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AO, dia 2: grande virada de Rogerinho, 75 aces de Ivo e Serena leva noivo
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Alexandre Cossenza

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Foi um segundo dia cheio de emoções em Melbourne – ainda que nenhum dos principais candidatos ao título tenha sido ameaçado. A começar pela enorme virada de Rogerinho, que começou perdendo por 2 sets a 0, mas saiu de quadra como o único brasileiro a passar para a segunda rodada.

A terça-feira do Australiana Open também teve os 75 aces de Ivo Karlovic, que colocou mais uma vez seu nome na lista de mais saques indefensáveis em uma só partida, e os nove match points salvos por Lucie Safarova. A tcheca, aliás, vai enfrentar Serena Williams, que anunciou recentemente seu noivado e tem o sortudo na torcida em Melbourne.

Este resumaço do dia ainda lembra do susto de Zverev, das vitórias confortáveis de Djokovic e Nadal e do perfeito Gran Willy de Radwanska contra Pironkova.

O brasileiro

Rogerinho, o brasileiro que mais deu sorte na chave, foi também quem mais ficou em quadra e saiu recompensado com uma grande vitória sobre Jared Donaldson, 20 anos e #101 do mundo, por 3/6, 0/6, 6/1, 6/4 e 6/4. E nem parecia que seria o caso quando o Donaldson venceu rapidinho os dois primeiros sets. O paulista não desistiu. Cresceu no jogo, passou a encaixar seu primeiro saque com mais frequência e levou a decisão para o quinto set.

Abriu com uma quebra de saque, lutou quando jogou mal e manteve o serviço a duras penas (e com um pouco de sorte, como no break point em que seu backhand tocou na fita e morreu do outro lado), mas manteve a cabeça, continuou com o plano de jogo que vinha funcionando e conquistou uma bela vitória. A comemoração foi um longo abraço em Larri Passos, que viu a partida e deu alguns toques durante a semana.

Para que não fique dúvida: Rogerinho treina com o argentino Andrés Schneiter, e Larri Passos está em Melbourne acompanhando uma tenista francesa.

O triunfo desta terça foi o sexto da carreira de Rogerinho (32 anos) em quadras duras em torneios de nível ATP. Antes, o paulista tinha vitórias no US Open em 2011 (Sorensen), 2012 (Gabashvili) e 2013 (Pospisil), nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Fabbiano) e em Chennai/2017 (Lajovic). O próximo passo é um duelo com o francês Gilles Simon. Os dois se enfrentaram em Roland Garros, no ano passado, e Simon confirmou o favoritismo em três sets: 7/6(5), 6/4 e 6/2.

Os favoritos

Serena Williams fez uma bela apresentação. Consciente do perigo representado por Belinda Bencic, a americana fez uma estreia muito melhor do que a média de suas apresentações iniciais em Slams. Mais do que isso, a #2 do mundo foi excelente no único momento delicado da partida: o 4/4 do primeiro set. Depois dali, Serena venceu sete games seguidos ates que Bencic ensaiasse uma frustrada reação no fim da segunda parcial. No fim, 6/4 e 6/3 para Serena.

A atuação da ex-número 1 veio diante dos olhos do noivo, Alex Ohanian, um dos fundadores do Reddit. Serena revelou o noivado há pouco tempo, em um texto no próprio Reddit, e pegou o mundo de surpresa. A história de amor era desconhecida do grande público até então. O Australian Open é o primeiro torneio com presença de Ohanian desde o anúncio.

Abrindo a sessão noturna a Rod Laver Arena, Novak Djokovic encontrou de novo Fernando Verdasco, o mesmo contra quem precisou salvar quatro match points na semifinal do ATP de Doha, há pouco mais de uma semana. Outro jogo tão parelho era improvável. E não foi, a não ser pelo segundo set, quando o espanhol esteve duas vezes com quebra de vantagem – em ambas, perdeu o serviço imediatamente em seguida – e sucumbiu no tie-break. Djokovic fez 6/1, 7/6(4) e 6/2, sem drama.

Os 75 aces de Ivo Karlovic

Quando Horacio Zeballos (#68) abriu 2 sets a 0 sobre Ivo Karlovic (#21) em 1h20min de jogo, o argentino parecia ter bem encaminhada sua passagem para a segunda rodada. Só que não foi tão fácil assim. Karlovic, o homem que mais disparou aces na história do tênis, voltou a fazer bem o que faz de melhor: confirmar serviços. Logo, a partida estava no quinto set. E que quinto set, tenso e demorado. Karlovic e Zeballos deram pouquíssimas chances em seus games de serviço, e a partida foi se alongando.

A parcial decisiva, sem tie-break, durou mais que todos os quatro sets anteriores. O croata não parava de disparar aces. No 42º game, Karlovic finalmente conseguiu dois match points. Perdeu o primeiro num rali, mas ganhou o segundo ao acertar um preciso lob de slice. Zeballos correu como um louco, mas não conseguiu colocar a bolinha na quadra. Game, set, match: 6/7(6), 3/6, 7/5, 6/2, 22/20.

Os números oficiais registraram 5h14min de jogo e 75 aces de Karlovic (33 de Zeballos). Os 75 saques indefensáveis colocam o croata na quarta posição na lista de mais aces em uma partida. Ele também ocupa o terceiro (78), o quinto (61), o sétimo (55), o oitavo (53) e o décimo (51) lugares na lista.

O recorde é de John Isner, que executou 133 aces contra Nicolas Mahut na primeira rodada de Wimbledon em 2010. Aquele jogo durou 11h05min, se alongou por três dias e é o mais longo da história do tênis. O americano bateu o francês por 6/4, 3/6, 6/7(7), 7/6(3) e 70/68. Mahut fez 103 aces naquele dia.

Outros candidatos

Alexander Zverev, o “prodígio”, fez um set decente, outros dois pavorosos e esteve a poucos games de uma eliminação desastrosa. Robin Haase, #57, assumiu a dianteira no placar e teve até uma quebra de vantagem no quarto set. Bastava confirmar seu saque, o mas o holandês jogou um pavoroso sexto game, deu quatro pontos de graça a Zverev e colocou o adolescente de volta na partida.

O alemão de 19 anos nem fez lá dois sets irretocáveis, mas fez seu básico enquanto Haase continuava a cometer duplas faltas e dar pontos de graça. O placar final mostrou 6/2, 3/6, 5/7, 6/3 e 6/2, e se Zverev tem motivo para comemorar sua sobrevivência no torneio, também precisa se preocupar com a consistência. É preciso mais para que ele consiga o salto que todos acreditam que ele pode dar para brigar por títulos e pelas primeiras posições do ranking.

O lado bom para o fã de tênis é que ainda existe a possibilidade da badalada partida de terceira rodada entre Zverev e Rafael Nadal. O espanhol, aliás, também estreou com vitória: fez 6/3, 6/4 e 6/4 sobre o alemão Florian Mayer. Nadal não perdeu nenhum game de serviço – o que é mais importante hoje em dia do que já foi no passado – quebrou Mayer uma vez em cada set e faz lances bonitos como sempre – inclusive a paralela do tweet abaixo.

Também desse lado da chave, Milos Raonic fez 6/3, 6/4 e 6/2 sobre Dustin Brown. O canadense é favorito para pelo menos alcançar as quartas de final, quando enfrentará o vencedor da seção que tem Monfils, Kohlschreiber, Nadal e Zverev.

Na chave feminina, considerando seu histórico de fiascos em rodadas iniciais de Slam, Karolina Pliskova fez uma bela estreia. No primeiro jogo do dia na Rod Laver Arena, a vice-campeã do US Open despachou rápido a espanhola Sara Sorribes Tormo (#106) em poco mais de uma hora: 6/2 e 6/0. Melhor ainda para Pliskova é a derrota da perigosa Monica Niculescu (#32), superada pela qualifier russa Anna Blinkova (#189) por 6/2, 4/6 e 6/4.

Johanna Konta, por sua vez, passou por um obstáculo nada simples e eliminou a belga Kirsten Flipkens (#70) por 7/5 e 6/2. A top 10 britânica, que vem de título em Sydney, avança para outro duelo perigoso. Vai encarar a japonesa Naomi Osaka (#48), que venceu um jogo duríssimo contra Luksika Kumkhum (#183) por 6/7(2), 6/4 e 7/5. Caroline Wozniacki e Dominika Cibulkova, outras que que correm por fora em Melbourne, também venceram nesta terça.

O Gran Willy

Por fim, no último jogo da Rod Laver Arena, Agnieszka Radwanska precisou de três sets, mas eliminou Tsvetana Pironkova por 6/1, 4/6 e 6/1. Foi uma boa atuação da polonesa, que só não venceu com mais facilidade porque a búlgara conseguiu – pelo menos no segundo set – agredir com eficiência o serviço frágil de Aga. Na parcial decisiva, contudo, Radwanska conseguiu alongar ralis e impor suas variações com curtinhas, slices e um pouco de tudo. E, entre tantos pontos bonitos, o Gran Willy do vídeo acima foi o ponto alto.

