Saque e Voleio

Arquivo : dodig

Quadra 18: S02E16
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Andy Murray derrotou Novak Djokovic, conquistou o ATP Finals e termina o ano como número 1 do mundo. Nas duplas, Bruno Soares e Jamie Murray são a dupla número 1 da temporada. Após o torneio de fim de ano da ATP, Aliny Calejon, Sheila Vieira e eu batemos mais um papo no podcast Quadra 18 e falamos sobre simples e duplas, oferecendo respostas para várias perguntas de nossos ouvintes.

Djokovic continuará vulnerável? O #1 pesará muito para Murray? Federer e Nadal voltarão a brilhar em 2017? Raonic algum dia vai conquistar um Slam? Quais as chances de Bruno Soares também ser #1 no ranking individual de duplas? Quer saber o que a gente acha disso tudo? Para ouvir, basta clicar no player abaixo. Se preferir baixar e ouvir depois, clique com o botão direito do mouse neste link e selecione “salvar como”.

Os temas

0’00” – Rock Funk Beast (longzijum)
0’16” – Sheila Vieira apresenta os temas
1’40” – A importância dos nomes que Andy Murray derrubou no ATP Finals
2’15” – Como o grupo de Djokovic era mais fraco
5’06” – Qual o real peso do Lendl sobre as atuações do Murray?
7’04” – Nole mostrou uma atitude melhor na fase de grupos e na semifinal?
9’42” – Devemos nos acostumar com o Djokovic vulnerável do 2º semestre?
11’02” – Meligeni e a história do “guru” de Djokovic que abraçava árvores
12’05” – Hábitos esportivos da Sheila e comentários aleatórios sobre quadribol
14’06” – Na briga pelo #1, Djokovic x Murray finalmente será uma rivalidade?
14’58” – Federer e Nadal vão voltar a brigar em 2017? E o tal implante de Nadal?
16’02” – Murray vai ter cabeça para seguir no topo?
17’17” – Raonic como #3 e Wawrinka como #4
18’50” – Raonic vai ficar sempre no quase ou vai além disso?
19’51” – Será que agora os fãs de tênis vão finalmente respeitar Raonic?
21’40” – Black Hole Sun (Ramin Djawadi)
22’05” – O título de Kontinen e Peers e o número 1 de Bruno e Jamie
23’15” – Como o jovem Henri Kontinen subiu meteoricamente no circuito de duplas
27’04” – Quais as chances de Bruno ser #1 no ranking individual de duplas?
27’48” – É mais importante ser o maior duplista ou estar na melhor dupla?
28’40” – Dodig e Melo: a campanha no Finals e o resumo dos 5 anos de parceira
31’28” – IPTL: o que esperar?


Quadra 18: S02E14
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Um WTA finals com uma campeã surpreendente, uma separação importante no circuito de duplas, as chances de um brasileiro se tornar número 1 do mundo e a disputa pela liderança nas simples são os assuntos mais quentes do podcast Quadra 18 desta semana.

Como sempre, Aliny Calejon, Sheila Vieira e eu falamos um pouco sobre tudo, desde a cobrança em cima de Angelique Kerber, incluindo os parceiros em potencial para Marcelo Melo até a matemática da briga entre Novak Djokovic e Andy Murray na briga pelo número 1. Para ouvir, basta clicar no player abaixo. Se preferir baixar e ouvir depois, clique neste link com o botão direito do mouse e selecione “salvar como”.

Os temas

0’00” – Rock Funk Beast (longzijum)
0’15” – Cossenza apresenta os temas
1’20” – O WTA Finals, com o título de Dominika Cibulkova, foi um bom Finals?
3’53” – O balde de água fria da temporada de Angelique Kerber
5’07” – É justo dizer que a Kerber dominou a temporada?
9’24” – É justa toda essa expectativa em relação aos resultados da Kerber?
10’46” – Surpresas e decepções do WTA Finals
12’55” – Aliny Calejon comenta a separação de Marcelo Melo e Ivan Dodig
15’25” – Quais as chances de Marcelo formar dupla com Sá, Bellucci ou Demoliner?
17’15” – Quem seria o parceiro ideal para Marcelo Melo agora?
19’00” – Bruno Soares e a chance de ser número 1 do ranking
20’22” – Murray #1 agora ou Djokovic #1 até o fim do ano? O que é mais provável?
24’00” – Até quando vai durar o discurso zen de Novak Djokovic?
25’45” – As chances de Murray ser #1 são maiores agora ou no ano que vem?
26’47” – “Acho que ano que vem o Djokovic vai ser outro Djokovic”
27’21” – A disputa pelas últimas vagas para o ATP Finals
30’00” – Vai haver Challenger Finals em São Paulo este ano?
31’50” – Existem projetos para o tênis sufocados pela “dinastia perpétua” da CBT?


Wimbledon, dia 5: chuva salva Djokovic, Serena escapa e Del Potro sorri
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Novak Djokovic foi salvo pelos céus, Serena Williams esteve a dois games da eliminação, Juan Martín del Potro fez um retorno triunfal à Quadra Central e bateu Stan Wawrinka, Fabio Fognini esteve envolvido em mais um barraco, e Dustin Brown fez o ponto do dia. Tudo isso aconteceu com seguidas paralisações por causa da chuva. Uma delas, inclusive, veio em um momento desagradável para Venus Williams. O resumaço do dia traz tudo isso, inclusive a lista de jogos interrompidos e adiados.

DelPotro_W16_2r_reu_blog

Salvo pelos céus

Novak Djokovic foi inegavelmente beneficiado nesta sexta-feira. Vivendo um dia estranho e mostrando pouca energia enquanto Sam Querrey jogava um tênis espetacular, o número 1 do mundo deve ter agradecido aos céus quando a chuva apareceu pela enésima vez no dia, pouco depois das 20h locais, e fez o duelo ser suspenso. O placar mostrava 7/6(6) e 6/1 para o americano no momento.

Menos de 20 minutos depois da interrupção, a organização de Wimbledon determinou que a partida só continuaria no sábado. Querrey terá a noite inteira para pensar na possibilidade de derrubar o número 1, configurando a maior zebra de Wimbledon em 2016 e fazendo o que ninguém fez nos últimos quatro Slams. Se isso vai fazer bem ao americano, só a continuação da partida vai dizer. O fato é que Nole precisará vencer três sets e não terá margem nenhuma para engasgar.

O susto

Tudo bem, Serena Williams não esteve tão perto assim de dar adeus, mas nunca é confortável ver o placar em 4/4 no terceiro set já na segunda rodada de um Slam. O dia foi tão ruim para a número 1 do mundo que o jogo ficou duro contra uma oponente dona de um saque vulnerável e sem nenhum golpe dominante. Ainda assim, Christina McHale (#65) faz o possível e só não fez mais porque ser serviço não deixou. Teve game point para 5/4 e pressionar Serena no terceiro set, mas cometeu uma dupla falta que pesou um bocado. Acabou sucumbindo por 6/7(7), 6/2 e 6/4 em 2h29min de jogo.

Ainda é cedo, e a atual campeã só fez duas partidas, mas a atuação desta sexta-feira foi preocupante, com 40 erros não forçados. Sorte que margem para erro era enorme. E os 14 aces também ajudaram a compensar o (muito) que faltou.

O favorito tranquilo

Enquanto Djokovic sofria na Quadra 1, Roger Federer (#3) passeava sob o teto retrátil da Quadra Central. O suíço teve pouco trabalho diante do britânico Daniel Evans (#91) e avançou ao fazer 6/4, 6/2 e 6/2.

O jogo mais esperado

O grande duelo do dia também foi o que terminou com as cenas mais bacanas. Juan Martín del Potro (#165) sorrindo, comemorando e aplaudido de pé na Quadra Central após derrotar Stan Wawrinka (#5) por 3/6, 6/3, 7/6(2) e 6/3. Não que seja uma zebraça. Talvez nem mesmo uma zebrinha. É que, depois de três cirurgias, ver Del Potro derrotando um top 5 na meca do tênis é de fazer qualquer um abrir um sorriso. Até Ivan Lendl deve ter movimentado os lábios em meio milímetro.

Quanto ao jogo, a maior deficiência de Del Potro hoje em dia, o top spin de backhand (o argentino teve uma lesão séria punho esquerdo), acabou sendo uma vantagem contra Wawrinka. O campeão do US Open de 2009 apostou em slices cruzados que, na grama, complicaram muito a vida do suíço, dono de um backhand de uma mão e de preparação longa. Foi como se Del Potro desafiasse, a cada golpe, Wawrinka a arriscar uma paralela. As porcentagens sempre estiveram a favor do argentino.

A eliminação de Wawrinka, combinada com a derrota de Dominic Thiem na quinta-feira, faz com que o principal cabeça de chave dessa seção passe a ser Tomas Berdych, que vai encarar Zverev ou Youzhny na terceira rodada. O tcheco, aliás, pode encontrar Del Potro nas quartas. O “campeão” desse grupo vai enfrentar nas semifinais o vencedor do setor encabeçado por Andy Murray.

O barraco

Fabio Fognini perdeu e houve barraco. Qual é a novidade, você pergunta? A novidade é que quem saiu reclamando foi Feliciano López, chamou alguém (aparentemente no grupo de Fognini) de sujo. “[Você] é o mais sujo que vi em 20 anos de carreira. És um sujo. Porque isso não se faz…”

Feliciano anda tentou cumprimentar Fognini depois disso tudo, mas o italiano não quis muita conversa.

