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Quadra 18: Especial pré-US Open
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Alexandre Cossenza

Serena Williams a sete jogos de um dos maiores feitos da história do tênis; Novak Djokovic, Roger Federer e Andy Murray chegando a Nova York após um pré-US Open equilibrado; e Thomaz Bellucci em ótimo momento, com sorte na chave e uma chance real de alcançar a terceira rodada pela primeira vez. O podcast Quadra 18 fala sobre isso e muito mais, analisando de forma completa as chaves do último Grand Slam de 2015.

Sheila Vieira e Aliny Calejon e eu falamos também sobre o momento de Rafael Nadal, quem pode ser a maior ameaça a Serena e das duplas que chegam fortes ao US Open. Ah, sim: damos nossos palpites das semifinais em diante. Clique abaixo para ouvir!

Se preferir, cique aqui para fazr o download. Para isso, basta clicar com o botão direito do mouse e, em seguida, em “gravar como''. E divirta-se com o programa!

Os temas

Como de costume, segue abaixo a lista de assuntos abordados no programa, com o momento em que falamos sobre cada um dos temas. Quem preferir, pode avançar direto até o trecho que quiser ouvir primeiro.

1'15'' – Trio fala de suas expectativas gerais para o US Open
1'30'' – Sheila fala sobre o Big Three e a expectativa pelo Grand Slam da Serena
3'15'' – Federer: as finais que escaparam e a chance de título em 2015
8'40'' – A nova devolução de Federer: quando e como ele vai usá-la em NY?
11'30'' – “Ele é um cabeçudo convertido. Um cabeçudo que encontrou Jesus''
11'45'' – Chave e chances de Andy Murray
13'05'' – “Não tem de quem o Wawrinka perder antes das quartas''
13'35'' – “E o Berdych este ano…''
15'50'' – As chances de Murray contra Federer em uma eventual semifinal
17'15'' – A despedida de Lleyton Hewitt do US Open
17'50'' – A sorte de Thomaz Bellucci na chave
18'20'' – A vitória de Guilherme Clezar sobre Nicolás Almagro
20'45'' – Preocupação com as dores sentidas por Bellucci em Winston-Salem
22'05'' – As chances aproveitadas por Bellucci
23'40'' – Djokovic: os títulos que não vieram em Nova York
24'55'' – Djokovic x Feijão: “a Lei de Murphy realmente existe''
26'20'' – Feijão e o Challenger de Barranquilla depois do US Open
27'15'' – Nadal: as chances de uma derrota antes de enfrentar Djokovic
30'00'' – “Nadal perde fácil para Djokovic?''
30'30'' – “Esse jogo agressivo não funciona para Nadal''
33'00'' – O “quadrante carisma'' com Ferrer e Nishikori
33'20'' – A chave fácil, mas traiçoeira de Nishikori
35'25'' – Chardy pode surpreender nessa seção da chave
36'10'' – O convite do US Open para Ryan Shane
36'55'' – Sheila, Aliny e Cossenza dão seus palpites
40'35'' – Serena Williams e o Grand Slam de fato no horizonte
41'20'' – “É expectativa demais até para Serena Williams?''
43'35'' – “O papel da Serena no esporte está sendo mais reconhecido''
44'20'' – “O domínio de Serena é muito maior do que o de Federer lá atrás''
45'30'' – A chave nada fácil de Serena com Stephens, Keys, e Bencic
46'17'' – “Ela não tem a fibra para fechar um jogo com a Serena nessa situação''
47'50'' – Sharapova decidiu jogar
49'10'' – Teliana e a estreia contra Ekaterina Makarova
50'30'' – Suárez Navarro, Bouchard e Ivanovic x Cibulkova
52'00'' – “Qual é o duelo de musos na chave masculina?''
52'50'' – “Nadal abalou estruturas'' (a campanha da Tommy)
54'50'' – A chave de baixo, com Halep e Wozniacki
56'00'' – A seção com Kvitova, Petkovic, Muguruza, Laura Robson e Errani
59'00'' – Victoria Azarenka como cabeça de chave
60'00'' – Sheila, Aliny e Cossenza dão seus palpites
63'30'' – Aliny analisa o momento das melhores duplas do circuito
69'40'' – Duplas de graça no US Open
72'00'' – Cossenza conta como é cobrir o US Open como jornalista

Créditos musicais

A faixa de abertura do podcast, chamada “Rock Funk Beast”, é de longzijun. As demais faixas deste episódio são chamadas “Hang For Days” e “Game Set Match”. As duas últimas fazem parte da audio library do YouTube.


Sete jogos para Serena (US Open: o guia da chave feminina)
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Alexandre Cossenza

Faltam sete jogos para um dos feitos mais espetaculares do esporte – não só do tênis. Campeã do Australian Open, de Roland Garros e de Wimbledon, Serena Williams está a sete vitórias de completar o Grand Slam de fato, o chamado calendar-year Grand Slam. Algo tão raro que muitos gigantes do tênis encerraram suas carreiras sem esse feito. Entre as mulheres, a última foi Steffi Graf, em 1988. Entre os homens, ninguém fecha o Grand Slam desde Rod Laver, em 1969. Logo, a chave feminina do US Open tem uma favorita e um tema óbvios: Serena Williams e a maior sequência de sua carreira.

Com isso em mente, chega o momento de analisar o tamanho do favoritismo da número 1 do mundo e que obstáculos podem aparecer em seu caminho até o título. Quem são as maiores ameaças à americana? Que fatores podem pesar contra Serena? Pressão? Ansiedade? Como ela lidará com isso tudo?

Obviamente, o US Open não tem só Serena. Quem corre por fora na corrida até o troféu? Quem pode surpreender? Quais serão os melhores jogos nas primeiras rodadas? O que esperar das próximas duas semanas de tênis? Este guiazão da chave feminina oferecer respostas para tudo isso. Leia abaixo e não deixe ouvir o podcast Quadra 18, que vai ao ar em breve!

Tiremos o óbvio do caminho logo de cara: Serena Williams é favoritíssima. E talvez seja ainda mais favorita do que em Melbourne, Paris e Londres. Não por acaso, venceu os últimos quatro Slams. Não por acaso, o resto do circuito parece endeusar a americana em declarações e até dentro de quadra, quando a coisa aperta. A “mística'' definitivamente joga a favor da número 1 do mundo aqui.

Mas se tanta coisa joga a favor, o que joga contra? O sorteio das chaves é um exemplo. Serena pode ter um caminho bem trabalhoso em Nova York. A começar por um duelo chatinho com Sloane Stephens/Coco Vandeweghe na terceira rodada. E outro com Madison Keys/Aga Radwanska nas oitavas. E mais um com Belinda Bencic (sua algoz em Toronto) nas quartas. Sejamos sinceros, Serena poderia ter encontrado um caminho bem menos turbulento.

Outra casca de banana para a número 1 do mundo é a atenção enorme que vem recebendo da imprensa mundial. Sim, quem já ganhou 21 Slams (só em simples) deve estar acostumada com um certo nível de atenção, mas desta vez há número ainda ainda maior de holofotes em Serena. A possibilidade de fechar o Grand Slam um dos motivos. Fazê-lo em Nova York, em casa, deixa tudo mais “quente''. Com uma chave não tão simples, a margem para erro diminui. Será preciso concentração total para não perder o objetivo de vista.

As chances de Serena também aumentam à medida em que rivais que poderiam ameaçá-la seriamente não chegam a Flushing Meadows na melhor das formas. É o caso de Victoria Azarenka, ex-número 1 do mundo que faz uma temporada de recuperação e vem subindo aos poucos no ranking.

A bielorrussa é a cabeça de chave 20 do US Open e só enfrentaria na final, mas sua preparação não foi a ideal. Em Toronto, derrotou Petra Kvitova e parecia pronta para deslanchar, mas teve uma atuação desastrosa (mais de 50 erros não forçados em dois sets) e caiu diante de Sara Errani na sequência.

Para piorar, teve de abandonar o WTA de Cincinnati por causa de dores na perna esquerda. Logo, seu ritmo não pode ser o melhor possível. Seu primeiro bom teste deve vir na terceira rodada, contra Angelique Kerber. A partida, caso aconteça mesmo, deve deixar o cenário mais claro quanto às chances de quem avançar.

Outro nome com talento e recursos suficientes para derrotar Serena é o da tcheca Petra Kvitova, que decidiu encarar – com liberação médica – a série de torneios na América do Norte mesmo enfrentando uma mononucleose. A doença dá uma dose adicional de imprevisibilidade a uma tenista que não é a mais estável do planeta.

A #5 do mundo passou em branco em Toronto (perdeu para Azarenka) e Cincinnati (Caroline Garcia), mas mostrou sinais de recuperação em New Haven, onde disputa a final neste sábado contra Lucie Safarova. É um bom sinal para quem tem uma chave bem acessível até as oitavas, quando pode ter de encarar Muguruza ou Petkovic. Se passar daí, o resto da chave deve ficar em alerta.

O panorama não é tão diferente assim para Maria Sharapova. A russa, que tem uma lesão na perna direita, não disputa uma partida oficial desde Wimbledon. Era até de se imaginar que a ex-número 1 iria até Nova York só para divulgar seus produtos e marcas – como fez na Bloomingdale's com seus Sugarpovas e na campanha da Nike, que escalou uma seleção de craques para bater bola em uma das ruas da Big Apple.

Sharapova, contudo, decidiu encarar o torneio mesmo sem ritmo. Para piorar, sua estreia é um tanto perigosa. Vale lembrar que a mesma Daria Gavrilova que enfrentará na primeira rodada do US Open a eliminou do WTA de Miami, no começo do ano. O “copo metade cheio'' para a russa é que sua seção da chave não é das piores até as oitavas. E, mesmo assim, a principal cabeça de chave para ser sua adversária nas quartas é Ana Ivanovic.