Nove match points

Não é todo dia que alguém perde tantas chances assim de fechar um jogo. A ex-top 20 Yanina Wickmayer teme nove match points contra a tcheca Lucie Safarova no segundo set e não conseguiu converter. Safarova se defendeu de cinco match points no 12º game, com seu serviço, e de mais quatro pontos no tie-break. Quando conseguiu forçar o terceiro set, avançou cheia de moral, enquanto Wickmayer sucumbiu: 3/6, 7/6(7) e 6/1.

O prêmio por tanto esforço? Um duelo com Serena Williams na segunda rodada. Sim, tcheca e americana, que fizeram a final de Roland Garros em 2015, agora vão se encontrar na segunda rodada de um Slam. O favoritismo, claro, é de Serena que tem um histórico de 9 a 0 em confrontos diretos contra a tcheca.


AO 2017: o guia da chave feminina
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Alexandre Cossenza

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Depois de analisar a chave masculina, chega a hora de dar uma olhada no sorteio das mulheres no Australian Open e ver a quantas andam cada uma das das candidatas ao título em Melbourne. É também o momento de imaginar as possíveis zebras e pensar em quem pode pegar todo mundo de surpresa nas próximas duas semanas. E é isso que sempre tento nestes textos pré-Slam. Role a página, fique por dentro e, depois, fique à vontade para deixar seus palpites nos comentários.

As favoritas

Angelique Kerber aparece pela primeira vez como cabeça de chave 1 em um Slam, mas nem todo mundo acredita que isso faz dela a principal candidata ao título. De qualquer modo, suas atuações pré-Melbourne não foram das mais animadoras. Kerber fez três jogos, perdeu dois e penou para derrotar a #232 do mundo (ainda que Ashleigh Barty tenha tênis para um ranking mais digno).

A chave da #1 no Australian Open também não é das mais tranquilas. Ela pode enfrentar Bouchard (ou Kasatkina ou Vinci) nas oitavas, Muguruza nas quartas e Halep na semi. E aí vale dizer que o caminho de Muguruza, cabeça 7, parece muito mais atraente. Dá para imaginar a espanhola indo longe, sem drama, e chegando a esse possível confronto de quartas de final em grande forma.

Serena, por sua vez, tem uma chave ainda mais complicada. A começar pela estreia contra a inteligente e perigosa Belinda Bencic, que sofreu uma lesão na Copa Hopman, abandonou seu jogo de estreia em Sydney, mas disse estar “bastante perto de 100%” para jogar em Melbourne. Além disso, a #2 do mundo pode se ver jogando contra Lucie Safarova já na segunda rodada (as duas fizeram a final de Roland Garros em 2015, lembram?).

Ainda no caminho de Serena podem aparecer Strycova/Garcia na terceira rodada e Cibulkova/Makarova/Wozniacki/Konta nas oitavas. A semi seria contra a vencedora do quadrante que tem Agnieszka Radwanska e Karolina Pliskova (sim, a mesma que eliminou Serena no US Open). Bom, já deu para entender, né? Ainda que seja eternamente favorita, a americana tem, de longe, a trilha mais trabalhosa rumo ao título do Australian Open. Será?

O número 1 em jogo

Kerber e Serena continuam brigando pelo posto de número 1 do mundo em Melbourne. Entretanto, como as duas foram finalistas no ano passado, o posto só muda de mãos com uma excelente campanha da americana. Para ultrapassar a alemã, Serena precisa pelo menos chegar à final. Caso Kerber alcance as oitavas, a americana precisa ser campeã e torcer para que a rival perca antes da decisão. Por fim, se Kerber alcançar a final, ela garante a manutenção do #1, mesmo em caso de título de Serena.

Correndo por fora

Esse grupo não muda muito. O que varia é a forma de cada uma em determinado torneio, mas basicamente falamos sempre de Simona Halep, Agnieszka Radwanska, Garbiñe Muguruza e Karolina Pliskova.

Do quarteto, apenas Muguruza, campeã de Roland Garros, tem um título de Slam no bolso. Só que depois dessa conquista a espanhola não passou da segunda rodada nem em Wimbledon nem no US Open. Em Melbourne, há motivo para otimismo, já que a chave é interessante. Cabeça 7, Muguruza só enfrentaria Kerber nas quartas. Antes disso, tem como principais rivais, no papel, Suárez Navarro, Sevastova e Zhang. A janela está escancarada e ela diz que está recuperada do problema na coxa que sentiu em Brisbane.

Simona Halep é outro nome forte – sempre. De certa forma, a romena parece a primeira da fila na lista das que buscam seu primeiro Slam. Seu tênis vem se mostrando ainda mais consistente, e seu caminho em Melbourne é favorável. Aliás, pode ser o quadrante mais fácil de toda a chave feminina, ainda que inclua Mónica Puig (que não tem um bom resultado desde os Jogos Olímpicos) e Venus Williams (que não tem físico para se movimentar em ralis contra Halep).

Agnieszka Radwanska parece destinada a lutar eternamente em nome das tenistas sem grande potência nos golpes. A polonesa segue capaz de vencer a maioria das rivais, mas cedo ou tarde torna-se vítima de alguém que bate mais forte na bola e atravessa uma ótima semana. Foi assim com Johanna Konta em Sydney, por exemplo, e a chance de isso acontecer na segunda semana de um Slam é sempre grande. Sua sorte em Melbourne é que seu quadrante tem como principal desafiante Karolina Pliskova, contra quem Aga tem um histórico de sete vitórias em sete jogos – e nenhum set perdido.

Por fim, este Australian Open mostra-se como o primeiro grande teste de Pliskova pós-final de US Open. A campanha em Nova York foi também sua primeira campanha realmente digna de seu tênis em um Slam. Melbourne talvez mostre se a tcheca vai se tornar uma candidata permanente a títulos deste porte. Por enquanto, 2017 é animador. Pliskova foi campeã em Brisbane após derrotar Vinci, Svitolina e Cornet em sequência.

As brasileiras

O Australian Open não terá brasileiras na chave principal. Teliana Pereira e Paula Gonçalves disputaram o qualifying, mas acabaram derrotadas na segunda rodada. A pernambucana foi superada por Mona Barthel por 6/0 e 6/4, enquanto a paulista caiu diante de Aliaksandra Sasnovich por 4/6, 6/1 e 6/3.

As grandes ausências

Uma top 10 e uma campeã de Slam não estão na chave deste ano. Madison Keys, atual #8 do mundo, passou por uma artroscopia no punho esquerdo em outubro do ano passado, logo depois do WTA Finals, e ainda não está recuperada. A outra grande ausência sentida será a de Petra Kvitova, que foi vítima de um assalto em dezembro e precisou passar por uma cirurgia na mão esquerda (a de seu forehand).

Outros desfalques incluem Anna Lena Friedsam (lesão no ombro direito), Sloane Stephens (lesão no pé direito), Sabine Lisicki (lesão no ombro direito) e Catherine Bellis (lesão no quadril). E, claro, lembremos que Ana Ivanovic anunciou sua aposentadoria dias atrás e que Maria Sharapova continua suspensa por doping – ela foi flagrada no Australian Open do ano passado.

❤☀️ Cairns #beach #water #sunshine

A photo posted by Jarmila Wolfe (Gajdosova) (@tennis_jarkag) on

Para não deixar passar: quem também anunciou aposentadoria recentemente foi a australiana Jarmila Wolfe (ex-Groth e ex-Gajdosova), que tem um problema crônico nas costas. Campeã de duplas mistas em Melbourne em 2013, ela pediu um wild card para fazer sua despedida, mas o torneio negou. Assim, ela decidiu encerrar a carreira e curtir a vida (nota-se no post de Instagram colado acima) junto com seu marido e seus cachorros. Faz muito bem.

Os melhores jogos nos primeiros dias

Além do óbvio e aguardado Serena x Bencic, vai ter bastante coisa boa pra ver na primeira rodada em Melbourne. Minha listinha pessoal aqui inclui Vandeweghe x Vinci, Siegemund x Jankovic (que não é mais cabeça de chave), Giorgi x Bacsinszky (porque a italiana sempre pode aprontar), Stosur x Watson (sempre intrigante e dramático acompanhar Stosur na Austrália) e Radwanska x Pironkova.

Talvez o mais interessante mesmo seja Johanna Konta x Kirsten Flipkens, com a britânica chegando de um título em Sydney, onde atropelou Radwanska na final. A top 10 é obviamente favorita contra Flipkens, mas a belga pode exigir uma consistência que Konta pode não conseguir mostrar com o pouco tempo de treino nas quadras de Melbourne.

A tenista mas perigosa “solta” na chave

Nitidamente, o nome mais temido aqui é o de Eugenie Bouchard. Não só pelo passado de bons resultados (a canadense foi top 5 em 2014), mas porque já mostrou bom tênis neste início de ano, alcançando a semi em Sydney – perdeu para a campeã, Konta. No Australian Open, Genie é favorita contra Chirico na estreia e possivelmente fará um duelo interessante contra Kasatkina na segunda fase. Tem cara de jogo-chave. Se avançar e ganhar ritmo, Bouchard pode muito bem desafiar Angelique Kerber nas oitavas – e com chances interessantes.

Outra tenista perigosa e “esquecida” na chave é Kristina Mladenovic, que caiu na metade de baixo e estreia contra Ana Konjuh. Não é nada impossível que a francesa elimine a croata e faça o mesmo com a cabeça de chave Gavrilova na segunda rodada. Kiki ainda teria Bacsinszky pela frente na terceira rodada, antes de um eventual encontro com Kristina Pliskova, mas parece justo dizer que, na semana certa, a francesa poderia deixar todas essas oponentes para trás.

