Saque e Voleio

Um sinal animador para Marcelo Melo

Alexandre Cossenza

19/03/2017 20h17

Marcelo Melo e Bruno Soares, os dois que apostaram em Acapulco como adaptação às quadras duras e preparação para Indian Wells, tiveram seus planejamentos recompensados. Soares, campeão no ATP 500 mexicano, somou sete vitórias consecutivas ao lado de Jamie Murray até ser eliminado nas semifinais em India Wells. E seu algoz na Califórnia foi o conterrâneo. E é justamente a parceria Melo/Kubot o assunto mais interessante no momento.

Depois de um início de ano sem os resultados desejados, Melo finalmente encaixou uma boa semana ao lado de Lukasz Kubot. Brasileiro e polonês estiveram perto do título, mas foram derrotados de virada por Rajeev Ram e Raven Klaasen por 6/7(1), 6/4 e 10/8.

Kubot fez um primeiro set excelente e foi o melhor em quadra durante o primeiro tie-break. O polonês só não manteve o nível altíssimo e acabou dando três pontos de graça no match tie-break. Errou dois voleios fáceis, devolvendo mini-breaks, e ainda jogou na rede uma devolução de segundo saque no 7/8. As falhas custaram caro, e Kubot parecia saber disso na cerimônia de premiação.

Embora a semana tenha terminado com uma derrota doída, Melo e Kubot talvez tenham encontrado o sinal que precisavam para levar a parceria além de Miami. Após o Australian Open e, mais tarde, depois do Rio Open (vide aspas abaixo), o mineiro disse que era preciso encontrar um equilíbrio na dupla e que jogar com agressividade excessiva (como Kubot faz boa parte do tempo) deixava o time vulnerável diante de duplas contra as quais deveria ser favorito.

“Normalmente, eu me adapto muito bem [a parceiros de estilos diferentes], mas não adianta a gente jogar muito kamikaze e bomba pra todo lado. Eu gosto de um jogo mais controlado, mais sólido. Às vezes, com menos velocidade e mais porcentagem. A gente precisa encontrar esse balanço porque eu sou mais desse estilo. O Lukasz é mais agressivo. Tem dia que não entra a bola e nós vamos perder para qualquer dupla! Nós precisamos encontrar esse equilíbrio para ver se a gente consegue manter a dupla – para evoluir porque tem que tentar até certo ponto encontrar esse equilíbrio, senão não adianta seguir.”

Resta saber se o vice em Indian Wells é o início de um momento interessante e que pode levar a bons resultados ou se foi uma campanha isolada que, vista com otimismo excessivo, pode fazer os dois continuarem juntos por mais tempo do que o ideal, atrasando a vida de ambos. Miami vem aí para ajudar a esclarecer o tema.

Coisa que eu acho que acho:

– Sobre os altos e baixos do kamikaze Kubot, a impressão que tenho é que isso tudo vem no pacote com o polonês. Ele vai fazer jogos ótimos nos dias bons, mas também vai cometer duplas faltas em sequência nos dias ruins. Não adiante, por exemplo, culpá-lo pela derrota deste sábado. Talvez sem ele, a dupla nem tivesse vencido o primeiro set. Tudo é questão de avaliar o custo-benefício e ver se vale a pena investir no produto.

– Podem reclamar e dizer quanto quiserem que Marcelo Melo e Bruno Soares deveriam ter feito mais esforço, que não foram patriotas e tudo mais porque não jogaram em São Paulo, no Brasil Open. Já debati este tema num post anterior e, depois, no podcast Quadra 18. Agora, vendo os resultados em Indian Wells, fica ainda mais clara a lógica por trás da opção por Acapulco. Não há o que questionar.

Sobre o autor

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais.
Contato: ac@cossenza.org

Sobre o blog

Se é sobre tênis, aparece aqui. Entrevistas, análises, curiosidades, crônicas e críticas. Às vezes fiscal, às vezes corneta, dependendo do dia, do assunto e de quem lê. Sempre crítico e autêntico, doa a quem doer.

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