O placar final mostrou 3/6, 6/7(5), 6/3, 6/3 e 6/3 para o espanhol, que vai enfrentar Nick Kyrgios em busca de uma vaga nas oitavas de final em Wimbledon.

Correndo por fora

Venus Williams (#8), que fez uma partida de três sets ontem nas simples e jogou mais dois sets nas duplas, precisou de mais três sets nesta sexta-feira para avançar. A americana fez 7/5, 4/6 e 10/8 sobre a russa Daria Kasatkina (#33) em uma partida que só acabou depois de uma inusitada interrupção por chuva. Os pingos caíram quando a russa se preparava para sacar enfrentando o segundo match point de Venus…

Como ela mesma disse, foram quase 7h de tênis nas últimas 24h, mas com o intervalo (pelo menos nas simples) até segunda-feira, Venus terá tempo para se recuperar fisicamente em uma chave bastante acessível, ainda mais após a queda de Muguruza. Ela encara Carla Suárez Navarro nas oitavas e, se chegar às quartas, pega quem sair do grupo entre Lisicki, Shvedova, Safarova e Cepelova.

Quem está bem na chave masculina é Tomas Berdych (#9), que bateu Benjamin Becker (#102) em três rápidos sets (quer dizer, teriam sido rápidos sem interrupção por chuva): 6/4, 6/1 e 6/2. O tcheco, classificado para a terceira rodada, vai encarar Youzhny ou Zverev e será favorito até a semifinal, já que Wawrinka tombou nesta sexta e Thiem já tinha se despedido. Será, então, que Berdych consegue confirmar o status em uma chave que ficou esburacada?

O brasileiro

Chuva vem, chuva vai, mas Marcelo Melo e Ivan Dodig finalmente conseguiram fazer sua estreia em Wimbledon. Eles derrotaram Paul-Henri Mathieu e Benoit Paire por 6/2 e 6/3, sem grande drama, e vão encarar González e Lipsky na segunda rodada, que, excepcionalmente, também será jogada em melhor de três sets. Sim, as duplas sofrem mais quando chove.

Jogos cancelados

Com tanto mau tempo, a organização precisou cancelar mais jogos, como Raonic x Sock, Halep x Bertens, Goffin x Istomin, Safarova x Cepelova, Kerber x Witthoeft, Keys x Cornet, Doi x Friedsam e Lisicki x Shvedova. Todos eles valiam pela terceira rodada do torneio.

A lista de partidas que começaram e foram interrompidas tem, além de Djokovic x Querrey, Makarova x Kvitova (7/5 para a russa), Cilic x Lacko (croata tem 2 sets a 0), Johnson x Dimitrov (4/3 no primeiro set), Zverev x Youzhny (2/1 no quinto set), Stephens x Minella (3/3 no terceiro set), Niculescu x Bacsinszky (1/0 para a romena no terceiro set) e Mahut x Herbert (dois sets a zero para Mahut).

Jogos no domingo

Tradicionalmente, o primeiro domingo de Wimbledon, chamado por lá de Middle Sunday, é dia de descanso. Só que este ano, com tantos jogos por fazer (ainda há várias partidas de segunda rodada incompletas), a organização já anunciou que colocará jogadores no domingão.

Os melhores lances

Daria para escolher uma meia dúzia de lances do duelo entre Dustin Brown (#85) e Nick Kyrgios (#18), mas acho que esse ponto aqui foi imbatível. E Kyrgios venceu a partida, mas só depois de cinco sets: 6/7(3), 6/1, 2/6, 6/4 e 6/4.


Quadra 18: S02E08
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

O Career Slam, o Nole Slam, o Golden Slam e tudo mais que envolve os feitos que Novak Djokovic já alcançou e ainda pode alcançar; o título de Garbiñe Muguruza e o momento de Serena Williams; a (mais uma!) decepção com a organização de Roland Garros; a participação brasileira em Paris; o novo número 1 nas duplas; quem já está garantidos nos Jogos Olímpicos; e o coração de Guga desenhado pelo número 1 do mundo no saibro da Quadra Philippe Chatrier.

É muito assunto para o podcast Quadra 18, então Aliny Calejon, Sheila Vieira e eu preparamos um programaço de quase 1h30min respondendo questões de vários ouvintes e batendo aquele papo descontraído sobre tênis que vocês já conhecem bem. Quer ouvir? É só clicar neste link. Se preferir baixar e ouvir depois, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção “salvar como”.

Os temas

0’00” – Aliny Calejon apresenta os temas
1’39” – Novak Djokovic e sua campanha em Roland Garros
3’33” – O comportamento mais comedido do sérvio na final
6’30” – A comemoração com o coração de Guga no saibro da Chatrier
7’55” – A reverência por um ídolo brasileiro e a dimensão de Guga no tênis
8’51” – Djokovic é puro carisma ou é tudo jogada de marketing?
12’52” – Se Guga jogasse hoje, seria chamado de marqueteiro?
13’45” – Cossenza perde a paciência com Cincinnati
14’50” – A expectativa enorme e como Djokovic vai encarar Wimbledon
16’00” – Djokovic vai alcançar as 302 semanas do Federer como #1?
16’50” – O que é mais difícil: as 302 semanas, 4 Slams no mesmo ano, os 17 Slams ou receber o dinheiro que o Rio de Janeiro está devendo?
18’20” – Veremos outro jogador fechar o Career Slam tão cedo?
19’10” – O domínio de Djokovic é maior hoje do que o domínio de Federer e Nadal em seus respectivos auges?
20’58” – Os títulos que faltam a cada um do Big Four
23’07” – A ausência de Rafael Nadal pode mudar a maneira de ver o título de Djokovic em Roland Garros?
24’10” – Quanto uma dominância assim é ruim para o tênis?
26’46” – Djokovic começou a ganhar RG na derrota contra Vesely em MC?
27’40” – O quanto Boris Becker ajudou Djokovic?
32’45” – Alguns anos atrás, Djokovic perdia finais, mas dava mostras do que estava por vir. Murray dá esses mesmos sinais de que pode chegar a número 1?
34’25” – O possível “Silver Slam” de Andy Murray
35’43” – A Ausência de um técnico principal prejudicou Murray em RG?
36’35” – Os desempenhos de Wawrinka, Thiem, Nadal e Federer
42’07” – Dominic Thiem vai ser número 1 do mundo?
43’00” – Paris (Friendly Fires)
43’30” – A campanha de Garbiñe Muguruza até o título
47’05” – O que Serena poderia/deveria ter feito de diferente na final?
48’45” – Lesão ou idade? O que teria incomodado mais Serena na decisão?
50’06” – Muguruza tem mais potencial que Halep/Bouchard/Bencic?
53’17 – As surpresas e decepções: Bertens, Rogers, Kerber, Vika e Halep
57’50” – A expectativa para a temporada de grama
59’30” – Roland Garros sai com o filme queimado?
63’25” – Não Aprendi a Dizer Adeus (Leandro e Leonardo)
64’05” – O que aconteceu na chave de duplas
65’03” – A campanha e os méritos de Feliciano e Marc López
66’00” – O resultado de Marcelo Melo e Ivan Dodig
68’40” – As campanhas de Bruno Soares e André Sá
69’20” – O carrasco Leander Paes de legging
72’35” – Nota de repúdio de Alexandre Cossenza
73’30” – Nicolas Mahut, o novo duplista número 1 do mundo
74’37” – O novo ranking e a classificação olímpica
77’50” – As derrotas de Bellucci e Rogerinho
80’07” – Teliana Pereira e o duelo com Serena Williams
81’20” – Orlandinho, vice juvenil nas duplas, deveria ainda estar entre os juvenis?
82’30” – Que tenista atual tem estilo de jogo mais parecido com o Guga?
83’30” – Perguntas e respostas sobre a transmissão de RG na TV brasileira.
87’40” – Paris (Magic Man)

Créditos musicais

A faixa de abertura é chamada “Rock Funk Beast”, de longzijum. Em seguida, entram Paris (Friendly Fires), Não Aprendi a Dizer Adeus (Leandro e Leonardo) e Paris (Magic Man). O pequeno trecho durante os comentários sobre Alexander Peya é da canção Hier Kommt Alex (Die Toten Hosen).


RG, dia 13: Muguruza, Serena, Djokovic e Murray. Quem está surpreso?
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Choveu muito, houve zebras e partidas divertidas, mas treze dias de jogos depois, Roland Garros definiu seus finalistas no óbvio. Serena Williams e Garbiñe Muguruza na decisão feminina, Novak Djokovic e Andy Murray brigando pelo título no domingo. O resumo do dia analisa as quatro semifinais e o que esperar nos próximos dois dias de torneio. O texto também atualiza o cenário na briga pelo número 1 das duplas e traz vídeos de pontos interessantes, que ilustram os porquês de alguns dos resultados do torneio francês.

Murray_Wawrinka_RG16_sf_get_blog

Muguruza voando x Serena em modo avião

Por caminhos estranhos e menos espinhosos do que o previsto, deu o óbvio. Serena Williams (#1) e Garbiñe Muguruza (#4) farão a final de Roland Garros. O curioso mesmo é que algumas casas de apostas colocam a espanhola como favorita para derrubar a americana (outra vez) em Paris.

É curioso, mas compreensível. Muguruza foi a tenista que melhor jogou durante as duas semanas. Fora a primeira rodada descalibrada e que por pouco não se terminou numa grande zebra, a espanhola foi firme e passou por cima de toda chave, sem perder sets. Nem depois do susto de ser quebrada sacando para a final. A vitória sobre Sam Stosur, nesta sexta, foi relativamente tranquila, sem que a australiana liderasse em momento algum. No fim, o placar de 6/2 e 6/4 foi um bom reflexo do que aconteceu em quadra.