Em condições normais, Sharapova seria barbada para atropelar até a semifinal (que seria contra Serena), mas no momento atual a expectativa sobre sua campanha vem acompanhada de um grande ponto de interrogação.

Nenhuma análise ficaria completa sem citar Simona Halep e Caroline Wozniacki, que encabeçam a metade de baixo da chave (em outras palavras, a parte que define a provável adversária de Serena na decisão). A romena, #2 do mundo, parece ter reencontrado seu tênis depois de uma temporada europeia abaixo das expectativas. Finalista em Toronto e Cincinnati, Halep pode fazer uma ótima partida de quartas de final contra Vika – se a bielorrussa chegar lá.

Wozniacki, por sua vez, aproveitou o pós-Wimbledon para se fazer mais conhecida nos Estados Unidos – e nos mercados americanos. Fez anúncios de chocolate, fez o arremesso inicial em um jogo de beisebol e ainda cavou uma vaga de “editora sênior'' no Players' Tribune. Ganhar jogo que é bom… nada! Foram três derrotas em estreias (Stanford, Toronto e Cincy) antes de encerrar a seca em New Haven. Será o suficiente para fazer um bom US Open? Talvez sim. Três rodadas contra Loeb, Cetkovska/McHale e Pennetta/Niculescu podem dar o ritmo que a dinamarquesa precisa para embalar. Mas se Kvitova chegar às quartas, a tcheca será favorita para avançar.

A brasileira

Como já virou costume, o Brasil entra em um Grand Slam com Teliana Pereira como única representante. O sorteio não foi muito generoso com a pernambucana. Estrear em um torneio de quadra dura (onde Teliana ainda tem muito a evoluir) contra Ekaterina Makarova é tarefa ingrata. A russa é bastante favorita.

Bia Haddad, lesionada, nem tentou o qualifying. Gabriela Cé bem que arriscou a ida até Flushing Meadows, mas venceu apenas sete games e foi eliminada na primeira rodada pela chinesa Zhaoxuan Yang.

Os melhores jogos nos primeiros dias

De cara, Ivanovic x Cibulkova promete ser um jogão. A eslovaca ficou quatro meses sem jogar, despencou para fora do top 50 (é a #58 hoje) e ficou “solta'' na chave. Ainda lhe falta ritmo, mas seu estilo de jogo, colocando todas bolas em jogo, não é o preferido de Ivanovic. Pode ser interessante.

Outros jogos com bom potencial de primeira rodada são Kuznetsova x Mladenovic, Pennetta x Gajdosova e Petkovic x Garcia. E ainda vale aguardar por Lisicki x Giorgi, Azarenka x Schiavone, e Bencic x Hantchova que podem acontecer na segunda rodada. Ah, sim: Agnieszka e Urszula farão a quinta edição do Radwanska Classic se passarem por seus desafios de estreia.

A tenista mais perigosa que ninguém está olhando

Dois nomes me chamam atenção: o primeiro é o da sérvia Jelena Jankovic. Nem tanto pela fase atual da ex-número 1 do mundo, que não é nada fantástica, apesar de uma respeitável semifinal em Cincy. Entretanto, a chave de JJ em Nova York é um tanto imprevisível. Naquele bolo estão Carla Suárez Navarro, número 10 do mundo que vem de seis derrotas consecutivas, Ana Ivanovic, que nunca foi modelo de regularidade, e Eugenie Bouchard, que… Vocês sabem, né? Ivanovic ainda é a favorita do quadrante, mas uma visita de Jankovic às quartas (e, quem sabe, à semi) não parece tão improvável assim, viu?

A outra tenista perigosa e pouco badalada é Lucie Safarova, número 6 do mundo. A tcheca perdeu na estreia em Toronto e decepcionou ao perder de Svitolina nas quartas de Cincinnati, mas está na final em New Haven. Com a confiança em alta, pode muito bem avançar além daquele duelo de oitavas de final com quem avançar do quadrante de Azarenka e Kerber.

Quem pode (ou não) surpreender

Não dá mais para chamar Belinda Bencic, #12, de zebra. A suíça de 18 anos, vem de uma incrível campanha em Toronto, onde derrubou, nesta ordem, Bouchard, Wozniacki, Lisicki, Ivanovic, Serena e Halep. Ninguém imagina que Bencic repita a façanha e elimine Serena também no US Open, até porque todo mundo sabe como a americana atua contra quem perdeu recentemente. Ao mesmo tempo, não parece exagero considerar que a suíça é quem tem mais chances de derrubar a favorita antes da final. Será?

Minha lista de surpresas em potencial também tem Eugenie Bouchard e Laura Robson. A canadense porque… Bem, na fase atual, qualquer vitória é uma surpresa. Mesmo que não pareça lá muito provável que Genie passe por Ivanovic na terceira rodada.

Quanto à britânica, número 1 do mundo na época de juvenil e campeã de Wimbledon aos 14 anos, uma lesão no punho esquerdo fez um estrago e tanto em sua carreira. Laura Robson fez só dois jogos oficiais em 2014 e mais meia dúzia em 2015 – venceu só uma vez. Não é justo esperar vitória contra Elena Vesnina no US Open, mas se a inglesa vencer, será um momento muito feliz para uma jovem talentosa e que, aos 21 anos, ainda pode alcançar muita coisa.

Nas casas de apostas

O tamanho do favoritismo de Serena Williams é refletido nas casas de apostas. Enquanto, por exemplo, um título de Djokovic, o mais cotado na chave masculina, paga 2,10 para cada “dinheiro'' apostado, uma conquista de Serena paga apenas 1,83 na casa virtual bet365. O segundo nome na lista é o de Victoria Azarenka, que vem muito atrás (9,00). O top 10 ainda tem Halep (11,00), Belinda Bencic (19,00), Maria Sharapova (21,00), Petra Kvitova (23,00), Agnieszka Radwanska (34,00), Caroline Wozniacki (34,00), Garbiñe Muguruza (34,00) e Angelique Kerber (41,00). Teliana Pereira está entre as maiores zebras (1001,00).

Na casa australiana Sportsbet, o cenário não é muito diferente, mas Sharapova e Wozniacki estão mais bem cotadas. O top 10 lá é formado por Serena (1,83), Vika (9,00), Halep (11,00), Sharapova (17,00), Wozniacki (23,00), Bencic (23,00), Muguruza (26,00), Kvitova (26,00), Kerber (34,00) e Radwanska (34,00).


US Open: o guia
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Alexandre Cossenza

Um grande título para um Andy Murray em excelente forma, outro para o imortal Roger Federer. Dois vices para Novak Djokovic, duas campanhas nada animadoras para Rafael Nadal e uma grande polêmica para Stan Wawrinka. Não é exagero dizer que na última década o campeão do US Open, o último Slam da temporada, nunca esteve tão difícil de prever.

É com esse cenário, que inclui Thomaz Bellucci em ótimo momento e Feijão vivendo uma fase ruim que parece não acabar (até o sorteio das chaves foi cruel com o #2 do Brasil), que chega a hora de analisar o que pode acontecer de mais interessante nas próximas duas semanas.

Quem são os favoritos? Quem pode surpreender? Quais são os melhores jogos nas primeiras rodadas? Que canal terá a melhor transmissão? Este guiazão da chave masculina do US Open tenta oferecer respostas para tudo isso. Leia abaixo e não deixe de voltar amanhã (sábado) para ler sobre a chave feminina e ouvir o podcast Quadra 18!

Novak Djokovic escapou de um possível confronto nas semifinais contra Murray ou Federer. Em compensação, pode reencontrar nas semifinais o japonês Kei Nishikori, seu algoz em Nova York no ano passado. O japonês, aliás, foi o grande “vencedor'' do sorteio, já que ficou no mesmo quadrante de David Ferrer, que não joga um torneio desde junho por causa de lesão.

O sérvio não passou perto de seu melhor tênis em Montreal e Cincinnati. Ainda assim, somou dois vices. O que isso quer dizer? Que Nole ainda é o tenista mais consistente do circuito e, num dia normal, é dificílimo vencê-lo. E com uma semana de folga e uma chave favorável na primeira semana, há tempo para adquirir o ritmo necessário e estar calibrado nas fases mais importantes.

A estreia é contra Feijão – sim, o brasileiro João Souza, que não vence há seis jogos – e os jogos seguintes serão contra Pospisil/Haider-Maurer, Seppi/Andújar/Gabashvili e Goffin/Bautista-Agut. Passando por isso, estará nas quartas e possivelmente pronto para jogar seu melhor tênis.

O número 1, é claro, também pode enfrentar Rafael Nadal nas quartas, mas hoje em dia seria ousado demais cravar que o espanhol chegará lá. O atual #8 estreia contra o perigoso Borna Coric e pode ter pelo caminho Fabio Fognini na terceira rodada e Feliciano López ou Milos Raonic nas oitavas. Italiano, Deliciano e canadense já computam vitórias sobre Nadal em 2015.

Talvez jogue a favor de Nadal o fato de serem partidas em melhor de cinco sets. Afinal, quem aí consegue imaginar “aquele Nadal'' perdendo uma melhor de cinco para Fognini, Raonic ou Feliciano? Pois é. Ainda assim, parece improvável um triunfo sobre Djokovic – a não ser que Nadal mostre uma evolução incrível na primeira semana do torneio (a ressalva se faz necessária porque, afinal de contas, Nadal é Nadal e nunca se sabe o que o cidadão é capaz de fazer).

Para os otimistas – ou apenas torcedores mesmo -, alguns números talvez sirvam de alento: o espanhol não perde em Nova York desde 2011 e acumula 20 vitórias em suas últimas 21 partidas disputadas no US Open. Mas será que isso ajuda?