Onde ver

No Brasil, a ESPN transmite o Australian Open com exclusividade e em dois canais: ESPN e ESPN+. Fernando Meligeni e Fernando Nardini também tocam o Pelas Quadras, programa diário com convidados que aborda o que acontece no torneio e vai ao ar sempre às 21h (de Brasília).

Vale acompanhar também o Watch ESPN, que terá imagens de todas as quadras – até porque haverá conflito de grade na ESPN e na ESPN+ com partidas de NBA e NFL. Quando isso acontecer, todos precisarão correr para o Watch.

Se nada disso der certo, tente o site do Australian Open. O site do torneio transmite, de graça, todas as quadras. A qualidade do streaming oscila e às vezes fica impossível acompanhar os jogos por lá, mas não custa tentar.

Nas casas de apostas

Serena ainda aparece como a mais cotada ao título na maioria das casas de apostas. A cotação abaixo, da casa virtual bet365, mostra a americana pagando 4,0 para um (quem apostar US$ 1 ganha US$ 4 se Serena for campeã), seguida de pertinho por Kerber. Pliskova vem em terceiro, seguida por Muguruza e Halep. Konta, Radwanska, Cibulkova, Wozniacki e Svitolina completam o top 10. Vale notar a presença de Eugenie Bouchard na 11ª posição. A canadense, lembremos, nem cabeça de chave é em Melbourne, mas provavelmente está bem cotada por seu enorme potencial.


Quadra 18: S03E01
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Alexandre Cossenza

Se tem Grand Slam, tem Quadra 18. O podcast de tênis mais popular do país começa sua terceira temporada analisando as chaves do Australian Open e fazendo aquele costumeiro exercício de imaginação sobre o que pode acontecer nas próximas duas semanas em Melbourne.

Do jeito descontraído de sempre, Sheila Vieira, Aliny Calejon e eu falamos de ATP, WTA, duplas e até damos dicas preciosas (é verdade!) de como passar madrugadas inteiras vendo tênis sem cair no sono. Para ouvir, basta clicar no player abaixo. Se preferia baixar para ouvir depois, clique neste link com o botão direito do mouse e selecione “salvar como”.

Os temas

0’00” – Rock Funk Beast (longzijum)
0’13” – Cossenza apresenta os temas
1’23” – Quem é “o” favorito na chave masculina? Murray ou Djokovic?
3’02” – Djokovic e a chave mais fácil do que a de Murray
7’35” – O que esperar de Federer e Nadal?
8’13” – O esperado jogo-chave entre Nadal e Zverev na terceira rodada
9’21” – A expectativa por um Djokovic x Dimitrov
11’12” – A divertida seção com Fognini, Feliciano, Haas e Paire
12’42” – Troicki pode desafiar Wawrinka?
13’32” – A expectativa por Raonic x Dustin Brown e Cilic x Janowicz
14’25” – Quem ganha Bellucci x Tomic?
14’18” – Jo-Wilfried Tsonga x Thiago Monteiro e Rogerinho x Donaldson
16’33” – Palpites para azarão do torneio
18’28” – Palpites para decepção do torneio
20’17” – Down Under (Men at Work)
21’05” – A chave de Serena é tão difícil assim?
23’34” – A chave e a preocupante forma de Angelique Kerber
25’18” – A seção favorável de Garbiñe Muguruza
25’56” – Simona Halep, agora vai?
26’42” – E o que dizer de Venus Williams?
27’30” – Karolina Pliskova e a expectativa por seu primeiro Slam como top 5
30’24” – O caminho de Radwanska
31’15” – Palpites para campeã, zebra e decepção
33’35” – Cheap Thrills (Sia)
34’30” – Novos times e velhos favoritos no circuito de duplas
37’05” – O começo não tão animador de Melo e Kubot
39’28” – A nova parceria de André Sá e Leander Paes
40’07” – Serena começar devagar os Slams faz o jogo com a Bencic mais perigoso?
41’14” – Dimitrov chegou no momento “ou vai ou racha” da carreira?
42’25” – Qual dos topos se complicou mais na chave?
42’54” – As cotações das casas de apostas para a chave masculina
44’29” – Existe uma temperatura máxima para interromper os jogos em Melbourne?
45’25” – Qual a quadra mais legal para ver jogos no Melbourne Park?
48’40” – “Dormir é para os fracos?” e dicas para ver o torneio na madrugada


Semana 20: o embalo de Stan e o que rolou às vésperas de Roland Garros
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Alexandre Cossenza

Com Roland Garros começando já neste domingo, o preparo dos guiazões e a edição do podcast Quadra 18, o resumaço da semana sai um pouco mais curto do que o normal, mas ainda lembra dos campeões do período e de quem ganha embalo às vésperas do torneio francês.

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Os campeões

Em condições normais, Stan Wawrinka nem deveria estar em quadra nesta semana, mas as campanha ruins nos Masters de saibro e a chance de jogar em casa o levaram ao ATP 250 de Genebra. O suíço, então, finalmente conquistou um título em seu próprio país. Neste domingo, Wawrinka derrotou Marin Cilic por 6/4 e 7/6(11), com direito a uma bela virada no segundo set, que o croata vencia por 4/1.

Estar em quadra na véspera do início do Slam francês talvez não seja a preparação ideal para o atual campeão de Roland Garros, mas certamente, como a ATP escreveu em seu site, preenche um buraco no currículo do suíço. Além disso, uma sequência de quatro vitórias antes de um evento tão importante não é nada mau.

No ATP 250 de Nice, o título ficou com Dominic Thiem, o rei dos 250. O austríaco, aliás, também venceu o torneio no ano passado. O garotão de 22 anos, #15 do mundo, agora soma seis títulos na carreira: Nice, Umag e Gstaad no ano passado; e Buenos Aires, Acapulco e Nice este ano. De todos esses, Acapulco foi o único fora do saibro e também o único ATP 500. A final deste sábado foi contra o adolescente alemão Alexander Zverev (#48), de 19 anos, e o placar final mostrou 6/4, 3/6 e 6/0.

As campeãs

No WTA International de Nuremberg, Kiki Bertens derrotou Mariana Duque Mariño por 6/2 e 6/2 na final, que durou pouco mais de uma hora. Foi uma campanha interessante da holandesa, que furou o qualifying e derrotou no caminho até o título a cabeça 1, Roberta Vinci, a americana Iriina Falconi (abandono), e alemã Julia Goerges e, por fim, Duque Mariño, responsável por derrotar a cabeça e, Laura Siegemund.

No WTA International de Estrasburgo, a tenista da casa Caroline Garcia deu à torcida motivo para festejar. A francesa derrotou Mirjana Lucic Baroni na final, por 6/4 e 6/1. Foi seu segundo título na carreira. O anterior veio no WTA de Bogotá do ano passado. No caminho até o título, a tenista de 22 anos eliminou Kirsten Flipkens, Jil Belen Teichmann, Sam Stosur (WO), Virginie Razzano e Lucic Baroni.

A cabeça 1, Sara Errani, caiu logo na estreia diante de Monica Puig, enquanto a segunda pré-classificada, Sloane Stephens, venceu um jogo, mas perdeu nas oitavas para a wild card Pauline Parmentier.

Os brasileiros

Para a maioria dos brasileiros, a semana não poderia ter sido pior. No WTA de Nuremberg, Teliana Pereira (#81) foi eliminada na estreia. A algoz foi a alemã Annika Beck (#42), a mesma que já havia sido derrotada pela brasileira duas vezes este ano. A pernambucana agra soma três vitórias e 13 reveses na temporada.

Em Genebra, Thomaz Bellucci defendia o título e não passou da segunda rodada. O paulista chegou a abrir 3/2 e sacar em 40/15 no primeiro set contra Federico Delbonis, mas não fechou nenhum game depois disso. O argentino venceu dez games seguidos e triunfou por 6/3 e 6/0. Com os pontos não defendidos, Bellucci despencou 18 posições no ranking, saindo do top 50 e indo parar em 57º.

Entre os duplistas, o único que entrou em quadra foi André Sá. Ele e Chris Guccione foram derrotados na estreia em Nice. Os algozes foram os suecos Johan Brunstrom e Andreas Siljestrom, que venceram no match tie-break: 6/2, 5/7 e 10/3.

O breve qualifying brasileiro

No qualifying de Roland Garros, os homens pouco fizeram. Todos acabaram eliminados na primeira rodada. Feijão tombou diante de Andrea Arnaboldi (#174) por 6/3 e 6/2, André Ghem foi superado por Henri Laaksonen (#190) por 7/6(5), 6/7(5) e 6/2, Guilherme Clezar perdeu para Francis Tiafoe (#188) por 1/6, 7/5 e 6/2, e Thiago Monteiro foi derrotado por Ruben Bemelmans (#186) por duplo 6/3.

No qualifying feminino, Paula Gonçalves também perdeu na primeira rodada. Sua algoz foi a holandesa Richel Hogenkamp (#139), que fez 6/3 e 6/4. O único triunfo brasileiro veio com Bia Haddad, que passou pela australiana Olivia Rogowska (#348) por 3/6, 6/3 e 6/4. A paulista, #332 do mundo, foi eliminada na segunda rodada pela americana Jennifer Brady: 6/3 e 6/4.