Serena, por sua vez, não anda bem das pernas – literalmente. Segundo Marion Bartoli, a americana vem lidando com uma lesão no adutor. Isso explica a movimentação limitada e a tentativa de limitar trocas longas. Na semifinal contra Kiki Bertens (#58), foi como se Serena estivesse jogando em modo avião – aquilo que a gente faz pra poupar bateria quando não encontra um carregador por perto para manter o celular ligado.

Foi um jogo interessante, mas só porque Bertens saiu na frente e sacou para fechar o primeiro set. O nível técnico ficou bastante aquém do esperado para uma semi de Slam – e até mesmo para qualquer partida envolvendo Serena Williams. Nem a holandesa fez uma partida excepcional enquanto liderou. O placar final, 7/6(7) e 6/4 refletiu um equilíbrio que só existiu porque a #1 esteve abaixo de seu normal.

A lógica é apostar no velho “se Serena jogar assim, não ganha”, mas é uma condicional bastante grande para uma final, até porque Serena confirmou a lesão sem dizer o quão séria ela é e também porque, como todo mundo sabe, a número 1 tem muito mais tênis do que mostrou na final. Ainda assim, não são nada ruins as chances de Muguruza. E não custa lembrar que sua única vitória sobre Serena aconteceu justamente em Paris.

Djokovic e Murray se encontram outra vez

Entre os homens, chegaram lá também os dois mais cotados desde o princípio para estarem na final. Djokovic mostrou que aproveitou bem a chave acessível para chegar em forma na decisão. Nesta sexta, diante de Dominic Thiem (#15), também deixou claro ainda estar pelo menos um nível acima do jovem e talentoso austríaco. Fez 6/2, 6/1 e 6/4 em um jogo que foi mais divertido do que equilibrado.

Thiem fez o possível, batendo forte na bola e tentando empurrar Djokovic para trás, mas ainda não possui a consistência para esse tipo de situação (melhor de cinco + semifinal de Slam + número 1 do mundo). Ainda conseguiu abrir 3/0 no terceiro set, dando um pouco de emoção ao duelo, mas o sérvio abafou a reação vencendo cinco games seguidos e deixando claro quem é quem.

O adversário será Andy Murray, décimo tenista da Era Aberta (desde 1968) a estar nas finais de todos os torneios do Grand Slam. A vaga foi conquistada com mais um plano de jogo inteligente e bem executado. Em quatro sets, encerrou a série de três derrotas para Stan Wawrinka: 6/4, 6/2, 4/6 e 6/2.

Não foi uma partida tão parelha quanto muitos esperavam, ainda que Wawrinka não tenha feito uma apresentação especialmente ruim. O suíço ficou naquilo que fez durante todo o torneio, e isso talvez diga muito sobre a chave fraquíssima que ele encontrou para alcançar a semi. Murray, em melhor forma e mais exigido quando jogou mal, chega à decisão bem forte.

O favorito para final é Djokovic, que joga por um punhado de feitos espetaculares. O Djokoslam (ganhar os 4 seguidos), o Career Slam (os quatro em anos diferentes), a dobradinha AO-RG (que ninguém faz desde 1992) e as chances de completar o Grand Slam de fato (os quatro no mesmo ano) e o Golden Slam (os quatro mais a medalha de ouro olímpica).

Tudo isso, claro, pode pesar contra o sérvio, que vem de uma derrota no saibro para Murray (final do Masters de Roma). Muita coisa, no entanto, pesa a favor. O histórico favorável contra o britânico, o “encaixe” dos estilos de jogo e sua maior consistência. Parece que todos disseram o mesmo no ano passado, antes da decisão contra Wawrinka, mas parece novamente que Novak Djokovic terá a melhor chance da carreira para triunfar em Roland Garros.

O Big Four de volta

Convém lembrar também que a derrota de Wawrinka na semifinal coloca Rafael Nadal de volta no quarto lugar do ranking mundial. Ou seja, o chamado Big Four estará novamente completo no alto da lista da ATP, embora continuem insistindo em dizer que o “Big Four acabou”.

O brasileiro

Marcelo Melo e Ivan Dodig deram adeus ao torneio nesta sexta-feira, derrotados nas semifinais. Os atuais campeões de Roland Garros foram derrotados pelos espanhóis Feliciano e Marc López (que, repito, não são irmãos) em uma partida nervosa que terminou com Dodig errando um voleio e cedendo a quebra decisiva no serviço do mineiro: 6/2, 3/6 e 7/5.

Com o resultado, o ranking de duplas terá um novo número 1. Marcelo Melo deixará o posto, que ficará com Nicolas Mahut ou Bob Bryan. O americano precisa conquistar o título para voltar ao topo. Caso contrário, o francês assumirá a ponta.

Se vira nos 30

Rafael Nadal completou 30 anos nesta sexta-feira em uma das raras oportunidades que teve de festejar seu aniversário junto com toda família em Mallorca. Na maior parte da última década, o espanhol soprou velinhas em Paris, rumo a um de seus nove títulos de Roland Garros.

A Telefónica, um de seus patrocinadores, preparou um vídeo cheio de gente conhecida dando os parabéns ao tenista. Até Casemiro (sim, o brasileiro do real Madrid) e Kaká fazem aparições.

Piada Pós-Paris

Eugenie Bouchard chegou à imigração na Holanda e teve de explicar o motivo de sua visita ao país: “torneio de tênis”. O oficial, então, perguntou à canadense se ela não deveria estar em Paris ainda…

Os melhores lances

Plasticamente, não aconteceu nada de espetacular no ponto abaixo, mas vale ver pelos 30 golpes do rali e pelo fantástico trabalho de construção de ponto que Djokovic fez até colocar Thiem na defensiva. Vale notar também o quanto o austríaco fez de força a mais do que o sérvio para manter-se no ponto. Uma aula.

Outro lance do sérvio. Velocidade, defesa, precisão, contra-ataque, potência. Em 20 segundos, o porquê de Djokovic ser o número 1 do mundo.

Para finalizar, um exemplo do que Murray fez em muitos momentos da partida. Ofereceu o lado direito, desafiando Wawrinka a atacar com a paralela de backhand, e ficou plantado na esquerda, esperando a chance de matar com seu melhor golpe, o backhand. No caso do ponto abaixo, um break point, Stan fugiu do backhand e deixou a quadra escancarada para a passada.


RG, dia 10: zebras à prova d’água, atraso, piadas e críticas ao torneio
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Agora, sim, Roland Garros vai precisar tomar medidas drásticas para solucionar o quebra-cabeça da programação. Depois de mais um dia de muita chuva e um par de zebras relevantes na chave feminina, o atraso é gigante no torneio parisiense. Metade das oitavas de final masculinas está incompleta, enquanto a metade feminina nem começou ainda. Com cinco dias de torneio pela frente, está mais do que claro que já não há mais margem para atrasos e alguns atletas precisarão entrar na quadra em dias consecutivos. Vamos, então, ao resumo do dia?

Djokovic_RG16_r16_get_blog

As zebras

Com o mau tempo no começo do dia e de olho na previsão nada animadora para o resto da jornada, a organização colocou os primeiros jogos em quadra ainda com uma chuva fininha caindo. O que se viu foi uma sequência de inesperados.

Na Chatrier, Novak Djokovic vivia um péssimo momento contra Roberto Bautista Agut, que venceu o primeiro set por 6/3. A primeira zebra de verdade, no entanto, viria na Quadra 1, onde Sam Stosur (#24) se recuperou da quebra de desvantagem, venceu o primeiro set em um tie-break desastroso de Simona Halep (#6) e abriu a segunda parcial com uma quebra. A australiana, que se adaptou melhor às condições do dia, acabou surpreendendo e triunfando por 7/6(0) e 6/3, derrubando a favorita-vestida-de-zebra.

Halep não ficou nada feliz com a maneira com que o torneio lidou com o clima. Disse que estava “impossível” e que “jogar tênis durante a chuva acho que é um pouco demais.” A romena afirmou também que quase lesionou as costas, que as bolas estavam completamente molhadas e que, em sua opinião, “ninguém se importa com os jogadores”.

Zebra maior, contudo, aconteceria na Suzanne Lenglen, tanto pelo histórico quanto pelo placar do começo do dia. Agnieszka Radwanska (#2) liderava por 6/2 e 3/0 a partida contra Tsvetana Pironkova (#102), iniciada no domingo. Pois nesta terça, a búlgara venceu dez games seguidos e derrubou Radwanska por 2/6, 6/3 e 6/3.

A número 2 do mundo engrossou o coro de Halep e pegou pesado nas críticas, afirmando que Roland Garros não é um torneio pequeno, de US$ 10 mil de premiação. “Como você pode permitir que tenistas joguem na chuva? Eu não posso jogar nessas condições.” Do mesmo modo da romena, a polonesa diz que “não sei se eles realmente se importam com o que nós pensamos. Acho que se importam com outras coisas.”

“Outras coisas”

Quanto a se importar com as “outras coisas” que Radwanska menciona, cabe registrar que Novak Djokovic e Roberto Bautista Agut tiveram sua partida interrompida na Quadra Philippe Chatrier com 2h04min de jogo. Caso a partida tivesse menos de 2h de duração, Roland Garros teria de devolver aos espectadores o equivalente a 50% do valor dos ingressos. Pode ter sido só coincidência que tenham esticado a partida o máximo possível – até porque a programação está toda atrasada – mas é uma coincidência desagradável para quem forçou atletas de alto nível a competir sob chuva.