Para Roger Federer, o caminho não é dos mais fáceis, mas também não é lá tão complicado assim. Difícil imaginá-lo perdendo antes das quartas, quando pode ter Tomas Berdych (ou Tomic/Gasquet/García-López) pela frente. Ainda assim, o suíço vem dominando o tcheco recentemente. Em 2015, Berdych venceu apenas dez games em dois confrontos. Só então viria uma semi contra Murray ou Wawrinka.

Independentemente da chave, Federer chega a Nova York como seríssimo candidato ao título e com o favoritismo endossado pelo título de Cincinnati. Lá, mostrou ao mundo um novo recurso: a devolução de bate-pronto, que executa posicionado quase na linha de saque e, consequentemente, quase pronto para fechar a rede na sequência.

O golpe – considerado por muitos uma revolução – chamou muita atenção durante o torneio, mas que ninguém se engane: Federer devolveu saque assim menos de uma dúzia de vezes durante a competição inteira. Se foi campeão em Cincinnati, grande parte do mérito esteve na incrível competência que teve para confirmar seu serviço sem passar problemas.

A “nova'' devolução vem como bônus, algo que o próprio Federer admitiu ainda estar estudando quando e como executar com o máximo de eficiência. E embora não seja recomendável superestimar o recurso e sua eficiência, parece óbvio que qualquer arma adicional pode fazer diferença – ainda mais quando o cidadão vem sacando de maneira excelente, o que pressiona ainda mais o saque adversário. Vale ficar de olho, esperando essa devolução naqueles games com o oponente sacando em 4/5, 5/6 e games assim.

Dos quatro principais cabeças, Andy Murray talvez tenha sido o “perdedor'' do sorteio. Estreia contra Nick Kyrgios, pode enfrentar Bellucci na terceira rodada e Anderson/Thiem nas oitavas. Se passar, Wawrinka pode estar lhe esperando nas quartas. Só depois disso é que Federer apareceria no caminho – nas semifinais.

O bom para o britânico é que seu momento não poderia ser muito melhor. Campeão em Montreal, onde fez uma excelente final contra Djokovic, Murray conseguiu vitórias improváveis em Cincinnati (saiu de buracos contra Dimitrov e Gasquet) e só parou diante de um fantástico Federer.

O piso do US Open, que tradicionalmente não é tão rápido quanto o de Cincy, pode também jogar a seu favor. E, mesmo com uma rota cheia de cascas de banana, o escocês é um forte candidato ao título.

O que pode acontecer de mais legal

Não vai faltar jogo bom nas primeiras rodadas. A começar por Djokovic x Feijão, sempre um atrativo para brasileiros. Mas jogos quentes mesmo devem ser Murray x Kyrgios e Nadal x Coric, especialmente com o espanhol jogando esse tênis que desaparece em momentos. Quer mais? Que tal Gasquet x Kokkinakis? E, sendo otimista, é capaz até que Leo Mayer dê algum trabalho a Federer, hein?

Também vale ficar de olho na despedida de Mardy Fish, que estreia contra o italiano Marco Cecchinato e, se vencer, encara Feliciano López ou um qualifier. O mesmo grupinho da chave tem Verdasco x Haas na primeira rodada, com o vencedor avançando para duelar com Raonic ou Smyczek.

Ah, sim: em Nova York, Lleyton Hewitt disputa seu último US Open. Campeão do torneio em 2001, o australiano encara Aleksandr Nedovyesov na estreia e, se vencer, pode ter pela frente o compatriota Bernard Tomic. De qualquer modo, sua derrota terá emoção digna de ser registrada.

E isso é só nas duas primeiras rodadas. Na terceira, os cabeças começam a se enfrentar, e a tendência é o torneio só melhorar.

O tenista mais perigoso que ninguém está olhando

Talvez Grigor Dimitrov estivesse sendo visto como um nome mais perigoso se não tivesse perdido (duas vezes!) uma partida quase ganha contra Murray em Cincinnati. Só que o búlgaro, que fez uma primeira metade de ano nada animadora, mostrou um ótimo tênis em alguns momentos na última semana.

Além disso, caiu em uma chave que, se não é fácil, é interessante. Confirmando o favoritismo, Dimitrov enfrentará o atual campeão, Marin Cilic, na terceira rodada. O croata é outro que deixou a desejar em 2015. E quem avançar desse grupo vai às oitavas contra quem passar da seção que tem Ferrer (sem ritmo) e Chardy. Logo, não é nada difícil imaginar Dimitrov ou Cilic nas quartas.

Os brasileiros

Bellucci, que chegou a Nova York no top 30 e cabeça de chave, teve sorte. Estreia contra James Ward, #134 e, se avançar, enfrentará um qualifier. Na terceira rodada, aí, sim, pode encarar Andy Murray. Ainda que o britânico pareça um obstáculo difícil de superar, o #1 do Brasil tem uma chance enorme de finalmente passar da segunda rodada em Flushing Meadows.

Feijão, por sua vez… Que fase, hein? Vindo de seis derrotas consecutivas e em momento ruim desde a Copa Davis, o número 2 brasileiro estreia contra Novak Djokovic. Quando o momento é ruim…

Vale registrar a campanha de Guilherme Clezar no qualifying. Na quinta-feira, o #168 derrotou Nicolás Almagro em três sets e ficou a uma vitória da chave principal. Vale ficar de olho. Ao mesmo tempo, é de lamentar que apenas dois brasileiros disputaram o torneio qualificatório. O outro, André Ghem, #129, perdeu logo na primeira rodada.

Onde ver (ou não) na TV

É sempre melhor quando dois canais mostram um torneio. O US Open está nas grades do SporTV e da ESPN. Desta vez, a diferença entre as transmissões deve ser bem menor do que em Wimbledon, quando o canal da Disney deixou o rival para trás. Embora continue com um canal a mais, a ESPN tem a grade amarrada com La Vuelta e o Pré-Olímpico de Basquete. A vantagem da emissora paulista é que o Watch ESPN (pelo site do canal) tem direito a exibir os sinais de todas as quadras onde houver transmissão. Não deixa de ser uma excelente opção.

Nenhum dos canais, aliás, terá equipe de transmissão em Flushing Meadows. Qualquer que seja o motivo, tanto ESPN quanto SporTV contarão apenas com um jornalista in loco produzindo reportagens. É de se imaginar que a alta do dólar tenha relação com isso. Não sai barato manter narrador e comentarista (no mínimo) pagando US$ 300 de diária de hotel em Nova York…

Quem pode (ou não) surpreender

Entre os quatro primeiros cabeças, a aposta óbvia para derrota precoce deve ser em Kei Nishikori (apesar da estreia de Murray contra Kyrgios), que tem aqueles problemas físicos semana sim, semana não. Mas não só por isso. O japonês tem uma estreia traiçoeira contra Benoit Paire e um possível segundo jogo contra Radek Stepanek. São tenistas que lhe darão pouco ritmo – algo que será essencial na terceira fase, seja contra Tommy Robredo, Sam Groth ou Alexandr Dolgopolov. O atual vice-campeão pode fazer seu caminho ficar mais simples (e, ainda assim, parece a melhor chave entre os quatro cabeças), mas precisará estar calibrado desde os primeiros games.

Nas casas de apostas

Djokovic é favoritíssimo, como sempre. Na casa virtual bet365, um título do sérvio paga apenas 2,10 para cada “dinheiro'' apostado. Murray (4,50) e Federer (5,00) estão quase colados, e o resto vem bem atrás. Nadal (21,00), por sua vez, não está nem entre os mais cotados, ficando atrás de Wawrinka (13,00) e Nishikori (17,00). O top 10 da casa de apostas ainda inclui Berdych (41,00), Cilic (51,00), Dimitrov (51,00) e Raonic (67,00). Um título de Bellucci paga 501,00, enquanto Feijão divide o último lugar. Uma conquista de João Souza pagaria 3001,00 a algum sortudo.

Na casa australiana Sportsbet, muda muito pouco. Djokovic paga 2,25, seguido de Murray (5,00), Federer (5,00), Wawrinka (13,00), Nishikori (19,00), Nadal (34,00), Dimitrov (41,00), Berdych (51,00), Cilic (51,00) e Tsonga (81,00). Curioso notar que na tarde desta quinta-feira, Almagro pagava 401,00, enquanto Bellucci e Feijão eram cotados em 501,00. A quem não percebeu a ironia: na noite de quinta, Almagro foi eliminado do qualifying pelo brasileiro Guilherme Clezar.


Condicional para Kyrgios
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Alexandre Cossenza

A ATP anunciou nesta segunda-feira o resultado de seu inquérito sobre o comportamento do australiano Nick Kyrgios, que ultrapassou alguns limites na partida contra Stan Wawrinka no Masters de Montreal.

No texto distribuído à imprensa, a entidade declara que Kyrgios estará sob uma espécie de “liberdade condicional'' nos próximos seis meses. Caso volte a se comportar mal, pagará uma multa de US$ 25 mil e será suspenso de torneios sancionados pela ATP por um período de 28 dias.

Os critérios para a punição estão bem claros no aviso. Kyrgios não poderá:
– Ser multado por abuso físico ou verbal em um torneio sancionado pela ATP; ou
– Acumular mais de US$ 5 mil em multas por outras infrações cometidas em torneios sancionados pela ATP.

Resumindo: nos próximos seis meses, se Kyrgios se encaixar em um dos itens acima, levará uma suspensão de 28 dias. Caso se comporte bem, a “liberdade condicional'' acaba no prazo de seis meses.

Um ponto importante a ressaltar é que a punição da ATP se limita a “torneios sancionados pela ATP'', ou seja, não inclui Grand Slams nem Copa Davis. E isso vale para as duas extremidades do cenário. Caso Kyrgios jogasse e fosse punido nesta semana, em Winston-Salem, poderia disputar normalmente o US Open, que é um evento da ITF, e não da ATP. Do mesmo modo, uma eventual confusão envolvendo o australiano em Nova York não resultaria em violação da condicional. Qualquer problema no US Open será julgado pela ITF e não vale para a ATP.