O doping

A ITF anunciou na sexta-feira que Marcelo Demoliner foi flagrado em um exame antidoping no dia 22 de janeiro, durante o Australian Open. A amostra de urina continha hidroclorotiazida, que faz parte do grupo de diuréticos e agentes mascarantes (aqueles que tornam mais difícil detectar outras substâncias proibidas). Segundo a ITF publicou em seu site, Demoliner admitiu a violação e foi suspenso por por três meses, a contar do dia 1º de fevereiro. O gaúcho perdeu os pontos e o prêmio em dinheiro adquiridos desde o Australian Open.

A chama acesa

Enquanto isso tudo acontecia, Bruno Soares deu um pulo no Brasil para carregar a tocha olímpica em Vitória (ES). Por que Vitória? Porque foi a data que o mineiro conseguiu encaixar em seu calendário antes de embarcar para Roland Garros.

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As desistências

Uma notícia que não se lê todo dia, ou melhor, que nunca se leu antes. Roger Federer decidiu não disputar um Slam. Ainda não recuperado fisicamente, o suíço anunciou que não jogará em Paris. Preferiu não arriscar e disse que, ao não jogar Roland Garros, estará garantindo que poderá atuar pelo resto da temporada e alongar sua carreira. Prometeu voltar nos torneios de grama e disse que estará de volta a Roland Garros em 2017.

Roger Federer é o recordista em Slams disputados de forma consecutiva. Foram 65 deles desde o Australian Open de 2000.

Entre as mulheres, Caroline Wozniacki decidiu não jogar em Roland Garros por causa de uma lesão no tornozelo. Ela se junta na lista de desistências à suíça Belinda Bencic, que vem sofrendo com um problema nas costas.

Fanfarronice publicitária

Na campanha da Peugeot para Roland Garros, Gustavo Kuerten e Novak Djokovic gravaram algumas cenas juntos e, aparentemente, se divertiram bastante nos intervalos. No vídeo abaixo, o sérvio aprende algumas frases em português.


Semana 7: um decepcionante Nadal e um trio de jovens em ascensão
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Alexandre Cossenza

Como todos vocês sabem, o blog tirou miniférias na segunda-feira, então o resumo desta sétima semana de 2016 será menor do que de costume. Ainda assim, há bastante a dizer sobre Rafael Nadal em Buenos Aires e outros assuntos, como a ótima campanha do garotão Taylor Fritz em Memphis, a entrada de Belinda Bencic no top 10 e a conquista de Dominic Thiem no saibro portenho.

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O intrigante Nadal

Antes de mais nada, não dá para não comentar a semana desastrosa de Rafael Nadal em Buenos Aires. Além da dor de barriga e das dificuldades encontradas com o calor e a umidade, o espanhol fez dois péssimos jogos em sequência. Primeiro, na sexta-feira, encontrou dificuldades inesperadas contra Paolo Lorenzi. Venceu por 7/6(3) e 6/2, mas jogando um tênis confuso, com escolhas de golpes ruins e execuções igualmente inconstantes. Triunfou porque a diferença de nível para o atual #52 era muito grande.

Depois, no sábado, fez mais do mesmo contra Dominic Thiem, 22 anos, #19 do mundo e bastante talento à disposição. Não foi o bastante, embora os nervos de Thiem tenham colaborado a ponto de Nadal ter um match point. O austríaco, contudo, salvou-se de maneira gloriosa (vide Vine abaixo) e beneficiou-se de um tie-break pavoroso do espanhol para fazer 6/4, 4/6 e 7/6(4).

Nadal começou o ano se dizendo em melhor forma do que em 2015, mas os resultados e as atuações recentes apontam o contrário. Uma queda na estreia em Melbourne, onde seu saque foi vilipendiado por Fernando Verdasco, foi seguida de atuações assustadoras para seu padrão de jogo no saibro.

O Nadal de Buenos Aires foi, provavelmente, o pior Nadal da história em um torneio de saibro. Oscilou entre seu tênis de segurança, mais adequado para o piso, e o estilo agressivo que tentou aplicar nas quadras duras. Não fez nenhum dos dois com consistência. Nem sequer aplicou a tática de bolas altas no backhand de uma só mão de Thiem. O saque foi frágil. O backhand, idem.

Muito se fala da necessidade de Nadal trazer um técnico de fora, alguém que se junte a tio Toni e procure as soluções que o espanhol não encontra desde 2015. Ainda que aos olhos de muitos pareça um recurso ao qual Nadal terá de recorrer em algum momento, vale lembrar que as atuações de Buenos Aires parecem muito além dos serviços de um treinador.

No saibro portenho (no saibro!), o ex-número 1 esteve confuso em seu plano de jogo. Foi afobado, agressivo e excessivamente defensivo. Tudo no mesmo jogo (às vezes no mesmo ponto!) e sem fazer nada bem. A não ser que Nadal esteja escondendo uma lesão ou algum problema recente, é difícil entender o que aconteceu com seu tênis – que inclusive parecia mais sólido no fim de 2015.

Toni disse recentemente que se não fosse tio, provavelmente já teria sido dispensado, mas não custa lembrar: foi com Toni que Nadal sacou frequentemante acima dos 200 km/h no US Open de 2010. Toni também sempre recebeu quase todo crédito pela força mental de Nadal. Será que a solução passa mesmo por um novo técnico? E será que há solução?

Enquanto o tênis segue aguardando essa resposta, vale ressaltar que Nadal não parece tão incomodado. Após a derrota para Thiem, disse que não estava preocupado “porque não uma fiz uma partida ruim hoje, apenas me faltou consistência, me faltou cometer menos erros, principalmente com o revés.” Sim, Nadal esteve a um ponto da vitória, mas o que se viu no sábado pareceu muito, muito longe do espanhol que o mundo se habituou a ver no saibro.

Os brasileiros

Thomaz Bellucci pulou Buenos Aires, o que pode ter feito um bem danado. Embora tenha conquistado sua primeira vitória em um ATP na capital argentina, as altas temperaturas e a umidade da cidade portenha não renderam boas memórias. Aquele primeiro triunfo, ainda em 2008, é seu único no torneio até hoje.

Nas duplas, Bruno Soares não jogou, mas Marcelo Melo tentou a sorte em Roterdã ao lado de Ivan Dodig. O número 1 do mundo e seu parceiro croata perderam nas quartas de final (segunda rodada) para Henri Kontinen e John Peers: 3/6, 7/6(2) e 10/7. Melo e Dodig tiveram match point no segundo set.

Em Buenos Aires, ninguém passou da estreia. Marcelo Demoliner, em parceria com Alber Ramos-Viñolas, foi derrotado pelos colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah por 7/6(5) e 6/2. André Sá, por sua vez, formou parceria com o argentino Máximo González e foi superado por Gero Kretschmer e Alexander Satschko: 6/1 e 7/5.

Os campeões

No 500 de Roterdã, o ATP mais valioso da semana (em pontos, pelo menos), Martin Klizan protagonizou uma das semanas mais espetaculares da história recente nos ATPs 500. Salvou cinco match points nas quartas de final contra Roberto Bautista Agut e outros três na semi contra Nicolas Mahut antes de derrotar Gael Monfils por 6/7(1), 6/3 e 6/1 na decisão.

Ao todo, foram três viradas em sequência e seu melhor resultado da carreira. Klizan, #43, agora tem quatro títulos em quatro finais disputadas (também venceu São Petersburgo em 2012, Munique em 2014 e Casablanca em 2015). Ah, sim: a ATP informa (vide tuíte acima) que desde 2001 ninguém salvava tantos match points rumo a um título.

Em Buenos Aires, a sensação foi o austríaco Dominic Thiem, 22 anos, que eliminou Rafael Nadal nas semifinais – depois de salvar match point – e superou Nicolás Almagro na decisão por 7/6(2), 3/6 e 7/6(4). Ressalto: foram duas partidas longas em dois dias, e Thiem venceu todos games de desempate. Ainda que tenha contado com uma atuação abaixo da crítica de Nadal, o austríaco anota um resultado maiúsculo em sua jovem carreira.

Número 22 do mundo antes da conquista na Argentina, Thiem agora soma quatro títulos na carreira. Todos vieram no saibro em em eventos da série 250. Os três anteriores foram em 2015: Gstaad, Umag e Nice. Seu único vice foi em 2014, também no saibro, em Kitzbuhel.

Em Memphis, Kei Nishikori foi campeão. Até aí, surpresa nenhuma. A novidade mesmo foi a presença do americano Taylor Fritz, 18 anos e #145, na final. O adolescente até que deu trabalho ao favorito no primeiro set, mas acabou não conseguido igualar a consistência do rival. Nishikori levou a melhor por 6/4 e 6/4.

O triunfo deste domingo foi o 17º seguido do japonês em Memphis. Ele venceu as quatro últimas edições da competição. Para Fritz, que fazia apenas seu terceiro torneio de nível ATP, vale a memória de ter sido o mais jovem americano em uma final deste porte desde 1989.

No WTA mais importante da semana, em São Petersburgo, Roberta Vinci derrotou Belinda Bencic na final por 6/4 e 6/3. A italiana fez seu jogo de variações e escolheu bom os momentos de ir à rede. Ao todo, em 25 subidas, ganhou 17.