Os adiamentos

Nenhum jogo masculino foi terminado nesta terça. Todos valiam pelas oitavas de final. Na Chatrier, Djokovic vencia Bautista Agut por 3/6, 6/4 e 4/1; na Lenglen, Tomas Berdych sacava em 1/2, ainda no primeiro set, contra David Ferrer; na Quadra 1, David Goffin perdia por 0/3 para Ernests Gulbis; e na Quadra 2, Marcel Granollers e Dominic Thiem estavam empatados em 1 set a 1, com parciais de 6/2 para o austríaco e 7/6(2) para o espanhol.

As piadas

É seguro dizer que a imagem de Roland Garros sofreu um baque esta semana. O diretor do torneio, Guy Forget, segue culpando a burocracia francesa, mas sem justificar por que não há um teto retrátil na Chatrier nem iluminação artificial no complexo (leia mais aqui). Enquanto isso, o torneio vira piada, seja com Tomas Berdych lembrando que o Australian Open tem três quadras com teto retrátil…

… seja com o torneio australiano mandando um pouco de sol para Paris.

Os brasileiros

Marcelo Melo e André Sá conseguiram entrar em quadra – um contra o outro. O número 1 do mundo e seu parceiro, Ivan Dodig, levaram a melhor: 6/3 e 6/2 sobre Sá e o australiano Chris Guccione. Com isso, brasileiro e croata, atuais campeões do torneio, avançam para as quartas de final. Seus próximos adversários serão Rohan Bopanna e Florin Mergea, cabeças de chave 6.

Enquanto isso, Bruno Soares segue esperando pela próxima sessão de seu jogo boyhoodiano, o mesmo que foi marcado para sábado, começou no domingo e não entrou em quadra segunda nem terça. Ele e Elena Vesnina venciam por 7/5 e 1/1 quando a partida contra a eslovena Andreja Klepac e o filipino Treat Hey foi interrompida e adiada.

O tamanho do drama

Até agora, Roland Garros não anunciou nenhuma mudança no calendário geral, ou seja, a final feminina ainda está marcada para sábado. Se for assim, a finalista que sair do grupo de Serena, Svitolina, Suárez Navarro, Putintseva, Bertens, Keys, Venus e Bacsinszky terá de fazer quatro jogos em quatro dias. Oitavas na quarta, quartas na quinta, semi na sexta e final no sábado – se não chover mais!

Não é o fim do mundo, já que é mais ou menos assim no dia a dia do circuito feminino, mas está longe de ser o ideal em um evento dessa magnitude. Além disso, a finalista que vier da outra metade da chave, que já tem as quartas definidas, poderá chegar com menos cansaço acumulado à decisão.

Entre os homens, a situação está assim: todos que jogaram hoje (Djokovic, Bautista, Ferrer, Berdych, Granollers, Thiem, Goffin e Gulbis) terão cinco dias para quatro partidas. E tudo isso em melhor de cinco sets – e se não chover mais! O cenário é menos complicado para Djokovic, que está com sua partida de oitavas aparentemente encaminhada (imaginem negrito, itálico e ressalvas no “aparentemente”). Mesmo assim, é um óbvio prejuízo em relação à outra metade da chave, que já começa as quartas de final nesta quarta – se não chover mais!


AO, dia 14: Dezesseis horas, dois Slams e R$ 1 milhão para Bruno Soares
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Soares_Vesnina_AO16_col

O relógio marcava 0h58min em Melbourne quando Bruno Soares fechou, ao lado de Jamie Murray, a final de duplas. Eram 17h27min quando o mineiro, desta vez ao lado de Elena Vesnina, se sagrou campeão também nas mistas. Foram 16h29min entre um match point e outro. E assim terminam as espetaculares duas semanas de Bruno Soares neste Australian Open.

As vítimas deste domingo – ou melhor, da tarde deste domingo – foram o romeno Horia Tecau e a americana Coco Vandeweghe, e as parciais do jogo foram 6/4, 4/6 e 10/5. Foi uma atuação irregular da parceria formada por brasileiro e russa, mas que terminou com sucesso graças a um impecável match tie-break de Vesnina, que contou com poucas, mas igualmente precisas intervenções de Bruno.

A conta de Bruno Soares engordou em 396 mil dólares australianos, valor equivalente a R$ 1,135 milhão pelo câmbio da última sexta-feira. A lista de seus principais feitos também dobra de espaço no currrículo. O mineiro de 33 anos, que chegou a Melbourne dono de dois títulos nas mistas, sai com mais dos Slams – um deles, nas duplas.

A comemoração

O quarto título de Slam de Bruno Soares foi festejado assim:

O discurso

Depois de falar por mais de dois minutos (uma eternidade em cerimônias de premiação) ao vencer as duplas na madrugada, Bruno prometeu ser mais rápido na cerimônia das mistas e até conseguiu ser, mas não antes sem pedir desculpas por não ter mencionado sua família após o primeiro título do dia.

A coletiva

Na entrevista pós-jogo, Elena Vesnina contou que recebeu uma mensagem do brasileiro às 4h30min (locais!). No texto, Bruno dizia estar pronto para entrar em quadra. O mineiro, em seguida, explicou que deixou Melbourne Park por volta das 3h e ainda atendeu veículos de imprensa brasileiros, por isso só foi dormir às 5h. Acordou às 8h30min, tentou voltar a dormir, mas não conseguiu e decidiu tomar café da manhã: “Estou vivendo à base de café desde então.”

Lembra disso?

Não foi hoje, mas não custa lembrar do estupendo match point que Elena vesnina jogou nas semifinais, contra Sania Mirza e Ivan Dodig. Ela e Bruno venceram aquele jogo por 7/5 e 7/6(4).


AO, dia 12: Murray na final, Bruno em outra final, e a imbatível #Santina
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Andy Murray está de volta à final do Australian Open; Bruno Soares se classificou para mais uma decisão em Melbourne; e a insuperável dupla de Sania Mirza e Martina Hingis conquistou seu terceiro título de Slam consecutivo.

O resumaço deste 12º dia em Melbourne fala sobre os três jogos mais importantes da sexta-feira, mas também avalia o que esperar da final masculina e inclui os habituais vídeos e tuítes pertinentes da rodada. Role a página e fique por dentro.

Murray_AO16_sf_get_blog

O jogo

Quando alguém saca tão bem e, no caso de Milos Raonic, com tanta potência, a vida do adversário é duríssima. A coisa piora quando o sacador toma decisões corretas e escolhe bem os momentos de subir à rede. E se o cidadão está voleando bem, aí realmente se faz necessária uma atuação hercúlea para derrubá-lo.

Se o sujeito em questão consegue uma quebra de saque no primeiro game do jogo, cria-se um buraco difícil de sair, e foi essa a situação vivida por Andy Murray nesta sexta-feira. O britânico ainda teve 0/40 para devolver a quebra imediatamente, mas não conseguiu converter. E aí começou um drama que, mesmo sem o britânico perder o serviço até o fim, só terminou depois de cinco sets.

No papel, o número 2 do mundo não chegou a estar perto da eliminação. Nem mesmo depois de Raonic vencer o terceiro set. Só que as palavras nesse “papel” nem sempre têm sentido literal. Contra um saque como o do canadense, estar perdendo por 2 sets a 1 é viver com a faca no pescoço. Murray, é bom dizer, lidou bem com isso. Sacando atrás no placar no início do quarto set, confirmou saques sem drama até quebrar o adversário.

Aí, sim, houve sufoco. O britânico precisou salvar três break points em dois games diferentes antes de fechar o set. E o momento foi tão tenso que gerou essa comemoração intensa (e rara, sejamos sinceros) de Andy Murray.

Quando o quinto set começou, após mais de 3h30min de partida, Raonic já não estava bem fisicamente. Pediu atendimento médico e recebeu massagem, mas sua movimentação diminuiu. Os saques também sofreram. A vida de Murray ficou mais fácil, e ele aproveitou. Abriu 4/0 e não olhou mais para trás. No fim, depois de 4h08min, garantiu sua vaga em mais uma final: 4/6, 7/5, 6/7(4), 6/4 e 6/2.

O que esperar da final

Novak Djokovic será favorito mais uma vez. Até aí, novidade nenhuma. O sérvio, hoje, é o mais cotado contra qualquer adversário em qualquer torneio, em qualquer piso, com ou sem vento, sob sol ou em quadra indoor. A questão é o quanto Murray conseguirá agredir e ser eficiente no domingo. Até agora, o escocês faz um ótimo torneio, mas nenhuma de suas vitórias veio com um nível de tênis espetacular – aquele que se espera de alguém que possa derrubar o número 1 do mundo.

Djokovic, por outro lado, foi espetacular na quinta-feira. Especialmente nos dois primeiros sets contra Roger Federer. Parece improvável outra atuação como aquela dos cem erros não forçados contra Gilles Simon. Até por isso, as casas de apostas pagam apenas 1,16 em caso de título do sérvio e 5,0 para uma vitória de Murray.

O brasileiro em outra final

Sim, Bruno Soares disputará as duas finais no Australian Open. Já classificado para a decisão das duplas, o mineiro voltou à quadra nesta sexta para tentar avançar também nas mistas. Pois ele e a russa Elena Vesnina derrotaram Sania Mirza e Ivan Dodig por 7/5 e 7/6(4), ficando a uma vitória do título.

Somando as campanhas do ATP de Sydney e as duas chaves do Australian Open, Bruno agora soma 13 vitórias seguidas. A decisão das mistas será no domingo contra o romeno Horia Tecau e a americana Coco Vandeweghe.