Já li todo tipo de reação à decisão. Há quem ache uma pena branda, já que não há suspensão nem multa imediata. Há quem considere, por outro lado, uma medida severa. Principalmente pelo item que cita acúmulo de US$ 5 mil dólares em multa. Eu explico: essa quantia vale para todo tipo de violação. Uma punição por “abuso de bola'', por exemplo, significa multa de US$ 350. Quebrar raquete, US$ 500. Falar palavrão (desde que punido pelo árbitro durante o jogo com “obscenidade audível''), US$ 5 mil. Logo, a conta acumulada de tudo isso ao longo de seis meses não pode passar de US$ 5 mil para Kyrgios. O garotão vai precisar mesmo se comportar.

A favor do australiano conta o fato de a condicional durar seis meses, mas a temporada tem só uns quatro meses pela frente. Ou seja, não é tão complicado assim. Além do mais, se ele for punido no Masters de Paris, ficará suspenso por 28 dias justamente no período de férias. É uma brecha perigosa que a ATP deixa.

Coisas que eu acho que acho:

– A condicional sempre me pareceu o cenário mais provável (inclusive escrevi isso no post da confusão, linkado no primeiro parágrafo deste texto). A ATP tenta mostrar firmeza ao mesmo tempo em que não quer parecer injusta. A impressão que dá é que Kyrgios foi julgado como réu primário, merecendo direito a uma segunda chance para se encaixar na sociedade.

– Ao não punir de forma imediata, a ATP corre o risco de ver Kyrgios reincidir. E se isso acontecer em Paris, como escrevi acima, vai sair barato demais. Transformará em piada uma medida com o objetivo de mostrar firmeza.

Coisas que eu acho que acho sobre outro assunto:

– Outra medida recente da ATP foi avisar aos tenistas que será adotada uma política de TOLERÂNCIA ZERO (escrita em negrito e caixa alta na carta abaixo) com quem não mostrar seu “melhor esforço'' em quadra. Ou seja, quem “entregar'' pontos/partidas será duramente punido.

– A carta enviada aos jogadores, vide tweet acima, cita expressamente que isso vem acontecendo com mais frequência em eventos de nível Challenger. Ou seja, é bom que todo mundo fique ligado com isso. Especialmente a molecada que acha que pode “entregar'' na chave de duplas depois de ser eliminada nas simples.

– São raros os casos assim nos torneios maiores, mas houve um bem recente, em Wimbledon, envolvendo Kyrgios (sempre ele!), que enfrentava Richard Gasquet. O australiano desistiu de jogar alguns pontos – o que ficou bastante óbvio. Felizmente, a postura durou só alguns pontos. Kyrgios “voltou'' para o jogo e lutou até o fim (acabou derrotado), escapando da punição e da multa.


A bronca que resolve
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Alexandre Cossenza

Semifinal do Masters 1.000 de Cincinnati, jogo duro entre Novak Djokovic e Alexandr Dolgopolov, e o torcedor chato estava se manifestando em momentos nada adequados – interrompendo os jogadores.

O brasileiro Carlos Bernardes, árbitro de cadeira do jogão, então pegou o microfone e disse, para encerrar de vez o assunto: “Cavalheiro, é a segunda ou terceira vez. Está atrapalhando a partida inteira. As pessoas estão aqui para ver tênis, não para ouvir você. Por favor, veja o tênis.''

A atitude do brasileiro resolveu o problema. Quem também solucionou seu drama foi Novak Djokovic, que perdeu o primeiro set e viu Dolgopolov sacar para o jogo antes de quebrar o serviço do ucraniano e virar um jogo quase perdido. Por 4/6, 7/6(5) e 6/2, o número 1 do mundo se garantiu na final do torneio.

Coisas que eu acho que acho:

– Quem acompanha tênis há mais tempo (uns dez anos pelo menos) deve sentir falta de árbitros de cadeira com mais personalidade (e coragem) dentro de quadra. Bernardes, um dos mais experientes do circuito, é também um dos últimos com esse perfil. A turma mais nova, a “Geração Hawk-Eye'', é bem diferente. Pura questão de opinião/gosto, mas acho que o perfil do brasileiro (e de gente como Cedric Mourier, Pascal Maria e Mohamed Lahyani) faz muito bem ao esporte.


McEnroe, Trump e a idiotice humana
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Alexandre Cossenza

John McEnroe foi um tenista fantástico. Foi número 1 do mundo, ganhou 17 Grand Slams (sete em simples) e venceu jogos memoráveis. O americano, hoje com 56 anos, também é um grande comentarista. Acompanha o circuito, tem uma ótima leitura de jogo e, na maior parte do tempo, mostra ótimo timing em suas análises. Só que nem o mais laureado dos currículos isenta seu dono de falar grandes bobagens. McEnroe é prova disso. O exemplo mais recente veio nesta semana. Em entrevista a Jimmy Kimmel, disse que conseguiria derrotar Serena Williams em uma partida séria. Veja a partir da marca de 2'00'' do vídeo.

Difícil entender a motivação de uma pessoa que já realizou tanta coisa para fazer esse tipo de comentário, menosprezando uma das maiores tenistas de todos os tempos e incluindo uma dose considerável de machismo quando Kimmel lhe perguntou por que esse confronto nunca aconteceu.

“Quinze anos atrás, Donald Trump fez uma oferta, que eu achei que não era suficiente. E Serena tem muito a perder se for derrotada por um velho como eu. E eu tenho muito a perder porque se for derrotado por – deus me livre – uma mulher, não vou poder entrar num vestiário masculino pelos próximos 15 anos, possivelmente até o fim da minha vida.''

A parte nada surpreendente da história é o envolvimento de Donald Trump, um bilionário candidato à presidência dos Estados Unidos que tem tanta competência para fazer dinheiro quanto para vomitar um discurso por vezes racista e sempre preconceituoso em relação a imigrantes mexicanos – em nome de uma suposta crítica ao reinado do politicamente correto.

Coisas que eu acho que acho:

– No início do vídeo, McEnroe também diz que as duplas “contam menos'' do que as simples porque são uma “versão mais lenta'' do tênis em comparação com as simples e porque os duplistas não são tenistas tão bons quanto os simplistas. Existe uma parcela de verdade no que diz o ex-número 1, mas também parece existir uma dose de recalque (a palavra preferida das redes sociais) que nasceu junto com a enorme ascensão de Bob e Mike Bryan como parceria de mais sucesso na história.

– Diminuir o valor das duplas hoje soa como uma tentativa de reduzir os feitos dos gêmeos. O mesmo McEnroe (que tem 78 títulos em duplas) já afirmou, inclusive, que nem reconhece mais o jogo de duplas hoje em dia.


Talento não falta…
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Alexandre Cossenza

O francês Benoit Paire pode não ser o mais consistente ou o mais dedicado dos tenistas, mas é inegável que o atual número 42 do mundo tem talento de sobra com a raquete. Isso ficou um tanto óbvio nesta quarta-feira, quando Paire precisou enfrentar Novak Djokovic no Masters 1.000 de Cincinnati. Vale conferir a sequência do vídeo abaixo!

Vale ressaltar o respeito do francês pelo número 1 do mundo. Depois de bater a bola por baixo das pernas, sorriu e pediu desculpas. Djokovic levou na esportiva. O sérvio, aliás, venceu por 7/5 e 6/2 para avançar às oitavas de final.


Quadra 18: S01E12
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Alexandre Cossenza

Andy Murray foi campeão em Montreal, Belinda Bencic derrubou o mundo inteiro – inclusive Serena Williams em Toronto, e australianos se envolveram em confusões (barracos, tretas, você escolhe a palavra) no Canadá e nos Estados Unidos. Cheio de assunto, o podcast Quadra 18 está de volta, com seu 12º episódio.

Aliny Calejon, Sheila Vieira e eu falamos bastante sobre tudo acima, lembramos do título de Rogerinho no Challenger de Praga, respondemos perguntas de ouvintes ilustres (Bruno Soares participou) e voltamos a falar de Brasil x Croácia pela Copa Davis. Cliquem abaixo para ouvir.

Se preferir, faça o download do arquivo e ouça depois. Para isso, basta clicar no link com o botão direito do mouse e “gravar como”. E divirta-se!

Os temas

Como de costume, segue abaixo a lista de assuntos abordados no programa, com o momento em que falamos sobre cada um dos temas. Quem preferir, pode avançar direto até o trecho que quiser ouvir primeiro.

01'55'' – Momento “Chupa Kyrgios''
02'45'' – Kyrgios x Wawrinka: dissecando o barraco
06'48'' – “Cogumelo no palito''
07'38'' – Como Kyrgios pode aprender com o episódio
09'42'' – Redes sociais afetando a repercussão das brigas
12'52'' – O barraco Harrison x Kokkinakis
15'40'' – Austrália, a terra da polêmica
20'00'' – Montreal: Murray vira número 2 do mundo
21'04'' – O retorno de Murray ao topo
22'52'' – Cossenza analisa a final Muurray x Djokovic
23'50'' – Sheila questiona a motivação de Djokovic em Montreal
25'35'' – A vitória fácil de Nishikori sobre Nadal
27'00'' – Nishikori sente fisicamente outra vez
28'55'' – A incrível campanha de Bencic em Toronto
33'34'' – Serena se irrita com fogos de artifício
35'10'' – Azarenka perde outra grande oportunidade
37'30'' – O vestido dourado de Radwanska
38'25'' – Petra Kvitova e a mononucleose
40'57'' – Aliny repassa a ótima campanha de Peya/Soares em Montreal
43'00'' – Bruno Soares alcança 300 vitórias na carreira
45'23'' – Explicação e desabafos sobre as transmissões dos jogos de duplas
52'57'' – “Volta, Sarney''
52'40'' – O retorno de Rogerinho
55'20'' – O lugar de Feijão na Davis está ameaçado?
59'00'' – Bruno Soares pergunta: “Que tal Florianópolis para sediar a Davis?''