A veterana de 32 anos conquistou seu primeiro torneio de nível Premier. Enquanto isso, se serve de consolo, Bencic, 18 anos, aparecerá como no top 10 no ranking desta segunda-feira pela primeira vez na carreira.

Nas duplas, o registro quase semanal é mais uma conquista de Martina Hingis e Sania Mirza. #Santina conquistou sua 40ª vitória seguida ao bater Vera Dushevina e Barbora Krejcikova por 6/3 e 6/1 na final.

A última derrota de Hingis e Mirza como parceria aconteceu em agosto do ano passado, nas semifinais de Cincinnati, diante de Hao-Ching Chan e Yung-Jan Chan, de Taiwan. As irmãs Chan, aliás, também foram campeãs neste domingo. Em casa, no WTA de Kaohsiung, elas bateram as japonesas Eri Hozumi e Miyu Kato na final por 6/4 e 6/3, em 1h17min de partida.

Falando no modesto WTA de Kaohsiung, o torneio só não foi minúsculo graças à presença de Venus Williams, atual #12. A americana aproveitou a chave fraca e conquistou seu 49º título na carreira ao derrotar na final a cabeça 2, Misaki Doi, #62, por 6/4 e 6/2. Venus, vale lembrar, não perdeu um set sequer.

Foi o terceiro título seguido da ex-número 1 do mundo na Ásia. As duas conquistas anteriores de Venus aconteceram em Wuhan e Zhuhai.

Lances bacanas

Nem vou tentar descrever esse voleio de Dustin Brown em Bergamo…

A cidade italiana parece fazer bem ao alemão. Em 2014, ele fez essa passada que a ATP resgatou nos últimos dias:

Gael Monfils é bem parecido com Dustin Brown no sentido de deixar o espectador sem saber se um golpe foi muito fácil ou se o tenista foi displicente na execução. Até agora não entendi qual foi o caso neste ponto do francês em Roterdã.

Em Roterdã, a semifinal entre Martin Klizan e Nicolas Mahut teve até uma cambalhota do eslovaco para comemorar.

Klizan tinha lá seus motivos para comemorar. Pouco antes deste game, ele salvou um match point quando sacou em 3/5 no segundo set. A cambalhota veio ao quebrar Mahut e igualar a parcial em 5/5. Klizan ainda salvou outros dois match points no tie-break para forçar o terceiro set e vencer por 6/7(3), 7/6(7) e 6/2.

Outro pontaço da semana veio como cortesia de Ricardas-Richard-Ricardas-de-novo Berankis. O lance veio na partida contra Taylor Fritz, que acabou saindo vencedor por 2/6, 6/3 e 6/4.

Fanfarronices publicitárias

Milos Raonic desistiu do ATP de Delray Beach, mas apareceu para o jogo das celebridades do All-Star Weekend da NBA (não acho que seja um crime). O canadense até protagonizou a enterrada abaixo!

A melhor história

A reportagem mais interessante entre as que li estava no New York Times e contava a história de Denis Pitner, um árbitro croata que foi suspenso do tênis em agosto do ano passado. Segundo a ITF, Pitner enviou informações sobre o bem-estar físico de um jogador a um técnico durante um torneio. Ele também regularmente se conectava a uma conta em um site de apostas. A tal conta realizava apostas em jogos de tênis. A parte surreal da história – e é o foco da reportagem – é que o árbitro, mesmo suspenso, trabalhou como juiz de linha no US Open. O texto na íntegra (em inglês) está neste link.


AO, dia 7: Djokovic dos 100 erros, “Acepova” e cãibras que custam caro
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Alexandre Cossenza

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“Não posso ser pior do que isso”, sentenciou Novak Djokovic depois da vitória sobre Gilles Simon. Foram 4h32min de cinco sets e muitos erros. Muitos mesmo. Curtinhas mal escolhidas/executadas, forehands e backhands por toda a parte. Exigido pelo adversário, que topou entrar em longas trocas de bola, o número 1 do mundo cometeu 100 (!!!) erros não forçados. Djokovic, no entanto, continua Djokovic. Saiu vencedor em uma jornada bem abaixo da média e avançou às quartas de final do Australian Open por 6/3, 6/7(1), 6/4, 4/6 e 6/3.

Sem querer fazer o papel de advogado do sérvio, é preciso contextualizar esses cem erros. Simon tem muito do mérito. Em seus dias bons, o francês consegue exigir bastante dos adversários com sua consistência do fundo de quadra aliada a uma capacidade defensiva invejável. Falta a Simon um saque compatível com o resto de seu jogo, até porque seus golpes de fundo têm bastante potência – algo que a gente só vê nas raras ocasiões em que ele opta por ser mais agressivo.

Assim sendo, é normal que alguém cometa mais erros contra Simon do que contra, digamos, um Tomas Berdych ou um Marin Cilic, tenistas cujo plano de jogo é sempre atacar primeiro. Quer dizer que Djokovic errou pouco? Também não. Vinte erros não forçados por set é muita coisa para um tenista de seu calibre, mas, só para efeito de comparação, Sharapova cometeu 46 erros em dois sets contra Belinda Bencic e também venceu neste domingo.

A grande questão agora passa a ser: qual a chance de Djokovic jogar nesse mesmo nível contra Kei Nishikori? O japonês, que passou fácil por Jo-Wilfried Tsonga neste domingo, também é consistente do fundo de quadra, só que mais agressivo e com um saque melhor do que o de Simon. A margem para erro será bem menor para o número 1. Mas alguém acredita que Nole terá duas partidas assim em sequência?

Os drops shots

Ainda dentro de quadra, na entrevista com Jim Courier, Djokovic mostrou-se bastante consciente de seus erros não forçados. Falava, inclusive, sobre reduzi-los quando ouviu um “conselho” de alguém na arquibancada. Pediu para ouvir de novo e percebeu que o torcedor não queria mais curtinhas.

Nole entrou na brincadeira e respondeu “odeio dizer isso, mas você está absolutamente certo” para ganhar gargalhadas da plateia.

A polêmica e a piada

Lembram que Gilles Simon havia dito que o vestiário inteiro torceria pelo francês porque todos estavam cansados de serem humilhados por Djokovic? Ficou no ar uma certa dúvida pela reação do sérvio. Pois o número 1 do mundo, depois da vitória, respondeu com uma piada. “Não sei de que vestiário ele está falando. No vestiário feminino, eu sou muito popular, eu sei disso.”

Acepova

O primeiro jogo do dia foi o aguardado Maria Sharapova (#5) x Belinda Bencic (#13), que decepcionou tecnicamente, mas compensou em emoção. A russa, favorita, esteve inconstante do fundo de quadra, mas manteve a postura agressiva até o fim, já que conseguia tirar vantagem do saque frágil de Bencic. A suíça, por sua vez, apostou em atacar pouco e esperar por falhas da rival – o que teve até relativo sucesso, considerando que Sharapova cometeu 46 erros não forçados.

O que Bencic (nem ninguém) não esperava era o fantástico desempenho de Sharapova no saque. A russa acertou apenas 47% dos primeiros serviços, mas encaixou 21 aces – alguns, inclusive, no segundo saque. O sucesso permitiu que a russa continuasse atacando – e errando – do fundo de quadra sem deixar que Bencic abrisse vantagem no placar. No fim, a suíça sucumbiu sempre nos momentos decisivos: 7/5 e 7/5, em 2h05min de jogo.

Vale prestar atenção na comemoração de Sharapova assim que o Hawk-Eye mostrou que sua última bola havia quicado na linha.

Os resultados do dia confirmaram mais um Serena x Sharapova, já que a número 1 do mundo entrou em quadra pouco depois da russa e derrotou a moscovita Margarita Gasparyan por 6/2 e 6/1 em 57 minutos. Será uma repetição da final do Australian Open do ano passado e mais uma chance para Sharapova encerrar a série de 17 derrotas para a americana.

O técnico de Serena, Patrick Mouratoglou, que adora dar pitacos sobre quem quer que seja, já disse duvidar que Sharapova consiga sacar como neste domingo.

O susto e o drama

Agnieszka Radwanska (#4) esteve a um game da eliminação, com a alemã Anna-Lena Friedsam (#82) abrindo 5/2 e sacando em 5/3 no terceiro set. O grande drama da partida ficou por conta da condição física da alemã, que sofreu com cãibras no momento mais importante. Com o placar em 5/5, Friedsam tentou até sacar “por baixo”, mas recebeu duas violações por excesso de tempo e acabou perdendo o game porque o árbitro lhe tirou um ponto com o placar em 15/40. A cena da dor da alemã é desesperadora.

No fim, Radwanska triunfou por 6/7(6), 6/1 e 7/5 e vai encarar Carla Suárez Navarro (#11). A espanhola levou um pneu no primeiro set, mas se recuperou e fez 0/6, 6/3 e 6/2 em cima da australiana Daria Gavrilova (#39), que vinha de vitórias sobre Petra Kvitova e Kristina Mladenovic.

O último torneio

Com a eliminação de Lleyton Hewitt também nas duplas, o site do Australian Open publicou um vídeo que repassa o último torneio do ídolo australiano.