As imbatíveis

Sania Mirza jogou a semifinal de mistas contar Soares e Vesnina depois de uma tensa decisão nas duplas femininas. Ela e Martina Hingis foram campeãs, derrotando as tchecas Andrea Hlavackova por 7/6(1) e 6/3.

O primeiro set, em especial, foi dramático, com oito quebras de saque consecutivas. A parceria tcheca, inclusive, chegou a sacar para a parcial com o placar em 5/4. Durante a maior parte do tempo, porém, Mirza sorria, se divertindo com a parceira.

A vitória desta sexta foi a 36ª consecutiva de #Santina. A dupla não perde desde agosto do ano passado e detém agora os títulos de Wimbledon, do US Open e do Australian Open.

Curiosidades

Informação da federação britânica: com Jamie nas duplas e Andy nas simples, pela primeira vez na Era Aberta (a partir de 1968) dois irmãos farão duas finais de um mesmo torneio de Grand Slam.

Outro número interessante: a última vez que a Grã-Bretanha teve representantes nas duas finais masculinas do Australian Open foi em 1935, quando Fred Perry foi campeão nas simples e Patrick Hughes foi vice nas duplas.

E vale lembrar que uma vitória de Milos Raonic também daria ao Canadá a participação nas duas finais. O imortal Daniel Nestor, 43 anos, jogará neste sábado pelo título de duplas ao lado de Radek Stepanek.

Bolão Impromptu do Dia

Nesta sexta, a pergunta aleatória da vez lançada durante um momento qualquer na madrugada foi sobre o quinto set de Andy Murray x Milos Raonic.

Os melhores lances

Na coletiva após o jogo, Milos Raonic disse que nunca se sentiu tão triste após perder um jogo de tênis. É compreensível. A final do Australian Open esteve a alguns games de seu alcance, mas escapou. Não serve de consolo, mas o torneio elegeu esse forehand do canadense como o melhor lance do dia.

Machucou

Andrea Hlavackova deu essa bolada na parceira durante a final de duplas. O erro veio logo em um break point, mas acabou não custando tão caro assim. Pouco depois, as tchecas conseguiram a quebra de saque e abriram 5/4.

O que vem por aí no dia 13

O sábado em Melbourne tem a final feminina, entre Serena Williams e Angelique Kerber, seguida da final de duplas, com Bruno Soares e Jamie Murray enfrentando Daniel Nestor e Radek Stepanek. As duas partidas serão à noite, a partir das 19h30min locais.

Veja aqui os horários e a programação completa.

A mensagem

Após jogo, coletiva e tudo mais, Milos Raonic publicou uma mensagem bonita em sua conta no Instagram. Falou, entre outras coisas, sobre como dá raiva terminar assim o torneio, com um nó no estômago, e sobre como trabalha duro para alcançar tudo que quer no tênis.

It hurts light hell now at this moment. The heartbreak and the disappoint. Regardless, I will not let this keep me down. That is not how I was raised and that is not the kind of person that I am. I thrive of challenges and of difficult moments that on the other side make me better and make me stronger. It's infuriating for the tournament to end on this note and to have to face this knot in my stomach. But it's not the end. Not by any means. I am better than that and I will overcome the challenges my body presents to me, I work far to damn hard and commit every waking moment to tennis, my ambitions and my goals, to not do that. I will grow from this and I will learn. I will give myself this opportunity again and I will move on in a better light. It may not be today or tomorrow but I am gonna do everything to make sure it's someday! At the end of the day, it has been a very special January. I have showed great amounts of improvement and development in my tennis. I have played great and I have done a whole lot of winning. That feels great and I will keep pushing that forward. A huge thank you to the fans and supporters who show their love and passion, on court, through Facebook, Twitter, Instagram and any other way possible. You guys are great to me and I am forever grateful. I will much more to cheer for. With much love! Milos

A photo posted by Milos Raonic (@mraonic) on


AO, dia 6: desmaio de técnico, frases polêmicas e surpresas nas oitavas
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Se Andy Murray e Victoria Azarenka cumpriram o script, Garbiñe Muguruza apareceu no set com as falas mal ensaiadas. A espanhola acabou eliminada do Australian Open neste sábado, dia em que todos confrontos de oitavas de final foram definidos.

Foi uma jornada tumultuado dentro e fora de quadra. Desde o desmaio do técnico de Ana Ivanovic até as declarações polêmicas de Gilles Simon e – sempre ele – Bernard Tomic. Houve também muitos aces, lances espetaculares (e fanfarrões) e uma bela mensagem de solidariedade. Siga lendo o resumaço e fique por dentro do que anda acontecendo no primeiro Slam de 2016.

Muguruza_AO16_r3_get_blog

Os favoritos

“Victoria Azarenka atropelou” é a versão 2016 do manjado título jornalístico “Federer dá show”, certo? Bom, pelo menos por enquanto. A bielorrussa, bicampeã do torneio, voltou a vencer com folga em Melbourne. A vítima do sábado foi a qualifier japonesa Naomi Osaka (#127), que caiu por 6/1 e 6/1.

O jogo até chegou a parecer interessante, mas só por alguns minutos. Foi quando Vika perdeu o serviço logo no primeiro game. Depois disso, Azarenka venceu oito games seguidos e restabeleceu a ordem das coisas.

Ainda sem enfrentar uma cabeça de chave sequer, a ex-número 1 ainda deu sorte – com a eliminação de Garbiñe Muguruza (leia mais abaixo) – e vai enfrentar a tcheca Barbora Strycova (#48) nas oitavas. Ou seja, Vika pode alcançar as quartas sem enfrentar uma cabeça de chave.

Sim, eu sempre posto um tuíte como o acima, mostrando a espetacular sequência de resultados de Azarenka em 2016. Vale perguntar, a propósito, quando o Twitter vai aprovar o uso de mais de 140 caracteres nas postagens. Se demorar, os jornalistas precisarão postar imagens com as parciais de Vika.

Na chave masculina, Andy Murray perdeu um set, mas derrotou o português João Sousa sem muito drama: 6/2, 3/6, 6/2 e 6/2. Foi a sétima vitória de Murray em cima de Sousa, que só conseguiu tirar dois sets do britânico em todos esses confrontos. O jornalismo português, aliás, deve ser o detentor do recorde de escrever “enfrenta Andy Murray” nos últimos dois anos. De 2014 até este Australian Open, foram seis partidas entre os atletas em questão.

A grande cabeça que rolou

Na chave feminina, finalmente uma zebra grande. Garbiñe Muguruza (#3), que vinha de duas boas vitórias e atuações convincentes, deu adeus precoce a Melbourne neste sábado, eliminada pela tcheca Barbora Strycova (#48). A espanhola entrou em quadra agressiva e até conseguiu um break point no game inicial, mas não converteu.

Muguruza, contudo, atacou além da conta, e os erros começaram a aparecer já no segundo game. Strycova conseguiu duas quebras e, a partir do quarto game, manteve a liderança até fechar o set. A segunda parcial não foi muito diferente. Em momento algum, Muguruza conseguiu o ritmo necessário para agredir a rival com eficiência e consistência. A tcheca, que não deu o ritmo que Muguruza gostaria, acabou triunfando por 6/3 e 6/2, em 1h18min.

O susto

Ana Ivanovic (#23) vencia a partida contra Madison Keys (#17) por 6/4 e 1/0 quando a partida precisou ser interrompida por causa de um espectador que havia desmaiado. Pouco depois, foi confirmado que o cidadão era Nigel Sears, técnico de Ivanovic e sogro de Andy Murray.

NigelSears_AO16_get_blog

As duas tenistas tiveram a opção de adiar a partida, mas ambas preferiram continuar, e o jogo seguiu após uma interrupção de 50 minutos. Ivanovic chegou a abrir 4/2 no segundo set, mas acabou sofrendo a virada. Keys fechou a parcial em 6/4 depois de um último game que teve seis break points e três game/set points.

A parcial decisiva também foi cheia de variações, e Ivanovic novamente abriu vantagem. Keys, no entanto, saiu de 0/3 para 5/3 e finalmente fechou a partida em 4/6, 6/4 e 6/3. O torneio deu às tenistas a opção de não ir à coletiva obrigatória, e ambas aceitaram. Andy Murray, que jogava na Margaret Court Arena ao mesmo tempo, também se recusou a falar.

Ele e mãe saíram do Melbourne Park direto para o hospital. Os relatos mais recentes dão conta de que Nigel Sears está consciente e passa bem.

Frases polêmicas

Gilles Simon disse ao jornal francês L’Équipe que terá todo o vestiário (leia-se “todos os jogadores”) na torcida a seu favor no domingo, quando enfrentará Novak Djokovic nas oitavas de final. Segundo o #15 do mundo, todo mundo anda de saco cheio de ser humilhado pelo sérvio.

Tenho cá minhas dúvidas sobre se foi algo inteligente a dizer um dia antes de enfrentar o número 1 do mundo. Isso desestabilizaria ou incentivaria ainda mais Djokovic nas oitavas de um Slam? Aguardemos até a partida então.

Outro que andou falando sobre alguém do Big Four foi – surpresa! – Bernard Tomic. Depois de cinco dias sem falar ou fazer bobagem, o australiano foi indagado sobre uma entrevista de Federer, na qual o suíço ressaltava a inconsistência de Tomic, que sempre ficou longe de entrar no top 10. Neste sábado, o australiano disse também achar que o suíço está muito longe do tênis de Djokovic hoje em dia.

Se alguém estiver imaginando, Tomic só enfrentará Federer neste Australian Open se ambos alcançarem a final. Não parece lá muito provável.