Créditos musicais

A faixa de abertura do podcast, chamada “Rock Funk Beast”, é de longzijun. As demais faixas deste episódio são chamadas “Hang For Days” e “Game Set Match”. As duas últimas fazem parte da audio library do YouTube.


Nick Kyrgios e o cubo mágico mental
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Alexandre Cossenza

A definição é do ex-tenista sul-africano Johan Kriek: o cérebro de Nick Kyrgios é como um cubo mágico (ou Cubo de Rubik). Quando uma parte está perfeita, o australiano muda a peça de posição e releva outras três faces em estado de caos. Vamos à polêmica da vez. Vejam o vídeo.

“Kokkinakis comeu sua namorada''

A cena é da partida de ontem à noite contra Stan Wawrinka, válida pelo Masters 1.000 de Montreal. O garotão australiano vai lá e solta que (tradução livre) “Kokkinakis comeu sua namorada.” Como está bem nítido nas imagens, não foi provocação de vestiário nem cochicho para tirar o adversário do sério. Kyrgios falou alto e claro, para o mundo inteiro ouvir (e, óbvio, estamos todos vendo e ouvindo). Não é a primeira (e suspeito que não seja a última) polêmica do australiano de 20 anos. Desta vez, contudo, Kyrgios incluiu na confusão seu compatriota Thanasi Kokkinakis (19 anos, #76 do mundo) e, aparentemente, a namorada do suíço, a croata Donna Vekic – que, por sua vez, esteve envolvida no tumultuado (e público) processo de divórcio de Wawrinka. O vídeo acima foi parar no Twitter enquanto a partida estava em andamento. Não demoraram para surgir tenistas e jornalistas comentando. Magnus Norman, atual técnico de Wawrinka, foi um dos mais enfáticos, dizendo que o gesto de Kyrgios teve nível baixíssimo e esperando que alguém ensine uma coisa ou outra sobre a vida ao australiano.

Wawrinka disse que Kyrgios tentou evitá-lo no vestiário após a partida, mas o suíço tirou satisfação assim mesmo. Sem revelar o conteúdo da conversa, o campeão de Roland Garros foi incisivo ao comentar o comportamento do australiano.

“Não é a primeira vez que ele tem um grande problema em quadra no que diz respeito ao que ele fala ou como se comporta. Espero que a ATP tome medidas contra ele porque é um jovem – mas não tem desculpa. Em toda partida ele tem problemas. Em toda partida ele se comporta muito mal. Além disso, o problema é que ele não se comporta mal apenas em relação a ele mesmo. Ele se comporta mal com as pessoas ao redor: outros jogadores, boleiros, árbitros. Realmente espero que a ATP tome uma grande atitude desta vez” (vídeo e tradução abaixo são da jornalista canadense Stephanie Myles).

Kyrgios, por sua vez, disse que falou aquilo no calor do momento porque a partida estava nervosa e os dois estavam trocando provocações. Wawrinka, no entanto, devia continuar espumando de raiva. O suíço voltou ao Twitter e declarou que não diria aquilo nem a seu pior inimigo. “Não há necessidade para esse tipo de comportamento, dentro ou fora da quadra, e espero que o órgão responsável por esse esporte não ature isso e se levante em nome da integridade deste esporte que trabalhamos tão duro para construir.”

(Atualizado às 20h55 de Brasília com informações sobre a punição a Kyrgios no parágrafo abaixo, em itálico)

A ATP anunciou que Kyrgios foi multado em US$ 10 mil pelo insulto dirigido a Wawrinka. Após rever o vídeo da partida, a entidade obrigou o australiano a pagar mais US$ 2.500 por conduta antiesportiva dirigida a um boleiro durante a partida. Além disso, Kyrgios recebeu um “aviso de investigação'' que inicia um processo para determinar se seus gestos se enquadram como ofensa grave (“major offense'' no livro de regras). A investigação, informa o comunicado da ATP, abre a possibilidade para punições adicionais que podem ser multas em dinheiro ou suspensão de eventos da ATP. Antes do anúncio da punição, o australiano já havia publicado um pedido formal de desculpas em sua página no Facebook.

Coisas que eu acho que acho:

– Nem faz tanto tempo assim que escrevi um post sobre Kyrgios, abordando o limite que separa sua autoconfiança de uma dose considerável de arrogância. De lá para cá, no entanto, os problemas de Kyrgios têm ido muito além disso. A impressão que fica é que o australiano “comprou” a ideia do personagem.

Kyrgios_Montreal_get2_blog

É meio como se, depois de ouvir muitos elogios por sua personalidade diferente e curiosa em quadra, Kyrgios tivesse adotado esse personagem e levado adiante, como se fosse dono absoluto do direito de falar e fazer o que quisesse dentro de quadra. De janeiro para cá, já discutiu com árbitros, “entregou” games e falou palavrões para torcedores no meio de um jogo. Muita coisa em pouco tempo.

Passo longe de querer que alguém seja santo. Uma boa provocação faz bem a qualquer esporte. Esquenta partidas, cria rivalidades, chama atenção, ganha manchetes. Até aí, tudo bem. Mas quando Kyrgios envolve terceiros e uma relação amorosa na confusão (repito, com negrito e itálico: para o mundo inteiro ouvir), a coisa muda de figura.

– Quanto à punição que pode vir após a investigação, A ATP encontra-se diante de uma questão delicada, especialmente em uma modalidade sem rivalidades quentes. Federer x Nadal nunca rendeu grandes atritos publicamente, e o mesmo pode se dizer de Federer x Djokovic e Nadal x Djokovic, que tiveram pequenas turbulências no máximo.

– O dilema é estabelecer um limite para atitudes como a desta quarta-feira, em Montreal – seja de Kyrgios ou de quem for – sem deixar o esporte estéril e sem personalidade. Não é tarefa das mais fáceis, convenhamos. A essa altura, parece provável uma espécie de “liberdade condicional'' para o australiano. Um aviso de que “da próxima vez, você leva um gancho sério.'' Algo parecido com a advertência que deram a Serena Williams após o incidente com a juíza de linha no US Open de 2009.

– Johan Kriek, embora não muito conhecido pelo público brasileiro pós-Guga, foi top 10 na década de 80 e venceu o Australian Open duas vezes. Mas o que faz valer a pena segui-lo no Facebook são suas opiniões nem sempre politicamente corretas, mas frequentemente intrigantes e “fora da caixa”.

– Ah, sim: Kyrgios venceu o jogo quando Wawrinka abandonou no terceiro set. O australiano liderava por 6/7(8), 6/3 e 4/0. Mas a essa altura da coisa, quem ainda se importa com o placar, hein?


WTA aposta nas estatísticas: desvirtuando ou modernizando?
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Alexandre Cossenza

A WTA anunciou esta semana uma novidade que pode ser gigante para o mundo do tênis. Já nesta temporada, técnicos e tenistas terão acesso a estatísticas durante as partidas. Em uma parceria com a SAP, a entidade que controla o circuito mundial feminino (não os Slams nem os ITFs) disponibilizará números e outras informações em “tablets autorizados” em “tempo real”.

Segundo o texto distribuído pela WTA, os dados “ajudarão jogadores e técnicos e analisarem desempenho e otimizarem estratégias. Isso pode significar a diferença entre vencer e perder o próximo ponto, set, jogo – ou até o torneio.”

Nessa mesma parceria com a SAP, a WTA já havia criado o “coaching app”, um aplicativo que recebia as estatísticas para análise depois das partidas. Agora, a partir do WTA de Stanford (em andamento), os tablets serão abastecidos durante os jogos e poderão ser levados para dentro de quadra. Alguns dos dados serão:

– Lista de estatísticas lado-a-lado das duas tenistas atualizada a cada 15 segundos;
– Dados que analisam o desempenho no saque, a taxa de sucesso em fechar um game no saque e o número de break points salvos; e
– Dados que mostram o direcionamento dos saques, o ponto de contato nas devoluções e o direcionamento dos golpes durante os ralis.

Modernizar x desvirtuar

Antes de entrar no debate propriamente dito, faz-se necessária uma ressalva: o tênis precisa de mais estatísticas. As poucas que existem hoje explicam muito pouco sobre o que acontece em quadra. Quer um exemplo? Se um tenista teve “2/17” em break points e perdeu o jogo, é fácil “concluir”, baseado neste número, que ele desperdiçou ótimas chances. Bobagem. Ele pode: 1) ter conquistado todas essas chances de quebra em apenas dois games; 2) ter quebrado o serviço do rival em ambos games; 3) ter quebrado duas vezes no mesmo set; 4) ter perdido o jogo em três sets. Ou seja, o número não “disse” quase nada.

Os casos são muitos. Os números do fim do jogo dizem que fulano cometeu 20 erros não forçados, mas quantos foram de forehand? E desses forehands errados, quantos foram na paralela? Quantos foram em mudança de direção? Quantos ficaram na rede? Quantos saíram ao lado? É que nem o diabo da estatística de escanteios no futebol. Por que raios eu iria querer saber que time cobrou mais tiros de canto? Mas eu divago. São tantas as informações omitidas pelos números “tradicionais” do tênis que realmente já passou da hora de as entidades (ITF, ATP e WTA) repensarem os números que colocam à disposição do público durante as transmissões. Tudo ali fica na superfície. Aprofundar é preciso.