Os brasileiros

Marcelo Melo está fora do Australian Open. O número 1 do mundo e seu parceiro, Ivan Dodig, foram eliminados ainda nas oitavas de final por Pablo Cuevas e Marcel Granollers: 7/6(3), 2/6 e 6/3. Foi um jogo muito equilibrado e que teve momentos ruins de Melo e Dodig em momentos cruciais. Nada deu certo no tie-break do primeiro set e, quando tudo parecia ter voltado ao normal, com brasileiro e croata vencendo a segunda parcial, Marcelo errou dois voleios colado na rede para ceder a quebra no saque do parceiro no último set.

Cuevas e Granollers, que comemoraram com uma enorme festa na Hisense Arena, enfrentarão agora Jack Sock e Vasek Pospisil, que derrotaram Lleyton Hewitt e Sam Groth por 6/4 e 6/2.

Quanto a Marcelo, a notícia realmente ruim é que ele perderá pontos valiosos (fez semifinal no ano passado) e corre sério risco de perder também a liderança do ranking. O brasileiro será ultrapassado se os irmãos Bryan ou se Rojer e Tecau forem campeões do Australian Open.

O único brasileiro vivo no torneio agora é Bruno Soares, que continua nas duplas masculinas e mistas. Nas mistas, ele e a russa Elena Vesnina estrearam neste domingo e derrotaram a chinesa Saisai Zheng e o sul-coreano Hyeon Chung no match tie-break: 6/3, 6/7 e 10/4.

O tenista multifuncional

Tomas Berdych teve trabalho diante de Robert Bautista Agut e precisou de cinco sets para vencer (4/6, 6/4, 6/3, 1/6 e 6/3), mas saiu de quadra classificado para as quartas de final e, aparentemente, apressado. O tcheco decidiu jantar e fazer sua recuperação ao mesmo tempo.

Federer, aliás, derrotou David Goffin com a facilidade de sempre: 6/2, 6/1 e 6/4. Nada de novo. O suíço, que já encontrou muitos problemas diante de Berdych, vem em uma sequência de quatro vitórias sobre o tcheco. A última vitória de Berdych aconteceu nas semifinais de Dubai/2013.

O melhor do dia 8

A programação de segunda-feira, em Melbourne, termina de definir as quartas de final e tem dois jogos bastante esperados: Milos Raonic x Stan Wawrinka e Andy Murray x Bernard Tomic. Na chave feminina, fica a expectativa pela confirmação do duelo entre Angelique Kerber e Victoria Azarenka. A alemã enfrenta a compatriota Annika Beck na abertura do dia, na Rod Laver Arena, e a bielorrussa joga logo em seguida contra Barbora Strycova.

Bruno Soares, único sobrevivente brasileiro no torneio, joga duas vezes na Quadra 3. Primeiro, ele e Jamie Murray encaram Robert Lindstedt e Dominic Inglot na chave de duplas. O jogo vale vaga nas quartas de final, que pode ser um duelo com os irmãos Bryan. Mais tarde, pela chave de duplas mistas, Soares e a russa Elena Vesnina enfrentarão a taiwanesa Su-Wei Hsieh e o austríaco Alexander Peya – sim, o ex-parceiro do mineiro. Deve ser divertido. Veja aqui os horários e a programação completa.


O novo velho problema da WTA
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Alexandre Cossenza

Os quatro Grand Slams já se foram, os grandes nomes acumulam lesões e o desgaste de nove meses de torneios, e o circuito feminino chega à Ásia. Longas viagens para quase todo mundo, um choque cultural (ainda) para muita gente e três torneios grandes em sequência. E o que acontece? Tenistas começam a cair das chaves como folhas das árvores numa ventania de outono.

Entre abandonos e desistências, Halep, Sharapova, Azarenka, Bencic, Wozniacki, Bouchard, Keys e Muguruza deixaram de completar partidas ou anunciaram que não disputariam mais um torneio. Somando Tóquio, Pequim e Wuhan, foram 12 abandonos e WOs (sem contar as desistências antes da formação das chaves. Logo, conclui-se: a WTA tem um sério problema em seu calendário.

É bastante contraditório, aliás, que Stacey Allaster, ex-CEO da WTA, tenha deixado o cargo elogiadíssima, enquanto o novo ocupante do cargo, Steve Simon, chega dizendo que o calendário é um problema e precisa de ajustes. Não, sua declaração não poderia ser muito diferente neste momento, mas não é segredo que a expansão para a Ásia e certos itens do regulamento da WTA não agradam a muitas tenistas relevantes para o circuito feminino. E vale fazer uma breve viagem no tempo para lembrar a origem deste problema específico.

Tudo começou em 2008, quando Larry Scott, então CEO da WTA (Allaster era seu braço direito na ocasião), anunciou o “revolucionário” Road Map (cujo nome até hoje não faz lá tanto sentido assim). Sua intenção era aumentar os prêmios em dinheiro dos torneios, garantindo maior presença de estrelas nos torneios realmente grandes (leia-se: que pagam bem) e reduzindo a obrigatoriedade de competir em um número X de eventos.

O então novo calendário tinha uma temporada mais curta, férias maiores e bons prêmios em dinheiro. Até aí, tudo legal. Só que o regulamento “amarrou” as tenistas e os torneios pequenos. Agora, uma top 10 só pode disputar um torneio da série International por semestre. Ou seja, adeus aos gordos appearance fees, aqueles cachês pagos por fora por eventos menores que precisam atrair estrelas. Além disso, a recente expansão para a Ásia, combinada com o calendário mais enxuto, causou esse engarrafamento de eventos importantes no fim do ano.

O resultado acaba sendo um período quase irrelevante de torneios no Extremo Oriente, com jogos disputados em horários ruins para boa parte do planeta e diante de um público que não tem estrelas próprias. Na Li se aposentou e, hoje, a tenista mais bem ranqueada da região é a chinesa Saisai Zheng, número 76 do mundo (não levo em consideração a Ásia inteira porque acabaria incluindo Sharapova, que não pode ser considerada um ícone representante do continente).

Cingapura, sede do WTA Finals, deve ser um torneio interessante, até pela importância da competição, com tantos pontos e dinheiro em jogo. Resta saber, entretanto, o que a entidade e seu novo presidente vão conseguir fazer para solucionar rapidamente mais essa questão de calendário.

Coisas que eu acho que acho:

– A pior notícia para o circuito talvez nem seja a sequência de abandonos citada no post, mas o aviso de que Serena Williams encerrou antecipadamente sua temporada. Não jogou no Extremo Oriente nem disputará o WTA Finals. O caso da americana parece ser muito mais falta de motivação do que lesões, que foram a justificativa oficial. Ainda assim, vale imaginar se a número 1 do mundo faria o mesmo com os últimos torneios menos longe de casa. E mais ainda: vale imaginar o quanto será duro para a WTA ver Serena Williams de volta à quadra na IPTL, jogando exibições justamente na Ásia.

– Registrando: os três grandes torneios Tóquio, Wuhan e Pequim tiveram como campeãs, respectivamente, Agnieszka Radwanska, Venus Williams e Garbiñe Muguruza.

– As três semanas pós-US Open foram uma espécie mini-férias do blog. Aos poucos, a “programação” volta ao normal por aqui. Em breve, volto com um resumo da passagem do circuito masculino pela Ásia.


Sete jogos para Serena (US Open: o guia da chave feminina)
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Alexandre Cossenza

Faltam sete jogos para um dos feitos mais espetaculares do esporte – não só do tênis. Campeã do Australian Open, de Roland Garros e de Wimbledon, Serena Williams está a sete vitórias de completar o Grand Slam de fato, o chamado calendar-year Grand Slam. Algo tão raro que muitos gigantes do tênis encerraram suas carreiras sem esse feito. Entre as mulheres, a última foi Steffi Graf, em 1988. Entre os homens, ninguém fecha o Grand Slam desde Rod Laver, em 1969. Logo, a chave feminina do US Open tem uma favorita e um tema óbvios: Serena Williams e a maior sequência de sua carreira.

Com isso em mente, chega o momento de analisar o tamanho do favoritismo da número 1 do mundo e que obstáculos podem aparecer em seu caminho até o título. Quem são as maiores ameaças à americana? Que fatores podem pesar contra Serena? Pressão? Ansiedade? Como ela lidará com isso tudo?

Obviamente, o US Open não tem só Serena. Quem corre por fora na corrida até o troféu? Quem pode surpreender? Quais serão os melhores jogos nas primeiras rodadas? O que esperar das próximas duas semanas de tênis? Este guiazão da chave feminina oferecer respostas para tudo isso. Leia abaixo e não deixe ouvir o podcast Quadra 18, que vai ao ar em breve!

Tiremos o óbvio do caminho logo de cara: Serena Williams é favoritíssima. E talvez seja ainda mais favorita do que em Melbourne, Paris e Londres. Não por acaso, venceu os últimos quatro Slams. Não por acaso, o resto do circuito parece endeusar a americana em declarações e até dentro de quadra, quando a coisa aperta. A “mística” definitivamente joga a favor da número 1 do mundo aqui.

