequência. Precisava dizer mais?

Se não foi a mais espetacular das partidas ou a mais memorável das campanhas em um Grand Slam (Na Li bateu Ana Konjuh, Belinda Bencic, Lucie Safarova, Ekaterina Makarova, Flavia Pennetta e Eugenie Bouchard antes da final), foi um final feliz e diferente, sem as campeãs de sempre (leia-se Serena Williams), e bacana de ver.

Sem ir na toalha (para ler em até 20 segundos):

– Na Li ganha um posição no ranking e sobe para o terceiro posto, mas fica a apenas 11 pontos da vice-iderança, ocupada por Azarenka. Cibulkova, número 24, será a 13ª da lista da WTA na próxima segunda-feira. A novidade no top 10 é a romena Simona Halep, que derruba Caroline Wozniacki do grupo.

– Pela quinta vez na Era Aberta, uma tenista levanta o troféu do Australian Open depois de salvar match point. Antes, Monica Seles (1991), Jennifer Capriati (2002) e Serena Williams (duas vezes, em 2003 e 2005) já haviam conseguido o feito. Na Li escapou por pouco da eliminação na terceira rodada, quando Lucie Safarova esteve a um ponto de avançar, mas não aproveitou a chance.

– Na Li agora soma 12 vitórias consecutivas e segue invicta em 2014. Antes de disputar o Australian Open, a chinesa jogou o WTA de Shenzhen, em seu país, e somou cinco triunfos: Zvonareva, Kichenok, Niculescu, Beck e Peng.

Coisas que eu acho que acho:

– Importante lembrar: o empresário de Na Li é o americano Max Eisenbud, o mesmo de Maria Sharapova – ele também é sócio da marca Sugarpova. No caso da chinesa, Eisenbud foi o responsável por algo inédito. Até pouco tempo atrás, a Nike, patrocinadora de Na Li, não permitia que seus tenistas usassem marcas de outros patrocinadores em suas mangas. A gigante americana, no entanto, abriu exceção para Na Li após o título de Roland Garros/2011.


O um-dois-três de Djokovic
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Alexandre Cossenza

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Novak Djokovic é campeão do ATP Finals uma, duas, três vezes. O tri veio nesta segunda-feira, com uma maiúscula vitória em cima do número 1 do mundo, Rafael Nadal: 6/3 e 6/4. Um triunfo cujo placar não faz justiça à superioridade do sérvio, que teria vencido com facilidade ainda maior se não cometesse um punhado de erros não forçados depois de abrir 3/0 na primeira parcial. Um resultado que coroa o perfeito pós-US Open de Nole, que não sofre um revés desde Nova York. E mais do que isso: deixa o número 2 a menos de mil pontos da liderança do ranking.

Na real, a final do torneio londrino foi daquelas vitórias, como diz o ditado, “simples como um, dois três”. E por três motivos básicos. A devolução é o primeiro e mais nítido deles. Nole é o melhor devolvedor de saque do circuito, e todos sabem disso. Com seu primeiro toque na bola, tem uma capacidade absurda de tomar o controle das trocas de bola. Foi assim com Nadal desde o início. O espanhol pouco respirou nos games de serviço. Em alguns momentos, encaixou saques ótimos e logo viu-se na desconfortável posição de precisar se defender dos ataques do oponente.

E aí entra o segundo motivo. Djokovic foi muito superior no saque. Nadal fez um “verão” perfeito nas quadras duras, mas desde o US Open não tem conseguido a mesma combinação de precisão e velocidade no fundamento. Sem isto, vira presa fácil para o sérvio – como a maioria dos outros tenistas.

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Nesta segunda, o número 1 tentou duas táticas diferentes e sofreu em ambas. No primeiro set, arriscou mais e acabou errando mais. Fez quatro duplas faltas, encaixou apenas 58% de primeiros serviços e facilitou a vida de Djokovic. Na segunda parcial, Nadal optou por porcentagem (86%), embora com potência reduzida. A estratégia foi brilhante contra Federer, que pouco ataca nas devoluções – muito menos com o backhand -, mas não deu resultado contra o sérvio.

Por outro lado, Djokovic pode se dar o luxo de arriscar mais no primeiro saque, já que Nadal tende a posicionar-se bem atrás da linha de base para rebater o segundo serviço. É aí que o terceiro motivo faz a diferença: mesmo que o espanhol consiga um bom ataque na devolução, Nole é um defensor superior neste tipo de quadra. Nadal é fantástico deslizando no saibro, mas não consegue o mesmo resultado em pisos sintéticos.

Nos duelos em quadras rápidas, a diferença é enorme. Com a consistência e as belas defesas de Djokovic, o número 1 acaba precisando sair da zona de conforto. Tenta agredir e acaba correndo mais riscos. Quando não acerta bolas incríveis (como fez no quinto set em Roland Garros), dá ainda mais confiança para que o sérvio jogue com mais paciência, esperando a hora perfeita para atacar.