Agora, a parte polêmica. A crítica que se faz e que se fez (e eu mesmo sempre fiz) quando a WTA decidiu permitir a entrada de técnicos em quadra durante as partidas é simples: a regra muda um dos preceitos básicos do esporte. O tênis, em sua essência, foi criado e regulamentado para que os atletas encontrem soluções por conta própria dentro das partidas. Isso valoriza tenistas com mais capacidade de “ler” o jogo. Com os técnicos em quadra, a mudança foi grande. E agora, com as informações à disposição? Seria um passo a mais para desvirtuar o esporte?

Tradicionalista que sou, tendo quase sempre a opinar contra mudanças radicais no tênis – e essas alterações promovidas pela WTA são as mais ousadas das últimas décadas. Se os atletas têm acesso a toda essa informação durante o jogo (e, como escrevi acima, o esporte foi imaginado para privilegiar competidores com capacidade de análise e raciocínio), alimentá-los com tantos dados não seria desvirtuar e (por que não?) “emburrecer” a coisa toda? Ou será que a versão moderna do “raciocínio próprio” passa a ser a capacidade da analisar essa informação e decidir o que fazer com ela? É um bom debate, não?

Ilustrando

Quanto às estatísticas, não tenho opinião formada, mas continuo contra técnicos em quadra. Principalmente por causa do elemento “desvirtualizador” que citei acima, mas não só por isso. Não é raro vermos cenas embaraçosas como tenistas “fazendo a egípcia” (um beijo, Sheila) ou discutindo com os treinadores no meio dos jogos. Há também aqueles casos em que o técnico manda o tradicional “continue assim porque ela não vai conseguir jogar nesse ritmo o jogo inteiro.” Será que essa é mesmo a coisa mais inteligente a se dizer num intervalo?

Mas eu divago. Para amenizar, deixo aqui um caso desses fresquinho. Aconteceu nesta quarta-feira, no WTA de Stanford. Durante a partida contra a espanhola Carla Suárez Navarro, a americana Alison Riske chamou o “técnico” Stephen Amritraj em quadra e começou a se lamentar quando o rapaz retirou o microfone obrigatório e soltou um “shut the f*ck up” (um “cale a bola” com um palavrão no meio).

O vídeo acima não demorou a parar no Vine. Quando o jornalista americano Ben Rothenberg mostrou a cena no Twitter comentando a atitude do técnico, Riske respondeu: “Ele não é meu técnico, é meu namorado. Veio aqui usando um dia de férias e me ajudou a conseguir uma vitória sobre uma top 10.”

A cena ilustra algumas das coisas que considero falhas graves da regra. A primeira delas é que um tenista pode nomear qualquer um para entrar na quadra. Não precisa ser técnico. Em tese, eu, você, minha avó ou seu tio, qualquer um poderia estar lá. Não é uma regra que joga necessariamente a favor dos técnicos. Outro ponto é o microfone. Como o tempo técnico tem a função de entretenimento, retirar/desligar o microfone é proibido. Pela regra, Amritraj não deveria mais poder entrar em quadra até o fim do torneio nem Riske pode indicar outro técnico. A WTA, no entanto, nem sempre aplica essa punição.

Coisa que eu acho que acho:

– Uma pena que, pelo menos por enquanto, fãs não terão acesso às mesmas informações recebidas pelos técnicos em seus tablets. Fica a expectativa para saber quando esses dados serão incorporados às transmissões de TV.


Bellucci: #31 e nenhuma vitória espetacular
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Alexandre Cossenza

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O ranking desta semana da ATP mostra Thomaz Bellucci como tenista número 31 do mundo. Nas últimas 52 semanas, o brasileiro somou 1.154 pontos em 27 torneios disputados. Em todo esse período, o paulista de 27 anos não somou nenhuma vitória espetacular. Nenhum top 10 derrubado, nenhuma grande zebra e apenas dois jogos vencidos contando os quatro Grand Slams juntos.

Isso tudo, juntinho e combinado, é ótimo. Calma, muita calma. Antes que o leitor reclame e aponte o óbvio paradoxo, eu explico (também usando o paradoxo em questão). O 31º posto, melhor ranking de Bellucci em mais de quatro anos, é resultado exclusivamente das vitórias esperadas. Traduzindo: ainda que as vitórias sobre top 10 não estejam vindo e que as campanhas em Slams ainda deixem a desejar, o número 1 do Brasil vem reduzindo seu número de “chances perdidas''.

Em números, fica ainda mais fácil entender o raciocínio. Os cinco torneios com maior pontuação de Bellucci são Genebra (campeão, 250 pontos), Roma (oitavas de final, 115), Valência (quartas, 110), Gstaad (semi, 90) e Quito (semi, 90). Genebra é um exemplo perfeito. Um torneio no saibro em que Bellucci enfrentou apenas um top 50 (João Sousa, #50). Campeão. Chance aproveitada. Check.

E o Masters de Roma talvez seja um exemplo ainda melhor. Bellucci furou o quali, derrotou Diego Schwartzman na primeira rodada da chave principal  e viu-se diante de Robert Bautista Agut, #19, na segunda fase. Adversário de ranking alto e derrotável (vide Davis). O brasileiro venceu e sucumbiu na rodada seguinte, depois de dar um bocado de trabalho a Novak Djokovic. Normal. Mais 115 pontos na conta. Chance aproveitada. Check.

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Já ficou claro, não? Bellucci vem subindo não por resultados fantásticos, mas por campanhas perfeitamente condizentes com seu tênis – e seu potencial. Sim, uma ótima chance escapou no ATP de Bastad, quando a semi esteve muito próxima e Bellucci cedeu uma virada ao talentoso jovem Alexander Zverev (#123), mas é fácil constatar como momentos assim foram menos frequentes recentemente.

Thomaz Bellucci nunca fez uma temporada regular. Nem no seu melhor momento. Em 2010, melhor temporada da carreira, o paulista chegou a ocupar o 21º lugar na lista da ATP e chegou ao fim do ano em 31º. Ainda assim, somou reveses diante de Ricardo Mello (#135, Costa do Sauípe), Marco Chiudinelli (#63, Gstaad), Lukas Lacko (#72, New Haven), Somdev Devvarman (Copa Davis em Chennai, abandono com problemas físicos), James Blake (#135, Estocolmo) e Marcos Daniel (#152, Challenger de São Paulo). Ainda houve derrotas diante de Guillermo García-López (#49, Indian Wells), Leo Mayer (#59, Nice) e Andreas Seppi (#70, Hamburgo) – todos bons tenistas, mas que não atravessavam momentos nada especiais.

Será que a maturidade para fazer uma sequência maior chegou? Desde Miami, Bellucci apresenta um tênis mais constante (embora ainda não tão estável quanto muitos gostariam). Os resultados vieram. É inegável que a série no saibro, seu piso preferido, ajudou. Os eventos de agora até o fim do ano, em piso duro, deixarão o cenário um pouco mais claro (descontemos a derrota em Washington após o curtíssimo tempo de adaptação). Se Bellucci mantiver a consistência, é muito provável que seu ranking de fim de ano seja o melhor da carreira.

Coisas que eu acho que acho:

– Uma das perguntas que recebo frequentemente (via Twitter ou email) é sobre a influência de João Zwetsch no bom momento de Bellucci. Difícil dizer sem acompanhar o dia a dia de treinos. Aliás, seria difícil dizer ainda que algum jornalista visse todos os bate-bolas. Logo, convém não especular.

– Quem já ouviu o podcast Quadra 18 desta semana sabe que já abordei o assunto por lá. Mesmo assim, achei que valia a pena fazer um texto para o blog. Nem todo mundo que lê aqui escuta lá e vice-versa.

– Outra questão interessante – e recorrente – é a seguinte: Bellucci ainda pode evoluir a ponto de chegar ao top 10? Esse tema também foi debatido no Quadra 18, e é por isso que deixo aqui o link para que vocês escutem o programa e mais de uma opinião sobre o potencial do número 1 do Brasil. Ouçam!


Quadra 18: S01E11
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Alexandre Cossenza

Teliana Pereira campeã em Florianópolis e nova integrante do top 50; Thomaz Bellucci semifinalista em Gstaad e coladinho no top 30; Rafael Nadal campeão em Hamburgo e jogando bem, com direito a barraco e cãibra na final contra Fabio Fognini; André Sá campeão em Umag; e Bruno Soares analisando sua temporada as seguidas derrotas para os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. O podcast Quadra 18 está no ar com seu 11º episódio, falando sobre tudo isso.

Sheila Vieira, Aliny Calejon, o convidado especial Felipe Priante e eu também respondemos a perguntas de leitores, e falamos ainda sobre Dominic Thiem, WTT, e planejamos nossa viagem para ver Brasil x Croácia pela Copa Davis em Florianópolis. Clique abaixo para ouvir

Quem preferir pode baixar o arquivo neste link ou assinar nosso feed e ouvir no iTunes. Nosso arquivo com todos os programas também está no Tumblr. E para enviar questões, críticas e sugestões, nosso canal preferido é o Twitter – incluam sempre a hashtag #Quadra18 – mas também aceitamos via e-mail e Facebook.

Se preferir, faça o download do arquivo e ouça depois. Para isso, basta clicar no primeiro link acima com o botão direito do mouse e “gravar como”. E divirta-se!

Os temas

Como de costume, segue abaixo a lista de assuntos abordados no programa, com o momento em que falamos sobre cada um dos temas. Quem preferir, pode avançar direto até o trecho que quiser ouvir primeiro.