Mas se tanta coisa joga a favor, o que joga contra? O sorteio das chaves é um exemplo. Serena pode ter um caminho bem trabalhoso em Nova York. A começar por um duelo chatinho com Sloane Stephens/Coco Vandeweghe na terceira rodada. E outro com Madison Keys/Aga Radwanska nas oitavas. E mais um com Belinda Bencic (sua algoz em Toronto) nas quartas. Sejamos sinceros, Serena poderia ter encontrado um caminho bem menos turbulento.

Outra casca de banana para a número 1 do mundo é a atenção enorme que vem recebendo da imprensa mundial. Sim, quem já ganhou 21 Slams (só em simples) deve estar acostumada com um certo nível de atenção, mas desta vez há número ainda ainda maior de holofotes em Serena. A possibilidade de fechar o Grand Slam um dos motivos. Fazê-lo em Nova York, em casa, deixa tudo mais “quente”. Com uma chave não tão simples, a margem para erro diminui. Será preciso concentração total para não perder o objetivo de vista.

As chances de Serena também aumentam à medida em que rivais que poderiam ameaçá-la seriamente não chegam a Flushing Meadows na melhor das formas. É o caso de Victoria Azarenka, ex-número 1 do mundo que faz uma temporada de recuperação e vem subindo aos poucos no ranking.

A bielorrussa é a cabeça de chave 20 do US Open e só enfrentaria na final, mas sua preparação não foi a ideal. Em Toronto, derrotou Petra Kvitova e parecia pronta para deslanchar, mas teve uma atuação desastrosa (mais de 50 erros não forçados em dois sets) e caiu diante de Sara Errani na sequência.

Para piorar, teve de abandonar o WTA de Cincinnati por causa de dores na perna esquerda. Logo, seu ritmo não pode ser o melhor possível. Seu primeiro bom teste deve vir na terceira rodada, contra Angelique Kerber. A partida, caso aconteça mesmo, deve deixar o cenário mais claro quanto às chances de quem avançar.

Outro nome com talento e recursos suficientes para derrotar Serena é o da tcheca Petra Kvitova, que decidiu encarar – com liberação médica – a série de torneios na América do Norte mesmo enfrentando uma mononucleose. A doença dá uma dose adicional de imprevisibilidade a uma tenista que não é a mais estável do planeta.

A #5 do mundo passou em branco em Toronto (perdeu para Azarenka) e Cincinnati (Caroline Garcia), mas mostrou sinais de recuperação em New Haven, onde disputa a final neste sábado contra Lucie Safarova. É um bom sinal para quem tem uma chave bem acessível até as oitavas, quando pode ter de encarar Muguruza ou Petkovic. Se passar daí, o resto da chave deve ficar em alerta.

O panorama não é tão diferente assim para Maria Sharapova. A russa, que tem uma lesão na perna direita, não disputa uma partida oficial desde Wimbledon. Era até de se imaginar que a ex-número 1 iria até Nova York só para divulgar seus produtos e marcas – como fez na Bloomingdale’s com seus Sugarpovas e na campanha da Nike, que escalou uma seleção de craques para bater bola em uma das ruas da Big Apple.

Sharapova, contudo, decidiu encarar o torneio mesmo sem ritmo. Para piorar, sua estreia é um tanto perigosa. Vale lembrar que a mesma Daria Gavrilova que enfrentará na primeira rodada do US Open a eliminou do WTA de Miami, no começo do ano. O “copo metade cheio” para a russa é que sua seção da chave não é das piores até as oitavas. E, mesmo assim, a principal cabeça de chave para ser sua adversária nas quartas é Ana Ivanovic.

Em condições normais, Sharapova seria barbada para atropelar até a semifinal (que seria contra Serena), mas no momento atual a expectativa sobre sua campanha vem acompanhada de um grande ponto de interrogação.

Nenhuma análise ficaria completa sem citar Simona Halep e Caroline Wozniacki, que encabeçam a metade de baixo da chave (em outras palavras, a parte que define a provável adversária de Serena na decisão). A romena, #2 do mundo, parece ter reencontrado seu tênis depois de uma temporada europeia abaixo das expectativas. Finalista em Toronto e Cincinnati, Halep pode fazer uma ótima partida de quartas de final contra Vika – se a bielorrussa chegar lá.

Wozniacki, por sua vez, aproveitou o pós-Wimbledon para se fazer mais conhecida nos Estados Unidos – e nos mercados americanos. Fez anúncios de chocolate, fez o arremesso inicial em um jogo de beisebol e ainda cavou uma vaga de “editora sênior” no Players’ Tribune. Ganhar jogo que é bom… nada! Foram três derrotas em estreias (Stanford, Toronto e Cincy) antes de encerrar a seca em New Haven. Será o suficiente para fazer um bom US Open? Talvez sim. Três rodadas contra Loeb, Cetkovska/McHale e Pennetta/Niculescu podem dar o ritmo que a dinamarquesa precisa para embalar. Mas se Kvitova chegar às quartas, a tcheca será favorita para avançar.

A brasileira

Como já virou costume, o Brasil entra em um Grand Slam com Teliana Pereira como única representante. O sorteio não foi muito generoso com a pernambucana. Estrear em um torneio de quadra dura (onde Teliana ainda tem muito a evoluir) contra Ekaterina Makarova é tarefa ingrata. A russa é bastante favorita.

Bia Haddad, lesionada, nem tentou o qualifying. Gabriela Cé bem que arriscou a ida até Flushing Meadows, mas venceu apenas sete games e foi eliminada na primeira rodada pela chinesa Zhaoxuan Yang.

Os melhores jogos nos primeiros dias

De cara, Ivanovic x Cibulkova promete ser um jogão. A eslovaca ficou quatro meses sem jogar, despencou para fora do top 50 (é a #58 hoje) e ficou “solta” na chave. Ainda lhe falta ritmo, mas seu estilo de jogo, colocando todas bolas em jogo, não é o preferido de Ivanovic. Pode ser interessante.

Outros jogos com bom potencial de primeira rodada são Kuznetsova x Mladenovic, Pennetta x Gajdosova e Petkovic x Garcia. E ainda vale aguardar por Lisicki x Giorgi, Azarenka x Schiavone, e Bencic x Hantchova que podem acontecer na segunda rodada. Ah, sim: Agnieszka e Urszula farão a quinta edição do Radwanska Classic se passarem por seus desafios de estreia.

A tenista mais perigosa que ninguém está olhando

Dois nomes me chamam atenção: o primeiro é o da sérvia Jelena Jankovic. Nem tanto pela fase atual da ex-número 1 do mundo, que não é nada fantástica, apesar de uma respeitável semifinal em Cincy. Entretanto, a chave de JJ em Nova York é um tanto imprevisível. Naquele bolo estão Carla Suárez Navarro, número 10 do mundo que vem de seis derrotas consecutivas, Ana Ivanovic, que nunca foi modelo de regularidade, e Eugenie Bouchard, que… Vocês sabem, né? Ivanovic ainda é a favorita do quadrante, mas uma visita de Jankovic às quartas (e, quem sabe, à semi) não parece tão improvável assim, viu?

A outra tenista perigosa e pouco badalada é Lucie Safarova, número 6 do mundo. A tcheca perdeu na estreia em Toronto e decepcionou ao perder de Svitolina nas quartas de Cincinnati, mas está na final em New Haven. Com a confiança em alta, pode muito bem avançar além daquele duelo de oitavas de final com quem avançar do quadrante de Azarenka e Kerber.

Quem pode (ou não) surpreender

Não dá mais para chamar Belinda Bencic, #12, de zebra. A suíça de 18 anos, vem de uma incrível campanha em Toronto, onde derrubou, nesta ordem, Bouchard, Wozniacki, Lisicki, Ivanovic, Serena e Halep. Ninguém imagina que Bencic repita a façanha e elimine Serena também no US Open, até porque todo mundo sabe como a americana atua contra quem perdeu recentemente. Ao mesmo tempo, não parece exagero considerar que a suíça é quem tem mais chances de derrubar a favorita antes da final. Será?

Minha lista de surpresas em potencial também tem Eugenie Bouchard e Laura Robson. A canadense porque… Bem, na fase atual, qualquer vitória é uma surpresa. Mesmo que não pareça lá muito provável que Genie passe por Ivanovic na terceira rodada.

Quanto à britânica, número 1 do mundo na época de juvenil e campeã de Wimbledon aos 14 anos, uma lesão no punho esquerdo fez um estrago e tanto em sua carreira. Laura Robson fez só dois jogos oficiais em 2014 e mais meia dúzia em 2015 – venceu só uma vez. Não é justo esperar vitória contra Elena Vesnina no US Open, mas se a inglesa vencer, será um momento muito feliz para uma jovem talentosa e que, aos 21 anos, ainda pode alcançar muita coisa.

Nas casas de apostas

O tamanho do favoritismo de Serena Williams é refletido nas casas de apostas. Enquanto, por exemplo, um título de Djokovic, o mais cotado na chave masculina, paga 2,10 para cada “dinheiro” apostado, uma conquista de Serena paga apenas 1,83 na casa virtual bet365. O segundo nome na lista é o de Victoria Azarenka, que vem muito atrás (9,00). O top 10 ainda tem Halep (11,00), Belinda Bencic (19,00), Maria Sharapova (21,00), Petra Kvitova (23,00), Agnieszka Radwanska (34,00), Caroline Wozniacki (34,00), Garbiñe Muguruza (34,00) e Angelique Kerber (41,00). Teliana Pereira está entre as maiores zebras (1001,00).