Sabe quando Floyd Mayweather Jr. (perdão, fãs de MMA, minha praia é o boxe) encaixa uma sequência de três (ou mais) golpes tão rápidos que o adversário mal consegue ver de onde vêm? O um-dois-três de Djokovic é tão letal quanto. A diferença é que o circuito inteiro sabe o que separa o sérvio do resto. Só que, assim como no boxe jogado por Money, ninguém consegue encontrar uma resposta.

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Sem ir na toalha (para ler em até 25 segundos):

– Não que seja novidade, mas um número destes não pode ser esquecido: Djokovic acumula, agora, 22 triunfos consecutivos. Sua última derrota foi justamente diante de Rafael Nadal, na decisão do US Open.

– Mal sai de Londres, Djokovic corre para Belgrado, onde disputará a final da Copa Davis. Ele, Janko Tipsarevic, Ilija Bozoljac e Nenad Zimonjic vão enfrentar Tomas Berdych, Lukas Rosol, Radek Stepanek e Jan Hajek.

Coisas que eu acho que acho:

– Durante a semana, Rafael Nadal reclamou algumas vezes do fato de o ATP Finals ser disputado sempre em quadra dura e indoor, o que nitidamente reduz suas chances de levantar o troféu. O espanhol alega que seria mais justo um revezamento, com o torneio sendo alternado em saibro, quadra dura outdoor, etc.. Tudo bem, é uma opção, digamos, democrática, embora tenha tom de chororô porque vem de um tenista que nunca foi campeão. O grande problema seria implantar esse revezamento. Com o ATP Finals disputado uma semana depois do Masters de Paris, jogado em quadra dura e indoor, não seria estranho forçar os oito melhores do mundo a mudar de piso assim, sem tempo para treinar? Duas coisas, ambas muito ruins, poderiam acontecer. 1) Alguns dos oito melhores deixariam de jogar em Paris. Em vez disso, ficariam treinando no piso do Finals. 2) Quem jogar o Masters francês e precisar disputar o Finals, por exemplo, no saibro, não vai conseguir mostrar seu melhor tênis. Em qualquer caso, todo mundo sai perdendo. A não ser Nadal, que teria mais chances com o torneio na terra batida…


A melhor final possível
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Alexandre Cossenza

Rafael Nadal x Novak Djokovic: o melhor de 2013 contra o melhor do momento. E Londres verá, nesta segunda-feira, o jogo que todos esperavam desde o início do torneio. Os dois estão invictos no ATP Finals e jogam por 500 pontos que não mudam o ranking atual, mas vão pesar um bocado na briga pela liderança em 2014. Tipo de jogo que nossa imprensa futebolística chamaria de jogo de 1.000 pontos (um soma 500, o outro deixa de somar 500).

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Nadal garantiu seu lugar primeiro. Depois de passar pelo Grupo A com vitórias sobre David Ferrer, Stanislas Wawrinka e Tomas Berdych, o espanhol enfrentou na semifinal seu grande rival, Roger Federer. E o duelo deixou a desejar, nem tanto por ser uma apresentação fantástica do líder do ranking (porque não foi), mas porque o ex-número 1, a cada dia que passa, encontra mais dificuldades para igualar a consistência e a competência de Nadal e Djokovic. E nem questão de resistência física. Não são necessários quatro ou cinco sets para que Federer deixe evidente sua irregularidade. Em qualquer jogo, é fácil enxergar os sinais.

Neste domingo, o suíço começou arriscando e fugindo dos ralis. Até deu certo por algum tempo. No sexto game, teve três break points. Em um deles, errou uma direita fácil. Em vez de 4/2 e saque, o suíço permitiu que Nadal igualasse. Três games depois, o espanhol quebrou. Federer mudou e tentou trocas mais longas. Deu certo, e a quebra foi devolvida, mas a “nova” estratégia também teve vida curta. No 5/5, Federer voltou a falhar. Perdeu outro serviço e, na sequência o set.

A segunda parcial foi mais do mesmo. Federer tentou variações, incluindo aí um par de subidas à rede, mas Nadal sempre teve as respostas certas. Usou bolas baixas, forçando o oponente a voleios difíceis, e sacou quase sempre no backhand no suíço. O número 1 não cedeu mais nenhum break point e, com duas quebras, deu números finais ao duelo: 7/5 e 6/3.

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Sobre a segunda semi, não dá para falar muito, a não ser elogiar pela enésima vez o belíssimo tênis apresentado por Djokovic no fim da temporada. O 6/3 e 6/3 exibido pelo placar ao fim do encontro mal refletia sua superioridade. O sérvio é, desde o fim do US Open, o melhor tenista do circuito, tanto que não perde desde a final contra Nadal em Nova York. De lá para cá, já são 21 triunfos consecutivos. Um deles, em cima do próprio Rafa Nadal, na final do ATP 500 de Pequim.

Se querem minha opinião, Nole é o favorito aqui – e as casas de apostas concordam. Nem tanto pelas condições do torneio, que, é bem verdade, ajudam o jogo do sérvio, mas pelo momento. Alguém pode até argumentar que Nadal venceu suas partidas com mais facilidade até agora, perdendo apenas um set (contra três de Djokovic), mas é irrefutável que o número 2 do mundo teve de encarar um caminho muito mais complicado, com Federer e Del Potro na primeira fase.