2’00’’ – O título de Teliana Pereira em Florianópolis
3’40’’ – Priante fala sobre as chances aproveitadas por Teliana
5’00’’ – Cossenza fala sobre os porquês da eficiência de Teliana no saibro
8’00’’ – Aliny lembra que há poucas especialistas em saibro na WTA
9’10’’ – Sheila lembra de seu momento preferido da final
11’15’’ – “O que falta para Teliana chegar longe em um Grand Slam?”
12’05’’ – “O que esperar de Teliana até o fim do ano?”
13’40’’ – Cossenza fala sobre a necessidade de Teliana evoluir em quadras duras
14’50’’ – A chave fraca e as opções da organização do WTA de Florianópolis
23’35’’ – O título de Rafael Nadal em Hamburgo
24’35’’ – Cossenza avalia a final e o desempenho de Nadal durante a semana
26’40’’ – Sheila descreve o barraco entre Nadal e Fognini na final
27’45’’ – Sheila relata as cãibras de Nadal durante a cerimônia de premiação
28’45’’ – “Qual a expectativa de Nadal para o US Open?”
33’15’’ – Sheila fala da importância de Hamburgo para a vaga de Nadal no Finals
33’55’’ – Priante compara Nadal/2015 a Federer/2013
35’25’’ – A semifinal de Thomaz Bellucci em Gstaad
36’10’’ – Cossenza lembra que Bellucci não teve vitórias espetaculares
38’45’’ – Priante ressalta a consistência mostrada por Bellucci recentemente
41’50’’ – “Bellucci pode evoluir e chegar ao top 10?”
45’00’’ – Sheila faz os tradicionais “registros”
47’15’’ – “O que vocês pensam a respeito de Dominic Thiem?”
51’23’’ – Aliny fala do título de André Sá em Umag
53’44’’ – Aliny fala de Roddick e Fish jogando duplas em Atlanta
56’45’’ – A semifinal de Soares e Peya em Hamburgo
57’31’’ – Áudio de Bruno Soares resumindo a temporada da dupla em 2015
62’20’’ – Aliny comenta a falta de sorte de Soares e Peya
64’10’’ – “Lições de vida com Felipe Priante”
66’00’’ – “Qual a chance de Bryans e Zimonjic se aposentarem nesta temporada?”
67’40’’ – A participação de Marcelo Melo no WTT
75’50’’ – Copa Davis em Florianópolis
76’30’’ – “A escolha da cidade ajuda o Brasil contra a Croácia?”
80’10’’ – “Momento agência de viagens”

Créditos musicais

A faixa de abertura do podcast, chamada “Rock Funk Beast”, é de longzijun. As demais faixas deste episódio são chamadas “Hang For Days” e “Game Set Match”. As duas últimas fazem parte da audio library do YouTube.


Teliana, a especialista
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Alexandre Cossenza

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As cenas da colagem acima, captadas pelo excelente fotógrafo Cristiano Andujar, são memoráveis. A comemoração logo após o match point, os beijos no troféu, os goles do champanhe derramado na taça, o emocionado e emocionante abraço na mãe… Teliana Pereira conquistou, em Florianópolis, seu segundo título de WTA e o primeiro de um brasileiro dentro do país desde Gustavo Kuerten na Costa do Sauípe em 2004 (sem contar Challengers e eventos menores, claro).

Há muitas coisas que podem ser ditas sobre os méritos de Teliana. Sua luta, seu preparo físico, sua humildade… Tudo isso tem peso grande na caminhada que lhe coloca entre as 50 tenistas mais bem ranqueadas do mundo. Mas há algo que talvez seja pouco observado e que acredito ser importante ressaltar neste post: a pernambucana de 27 anos agora se coloca como uma das poucas especialistas em saibro no circuito mundial.

Dona de um preparo físico privilegiado, Teliana trabalha os pontos como poucas tenistas hoje em dia. Sem um saque dominante ou um golpe de definição com muita potência, a brasileira compensa com paciência e estratégia, e seu estilo de jogo se mostra muito eficiente na terra batida – principalmente contra tenistas que gostam de parar na linha base e tentar resolver na base da pancadaria (ou seja, a maioria do circuito mundial).

Teliana aposta em bolas altas e fundas, e seu forehand com spin, quando aplicado com a profundidade certa, desequilibra. Nesse nível (o WTA catarinense não teve ninguém do top 60, e a pernambucana precisou enfrentar apenas uma top 100), não são muitas tenistas que conseguem potência e regularidade para combater o jogo de porcentagens da brasileira.

Não é por acaso que o duelo mais complicado foi o primeiro, contra a argentina Maria Irigoyen, que também fez um jogo de bolas altas e paciência (Teliana venceu por 6/7(3), 6/3 e 7/5). A final, contra a competente Annika Beck (68 do mundo), foi um exemplo perfeito de como o tênis de saibro de Teliana é eficaz. A alemã até conseguiu equilibrar o jogo em alguns momentos e venceu o segundo set porque encaixou uma boa série de golpes nos últimos três games.

Entretanto, a impressão que ficava, ao longo da partida, era que Beck vinha correndo muito mais riscos do que a brasileira – tática necessária para a alemã. Só que quando o terceiro set começou, depois de mais de duas horas de jogo, Beck já não conseguia a precisão necessária. Enquanto Teliana continuava paciente e trocando bolas, a alemã cometia uma série de erros. A parcial decisiva durou pouco. Por 6/4, 4/6 e 6/1, a especialista triunfou.

Teliana_Floripa_F_twitter_blog

Coisas que eu acho que acho:

– Não me parece justo dizer que Teliana Pereira foi campeã porque a chave estava fraca. Sim, a chave estava fraquíssima e já escrevi um bocado sobre isso no post anterior, mas me parece que o nome da brasileira já não pode ser descartado em nenhum torneio da série International (equivalente aos ATPs 250) no saibro. Dois títulos e um lugar no top 50 lhe dão esse direito.

– Vale lembrar: no tênis feminino, o último título vencido por uma brasileira em casa havia sido em 1987, quando Niege Dias foi campeã no Guarujá.

– Foi bacana ver a quadra central lotada para a final, disputada numa manhã de sábado, com entrada franca. Por outro lado, é uma pena constatar que um evento como esse, um WTA International, não oferecia sequer mil assentos. Muita gente viu o jogo de pé ou sentada em cadeiras improvisadas no barranco.

– Quase tão brilhante quanto a conquista de Teliana foi o texto de Fernando Meligeni sobre ela. Inclusive com o relato de que “alguns anos atrás [Teliana] foi contra um projeto olímpico capitaneado por Guga, Larri, Ministério do Esporte e CBT e bancou seu irmão como técnico e não aceitou mudar de sua cidade em vez de ser mais uma tenista dentro do projeto olímpico. Sua decisão causou problemas, boicote a ela e muita virada de cara. O mais triste foi o corte na Fed Cup em sua cidade por motivos ( técnicos) que todos sabemos que não foi por isso.” Leiam, por favor, o texto inteiro.

– O WTA de Florianópolis, como já previsto, voltará a ser disputado em quadras duras em 2016. Só não se sabe em que lugar da cidade. O diretor do torneio, Rafael Westrupp não deu garantias, dizendo apenas “provavelmente na Federação Catarinense”, mesma sede do evento em 2013 e 2014.


Floripa: WTA mais fraco do mundo vale o que custa?
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Alexandre Cossenza

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Os otimistas preferem ver a coisa toda pelo seguinte ângulo: uma chave acessível dá mais chances para as tenistas brasileiras somarem pontos e ganharem dinheiro em um torneio de nível WTA International. Não fosse assim, as chances seriam reduzidas e haveria menos atletas da casa participando.

A outra maneira, mais realista, é esta: o WTA de Florianópolis é o torneio mais fraco do mundo entre seus equivalentes e virou piada internacional. Sem exagero. Números e tweets, que listarei abaixo, comprovam. A parte boa – e é boa mesmo – é que sim, algumas brasileiras terão uma chance raríssima nesta semana. É preciso prestar atenção, contudo, (principalmente em época de Jogos Pan-Americanos) para não tirar nada de contexto e supervalorizar o que quer que aconteça, criando uma série de leitores e espectadores iludidos e mal informados.

Primeiro, aos fatos. Diretores de torneio e tenistas gostam de usar o ranking para determinar o quão forte (ou fraca) é uma chave. É comum ouvir deles e delas que este ou aquele evento “fechou em” um número X. “Fechou em” significa o ranking do último tenista que ganhou vaga na chave principal sem precisar disputar o qualifying. Nem concordo que seja o melhor dos critérios, mas no caso de Florianópolis o abismo é tamanho que a lista da WTA mostra-se irrefutável.

Pois bem. Em 2015, a média dos torneios da série WTA International (equivalentes ao de Florianópolis) fecha em 104. Essa conta considera desde eventos fortes como Hobart (pré-Grand Slam, fechou em 62) até torneios menos badalados como o Rio Open (fechou em 154). Pois o torneio catarinense fechou em 266!

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Nem é só esse o número que deixa Florianópolis muito atrás do resto do mundo. A oitava cabeça de chave do Rio Open, por exemplo, ocupava o 83º posto no ranking. Em Praga, outro evento forte, a cabeça 8 era a #35 do mundo. No WTA catarinense, trata-se da polonesa Paula Kania, #136 (ranking da semana passada, que definiu as cabeças). É uma diferença considerável.

Mas tem mais. Como bem levantou João Victor Araripe, desde 2008, quando a WTA mudou a nomenclatura dos torneios, nunca houve um evento da série International sem uma top 60 sequer. Floripa bateu este recorde. A sueca Johanna Larsson, #46, que seria a principal cabeça de chave, desistiu de vir ao Brasil. Assim, o principal nome do evento agora é a alemã Tatjana Maria, 64ª colocada.

O pior é que a lista de números desagradáveis não ficou restrita à chave principal. As desistências foram tantas, e o interesse, tão pouco, que faltaram nomes para o qualifying. O torneio de acesso, que dá seis lugares na chave principal, teve apenas 14 tenistas. A organização montou uma chave com dez “byes”.