Na casa australiana Sportsbet, o cenário não é muito diferente, mas Sharapova e Wozniacki estão mais bem cotadas. O top 10 lá é formado por Serena (1,83), Vika (9,00), Halep (11,00), Sharapova (17,00), Wozniacki (23,00), Bencic (23,00), Muguruza (26,00), Kvitova (26,00), Kerber (34,00) e Radwanska (34,00).


Quadra 18: S01E12
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Alexandre Cossenza

Andy Murray foi campeão em Montreal, Belinda Bencic derrubou o mundo inteiro – inclusive Serena Williams em Toronto, e australianos se envolveram em confusões (barracos, tretas, você escolhe a palavra) no Canadá e nos Estados Unidos. Cheio de assunto, o podcast Quadra 18 está de volta, com seu 12º episódio.

Aliny Calejon, Sheila Vieira e eu falamos bastante sobre tudo acima, lembramos do título de Rogerinho no Challenger de Praga, respondemos perguntas de ouvintes ilustres (Bruno Soares participou) e voltamos a falar de Brasil x Croácia pela Copa Davis. Cliquem abaixo para ouvir.

Se preferir, faça o download do arquivo e ouça depois. Para isso, basta clicar no link com o botão direito do mouse e “gravar como”. E divirta-se!

Os temas

Como de costume, segue abaixo a lista de assuntos abordados no programa, com o momento em que falamos sobre cada um dos temas. Quem preferir, pode avançar direto até o trecho que quiser ouvir primeiro.

01’55” – Momento “Chupa Kyrgios”
02’45” – Kyrgios x Wawrinka: dissecando o barraco
06’48” – “Cogumelo no palito”
07’38” – Como Kyrgios pode aprender com o episódio
09’42” – Redes sociais afetando a repercussão das brigas
12’52” – O barraco Harrison x Kokkinakis
15’40” – Austrália, a terra da polêmica
20’00” – Montreal: Murray vira número 2 do mundo
21’04” – O retorno de Murray ao topo
22’52” – Cossenza analisa a final Muurray x Djokovic
23’50” – Sheila questiona a motivação de Djokovic em Montreal
25’35” – A vitória fácil de Nishikori sobre Nadal
27’00” – Nishikori sente fisicamente outra vez
28’55” – A incrível campanha de Bencic em Toronto
33’34” – Serena se irrita com fogos de artifício
35’10” – Azarenka perde outra grande oportunidade
37’30” – O vestido dourado de Radwanska
38’25” – Petra Kvitova e a mononucleose
40’57” – Aliny repassa a ótima campanha de Peya/Soares em Montreal
43’00” – Bruno Soares alcança 300 vitórias na carreira
45’23” – Explicação e desabafos sobre as transmissões dos jogos de duplas
52’57” – “Volta, Sarney”
52’40” – O retorno de Rogerinho
55’20” – O lugar de Feijão na Davis está ameaçado?
59’00” – Bruno Soares pergunta: “Que tal Florianópolis para sediar a Davis?”

Créditos musicais

A faixa de abertura do podcast, chamada “Rock Funk Beast”, é de longzijun. As demais faixas deste episódio são chamadas “Hang For Days” e “Game Set Match”. As duas últimas fazem parte da audio library do YouTube.


Bencic, 17 anos depois de Hingis
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Alexandre Cossenza

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Simona Halep foi a primeira a dar adeus. Quando Petra Kvitova foi eliminada, garantiu Serena Williams como número 1 do mundo. Neste domingo, foi a vez de Maria Sharapova despedir-se do US Open. Só terminou metade das oitavas de final, mas restam apenas duas das oito principais cabeças de chave. Enquanto Serena e Eugenie Bouchard (cabeça 7) seguem em busca do título, o torneio feminino já parece ter seu nome preferido: Belinda Bencic. A suíça de 17 anos, atual número 58 do mundo, derrotou a ex-número 1 Jelena Jankovic, neste domingo, e tornou-se a mais jovem atleta nas quartas de final desde … Martina Hingis, sua compatriota, em 1997.

A comparação é inevitável e compreensível. Quando a pequena Belinda tinha 4 anos, seu pai telefonou para Melanie Molitor, mãe e técnica de Hingis, pedindo uma avaliação. Molitor gosto do que viu. Aos 7 anos, Bencic já treinava na academia da mãe de Hingis, onde era monitorada diariamente por Molitor. Hoje, Bencic orgulha-se de possuir uma das características mais marcantes do tênis de Martina. A possibilidade de variar seu tênis e jogar de forma inteligente, dependendo menos da potência de seus golpes. A história é contada de forma resumida no vídeo abaixo. Assistam!

A ascensão de Bencic é assustadoramente rápida. Um ano atrás, quando ainda liderava o ranking mundial juvenil, a jovem suíça figurava apenas na 331ª posição entre as profissionais. Começou 2014 furando o qualifying do Australian Open e avançando até a segunda rodada. Bencic também passou por qualis em Charleston, Madri, Roma, Eastbourne e New Haven. Em Wimbledon, alcançou a terceira rodada. Chegou ao US Open no melhor ranking de sua carreira: 58.

Em Nova York, derrubou a ex-top 20 Yanina Wickmayer (atual 64ª da WTA); a alemã Angelique Kerber, cabeça 6 do torneio; e Jelena Jankovic, ex-número 1 e décima do ranking corrente. E sempre em sets diretos. Sua única partida de três sets em Flushing Meadows veio diante da japonesa Kurimi Nara, 33ª do mundo.

Nas quartas, Bencic vai encarar a chinesa Shuai Peng, número 39 do ranking. Se vencer, saltará para o top 30. E, mesmo que perca, já estará entre as 40 melhores. No grande cenário, contudo, o que importa mesmo é que a jovem suíça já deixa sua marca no circuito. E com o tênis muito, muito legal de ver.

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Ainda falta
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Alexandre Cossenza

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A equipe brasileira da Fed Cup fez força, brigou, tentou, mas não conseguiu um lugar no Grupo Mundial II da competição. No fim das contas, o time suíço, com a promessa Belinda Bencic e a experiente Timea Bacsinszky, foi mais forte e fechou o confronto em Catanduva por 3 a 1. O primeiro dia foi ruim. Teliana Pereira abriu a série perdendo para Bacsinszky por duplo 6/3 e, em seguida, Bencic derrotou Paula Gonçalves pelo mesmo placar. No domingo, Teliana bateu Bencic por 6/3 e 6/4, mas Paula viu Bacsinszky fechar o confronto por 7/5 e 6/2.

Era, sim, um confronto ganhável, mas nem o saibro nem a torcida paulista faziam o Brasil favorito. A esperança, ou melhor, o mais provável dos cenários para uma vitória do time da casa, passava pela possibilidade de Teliana vencer seus dois jogos de simples. A número 1 do país, contudo, foi derrotada logo no começo, na mais ganhável das partidas. Atuou muito mal, tática e tecnicamente bem abaixo do que pode render, e deixou a situação bastante complicada.

Até onde é justo responsabilizá-la pela derrota no confronto? Não sei se é o caso de encontrar um único culpado. A verdade, embora dura, é que o time da capitã Carla Tiene não tem uma número 2 capaz de jogar em um nível de Grupo Mundial II de Fed Cup. Paula, 289 do mundo, soma seus pontinhos no Brasil e na América do Sul, mas não tem resultados relevantes em torneios maiores. Enfrentar Bencic e Bacsinszky, ainda que no saibro e em casa, deixou claro que há muito a evoluir em seu tênis. Logo, Teliana não pode carregar esse peso sozinha.

A número 1 do Brasil, é bom que se ressalte, fez uma ótima apresentação no domingo, derrotando a campeã juvenil de Roland Garros, mas já era tarde. As chances de Paula contra Bacsinszky não eram grandes, e a suíça, mesmo sem brilhar, triunfou. Teliana, Paula, Laura Pigossi e Gabriela Cé voltam para o Zonal das Américas em 2015 e terão de percorrer o mesmo caminho – quem sabe com Bia Haddad no time outra vez.

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Coisas que eu acho que acho:

– Foi bacana ver a equipe suíça comemorando com uns goles de vinho dentro da quadra. É sempre um tapa na cara da teoria hipócrita de que atleta não pode consumir (ou admitir que consome) álcool em momentos de festa. Problema nenhum nisso. Quando Wawrinka, lá em janeiro, disse que provavelmente ficaria bêbado na comemoração do título do Australian Open, quem o julgou? Ninguém. E tem mais: em um mundo onde o bom moço Rafael Nadal pode ser garoto-propaganda de Bacardi e pregar o “beba com responsabilidade”, não tem por que atleta, homem ou mulher, se incomodar em ser visto festejando.

– De modo geral, foi um ótimo ano para o tênis brasileiro na Fed Cup. Pela primeira vez desde 2004, o país passou do Zonal e teve a chance de disputar os playoffs de um Grupo Mundial. Além disso, Teliana, a âncora do time, vem se estabelecendo como uma bela tenista de saibro, capaz de derrotar atletas de ranking acima do dela. Se tiver a chance de voltar aos playoffs e jogar em casa, em seu piso preferido, pode muito bem dar um passo a mais e levar o time ao Grupo Mundial II.


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