E se algum jogo deve servir de base para que tomemos como exemplo do que esperar na final, acredito que a semifinal deste domingo, como Wawrinka, foi a partida que realmente mostrou o quão afiado está o sérvio. E isto não é uma notícia nada, nada boa para o número 1 do mundo. Aguardemos.

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Coisas que eu acho que acho:

– Foi de partir o coração a derrota de Bruno Soares e Alexander Peya diante de Bob e Mike Bryan. Brasileiro e austríaco jogaram muito bem do começo ao fim, com uma primeira parcial fantástica de Peya. A diferença? Um pontinho vencido no match tie-break pelos irmãos: uma passada dificílima, de dentro para fora, executada por Bob Bryan quando o placar mostrava 8/8. No fim, a vitória americana teve parciais de 4/6, 6/4 e 10/8.

– O Brasil esperava/torcia por uma final caseira, com os dois mineiros, mas acabar sem ver nenhum na decisão. Na primeira semifinal do domingo, Marcelo Melo e Ivan Dodig foram eliminados por Fernando Verdasco e David Marrero: 7/6(10) e 7/5. Não é injustiça dizer que, entre as oito duplas do ATP Finals, brasileiro e croata foram a surpresa mais agradável em 2013.

– O francês Patrick Mouratoglou tuitou um bocado durante Federer x Nadal – e sempre dizendo que táticas o suíço deveria usar. Será que técnico de Serena Williams está procurando um novo emprego? Minha amiga Sheila Vieira acha que ele só quer um bico na TV. Ainda assim, fico com três perguntas na cabeça. 1) O que Serena planeja para 2014? 2) Por que Mouratoglou só escreveu sobre as táticas de Federer, deixando de lado a estratégia adotada por Nadal? 3) O que aconteceria se suíço e francês formassem parceria?

– É bem provável que daqui a 50 anos (ainda) considerem Federer x Nadal a maior rivalidade da história do tênis. Se não em número de confrontos, por todos os contrastes – de jogo e de personalidades – envolvidos em duelos que valeram tanto em tantas oportunidades. Nunca fui um dos “teóricos do apocalipse” e jamais estive no time que ocasionalmente dá Federer por acabado (algo que acontece de tempos em tempos desde 2008), mas, ao ver o suíço ser derrotado em uma quadra dura e indoor em Londres, não deixo de pensar que os melhores dias da rivalidade já se foram. Federer ainda é capaz de fazer belas apresentações, como a de Cincinnati, mas Nadal é, hoje, um tenista mais consistente e com muito mais recursos do que lá atrás, em 2006 e 2007. As quatro vitórias nos quatro duelos deste ano (ainda que Federer estivesse lesionado em um deles, em Indian Wells), com apenas um set perdido, são uma evidência clara e inegável disto.

Sem ir na toalha (para ler em até 25 segundos):

Bellucci_Bogota_div_blog– Na final do Challenger de Bogotá, Bellucci, que vinha de nove vitórias seguidas (inclusive o título do Challenger de Montevidéu), abandonou por causa de dores no abdômen. O dominicano Victor Estrella vencia por 6/2 e 3/0 no momento. Em texto enviado por sua assessoria, Bellucci conta que sentiu uma fisgada no último game da semifinal, contra Alejandro Falla. O paulista, que deve reassumir o posto de número 1 do Brasil, volta ao país para avaliar o grau da lesão e não disputa o Challenger de Lima, que começa nesta segunda-feira.

– Vale lembrar também da ótima campanha de Guilherme Clezar, que parou nas semifinais em Bogotá. O gaúcho, treinado pelo capitão João Zwetsch, disputará agora o Challenger Finals, em São Paulo. Ele entra como convidado porque tem sua carreira agenciada pela Koch Tavares, promotora do evento (e também, claro, porque Bellucci trocou a Koch pela IMX no meio desta temporada). Atual número 181 do mundo, Clezar ocupará o melhor ranking da carreira nesta semana. Seu ranking deve ficar perto do número 160.

– Tiago Fernandes não passou da primeira rodada no qualifying no Challenger de Yokohama, no Japão. Ele foi derrotado pelo taiwanês Tsung-Hua Yang (outro ex-tenista de Larri Passos). É o terceiro quali seguido que Fernandes não consegue furar. Nas semanas anteriores, tombou na segunda rodada em Seul e na estreia em Yeongwoi (ambos na Coreia do Sul). O próximo evento é o Challenger de Toyota, no país do Doutor Gori, aquele que foi dublado no Brasil pelo Seu Madruga (se não sabia, clique e escute).

– Ricardo Hocevar conquistou o título do Future de Itajubá ao derrotar Wilson Leite na final por 6/3 e 6/1. Mais impressionante do que Hocevar vencer um Future (ele tem jogo para mais), é notar que a final deste domingo encerrou uma sequência de 14 vitórias de Leite. Antes de ir a Itajubá, o carioca foi campeão dos Futures de Belém e Porto Alegre. Pelo caminho, venceu adversários de respeito, como Fernando Romboli e Caio Zampieri (duas vezes).


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