As piadas

Tudo isso deu origem a uma série de piadas. E nem são aquelas tradicionais de brasileiros menosprezando eventos brasileiros. Em fóruns e no Twitter, gente de toda parte do mundo fez questão de apontar o quão fraco está o torneio catarinense. A lista de tweets abaixo (que poderia ser maior) inclui comentários sobre “terra devastada”, “cenas surreais”, “legado inesquecível” e o porquê de Jelena Jankovic estar disputando um torneio menor nesta semana.

Os motivos

Não é tão difícil entender por que a chave de Florianópolis ficou tão fraca. Primeiro porque trata-se de um torneio no saibro às vésperas da chamada US Open Series, aquela sequência de eventos em quadra dura que antecede o US Open. Além disso, o torneio está isolado no continente. Que tenista de elite faria uma viagem tão longa para precisar fazer outro voo intercontinental na semana seguinte?

Em 2013 e 2014, quando o torneio era disputado em fevereiro, não era tão difícil assim. Tanto que Floripa teve Venus Williams, Carla Suárez Navarro, Garbiñe Muguruza, Francesca Schiavone e outros nomes bem interessantes. A mudança de data foi um pedido do próprio torneio, que queria ficar mais perto do período das Olimpíadas de 2016 (o tênis olímpico começa a ser disputado em 6 de agosto). Talvez funcione no ano que vem (o torneio voltará a ser jogado em quadras duras), mas em 2015, no saibro, não deu certo.

Outro ponto a ser levado em consideração é o momento econômico do país. Com o dólar acima da casa dos R$ 3,00, torna-se ainda mais difícil pagar aqueles gordos cachês que trazem tenistas de peso. Este ano, a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e a Federação Catarinense de Tênis (FCT), realizadores do torneio, não pagaram nada a ninguém.

As brasileiras

O resultado disso tudo é a chave fraca (“acessível” é um eufemismo desnecessário a esta altura), que acaba beneficiando as tenistas da casa. O WTA de Florianópolis acabou se transformando em uma oportunidade de ouro para Teliana Pereira, número 1 do Brasil e 78 do mundo (ranking de domingo). Se estiver recuperada das dores que forçaram seu abandono em Bad Gastein, na Áustria, a pernambucana disputará em seu piso preferido o WTA mais fraco de sua vida.

Seria uma chance maravilhosa também para Bia Haddad, mas nem com essa sorte o torneio contou. A paulista, #2 do Brasil e #153 do mundo, sofreu uma lesão durante os treinos para os Jogos Pan-Americanos e não poderá jogar em Santa Catarina. As outras brasileiras na chave serão Paula Gonçalves (#305) e Gabriela Cé (#249), que entraram direto, e as convidadas Nanda Alves (#633), Carolina Meligeni Alves (#530) e Luisa Stefani (17 anos, #14 do mundo no ranking juvenil).

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O custo benefício

O compromisso financeiro total do torneio é de 250 mil euros, o equivalente a mais de R$ 900 mil. Parece seguro afirmar que, com os custos de organização e promoção, o torneio custa mais de R$ 1 milhão anual. Pouco me importam os gastos do Brasil Open e do Rio Open, promovidos por empresas privadas como Koch Tavares e IMX. Só que o WTA de Florianópolis é organizado pela FCT e pela CBT. Uma federação e uma confederação.

Será que vale a pena pagar tanto por um torneio com uma chave assim? Há retorno suficiente para estimular o tênis no país? Quanto valem, em reais, os pontos conquistados pelas brasileiras que vençam partidas durante a semana? Nem acho que seja o caso de incluir Teliana nessa discussão (a pernambucana tem jogo para pontuar no saibro em qualquer torneio do mundo). Mas acho – e sintam-se livres para discordar – que são discussões que deveríamos ter em algum momento.

Em tempo: tentei conversar com Rafael Westrupp, diretor do torneio, mas não foi possível encontrar um horário em comum (ele tem as funções dele, eu tenho meu emprego – culpa de ninguém). Uma pena. Seria muito interessante ter uma posição oficial da organização neste texto.

Frases

Encontrei, no entanto, declarações tanto de Westrupp quanto de Jorge Lacerda, presidente da CBT, em texto publicado no site do torneio em 18 de junho.

Lacerda afirma que “o resultado das meninas desde que a gente conseguiu adquirir a data, em 2012, o ranking delas em comparativo de 2012 para hoje era o sonho que a gente queria. A gente comprou um WTA sem jogadoras com condições de ranking para jogar e hoje temos um WTA com duas ou três jogadoras entrando direto na chave, a Bia como 148 do mundo e a Teliana 74. É uma nova fase do tênis feminino e isso tem muito a ver com esse evento.”

Discordo quando o presidente usa Bia e Teliana como exemplos de ascensão e usa o torneio catarinense como gancho. Dos 755 pontos de Teliana, só 30 foram conquistados em Floripa. Bia caiu na estreia no ano passado. Logo, seu ranking pouco (ou nada) tem a ver com o torneio. Dizer que as duas evoluíram tecnicamente por causa do WTA catarinense? Acho uma tentativa forçada de valorização por parte do dirigente. E não custa lembrar que quando Teliana começou sua ascensão pós-cirurgias, teve diferenças com a entidade e foi excluída do quadra de atletas beneficiados pela CBT.

No mesmo dia, Westrupp disse que “a tendência é que a gente tenha pelo menos cinco brasileiras na chave principal, o que é louvável e comprova que todo o investimento e a coragem da CBT em trazer o evento ao Brasil está dando resultado antes do que a gente imaginava.”

O Brasil terá até mais tenistas do que o esperado pelo diretor. E seria realmente louvável se a chave não fosse tão fraca. Do jeito que aconteceu, duas brasileiras (Cé e Gonçalves) só conseguiram vaga direta porque o torneio não atraiu atletas melhores. As duas não entrariam em nenhum outro WTA International do calendário. Não acho que seja motivo de orgulho. E talvez não valha R$ 1 milhão.


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Alexandre Cossenza

Uma atuação salvadora de Lleyton Hewitt e três pontos conquistados por Andy Murray foram só alguns dos destaques da Copa Davis em um fim de semana cheio de confrontos emocionantes que incluiu ainda a República Dominicana avançando no Zonal das Américas e a Espanha sendo derrotada lindamente diante de um time nada intimidante da Rússia em Vladivostok.

Sheila Vieira, Aliny Calejon e eu falamos sobre tudo isso e ainda analisamos as possibilidades do Brasil, que enfrentará a Croácia nos playoffs do Grupo Mundial, de 18 a 20 de setembro, em casa. Para ouvir é só clicar no botãozinho abaixo.

Quem preferir pode baixar o arquivo neste link ou assinar nosso feed e ouvir no iTunes. Nosso arquivo com todos os programas também está no Tumblr. E para enviar questões, críticas e sugestões, nosso canal preferido é o Twitter – incluam sempre a hashtag #Quadra18 – mas também aceitamos via e-mail e Facebook.

Os temas

Como de costume, segue abaixo a lista de assuntos abordados no programa, com o momento em que falamos sobre cada um dos temas. Quem preferir, pode avançar direto até o trecho que quiser ouvir primeiro.

1’18’’ – Lleyton Hewitt resgata a Austrália na vitória de virada sobre o Cazaquistão
3’02’’ – A imprevisibilidade dos jovens australianos Kyrgios, Tomic e Kokkinakis
9’40’’ – “O time australiano pode ser a grande história esportiva do ano?”
10’30’’ – “Hewitt é um típico jogador de Copa Davis?”
11’30’’ – “O que falta para o Brasil ser um Cazaquistão, que está no Grupo Mundial há cinco anos consecutivos?”
14’20’’ – Por que o Brasil não esteve tão longe de chegar às semifinais
15’00’’ – A vitória da Grã-Bretanha de Andy Murray sobre a França
17’00’’ – A estranha escalação de Tsonga para o jogo de duplas
18’10’’ – O dramático quarto jogo entre Murray e Simon
20’15’’ – O péssimo histórico dos franceses em jogos 4 e 5 de Copa Davis
22’10’’ – Gasquet não deveria ter sido escalado?
24’00’’ – “Qual a porcentagem de vitória quando um do Big Four decide disputar a Copa Davis desde a primeira rodada?”
24’20’’ – As situações em que Federer, Nadal, Djokovic e Murray decidiram jogar a Davis desde o início do ano.
26’55’’ – A vitória da Argentina sobre a Sérvia em Buenos Aires
29’20’’ – O triunfo da Bélgica sobre a equipe capenga do Canadá
30’50’’ – Palpites para as semifinais do Grupo Mundial
32’50’’ – O tamanho do buraco da Espanha na segunda divisão
35’50’’ – O casamento de Feliciano López marcado para a data da Copa Davis
36’10’’ – Comentários sobre o casamento de Tomas Berdych, bufê liberado, vestidos de noiva, Kim Kardashian e roupas transparentes
38’10’’ – Os vencedores dos Zonais e o brilho de Victor Estrella Burgos
39’00’’ – Retrospecto das últimas participações brasileiras
39’55’’ – Bruno Soares pergunta: “Vocês acham bom o atual formato da Davis?”
41’10’’ – A proposta de uma “Copa do Mundo” do tênis de dois em dois anos
44’55’’ – A possibilidade de jogos em melhor de três na Copa Davis
46’00’’ – Bruno Soares pergunta: “Como encaixar melhor a Davis no calendário?”
49’35’’ – “Quais os requisitos de jogar a Davis para estar nas Olimpíadas?”
51’15’’ – “Qual a seleção mais copeira da Copa Davis?”
52’10’’ – “Por que o SporTV não mostrou nenhum confronto?”
53’30’’ – Brasil x Croácia: o que esperar?
60’50’’ – Os outros confrontos dos playoffs

Créditos musicais

A faixa de abertura do podcast, chamada “Rock Funk Beast”, é de longzijun. As demais faixas deste episódio são chamadas “Hang For Days” e “Game Set Match”. As duas últimas fazem parte da audio library do YouTube.