As oitavas definidas

Na chave masculina, as oitavas de final ficaram assim:

[1] Novak Djokovic x Gilles Simon [14]
[9] Jo-Wilfried Tsonga x Kei Nishikori [7]
[3] Roger Federer x David Goffin [15]
[24] Robert Bautista Agut x Tomas Berdych [6]
Andrey Kuznetsov x Gael Monfils [23]
[13] Milos Raonic x Stan Wawrinka [4]
[8] David Ferrer x John Isner [10]
[16] Bernard Tomic x Andy Murray [2]

Na chave feminina, este é o cenário:

[1] Serena Williams x Margarita Gasparyan
[12] Belinda Bencic x Maria Sharapova [5]
[4] Agnieszka Radwanska x Anna-Lena Friedsam
[10] Carla Suárez Navarro x Daria Gavrilova
[7] Angelique Kerber x Annika Beck
[14] Victoria Azarenka x Barbora Strycova
Johanna Konta x Ekaterina Makarova [21]
[15] Madison Keys x Shuai Zhang

O sortudo

Não é todo dia que alguém chega às oitavas de final em um Slam depois de derrotar Ryan Harrison, Jeremy Chardy e Dudi Sela, certo? Principalmente em uma chave que tinha Rafael Nadal (e, depois, Fernando Verdasco). Só que Andrey Kuznetsov (#74) tem lá seu mérito. Viu as oportunidades e aproveitou, derrotando um cabeça de chave, digamos, derrotável, e, em seguida, batendo o israelense Dudi Sela, que ninguém imaginava estar vivo na terceira rodada.

A maior surpresa

Não, Shuai Zhang (#133) não protagonizou nenhuma surpresa gigante neste sábado, embora a chinesa não fosse a mais cotada para vencer o duelo com a americana Varvara Lepchenko (#51). Ainda assim, a qualifier de 27 anos triunfou e avançou às oitavas por 6/1 e 6/3.

A parte mais bacana da história é que Shuai Zhang vem caminhando em território desconhecido desde a primeira rodada, quando derrotou a vice-líder do ranking, Simona Halep. Antes deste Australian Open, a chinesa havia disputado 14 Slams e perdido na estreia em todas 14 oportunidades.

Os brasileiros

Bruno Soares e Jamie Murray venceram outra vez e alcançaram as oitavas de final. Brasileiro e escocês, cabeças de chave 7 em Melbourne, fizeram 7/5 e 6/3 em cima de Mariusz Fyrstenberg e Jerzy Janowicz, uma dupla nada fácil de derrotar. Em uma seção duríssiva da chave, Bruno e Jamie vão enfrentar agora Dominic Inglot e Robert Lindstedt, cabeças 11. Quem vencer vai às quartas para encarar – provavelmente – os irmãos Bob e Mike Bryan.

O sábado também marcou o início do torneio juvenil do Australian Open, mas não há brasileiros inscritos. Dos quatro brasileiros mais bem colocados no ranking mundial juvenil, três optaram por disputar a Copa Barranquilla, na Colômbia. É um torneio de nível I. Gabriel Decamps foi eliminado nas oitavas de final (por desistência), assim como Lucas Koelle. Felipe Meligeni Alves, cabeça 1, caiu na estreia. Orlando Luz, por sua vez, ainda não jogou em 2016.

O canhão

John Isner (#11) venceu outra vez e, como quase sempre, disparando um monte de aces. Neste sábado, contra Feliciano López (#19), foram 44, número que iguala sua terceira melhor partida no quesito. O espanhol até emparelhou a partida durante os dois primeiros set, mas Isner conseguiu a primeira quebra de saque da partida logo no game inicial do terceiro set e dominou o confronto a partir dali. No fim, o placar mostrou 6/7(8), 7/6(5), 6/2 e 6/4.

Os números de Isner neste Australian Open são, de fato, impressionantes. Em três partidas, o americano de 2,08m de altura acumula 101 aces (e apenas cinco duplas faltas) e 161 saques não devolvidos. Além disso, em 54 games com o saque, Isner não cedeu um break point sequer. Os números são cortesia do tuíte de Craig O’Shannessy, colado abaixo.

O bom moço

Milos Raonic (#14) havia acabado de derrotar Viktor Troicki (#26) por 6/2, 6/3 e 6/4, mas aproveitou a entrevista pós-jogo para mandar um recado solidário. Ele dedicou a vitória a uma comunidade de Saskatchewan, no Canadá, onde houve um tiroteio que deixou quatro mortos e pelo menos dois feridos em uma escola.

“A vitória de hoje foi por essa comunidade e por uma recuperação rápida, e o Canadá inteiro, e tenho certeza que o mundo, está com vocês.”

Os melhores lances

Na chave de duplas mistas, Ivan Dodig derrubou a placa de propaganda na beira da quadra, mas conseguiu o winner. Ele e a indiana Sania Mirza derrotaram Alja Tomljanovic e Nick Kyrgios por 7/5 e 6/1.

Dodig também tentou jogar tênis sem a raquete.

O jogo entre os franceses Gael Monfils (#25) e Stephane Robert (#225) não foi lá equilibrado, mas teve seus momentos divertidos. Como este ponto de Robert depois de um longo rali com o compatriota.

Robert e Monfils, aparentemente, estavam no espírito de fazer gracinhas.

O melhor do dia 7

A programação de domingo, em Melbourne, marca o início das oitavas de final, ou seja, serão poucas as partidas desinteressantes. A começar pela primeiro jogo da Rod Laver Arena, entre Maria Sharapova e Belinda Bencic, que será disputado no mesmo horário de Jo-Wilfried Tsonga x Kei Nishikori, marcado para a Hisense Arena. A sessão diurna da RLA encerra com Novak Djokovic x Gilles Simon, duelo que ficou mais curioso depois das declarações do francês. No fim do dia, também na RLA, temos Roger Federer x David Goffin. Se o belga não costuma ameaçar o suíço, pelo menos a partida deve render alguns lances de efeito.

Entre os brasileiros, Marcelo Melo tenta uma vaga nas quartas de final. Ele e Ivan Dodig enfrentam Pablo Cuevas e Marcel Granollers na segunda partida do dia na Hisense Arena. Na Quadra 6, Bruno Soares finalmente fará sua estreia nas mistas, inicialmente marcada para sexta-feira, mas cancelada por causa da chuva. Ele e Elena Vesnina jogam contra a chinesa Saisai Zheng e o sul-coreano Hyeon Chung. Veja aqui os horários e a programação completa.


Quadra 18: S01E19
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Novak Djokovic completou uma temporada espetacular com mais um título e mais uma vitória sobre Roger Federer. No embalo do ATP Finals, o podcast Quadra 18 está de volta com mais um episódio cheio de informações. Sheila Vieira, Aliny Calejon e eu comentamos os oito melhores simplistas, o Finals de duplas e as notícias mais quentes como a ameaça terrorista na Bélgica, onde será disputada a final da Copa Davis, e a exclusão dos pontos do torneio olímpico de tênis.

Para ouvir, basta clicar no player acima. Se preferir fazer o download do episódio, clique neste link com o botão direito do mouse e, depois, em “salvar como”.

Ah, sim: também falamos sobre a final da Fed Cup, os planos da ATP de realizar uma espécie de ATP Finals Sub-21 e a volta de Carlos Bernardes às partidas de Rafael Nadal em 2016.

Os temas

0’00 – Higher (Sigma feat. Labrinth)
0’41’’ – SURPRESA! Djokovic venceu o Finals.
1’44’’ – “Não pode ter feito 15 finais seguidas. Alguém errou a conta”
2’25’’ – Os jogos contra Federer: o que mudou de um para o outro
5’50’’ – Frases distorcidas em coletivas
6’48’’ – O efeito Djokovic: forehands, riscos e o jogo tático em Djokovic x Federer
11’02’’ – O 2015 de Federer foi melhor que o seu 2014?
12’49’’ – Murray travando contra os tops
15’00’’ – Murray ou Wawrinka?
16’52’’ – “O Stan é muito humano, né?”
20’30’’ – Os “outros” do ATP Finals
21’50’’ – Pergunta: “O que é preciso para bater Djokovic?” Respostas: “bigorna do Coyote”, “seja Wawrinka em Paris” e “macumba”.
22’50’’ – Pergunta: “Qual a diferença do domínio de Serena na WTA e o de Djokovic na ATP?”
23’23’’ – Pergunta: “Neste ritmo, em que degrau da história do tênis Djokovic pode chegar?”
25’28’’ – Pergunta: “Federer ano que vem continua como principal adversário de Djokovic?”
25’44’’ – Pergunta: “Qual será a prioridade de Djokovic em 2016: Roland Garros ou Olimpíadas?”
27’37’’ – Pergunta: “Vocês também acham que o melhor do Finals foi o extraquadra? Murray cortando o cabelo e deixando o box vazio, a ex do Stan…”
31’41’’ – Barbagate + comentário: “Federer é meio Tony Ramos, né?”
33’59’’ – Duuuuuuuuuuu-plaaaaaaaaas
34’24’’ – Aliny esperava número 1 título de Rojer/Tecau?
36’18’’ – Parênteses sobre a namorada “peituda” de Robert Lindstedt
37’30’’ – “Falando de beijos e romances…”
37’45’’ – A campanha de Marcelo Melo e Ivan Dodig
39’18’’ – Desabafos contra John Peers
40’34’’ – Bopanna e Mergea surpreenderam?
41’23’’ – Aliny analisa o momento dos Bryans e como isso reflete no circuito
43’02’’ – Críticas sobre a não-transmissão da semifinal
48’40’’ – 22 Acacia Avenue (Iron Maiden)
49’19’’ – Preocupação com a segurança na final da Copa Davis
53’05’’ – Comentários sobre a falta de pontos nos Jogos Rio 2016
58’08’’ – A ideia do ATP Finals sub-21
61’10’’ – Rafa Nadal e Carlos Bernardes, o retorno em 2016
63’00’’ – República Tcheca vence a Fed Cup novamente
63’45’’ – Inédito: Cossenza elogia Sharapova
65’25’’ – England (Edguy)

Créditos musicais

Por causa do ATP Finals em Londres, a trilha sonora tem tema inglês. A faixa de abertura é Higher (Sigma feat. Labrinth). As outras duas faixas são 22 Acacia Avenue (Iron Maiden) e England (Edguy).


Marcelo Melo e o #1 em números: quem é o melhor parceiro?
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Nem soluções para a crise na Síria, nem uma trégua para o leste da Ucrânia, nem conclusões definitivas sobre duplas e o ranking de Marcelo Melo. A intenção deste post é apenas dar sequência à série de posts pão de queijo e levantar números, ilustrando o cenário que levou o mineiro de 32 anos ao posto de número 1.

Ao longo da ascensão de Marcelo, que já vem de alguns anos, foi possível ler e ouvir algumas teorias sobre seu momento. “Ele precisava jogar com um simplista”, disse um comentarista da ESPN. “Ele escolhe bem parceiros” e “o Ivan carrega a dupla” são outras teses ditas por aí. Mas será que os números confirmam ou desprovam alguma dessas explicações? Ou nem uma coisa nem outra?

Ao fim desta semana, após sua 12ª vitória consecutiva e o título do ATP 500 de Viena, Marcelo Melo alcançou a marca de 7.680 pontos conquistados desde janeiro. Destes, 5.140 vieram ao lado de Ivan Dodig, seu parceiro habitual. Outros 2.540 foram somados em dupla com outros tenistas. Ou seja, o croata esteve ao lado do mineiro em 66% dos pontos – ou, arredondando, 2/3. O outro terço veio com Max Mirnyi, Julian Knowle, Bruno Soares, Raven Klaasen e Lukasz Kubot.

Outros números interessantes: Marcelo Melo conquistou 34,2% dos pontos possíveis nos torneios que jogou ao lado de Ivan Dodig. Quando teve outro parceiro, teve aproveitamento superior: 63,5%. São números, obviamente, que precisam de contexto. O brasileiro esteve ao lado de Dodig nos quatro Slams e em seis Masters 1.000. Com os “outros”, foram apenas dois Masters, três ATPs 500 e dois ATPs 250. É uma grande diferença de nível.

Por último, uma observação que parece um tanto importante a esta altura do calendário. Em pontos, as melhores campanhas de Ivan Dodig, Raven Klaasen e Lukasz Kubot aconteceram ao lado de Marcelo Melo (são três de seus seis parceiros em 2015). E Bruno Soares, lembremos, também não conseguiu ao lado de Alexander Peya mais do que os 360 que somou com o conterrâneo em Miami (embora tenha igualado a pontuação em Wimbledon, Montreal e Roland Garros).

Após ler o parágrafo acima, me sinto tentado a perguntar: é Marcelo Melo que escolhe bem os parceiros ou o contrário?

Coisas que eu acho que acho:

– Está dito no início do post, mas reforço aqui: nenhum número é apresentado aqui como definitivo para comprovar tese alguma. O texto tem como objetivo principal ilustrar a temporada memorável de Marcelo Melo.

– A única conclusão que me sinto tentado a tirar parece um tanto óbvia: Marcelo Melo é um tenista fantástico que não depende deste ou daquele parceiro para ir longe em um ou outro torneio. É um duplista que não chega ao posto de número 1 isolado por acaso. Não precisou que ninguém o colocasse lá.

– Bruno Soares fez a pergunta do tweet acima antes do início do ATP 500 de Viena. Será que o mineiro estava confiante no conterrâneo?


A separação de Soares, o “não” de Marcelo e o convite de Jamie
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

A notícia chegou via Aliny Calejon. Bruno Soares não jogará com Alexander Peya em 2016. Depois de uma temporada com resultados aquém do esperado, o mineiro decidiu mudar. Avisou o parceiro que queria algo diferente em 2016 e foi em busca de um novo companheiro (foto acima por Getty Images).

Primeiro, entrou em contato com o conterrâneo Marcelo Melo – bastante consciente da possibilidade de ouvir um “não” de alguém que venceu um Grand Slam ao lado de Ivan Dodig em 2015. Mesmo com as Olimpíadas por perto, é difícil mexer no time que vem dando certo.

Sabe aquele roteiro de filme adolescente americano em que o garotão convida a menina para o baile e, no mesmo dia, é convidado por uma gata diferente? Pois é.
No mesmo dia em que fez a proposta para Marcelo, Bruno recebeu de Jamie Murray, vice-campeão de Wimbledon e do US Open em 2015, um convite para formar uma parceria em 2016.

Bruno disse a Jamie que ainda esperava uma resposta do atual número 3 do mundo. Jamie topou aguardar alguns dias. Marcelo, então, disse não, e Bruno fechou o time com o irmão de Andy Murray. Os dois começam a jogar juntos já em janeiro do ano que vem.

Ouça abaixo a explicação de Bruno Soares.


Coisas que eu acho que acho:

– Primeiro, tiremos do caminho a questão de sempre. Toda vez que escrevo sobre um dos dois, alguém pergunta por que Bruno e Marcelo não jogam mais juntos. Os mineiros fizeram duas temporadas inteiras juntos até Bruno quis tentar algo diferente. A mudança, como o tempo continua provando, foi boa para ambos. E não atrapalhou em nada os resultados na Copa Davis nem em Londres 2012. Não deve ser diferente nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

– Não conversei com Marcelo, mas deve ter sido uma decisão difícil de tomar – especialmente com Ivan Dodig em um momento difícil, vivendo o dilema de querer recuperar seu ranking de simples e conciliar isso com uma temporada vencedora nas duplas. Não é fácil montar um calendário assim. De todo modo, é perfeitamente compreensível – como disse Bruno – que o atual duplista #3 do mundo queira continuar com seu atual parceiro.


O número 1 ao alcance de Marcelo Melo
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

Já são 18 torneios, cinco parceiros diferentes e quatro títulos conquistados. Em 2015, Marcelo Melo jogou com Max Mirnyi, Julian Knowle e Bruno Soares. Com Ivan Dodid, seu parceiro habitual, venceu Acapulco e Roland Garros, Com o sul-africano Raven Klaasen, companheiro das últimas duas semanas, varreu Japão e Xangai. E agora, depois de dois títulos consecutivos, Marcelo Melo se aproxima enormemente do posto de duplista número 1 do mundo. Sim, é verdade.

Foi na quinta-feira que a Aliny Calejon, colega do podcast Quadra 18, alertou para a nada desprezível chance de o mineiro encostar e, talvez, ultrapassar os irmãos Bryan. Segundo as contas dela, Marcelo pode sair de Viena, seu próximo ATP, apenas 190 pontos atrás de Bob e Mike. Os gêmeos americanos, vale lembrar, têm 2.300 pontos a defender no Masters 1.000 de Paris e no ATP Finals, já que venceram ambos no ano passado. Enquanto isso, Marcelo somou “apenas” 800 no torneio londrino em 2014, depois de zerar na França. Ou seja, a chance existe e não é nada, nada pequena.

Em Viena, Melo joga ao lado do polonês Lukasz Kubot em uma chave pequena, mas nada fácil. A estreia será contra os colombianos Juan Sebastián Cabal e Robert Farah. A curiosidade da semana, contudo, fica por conta de Mike Bryan, que jogará sem o irmão pela primeira vez desde 2002. Seu parceiro no torneio será o também americano Steve Johnson.

O resultado disso é que os dois irmãos podem se separar no ranking. E como todo “pode” deveria vir sempre acompanhado de “ou não”, vale apontar que Mike e Steve Johnson estrearão em Viena contra Jamie Murray e John Peers, vice-campeões de Wimbledon e do US Open. Se escocês e australiano vencerem, manterão os gêmeos juntos no ranking e darão uma forcinha a Marcelo Melo.

Público existe ou se faz?

A nota triste sobre isso é que o SporTV novamente não mostrou uma final de Masters 1.000 envolvendo Marcelo Melo. Já havia acontecido dois anos atrás, quando ele venceu o mesmo torneio, junto com Ivan Dodig. Conversei na época com uma pessoa do canal sobre isso. Ela me respondeu o seguinte: “É dupla e de madrugada. Não tem público.”

Esse raciocínio tem lá sua lógica. Por que gastar e movimentar uma equipe de transmissão na madrugada se a audiência não é tanta assim? Há quem diga, no entanto, que “público se faz.” Quando o canal faz uma cobertura boa e valoriza o produto que tem, a audiência cresce. Um bom exemplo seria o público de NFL, que cresceu bastante no Brasil desde que a ESPN adquiriu os direitos exclusivos e mostra vários jogos por rodada. Parece ser um debate interessante.

A temporada espetacular

Desde o US Open, última vez que postei sobre o circuito masculino, pouca coisa mudou – a não ser pela espantosa derrota de Roger Federer para Albert Ramos-Viñolas na primeira rodada em Xangai. No topo do ranking, Novak Djokovic continua imbatível. Venceu Pequim (500) e Xangai (1.000) de forma absoluta. Foram dez vitórias sem perder sets e apenas dois rivais conseguiram vencer pelo menos quatro games em um set: Tomic e Tsonga, ambos em Xangai.

A sequência, não esqueçamos, incluiu partidas contra David Ferrer, John Isner, David Ferrer, Rafael Nadal e Andy Murray. É assustadora a superioridade do sérvio neste momento. Sua vantagem sobre o escocês, atual número 2 do ranking, já é de mais de oito mil pontos (o equivalente a quatro títulos de Grand Slam). Seus resultados são comparáveis aos da fantástica temporada de 2011. Melhores, talvez? É outro debate interessante.

Há até quem considere a possibilidade de ser a melhor temporada da Era Aberta, mas é um argumento difícil de se fazer. Além de todas as ressalvas costumeiras (momentos, adversários e tecnologias diferentes), é preciso considerar que Rod Laver, lá atrás, venceu os quatro Slams no mesmo ano. Seria, então, a melhor campanha da Era Aberta com três Slams no mesmo ano? Talvez, mas “três Slams no mesmo ano” já é um asterisco que, pelo menos para mim, faz a comparação perder o sentido. Nada disso, no entanto, altera o inegável: é um ano memorável para o sérvio.

O recorde que não foi

Outro tema interessante (desde o último post sobre ATP aqui no Saque e Voleio) foi o recorde de aces quebrado por Ivo Karlovic, que superou o compatriota Goran Ivanisevic durante o ATP de Pequim. Dr. Ivo agora tem 10.247 (considerando que ele não sacará mais nenhum até a publicação deste post) saques indefensáveis na carreira contra 10.237 de Ivanisevic.

Entretanto, a marca de Karlovic, muito divulgada pela ATP (que precisa de assunto nesse período pós-US Open e pré-Finals), também já vem sendo bastante contestada. Não pelos números que existem, que são incontestáveis, mas pelos que nunca foram (nem serão) registrados. Este texto do Tennis Abstract, por exemplo, lembra que são muitas as partidas não contabilizadas de Ivanisevic. Segundo uma estimativa do site, Goran teria algo perto de 12.550 aces – número que dificilmente seria alcançado pelo compatriota.


Quadra 18: S01E15
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

O Brasil perdeu para a Croácia na Copa Davis, e o podcast Quadra 18 está no ar para falar de tudo que envolveu o confronto. A escolha da sede, as partidas, a infraestrutura (ou a falta dela) e as consequências de tudo que rolou em Florianópolis. Com apresentação de Sheila Vieira, que acompanhou as semifinais do Grupo Mundial, o podcast tem Aliny Calejon e eu gravando direto de Floripa.

Para ouvir, no player clique acima. Se preferir, faça o download do podcast e ouça depois. Basta clicar no link acima com o botão direito do mouse e “gravar como”.

Quem preferir pode baixar o arquivo assinar nosso feed e ouvir no iTunes. E para enviar questões, críticas e sugestões, nosso canal preferido é o Twitter – incluam sempre a hashtag #Quadra18 – mas também aceitamos via e-mail e Facebook.

Os temas

Como de costume, segue abaixo a lista de assuntos abordados no programa, com o momento em que falamos sobre cada um dos temas. Quem preferir, pode avançar direto até o trecho que quiser ouvir primeiro.

0’00” – Introdução com Cossenza e Aliny em Florianópolis
1’37” – O confronto Brasil x Croácia
3’50” – A vitória croata foi surpreendente?
8’50” – A torcida catarinense e o mérito de Borna Coric
10’10” – O abandono de Thomaz Bellucci
10’30” – João Zwetsch fala sobre a decisão que resultou no abandono
14’45” – Thomaz Bellucci fala por que “não fazia sentido continuar”
15’40” – Bellucci fala sobre como lesões aparecem quando o tenista está mais cansado
16’55” – Florianópolis foi a melhor escolha para sede da Davis?
24’55” – “Parece uma organização amadora”
28’40” – Comentários sobre Grã-Bretanha x Austrália
33’50” – Comentários sobre Bélgica x Argentina
35’30” – O preparo físico de Leo Mayer que faltou à Argentina
36’20” – O que esperar da final entre Bélgica e Grã-Bretanha
37’20” – Bélgica na final significa mudanças à vista na Copa Davis?
40’30” – “EUA e Europa têm dificulade em enxergar amém do Grupo Mundial”
41’45” – Os playoffs e a única mudança no Grupo Mundial
42’30” – “Federer teve que pegar a bucha”
44’20” – “A Dinastia Daniel sobrevive na Colômbia”
45’50” – Colômbia bate na trave mais uma vez
46’50” – “Marcos Daniel fez muito mais na Colômbia do que Santiago Giraldo”
47’20” – Teliana Pereira no ITF de St. Malo e rumo à Ásia
48’55” – Confrontos interessantes no Challenger de Campinas
49’30” – Comentários quase aleatórios sobre champanhe croata e rodízio em Florianópolis

Créditos musicais

A faixa de abertura do podcast, chamada “Rock Funk Beast”, é de longzijun. As demais faixas deste episódio são chamadas “Hang For Days” e “Game Set Match”. As duas últimas fazem parte da audio library do YouTube.


Davis: favoritismo é brasileiro contra a Croácia
Comentários Comente

Alexandre Cossenza

É compreensível que, em tempos de politicamente correto, ninguém goste de assumir favoritismo. Principalmente técnicos de equipes – ou, no caso, capitães de Copa Davis. Muito menos ainda no caso específico de João Zwetsch, que é um capitão de frases longas e pouco objetivas. O máximo que vai se ouvir do gaúcho é que sua equipe tem “uma situação com possibilidade maior.”

Mas que ninguém se engane: a ausência de Marin Cilic, que sofreu uma lesão durante o US Open, faz do Brasil o favorito contra a Croácia no confronto que será disputado neste fim de semana, em Florianópolis, valendo vaga no Grupo Mundial da Copa Davis (quem perder volta à “segunda divisão” do tênis mundial). Sim, o Brasil é favorito mesmo com a Croácia trazendo o #33 do mundo. E mesmo com Feijão em uma longa fase ruim que o tirou do top 100.

E não é difícil entender os porquês. O primeiro é Thomaz Bellucci jogando possivelmente o melhor (e mais consistente!) tênis de sua carreira. Ok, a combinação Bellucci + Davis é quase sinônimo de drama mesmo em condições favoráveis (vide Sorocaba, Chennai, Rio Preto e São Paulo), mas é inegável que o número 1 do país tornou-se um belo tenista de Copa Davis. No saibro, o paulista é favorito para vencer as duas partidas de simples. Com uma dupla quase imbatível, ainda que Bruno Soares não viva o melhor momento de sua carreira, não é nada improvável que o Brasil saia vitorioso com dois pontos de Bellucci e um de Marcelo Melo e Soares. Foi assim contra a Espanha, no Ibirapuera, ano passado.

Outro fator é a torcida. A arena montada no Costão do Santinho não é das maiores nem das mais barulhentas (outdoor com quatro mil lugares), mas a CBT contratou Dartagnan (aquele da corneta!) e sua equipe para garantir que os adversários serão incomodados de sexta a domingo. Sem Cilic, a Croácia põe todas suas esperanças em Borna Coric, #33 do mundo, que tem talento demais, mas experiência de menos. Sim, o adolescente de 18 anos acaba de conquistar um título em Barranquilla em um torneio com condições não tão diferentes das de Florianópolis. Mas seu tênis esteve longe de ser brilhante no Challenger colombiano. Além disso, como o garotão vai lidar com a pressão de carregar o time nas costas e suportar o barulho da torcida? Esse ponto de interrogação vai permanecer pelo menos até sexta-feira.

Não custa lembrar que se Feijão vive mau momento, o #2 croata neste confronto, Ivan Dodig, não está tão melhor assim. É bem verdade que ele e Marcelo Melo foram campeões de duplas em Roland Garros, mas a temporada do experiente (30 anos) Dodig nas simples deixou a desejar. Sua última vitória em chaves principais de torneios de nível ATP aconteceu em abril, no 250 de Istambul. Desde então, tem disputado qualifyings com pouco sucesso. O “copo meio cheio” de Dodig é ter feito seu melhor torneio justamente na última semana, quando foi campeão do Challenger de St. Remy, na França. Por outro lado, pode ser bom para o Brasil enfrentar um adversário que esteve jogando em quadras duras até domingo e que só chegou a Florianópolis na terça-feira, cerca de 72h antes de entrar em quadra na Davis.

Coisas que eu acho que acho:

– Desnecessário dizer o óbvio, mas direi assim mesmo: “favoritismo” não significa vitória garantida (Roberta Vinci que o diga!). É por isso que eles entram em quadra.

– É possível que Dodig tenha um belo fim de semana e apronte algum resultado inesperado? Sim, claro que é. Mas que ninguém descarte a hipótese de Feijão, que fez uma excelente Davis em Buenos Aires, se reencontrar com um bom tênis. O resto do time motivando e a torcida a favor podem ter um peso considerável nisso.

– No papel, a ausência de Cilic facilita demais a vida de Bellucci, que entraria pressionado contra Coric logo no primeiro dia do confronto. Agora, contra Dodig, a margem aumenta bastante para o número 1 do Brasil.

– O ponto da dupla é sempre dado como ganho pelo Brasil ainda antes do confronto. É justificável: Soares e Melo estão entre os melhores do mundo na modalidade e têm entrosamento invejável. Na teoria, o cenário mais provável (e nem é tão provável) de uma vitória croata passa por duas vitórias de Coric e uma de Dodig. Todas nas simples.